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A GPL (General Public License) é uma das mais importantes licenças do software livre, sua versão atual foi criada em 1991 pela Free Software Foundation e assegura 4 liberdades básicas:
Funcionando na base do retorne o que você recebeu.
A nova versão da GLP, em seu segundo rascunho bate de frente com algumas dessas liberdades e está recebendo péssimos comentários de desenvolvedores influentes do Kernel do Linux e, inclusive, de Linus (criador e BDFL do Linux).
Os principais pontos de discórdia, são:
Independente de concordar ou não com o DRM, os alguns desenvolvedores do Kernel assinaram um documento no qual afirmam que proibir o uso de DRM em software livre vai de encontro com a primeira liberdade.
O segundo item quer obrigar todos os fornecedores de hardware que utilizem software livre licenciado sob a GLP, forneçam meios para que o usuário possa trocar o sistema do hardware e obter as mesmas funcionalidades.
Esse item é um recado direto ao TiVo que utiliza uma versão modificada do Linux como sistema, mas o hardware lê chaves criptografadas para permitir que o sistema execute, assim, não é possível para o usuário do equipamento instalar sua própria versão do Linux nele, mesmo que os fontes sejam distribuídos, uma vez que as chaves não são.
É clara a intenção de barrar o DRM, novamente, além de eu não conseguir imaginar uma máquina de lavar que ter que disponibilizar uma porta serial (ou algo similar) para que seja possível atualizar o sistema, somente porque ela usa o Linux.
Os maiores colaboradores do Linux, são ao mesmo tempo os maiores detentores de patentes (como a IBM, por exemplo), isto pode ser um tiro no pé, uma vez que pode afastar colaboradores deste porte.
O sétimo item da licença, prevê uma seção de restrições e liberações adicionais.
Uns defendem que isto é a melhor parte da nova versão da licença, como sendo uma forma de compatibilizar e reduzir o número de licenças existentes, uns atacam este item dizendo que este item, na verdade, fará com que a própria GPL seja um monte de variações dela mesma.
Este ponto é talvez o mais controverso, pois a FSF está usando a licença do software para ativismo político contra coisas que a FSF acha errado, aqui entramos em uma discussão antiga sobre o que é liberdade e só essa discussão daria assunto suficiente para vários livros, porém, assim como eu, vários desenvolvedores não acham que uma licença deva ser usada para este fim, mas simplesmente para dizer o que pode ou não fazer com o software e não para dizer o que o usuário final pode ou não fazer.
Neste ponto está uma das minhas discordâncias com o documento gerado pelos desenvolvedores do Kernel, neste documento acusam a FSF de traição, por ter se tornado política.
Isso não é verdade, a FSF sempre foi uma entidade política e, mais dia menos dia, isso era esperado.
A grande traição, ao meu ver é querer usar uma licença aprovada por muitos e utilizada há 15 anos para isso.
A conclusão final do documento e da votação feita na lista de discussão dos desenvolvedores é que o rascunho atual é que, tirando as partes que eles não concordam, a licença não trás nenhuma novidade em relação a versão 2, por isso deve ser abandonada.
Aqui está o maior problema desta licença, os desenvolvedores e mantenedores do Kernel não aceitam esta versão da licença e se for publicada da forma como está o manterão licenciado somente sob a versão 2 e não 2 em diante.
O motivo disto ser um problema é que as versões 2 e o atual rascunho da 3 são incompatíveis, fazendo com que software licenciados sob uma não possam co-existir com os licenciados pela outra.
Para o Linux, além de um enorme trabalho de criar um fork de todos os softwares que utilizam, mantendo-os na versão 2 e talvez a perda de vários desenvolvedores que desejem seguir com a versão 3, não haverá perdas irreparáveis.
Já para o GNU haverá um retrocesso em mais ou menos 15 anos, já que terão diversas ferramentas funcionais, sob a versão 3, mas não poderão utilizar o Kernel do Linux, que se manterá na versão 2. E um sistema operacional sem Kernel, não é um sistema operacional.
Voltaremos a ter um sistema operacional GNU e passaremos a ter um sistema operacional Linux (hoje o correto é GNU/Linux), o que acredito que será mais danoso para a FSF do que para o Linux.
Porém um fork sempre pode ser prejudicial, uma vez que os esforços de desenvolvimento serão divididos.
Na situação atual do draft, eu mesmo não usaria a GPLv3, mudando o licenciamento de tudo para apenas GPLv2.
Uma licença que restringe o que o seu usuário pode fazer com o código, não me parece uma licença livre.
Algumas pessoas estão otimistas que ainda haja mais mudanças em cima deste rascunho, já que houve alguma mudança em relação ao primeiro, mas convencer o Stallman de alguma coisa é bem complicado.
Algumas leituras recomendadas sobre o assunto e fontes de informação:
Isso eh muito complicado.
Isso define oque eu to pensando e fazendo tbm :
:'(
Virou bagunça o negocio heimmm
"Uso da licença como uma ferramenta para ativismo político."
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
essa foi a pior de todas
Ridículo!
Essa nova licensa GNU saiu totalmente dos padrões e tira todo o sentido do software livre!
Eu não posso acreditar que isso está realmente acontecendo!
Será que alguém (quem será?!) está ficando louco?!!
Pois se mudar eu continuarei com a versão 2!
Eu lembro de ter visto uma vez o Linus falando: "Chamar o Linux de GNU/Linux é uma besteira"
Acho que o Stallman num deve ter engolido isso até hoje. Se essa licensa (v.3) pegar, ele vai finalmente poder dizer: "Agora vocês vão ter que chamar GNU/LINUX de GNU/LINUX e o Linux de Linux, porra!"
hehehe
Concordam?
Só o Michael-Moore piorado do Stalman, mas isso não é novidade. Defensor da liberdade que COBRA pra tirar foto é dose. E não, não engulo o papo de que é doação. Doação compulsória ou sobre coação?
1. Proibição do uso de DRM (Digital Rights Management).
Qual o problema? Veja o exemplo da própria Tivo que você sitou: um Linux que não se pode modificar. Somente o detentor das chaves que pode fazer as alterações. É como pegar a licença GPL e tirar a cláusula que permite a modificação do software praquele hardware.
2. Obrigação de permissão de upgrade em hardwares que utilizem software licenciado sob a GPL.
Não entendi.
3. Proibição de incorporação de software patenteado.
Patentes de software é retrocesso para softwares de todos os tipos. Livres ou não. IBM e outras grandes empresas que você sitou, adotaram políticas de abertura das patentes.
4. Seção de restrições pode criar uma profusão ainda maior de licenças.
As pessoas ainda podem utilizar a GPL 2. