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"MS Office não é mais barato, mas é quase impossível eliminar o custo real do open source" (Doug Wilson, CIO da NZ AA)
Futuro, planejamento e integração. Foi a falta disso que fez com que a Associação de Automóveis da Nova Zelândia tenha desistido de continuar usando o Open Office. E vão além, os custos com treinamento e suporte estavam iguais aos do Microsoft Office, mas com problemas de integração e compatibilidade.
Calma stallmanzinho! Não é o fim do mundo. Respire fundo e continue lendo.
Quem ainda acredita que a suíte de aplicativos do Office é apenas um editor de textos, uma planilha e uma ferramenta de apresentação, pode continuar usando o Open Office, pois não vai fazer muita diferença.
O que fez o diferencial não foi o custo também. Não há almoço grátis e quem realmente trabalha e defende o FOSS, sabe disso. O que faltou foram serviços integrados de gerenciamento de documentos e informação, colaboração (que o MS Office, Sharepoint e Exchange fazem com proeza) e, por incrível que pareça, previsibilidade.
Esse último chamou atenção. Segundo o CIO, a falta de um roadmap, um planejamento futuro dos produtos open source, também fez parte da decisão.
A reportagem termina informando os números de uso do Open Office, em pequenas e médias empresas. A mais recente informa que 20% do mercado usa o programa e nas empresas, a média está em 7%.
E o acordo com a Microsoft ainda permite usar o Office em casa e estão estudando usar o Sharepoint para atualizar as informações dos portais, direto do Word. Outro tipo de integração é a gerência de conhecimento: hoje é possível apenas ao digitar o nome de uma pessoa, encontrar dados de projetos em comum, informações de contato, agenda pública, marcar uma reunião ou um almoço. Tudo dentro da mesma ferramenta.
É importante para quem está envolvido em projetos FOSS prestar atenção a essas necessidades e tentar oferecer serviços integrados e planejamento. E nem precisam ser mais baratos. Não adianta tapar o sol com a peneira e culpar quem usou. Os custos para "adaptar às necessidades" ficaram altos demais. Adicione a isso os problemas em treinar e incompatibilidade de documentos compartilhados e você tem a fórmula para migrar de volta para o sistema padrão.
Fonte: Computerworld
OpenOffice é muito pesado.
[/comentário inútil]
Já foi. Antigamente era impraticável, tive uma edição no Conectiva que levava 2 minutos pra abrir. Cronometrado.
Hoje ele funciona direitinho, mas ainda é feio demais. Lembra o Office de 10 anos atrás.
www.contraditorium.com
Ainda considero o Open Office (no meu caso o BrOffice) muito pesado mesmo usando aquele acelerador. Uso a versão 2.0.0.1.
O problema que muito pouca gente percebe é que o windows é otimizado para o office. Faça um teste: Instale o windows limpo como de fabrica. Marque o tempo de boot e depois instale o office. A diferença de tempo vai mostrar que na inicialização do windows são carregados tuias de módulos para o office. Não tem como um aplicativo como o Word, atolado de funções complexas, carregar na minha maquina como se fosse o notepad (nas primeiras semanas de instalação).
Fica dificil competir assim.
Firefox discorda.
www.contraditorium.com
Por incompetência da equipe do IE. Que passou uns 5 anos (me corriga se estiver errado, não lembro o tempo exato) comendo mosca e lançou essa piada de IE 7.
A e o MS Office é levissimo ne,,,
[/comentario inútil pt2]
O Office 2003 é mais leve que o OpenOffice 2, pelo menos aqui.
Ainda levando em consideração que o OpenOffice pra Linux é um elefantinho comparado ao em questão, a versão pra Windows.
Aqui em casa eu não noto diferença alguma em termos de "leveza"
Então o que aconteceu que o que ganhou foi a integração do M$ com as ferramentas de trabalho colaborativas?
Foram 3 fatores principais somados:
1. Incompatibilidade entre documentos compartilhados com terceiros e computadores internos, que usavam Office.
2. Gerenciamento de documentos, onde ao escrever o e-mail de uma pessoa, automaticamente ele já vincula todas as informações necessárias. Pense em planilhas de Excel com cálculos cabeludos ou apresentações Powerpoint que lêem dados de planilhas de um fornecedor e monta gráficos lidos de uma base Access atualizada periodicamente por uma ferramenta atualizada pela Web por vários departamentos.
3. Roadmap. A Microsoft diz exatamente o que pretende fazer com a suíte Office para as próximas versões, criando um futuro previsível. Uma empresa pode planejar seu setor de TI e suporte de acordo com esses mapa. Já o open source é imprevisível.
Os 3 somados pesaram quando foi levado em conta o custo do suporte, incompatibilidade e treinamento do Open Office: o mesmo do MS Office. E isso pesou ainda mais para migrar de volta.
Nesse caso a decisão foi a certa mesmo, a Mafia$oft faz o dever de casa muito bem, o openoffice deve estar bem atrasado em relação a suite office. Eu digo que o openoffice é bacana para uma pequena empresa que não tem necessidade de tanta ferramente e quer uma solução mais simples, mas realmente a interoperabilidade entre office <-> openoffice deixa muito a desejar.
E a última versão do office que mudou bastante coisa, se não me engano os formatos de documentos são baseados em XML, me corrijam se eu estiver errado.
Sim, os documentos do "Mafia$oft" (ai meu saquinho) Office 2007 são baseados em XML. Mas precisamente no padrão OpenXML.
São tão engraçados, estou caindo de rir aqui... uau... fez um trocadilho melhor ainda que M$.
Ligue pro Bill, mande-o fechar a empresa, não dá pra competir com essa gente boa.
www.contraditorium.com
hehehehe já vi MicroBost também em um fórum.
tsc, tsc, tsc. Esses stallmanzinhos do meu Brasil...
As ferramentas colaborativas tem uma importancia muito grande e a M$ ainda oferece um solução mais eficiente...
Aqui na empresa o exchange tem um peso muito grande na decisão de usar software da M$.
E só foi implantado depois de muita pesquisa pra encontrar algo q o substituisse com qualidade e produtividade.
Vejo projeto livres como o eGroupware como uma promessa de futuro, infelizmente ainda só uma promessa.
|O mais importante no conhecimento é o que se faz com ele.|
Que nada, prefiro notepad. Bem + leve.
xD
"Associação de Automóveis da Nova Zelândia"?
Caramba, vai ser bom de Google assim lá na Nova Zelândia!
PS: Se o artigo fosse a favor do SL, algum "Gatezinho" comentaria a mesma coisa!
PS2: Concordo com a parte sobre integração, é o próximo passo!
Apenas mais um blog!--> TAKEUSPA!!!
A gente vai longe atrás da notícia. Lembra do post sobre implantação de Linux em 12.000 máquinas em um banco da África do Sul? Também não é ali do lado...
www.contraditorium.com
Galera do MeioBit, meu comentário não é sobre o post não. Desculpa. É que não encontrei outra maneira de chamar você para participar do grupo de discussão que criar para quem já é e para quem quer ser problogger. É o probloggers@grupos.com.br. Para assinar, basta enviar email para assinar-probloggers@grupos.com.br, ok?
Abraço a todos e espero que esse espaço sirva bem para fazer crescer ainda mais a blogsfera brasileira.
Márlio Esmeraldo
PutsGrilo!com
www.putsgrilo.com
Para mim isso é spam no espaço dos outros.
Integração de recursos, ferramentas colaborativas... no final a informática esta ai para isso. Agilizar, maximizar e bla bla bla...
Bato sempre na mesma tecla. Depende da necessidade e ambiente. O Open Office pode ser útil, mas em outros momentos...
Quanto a ele perder para o office por falta de certos recursos? Bom entramos na famosa discussão de que certos recursos do mundo livre nunca se darão tão bem quanto no proprietário. E vice versa.
http://www.mundovoip.org/
Me parece que o KDE 4 será todo semântico, pode ser um passo para a integração e gerencia de informação.
Quanto a notícia, bom, Associação de Automóveis da Nova Zelândia fica meio longe e restrito para tendência de mercado.
Há mercado para aqueles que querem somente um Editor de texto , planilha e apresentação, e neste caso o OpenOffice se ajusta. Para o resto o resto ;-).
E ai Microsoft, para quando o Office para Linux ?
Acho que Office para Linux só no dia 31 de Fevereiro, pois a empresa sabe que o pacote Office é um carro chefe que ajuda a vender o windows para o usuário normal.
Aqui em casa com já contei em algum comentário no meiobit consegui fazer minha mãe usar linux e até que a adptação foi tranquila, mas ela não gostou do openoffice, só reclamava, a maneira foi colocar para rodar o office XP emulado no Linux.
por isso gosto do linux existem muitos problemas, alguns contornáveis e outros não... E no pc antigo da minha mãe tudo roda satisfatoriamente bem e rápido.
Bem, existe Office para MacOS. Mas como este sistema nunca vai ameaçar a base instalada do Windows (o Jobs não quer) a Microsoft não tá nem aí.
Já no caso do Linux... se eu fosse o Ballmer faria a mesma coisa. É decisão estratégica, pois know-how para portar o pacote de softwares eles têm.
O OpenOffice não trilha o mesmo caminho do MSOffice, pensar que o primeiro vive da sombra que o outro faz é reduzir o trabalho do Software Livre.
O OpenOffice tem focado suas últimas versões em três pontos: melhoria do código e aumento de funções/usabilidade; criação de um padrão universal para documentos "tipo" Office (o padrão Open Document); e a melhoria da compatibilidade com outros programas (como o MSOffice).
Ele não implementa elementos colaborativos avançados como o MSOffice 2007 faz com seu excelente Groove (que nasceu quase software livre). Até o Abiword, o Inkscape e os GoogleDocs tem mais colaboração que ele. Então, se você precisa disso ou adota uma plataforma tipo Exchange (ou OpenExange/Evolution/Jegue) ou fica com o MSOffice mesmo.
Aí a Microsoft te faz uma promoção e deixa o pacote ser usado em casa sem custos (ia ser pirateado mesmo) ou baixa tanto o preço que supera o treinamento e até o investimento em uma nova solução livre e integrada (na minha opinião ainda muito difícil de fazer sobre o OpenOffice).
Jaime Balbino
Learning Designer e Consultor em automação do ensino
http://www.dicas-l.com.br/educacao_tecnologia
Okay, eu não pude resistir, então lá vai...
NZ AA não queria dizer "Nova Zelândia Alcoólatras Anônimos"?
Mil perdões, foi mais forte que eu...
Acredito que há vários pontos a serem discutidos, para que programas livres substituam programas proprietários muito usados:
- Office, Corel Draw, Photoshop etc. criam padrões de comportamento no usuário. É fato. Não é por serem "do mal", mas por serem muito usados. Isso também acontece com programas livres muito usados, como apache, Firefox, etc. Uma ferramenta (livre ou não) tem dois caminhos a seguir: Segue as tendências de comportamento, criadas pelo "eixo do mal" ;-), ou tenta criar padrões de comportamento próprios nos usuários. No primeiro caso vemos uma ferramenta sempre incompleta, pois só segue o que os outros criam. No segundo caso, corre o risco de desaparecer, pois ao tentar criar padrões para o usuário (já dizia, dentre outros, Renato Russo: "E tudo aquilo contra o que sempre lutam, é exatamente tudo aquilo que eles são"), encontra muita resistência destes.
Exemplos: A interface do Office 2007 mudou totalmente. O que resta fazer? Usar um programa que segue o jeito antigo de ser (que é o que atualmente conhecemos como sendo o jeito certo de fazer as coisas)? Não. O MSOffice mostra que o que ele faz é melhor. E o usuário passa a achar isso. É o dilema do Chuck Norris: "Se um dia Chuck Norris se atrasar, é melhor o tempo correr mais devagar".
Somente ferramentas muito difundidas conseguem (ao contrário das outras) adaptar o usuário à ela, e não o contrário.
Acho que essa é, dentre outras coisas, o problema do Gimp. Todo mundo quer que ele seja um clone do PhotoShop. "Ah, mas esse menu é ruim". - "Porque?". - "Porque é diferente do PhotoShop"!
Outro exemplo é a suíte KOffice, do projeto KDE. É uma feramenta usada por poucos, pois tem um jeito próprio de ser. Quem usa o MSOffice diz que é ruim, mas quem é acostumado à ela, ao ver o 2007 vai este ruim.
- Outra coisa que acredito é que os desenvolvedores de ferramentas livres devem ter em mente que estão fazendo o produto PARA, e (quase) somente PARA o usuário. A grande vantagem do conceito de comunidade é ouvir o que o usuário tem a dizer. Mas parece que as campanhas de Marquetingui da MS estão melhores que o contado entre o Dev e o usuário!
