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O Second Life é um negócio (não é jogo, parem de achar que tudo que é 3D com bonequinho é jogo) que vive de hype. Hype para quem vende "temos 2 milhões de usuários!" (cadastrados. Em uso, 30.000 se tanto) quanto para quem marketeia em cima. "Filme pornô da Leila Lopes será encenado no Second Life" geraria zilhões de hits, matéria em jornais, bla bla bla. Mas convenhamos, quem em sã consciência usaria Second Life para acessar home banking?
O Twitter, idem. OK, é divertidinho, mas convenhamos... "estou na cama estudando"? isso interessa a quem? 99,99% do Twitter é como 99,99% dos blogs: diarinho pessoal desinteressante. (os diários pessoais interessantes são legais, mas raros).
Agora imagine unir as duas inutilidades:
Isso mesmo: Uma máquina de escrever gigante. Você salta feito um coelhinho de tecla em tecla ui!) e escreve sua mensagem. Que vai para este Twitter aqui. Aí você pergunta: "E..." e eu respondo: "e mais nada. É isso. O jeito mais difícil do mundo de escrever -pow, tomando café. hoje tem broa-".
O experimento fica ainda mais patético quando sabemos que é possível fazer coisas LINDAS no Second Life, como esta reprodução em 3D do Noite Estrelada, de Van Gogh.
Fonte: Metalfilter
As bandas estão descobrindo as maravilhas das Relações Públicas, criam previews online, ou mesmo disponibilizam o álbum inteiro para audição online, como aMadonna fez com seu Hard Candy, no portal MSN. Agora o Coldplay disponibilizou uma música para download, e os blogs estão batendo palmas.
Tudo muito bom, tudo muito bem mas... artista disponibilizando música pra gente ouvir de graça não é NENHUMA novidade.
Antes de ter computador (e falo do CP-200) eu já ouvia músicas disponibilizadas "de graça", chama-se Rádio FM. Ao oferecer downloads de músicas de trabalho ou audição gratuita de álbuns os artistas não estão fazendo nada diferente do que sempre fizeram, só que faziam via rádio.
Isso não é nova economia, web2.0, pós-capitalismo. Isso é o bom e velho modelo onde você compra o CD, seja na loja física, seja no iTunes, e prova as "amostras grátis" via Internet, ao invés de via FM. Isso, definitivamente, não é algo digno de notícia ou do hype que estão fazendo, cada vez que alguém disponibiliza uma música de trabalho online.
Senão vamos nos maravilhar quando videoclipes começarem a aparecer no YouTube.
Incrível, fantástico, extraordinário. O Twitter, uma das maiores inutilidades de todos os tempos, uma espécie de blog para gente com déficit de atenção foi usado de forma útil, construtiva e eficiente!
James Buck é um estudante americano que estava no Egito cobrindo protestos anti-governo para sua tese sobre "Os novos esquerdistas egípcios e a blogosfera" (não parece algo saído da UFRJ?). Alguns dias antes blogueiros egípcios o ensinaram a usar o Twitter, e durante o protesto ele ficou atualizando o seu microblog.
Como era de se esperar, o bicho pegou, a polícia chegou descendo a lenha e mandando pro camburão. No meio da confusão, mesmo tendo cara de gringo, James e seu tradutor, Maomé Maree, foram detidos. Curiosamente não tiraram o celular de James, que postou uma única mensagem no Twitter: "Preso.".
Imediatamente blogueiros nos EUA e no Egito começaram a se mexer, pois o principal nesses casos é fazer com que as "autoridades" saibam que alguém sabe que você foi preso, assim não dá pra "desaparecerem" com alguém.
Na delegacia, "prestando esclarecimentos", James Buck continuou atualizando seus leitores, via Twitter. No final ele foi liberado, mais mas seu companheiro foi transferido para outra delegacia, e agora as autoridades egípcias negam fornecer qualquer informação sobre sua localização.
Disso tudo podemos tirar uma grande lição sobre a nova mídia, microblogging, o poder das telecomunicações funcionando a nível pessoal, etc, etc, etc:
Quando prender alguém CONFISQUE CÂMERAS E CELULARES. Simples assim. Pombas, é difícil achar capangas competentes hoje em dia!
Fonte: CNN

