Forum Meio Bit

Em mais um episódio da série "Tudo o que você não deveria fazer, mas acabou fazendo do mesmo jeito e agora está com um pepino nas mãos", narro aqui um caso de erro de implantação de uma tecnologia que utilizava transmissão por rádio e que encontra-se encalhada por falta de planejamento.

Hoje em dia já existe um cuidado muito maior com o uso de redes sem fio (e o termo aqui tem uma abrangência grande, como veremos adiante), com o exemplo mais simples sendo a predominância das redes WiFi já com alguma criptografia configurada. Claro, uma boa parte ainda usa WEP de 40 bits, o que em termos de segurança quer dizer aproximadamente "o rei está nu". Mas não se pode exigir muito da maioria da população, então simplesmente fiquemos felizes.

Infelizmente erros de configuração, uso e cálculos na implantação de redes sem fio, ou de equipamentos que utilizem tecnologias sem fio ainda é comum, e varia do vizinho de cima até grandes companhias. Já me desculpo de antemão, e aviso: não serão citados nomes, localidades ou marcas. Sinto muito, mas o importante é a lição, não os bois.

Uma empresa do ramo de tecnologia foi contratada para fornecer uma solução de massificação para uma concessionária. A solução, já consolidada em outros casos iria cobrir a área de uma ilha com pouco mais de 4.000 habitantes/visitantes. A solução em questão utilizaria uma tecnologia PLC para cobrir os desafios da comunicação da chamada "last mile", utilizando concentradores em locais específicos para fazer a comutação dos dados para uma tecnologia muito comum de comunicação sem fio: o General Packet Radio Service, ou GPRS, utilizando a rede de telefonia celular.

A contratada recebeu o pedido de compra e enviou os equipamentos. Tudo parecia indo bem, o sistema foi totalmente instalado, cobrindo a totalidade da ilha. Apenas um mês depois do startup foi percebido que havia pontos sem comunicação. Inúmeras sugestões foram dadas, mas o diagnóstico só foi definitivo quando a contratada enviou uma equipe para inspecionar as instalações. O resultado encontrado foi tragicômico:

celular_pwned_tng

Nesta obra prima da simulação do Google Earth temos os seguintes itens:

- Em azul, o mar (d'oh);
- Em cinza, a ilha;
- Em preto, a localização aproximada da única torre de celular num raio de 150 km;
- Em verde, um monte genérico de várias toneladas de material bloqueador de sinais de rádio;
- Em vermelho transparente, a cobertura de celular da ilha.

Estou bastante convencido de que detalhes adicionais são desnecessários. É isso: Epic Fail.

Não vou apontar culpados. Mas como isso pôde acontecer?

O fato é que, um ano antes, um outro projeto da mesma tecnologia foi implantado em uma outra ilha. Poderia ser mais similar? Sim, essa ilha também tinha um monte numa configuração extremamente semelhante e apenas uma única Estação Rádio-Base (ERB). Foi cometido o mesmo erro? Não. Nesse caso em especial a concessionária também solicitou como parte do fornecimento o destacamento de uma equipe de campo, formada por um funcionário de cada empresa que foram ao local e fizeram análises de todas as variáveis possíveis no decorrer de duas semanas. O monte não passou despercebido...

Então, finalmente, como isso pôde acontecer? Simples. A causa do erro foi suposição. Suposição de que, já que a cobertura da rede celular atinge mais de 95% do território nacional, as chances de cair nos 5% era inexistente. Mas um grande projeto desse tipo e vários outros de tamanhos até maiores falham por falta de planejamento que, num olhar mais apurado, é uma subcategoria do vício da suposição.

Então, caros leitores, fica a dica: Murphy é implacável e quando for implementar qualquer coisa, desde a rede WiFi do seu apartamento até uma implantação em nível internacional, certifique-se de checar as variáveis envolvidas. O tempo que você "gastar" antes de pôr mãos à obra pode salvá-lo de situações difíceis, gastos desnecessários e, o que eu considero o mais importante, uma mancha de otário em seu nome entre os profissionais da área.

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magno's picture

Algumas dúvidas minhas:

A solução seria destruir a primeira torre e colocar duas outras em lugares decentes, ou aumentar a cobertura com torres menores?

O material bloqueador poderia ser retirado? (várias toneladas é uma coisa, uma montanha é algo bem diferente)

Sendo aquela coisa no meio uma montanha, a torre poderia ser instalada em cima dela para melhorar a cobertura?

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Evite a extinção de uma espécie ameaçada: use corretor ortográfico!

TheDarkMaster's picture

É o que eu ia dizer também, porquê não colocaram a antena encima da montanha? Houston, temos um erro de cál.... (estática)

Se você consegue ler esta mensagem então o seu computador irá se auto-destruir em dez segundos, tenha um bom dia Smiling

Tango's picture

O projeto USA a rede de telefonia móvel celular, mas o projeto não foi da operadora celular. Consequentemente a concessionária não tem poder algum de colocar ou de tirar torres. 

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magno's picture

Qual foi a solução? Ou o pessoal lá do outro lado da "montanha" vai ter que se contentar em ficar sem sinal?

Dependendo do tamanho da ilha, acho que dá para colocar um transmissor de sinal ligado à torre principal por cabos. (Solução porca, mas fazer o quê né?)

P.S.: Qual realmente é a ordem de grandeza daquele bloqueador de sinal (o verde)? "Várias Toneladas", como você colocou, me lembra entulho ou lixo industrial(facilmente removível com trator ou eco-chatos com tempo livre) e não uma montanha com rochas ferro-magnéticas.

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Tango's picture

Magno (e outros),

Veja bem, não é possível retirar o monte. Eu deveria ter descrito melhor, mas o fato é que, quando se trata de ilhas, os "montes" que elas SEMPRE apresentam é feito nada mais, nada menos, que rocha sólida. Não raro é um único bloco, que vai do pico até o manto da crosta terrestre.

Isso não é consequência da ilha, mas justamente a causa da ilha estar lá. Imagine como sendo a coluna que a sustenta acima d'água.

Esse volume já é difícil de se remover no continente (observem os caminhões que a Vale do Rio Doce utiliza). Numa ilha 100 km dentro do oceano é impraticável.

Ainda não há solução neste caso, a distância torna proibitiva e ineficiente o lançamento de cabos até a região com cobertura. Espera-se que a operadora celular instale uma nova antena, o que a mesma já tinha em planos antes desse ocorrido. Infelizmente ainda se espera uma definição da mesma, que depende de ninguém mais que o IBAMA.

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ghustavo's picture

não seria mais facil adcionar uma outra torre sobre a montanha????

e outra acho que eles tentaram aproveitar o sinal dela né, para não pensar em fazer outro investimento em torres e ETC

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Ain't it sad

Alexandre Luckenzy's picture

"Ma-péra-aê"!!

Não pode colocar pelo menos uma repetidora no limite da área de cobertura e uma torre secundária de pequeno porte no outro lado da ilha?

(isso é, se isso existe para telefonia celular)

Pois pelo menos, que eu saiba, numa simples internet a Rádio isso existe com baixos custos.

Me corrijam se estou errado (foi um amigo que disse)

A Claro, por exemplo, não coloca suas torres em cima de prédios e caixas d'água?

Tango's picture

Está excepcionalmente difícil hoje...

Primeiramente, como dito antes, a concessionária não é de telefonia celular, logo não pode pôr ou tirar torres de onde quer que seja. Em segundo lugar, se alguém tiver uma explicação plausível e viável para colocar uma torre de celular em cima dessa coisa, sou todo ouvidos.

Favor considerar que você está a 100km do continente, e o veículo mais possante no local é um Jipe que pertecence ao IBAMA (boa sorte conseguir emprestado).

 

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Alexandre Luckenzy's picture

Tango, entendo sim que não pode por ou colocar nada no local, já que a concessionária não é de telefonia... e pelo que deu pra entender, o Ibama pega pesado.

Mas isso poderia ter sido reparado já pela concessionária, não?

Mas pô, uma repetidora, uma simples repetidora no limite da área de abrangência não é tão grande assim, nem tão caro é, sem que necessite ficar em cima desse troço mas ao redor dele.

Bem porque essa obra da natureza já é um sarro por sí só, uma torre em cima é uma piada (e que baita poluição visual)

Bem, vou procurar saber mais, não é minha área.

E sobre as antenas nos espaços alugados em prédios ou caixas d'agua é um jeito bem prático de aproveitamento sem necessitar de todo o processo...

Tango's picture

Alexandre,

Veja essa resposta. Não é que não existe solução, o caso é que o dano à imagem já foi feito.

E não existem prédios no lugar. 

 

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TheDarkMaster's picture

Ahh... Essa foto não é montagem? Se não for então agora entendi o "problema" hahaha, isso não é um morro, é uma montanha! Laughing out loud Mas têm pessoal que faz instalação de torres encima de coisas assim (e dado que a própria montanha já parece uma torre, talvez só precisasse uma antena lá encima). Só que me parece que o seu problema é mais o IBAMA

Se você consegue ler esta mensagem então o seu computador irá se auto-destruir em dez segundos, tenha um bom dia Smiling

Tango's picture

Eu JURO que essa foto não é montagem. Mesmo por que não foi nenhum amigo ou amigo-de-amigo que fotografou, fui eu mesmo.

(E depois mandei pra um amigo, dizendo "você deveria visitar esse lugar, tem coisas aqui que você iria adorar") .

O nome desse morro está no filename da foto, e você tem que admitir que é bastante apropriado...

O problema É o IBAMA. Escalar esse ícone fálico da natureza já é proibido, ainda mais construir algo em cima dele. Porém isso tudo deveria ter sido analisado ANTES da implantação (E foi. A foto é da ilha onde o projeto deu certo.).

 

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era pra ser uma lição!?

Tango's picture

Apenas para quem está disposto de tirar alguma. Você deveria estar grato de poder conhecer cases reais de implantações desastradas aqui no Meio Bit. Esse tipo de coisa ninguém publica. 

 

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magno's picture

Esse tipo de coisa ninguém publica.

Um doce virtual para quem adivinhar por quê este equipamento não funciona.

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Flss's picture

É impressão minha ou serraram aquele cano de cobre(chuto pela cor) para poder parafusar Puzzled
E aquela tabua apoiada? o que seria aquilo, seria isto fruto de Engenharia com enfase em gambiarra?

magno's picture

Aquela tábua apoiada é uma espécie de "andaime", ou seja, vai receber o peso de uma pessoa em cima para servir de apoio para se fazer algo no teto. Isso é a conseqüência de se "fechar o navio" antes de instalar os equipamentos mais pesados ou difíceis de se colocar. Os operários têm que se virar como podem.

Para os que trabalham com segurança no trabalho, mais uma foto: O cara está soldando no teto apoiado de uma folha de madeira inclinada em cima de duas escadas deitadas apoiadas em uma outra estrutura precáriamente apoiada.

Nesta outra, o operário está usando uma válvula de precisão para levantar algo muito pesado.

A culpa não é de nenhum dos dois operários. O pessoal do planejamento poderia ter evitado essas situações fazendo as instalações com a estrutura ainda aberta.

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Evite a extinção de uma espécie ameaçada: use corretor ortográfico!

Eu acho que Murphy tem uma atenção especial à tecnologia de rádio: quando você quer fazer um aparelho imune, tudo vira antena, desde um simples resistor, o cabo de alimentação, a carcaça, tudo pega de tudo. Mas quando você quer transmitir um sinal de rádio, tudo vira obstáculo, até o mal humor do operador influencia na qualidade d atransmissão. Mexer com rádio é cair de bruços no colo do Murphy...

claudioct's picture

Quote:
uma mancha de otário em seu nome entre os profissionais da área

Já imagino a pessoa se identicando e todo mundo rindo... "-Ahh! Você é o cara dos 50% da ilhota..." Sticking out tongue

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"É uma cilada Bino"

Ótimo post. Realmente, cases de sucesso a gente encontra aos montes, mas cases de fracasso é difícil achar.

neyfrota's picture

HAHAH.. lembro a muito tempo, um provedor onde trabalhei.. que instalaram um link provisorio de radio, que volta e meia, tinha muuuuuita perda... e os caras do link ficavam feito doidos tentnado entender

depois de muito bate cabeca, descobriram, que certos cargueiros, quando visitavam o porto do rio, tinham radios de dados com frequencias proximas e interferiam em um ponto do nosso link...

HAHAHHA... semaaaanas pra sacarem isso... pq intermitente e nao tinha logica... e la iamos nos... baixava o link... tinha esperar os barcos trocarem!! HAHAHA

ainda bem era so provisorio... e o provedor comecando.. poucos clientes...

http://ney.frota.net

Carlos Cardoso's picture

Quando entra navio da Armada no Porto de Vitória os computadores da Dataprev CAEM.

 
contraditorium.com

ghustavo's picture

pior que e verdade Sad Sad Sad

mas nada como o de uma prefeitura que tinha o link de dados com outro ponto e depois de uns 6 meses começaram a ter percas de pacotes, então foram avergiguar o porque, e percfeberam quando acontecia isso, era em epocas de ventania e porque???
na outra ponta, cresceu um bambusal (é assim por favor corrigam) e quando ventava ele ficava balancando na frente da antena huahauhau

o cara so descobriu quando ficaram olhando pela visada das duas antenas, ai um de uma ponta viu os bambus balançando

I Work All Night, I Work All Day, to Pay de Bills I have to Pay
Ain't it sad

artszer's picture

Essa "cagada" é conhecida também como projeto de cadeira. Sticking out tongue
O engenheiro responsável pelo projeto não levantou a bunda da cadeira para fazer o projeto. Não sei se por falta de tempo/pressa ou puro comodismo, ele confiou na base de dados que tinha e deu nisso!!

Agora só instalando um equipamento repetidor de sinais na próprio morro que obstrui o sinal ou então outro ao lado do morro tentando cobrir onde ficou a sombra de cobertura.

Completamente irrelacionado, mas os graficozinhos no fundo são do Tibia. O.o

Tango's picture

Não. São do GIMP. 

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DomainAdmin's picture

Falta de planejamento e análise de riscos...

Identificaria isso fácil, além de ter documentado as ações pra mitigar o risco antes do projeto começar.

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Get the facts.

Mr Vain's picture

Solução simples: basta rotacionar a antena no sentido horario que a propagação ao noroeste da ilha vai conseguir mais sinal. Rotacionar de uma forma que o "setor circular sem sinal" fique numa area que a densidade demográfica ou demanda seja menor afinal uma antena nao propaga o sinal 360 graus (geralmente eh na forma de um "coração" onde os semi-circulos do coração sao bem próximos a antena.

Convenhamos, rotacionar a antena é ridiculo. Basta girar o "tambor" ou conecta-lo no outro ponto da antena.

Call me Insane, Call me Mr vain

Tango's picture

1) Não é possível adicionar, remover ou modificar as configurações da torre.

2) De onde veio essa idéia? Torres de celulares são omnidirecionais. Rotacionar um círculo?

3) Não é possível adicionar, remover ou modificar as configurações da torre. 

4) Não é possível adicionar, remover ou modificar as configurações da torre.

5) Não é possível adicionar, remover ou modificar as configurações da torre.

6) Não é possível adicionar, remover ou modificar as configurações da torre.

7) Não é possível adicionar, remover ou modificar as configurações da torre.

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Mr Vain's picture

Um artigo básico:

http://antigo.matik.com.br/modules.php?op=modload&...

A propagaçao é ominidirecional MAS nao é um circulo perfeito ou algo igual em todas direçoes. Cada antena tem seu mapa de propagação.

Nao vejo problema de rotacionar o tambor de acordo com o mapa de propagaçao para um maior ganho numa área especifica mas se nao pode pq é responsabilidade de outra empresa ou pq é proibido são outros quinhentos. Possivel É, mas poder são outros 500

Call me Insane, Call me Mr vain

Tango's picture

Vain,

Parece que trocamos um pouco os conceitos. Vou recomeçar.

O que você descreveu como uma antena omnidirecional é válido, porém não é este o tipo de antena utilizado nas redes de telefonia móvel celular. O que eu descrevi como antena omni seria na verdade uma "torre" omnidirecional, formado por um trio de antenas direcionais com abertura de 120 graus ou três pares de antenas com aberturas de 60 graus.

Provavelmente o que temos na ilha são três antenas a 120. Isso cria uma área de cobertura teórica semelhante a um círculo perfeito, que é simplificado para hexágonos, para fins de projeto. Dessa forma continua sendo inútil a rotação da torre.

Mesmo se fosse permitido modificar a configuação da antena, de nada adiantaria. 

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3gman's picture

Torres de celular de operadoras Vagabundas são ominidirecionais... Posso garantir que existem operadoras que não possuem sequer uma antena omini em toda sua planta (pelo menos no padrão GSM).

Em sistemas WCDMA é ainda mais improvavél que vc encontre sites com tal modelo de antenas.

Antenas Omnis são usadas basicamente em sistemas indoor. Em sistemas outdoor elas retiram a capacidade de otimização da rede e dificultam a distribuição de tráfego entre os diferentes clientes em cada região.

magno's picture

Ele disse que a torre é omnidirecional, não a antena. Basta você ter, pelo menos, quatro antenas com ângulo de visada de mais de 90 graus que você tem um conjunto omnidirecional.

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Tango's picture

Magno,

Confere, o erro foi meu mesmo. Expliquei melhor na resposta ao Vain. Tem uma figura bem descritiva e um artigo interessante aqui.

É o vício de se referir a torre como antena. 

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3gman's picture

Sejamos diretos. Omni é uma antena, nunca a torre.

O que pode ser feito (tenho minhas dúvidas das vantagens) é dividir o sinal (splitter) em 3 ramos e utilizar então antenas com aberturas horizontais maiores (tradicionalmente 90º). Em hipótese alguma se escolhe antenas com 120º de abertura horizontal nestes casos, pois teríamos sobreposição de cobertura (vale lembrar que a Abertura Horizontal é definida quando temos um decaimento de 3dB em relação ao sinal central).