O OpenOffice é, sem dúvida uma excelente ferramenta, mas ainda há algo para (ficar igual ao M$ Office) para ter condições de ser líder (e poder ditar a moda;-)). Ignorar reclamações do usuário não levam à nada (sim, ele ainda é a suíte Office mais pesada, e não WordArt (seria WriterArt?), além de não ter aqueles cliparts legais do MS Office. E também é bem feio). Podia fazer que nem o Office,e usar abas e tal... hauahaua.
Obs: Saibam interpretar este comentário.
É isso aí. Para mim, os padrões estão nas pessoas.
Estes padrões de comportamento que você diz ao meu ver são definidos pela GUI. Pela interface gráfica de usuário oferecida pelo software. Quanto mais ergonômica e padronizada (não estou falando "bonitinha", tipo a do OSX) melhor.
Considero que neste quesito a Microsoft é insuperável.
A MS acerta bastante nesse quesito (a interface do Office 2007 é ótima), mas a Apple ainda está na frente.
Antes da GUI do OS X ser bonitinha, ela foi feita pra ser bastante intuitiva e padronizada. Leia o Apple Human Interface Guidelines que você vai entender.. (Aliás, TODO desenvolvedor deveria ser obrigado a ler esse Guideline, com alguma adaptação serve pra qualquer OS)
FelipeCN.com
Sim, isso é verdade.
Um exemplo: o tão aclamado menu iniciar do windows. Ele não está ali por acaso. Se você sentar na frente de um computador, colocar a mão direita sobre o mouse, perceberá que o movimento mais fácil de se fazer é o contrair o braço (ou parte dele), que levará o cursor para o canto inferior esquerdo da tela. Pronto. Achou-se o lugar perfeito para centralizar todas as funções (menus, botão de desliga, etc). Não podemos tirar o mérito dela por isso. Tanto que, mesmo no KDE, GNOME, vê-se uma espécie de botão iniciar, um relógio, concentrados numa painel, que fica na extremidade inferior da tela (tá, o GNOME tem dois), além de três botões nas bordas da janela: um "-", um "x" e um quadrado. Isso porque a Microsoft definiu seu programa assim. E os usuários aceitaram isso como sendo bom, tanto que é difícil fugir disto. Você pode até colocar os botões de controle da janela no lado esquerdo, mas ficarão sempre com a mesma função.
Assim como é difícil fugir da barra de rolagem, clique do mouse etc.. Quer uma previsão idiota? Sabe-se que qualquer programa atual tem no canto superior da tela uma barra com os seguintes menus: Arquivo, Editar, Exibir, Ferramentas, Ajuda, etc. Isso é é o atual padrão de usabilidade. Todo mundo faz assim. Mas a Microsoft mudou esse recurso no Office 2007. A partir de agora os novos programas lançados vão seguir este conceito de menus. E todo mundo vai se esquecer do jeito antigo de distribuir as coisas na tela.
A Microsoft mudou pois sabe que isso não vai fazer os usuários fugirem do seu produto. Ela é capaz de fazer o usuário se adaptar ao novo "estilo". Se fosse um outro programa, não líder de mercado, provavelmente seria considerado esquisito, e sem usabilidade, e desapareceria, ou voltaria ao estilo antigo. Foi isso que eu disse.
Não estou criticando a MS. Uma empresa deve fazer isto. E é isto que falta à muitas ferramentas livres que querem ser líderes.
Outro exemplo é o conceito de abas, na navegação pela Internet. Hoje em dia é impossível viver sem isso. E a Microsoft teve que se adaptar a isto, para não perder mercado (tá certo que não foi nem o Netscape que inventou esse conceito, mas sim o injustiçado Opera).
A Microsoft é insuperável nisto mesmo.
Fujam da MATRIX, certo!?
Putz... O TCO de soluções Microsoft ser menor que o TCO de soluções abertas não é novidade nenhuma. O que estes caras estavam pensando quando migraram para o OO??
O mais interessante notar nestes casos é a falta de planejamento. Migra-se, gasta-se, frustra-se e só depois disso tudo ocorrido... volta-se a trás ao que já estava antes. Parece brincadeira né!?