Se você esteve no planeta Terra nos últimos anos sabe o que é a Wikipedia, aquela enciclopédia eletrônica que utiliza o que Pierre Lévy chamava de "inteligência coletiva" para criação, edição e correção de artigos, e que segundo Chris Anderson, é razoavelmente tão confiável quanto a Enciclopaedia Britannica, e muito mais ágil em termos de correções e volume de conteúdo.
Claro que há problemas, pois esse conteúdo pode ser editado tanto por experts quanto por bestas quadradas, e não deve ser usada como única fonte de pesquisa acadêmica/escolar por motivos óbvios. Mas pode ser tranquilamente uma fonte de consulta rápida, e retrata bem a dinâmica da internet.
Afinal de contas, para quê essa breve explicação a respeito da Wiki, ferramenta que todo mundo já está cansado de conhecer? Foi só uma introduçãozinha para situar o nobre leitor no contexto, para o relato da bobagem que uma editora alemã pretende fazer, e que segue abaixo.
Pois bem, uma empresa "de mídia" de nome Bertelsmann resolveu contrariar toda a lógica da Wiki e (pasmem!) lançar uma versão off line da Wikipedia germânica, com os artigos mais populares da dita cuja. Até aí tudo bem, afinal outras experiências de publicar conteúdo produzido em rede deram certo, vide os livros feitos a partir do Urban Dictionary e do Post Secret.
Como diria o Mestre dos Magos, há um porém: os conteúdos dos verbetes não serão impressos na íntegra, e sim apenas um trecho, uma abreviação fuleira com as 15 primeiras linhas e, como um diagnóstico da situação em que se encontra a web (ou seja, um antro de salsinhas), toda essa... digamos, síntese é porque a tal versão impressa da Wiki é voltada ao público jovem, afinal eles não lêem nada mesmo além do título. Tudo isso pelo módico custo de 20 euros, e a Wikimedia Deutschland ainda vai ganhar 1 euro da Bertelsmann por cada cópia vendida do livro.
Pára tudo, deixa eu ver se eu entendi: o jovem cidadão alemão vai pagar vinte euros num livro cujo conteúdo não está completo, e que é disponibilizado gratuitamente na internet, sem pesquisa - ah, que falta isso faz num livro analógico! -, sem links, sem nada das demais vantagens decorrentes do fato de o conteúdo estar disponibilizado online? É, a Wikimedia pelo visto, não vai ganhar um tostão.
Fonte: Ars Technica

Apesar de achar que programa tem que rodar na máquina mesmo, alguns webapps como o Google Docs já salvaram minha vida e são uma mão na roda. Tendo uma conexão com a internet (coisa extremamente comum hoje em dia), é o verdadeiro "Write once, run everywhere".
Uma equipe de desenvolvedores da Worth1000 (aquele site que periodicamente faz desafios temáticos de criação de imagens e montagens) resolveu ir mais longe. O Aviary é um site que pretende ser um verdadeiro estúdio online, com tudo que é tipo de ferramenta, desde editor de vídeo, criação tipográfica e modelagem 3D, via web. Essas ferramentas poderão rodar online ou através do Adobe AIR a partir do desktop e terão tanta integração quanto têm as aplicações da suite Adobe.
De acordo com o FAQ, ainda não se sabe se eles irão cobrar pelo serviço depois de saírem do estágio de beta fechado. Mas se as ferramentas ficarem tão boas quanto eles propõem (e tão boas quanto parece que ficarão - veja o blog), têm tudo para fazer sucesso, principalmente se fizerem um plano pago como o do Flickr, que possui uma anuidade acessível e vale a pena pagar - no caso do serviço ser pago.
Eu acabei de receber um convite de beta testing e ainda não pude testá-lo de forma satisfatória, mas pretendo fazê-lo em breve. Quem se interessar e tiver criatividade para bolar uma frase que me convença a ceder-lhe um, comente aí.
Há dias vi mensagens no fórum sobre o IE 8, falando que ele não passa no ACID 2, apesar de anteriormente ter sido anunciado o contrário.
Afinal, o que aconteceu ? Por que depois de um anúncio tão bom o beta sai sem esse recurso ? Por que o sujeito virou ciclope ?
Quando vi essas mensagens aqui no MeioBit imediatamente encaminhei, para poder saber o que realmente havia ocorrido. Hoje recebi a resposta.

O Flash reinou soberano por anos a fio nos browser de todos, e era a primeira (e única) opção para provimento de recursos que extrapolassem o hipertexto estático e sem graça na internet. Passou por várias fases: Do início conturbado e lento, passando pela ascensão meteórica quando suportado pelo IE5, a chegada do Action Script no Flash5, a evolução da interface, a compra pela Adobe. Em nenhum momento desta história houve algum concorrente para o Flash, se tratando de animações para a web.
Claro que neste meio termo, a internet evoluiu. Os computadores evoluíram. A banda disponível saltou, a potência do hardware cresceu, e, acima de tudo, a web 2.0 chegou. E mesmo assim, o flash continuava lá, intacto, liderando, sem concorrência alguma.
Foi neste cenário que a Microsoft resolveu desenvolver o Silverlight. E, não obstante a concorrência da Bill & Ballmer’s, as alternativas feitas no próprio browser, sem necessidade de plugins específicos, desde o surgimento do AJAX e da evolução do Javascript, também se tornam uma opção viável no desenvolvimento de aplicações web 2.0.
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