Tal situação apresenta a vantagem de ser passivel de otimização em relação ao Tilt mecânico (ou elétrico). Mas se perde (e muito) com o splitter (4,8 dB por ramo - spliter Andrew S3-C-PLUS) e com os jumpers (dois jumpers por ramo, com perdas de ~0,5dB). Teremos uma perda de ~6dBs, apenas para não utilizar uma Omni.

Agora, se você está utilizando um sistema com 3 antenas e 3 setores (configurações lógicas e/ou físicas distintas), daí não podemos chamadas de omni, e sim setorizada.

artszer's picture

Não adianta você mudar a direção da antena o morro vai estar na frente do mesmo jeito.
Nesse caso só um outro equipamento resolve, uma nova ERB (antena como o pessoa chama por aí) ou um repetidor celular (mais barato e não precisa de link de transmissão).

Outra coisa rotacionar antenas (mudar o azimute) não é ridículo, é uma prática comum para otimizar as redes celulares.

vangogh's picture

Está muito claro pra mim, e tenho certeza para todos que leram esse post que o projeto foi muito bem elaborado e executado.

Simplesmente o morro só não estava lá quando a torre foi montada. Sticking out tongue

v1r3d's picture

Hahahaha essa foi ótima, muito boa mesmo, nem quero saber o quanto gastaram, só posso dizer Game Over Sticking out tongue
Não era mais fácil usar mini-estações de transmissiona sem fio (WiFi mesmo) com links via satelite em cada ponto?
Eu uso WiFi sem medo, já que:
Dentro do link sem fio temos uma VPN, mesmo que a pessoa entre na rede não vê nenhum computador nem consegue interceptar os dados.

artszer's picture

Redes WiFi tem cobertura muito reduzida (<100m) imagina quantos pontos de WiFi você teria de colocar para atender a ilha toda ou mesmo a parte que esta sem sinal!!
E cada ponto desse ia precisar de alimentação (tomada), ou seja você ia ter que cobrir a ilha de extensões para atender a estes pontos WiFi.
Resumindo impraticavél. WiFi é mais indicado para coberturas indoor ou pequenas.

v1r3d's picture

Rapaz, creio que você não sabe do que está falando. Procure no UnderLinux pessoas que fazem links WiFi (802.11b/g) com 94Km de distância, of course com antenas EXTERNAS.
Fora isso existem equipamentos que transmitem também em 900Mhz que conseguem ir muito além.
Dizer que WiFi é de pouca distância é não conhecer os equipamentos e se para pequenos provedores isso é mamão com açucar quem dirá para uma empresa grande.

Tango's picture

Vired, não estou dizendo que a situação é irresolúvel. Porém imagine que qualquer solução irá estourar  o já estourado orçamento do projeto e que um novo projeto terá que ser feito, com o único objetivo de corrigir a "obra" anterior.

Não adianta: você vai sim ganhar a fama de otário ou, no mínimo, incompetente.

("Você" no sentido de "aquele que fez isso").

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v1r3d's picture

É, nesse caso complica, a única solução é mandar tudo a leilão e tentar retornar algum dinheiro, já vi um fábrica aqui de isopor fazer isso, ela comprou caldeiras e equipamentos a vapor só depois que foram descobrir que na distância da caldeira -> máquinas de injeção que a pressão não era suficiente..... ai já viu né...

Yoshio's picture

O problema do "monte genérico de várias toneladas de material bloqueador" se resolve com outro "monte não-genérico de material altamente explosivo".

Wektabyte

Tango's picture

http://www.ibama.gov.br/leiambiental/home.htm

Você conseguiu incorrer em, pelo menos, 4 artigos de 3 seções diferentes. Olhando por alto. Numa soma rápida, uns 20 anos de Sol quadrado e várias multas. 

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TheDarkMaster's picture

HUAHUAHUAHAHUHAHAUHAUHAUHAU, perfeito Smiling Mas acho que aí é que o IBAMA não vai gostar hehe

Se você consegue ler esta mensagem então o seu computador irá se auto-destruir em dez segundos, tenha um bom dia Smiling

laertesss's picture

É, nunca aceite um serviço de cara sem dar uma olhadinha antes no que terá que ser feito, nunca!!

Esses se deram mal, agora estão presos sem poder fazer nada.

Transmissão da torre já existente para o restante da Ilha que ficou sem cobertura via cabo está fora de cogitação também já que não se pode modificar a torre?

"Sou analfabeto, não sei assinar."

Slaker's picture

O desenho parece ate o tibia!
AHUhAUhAua

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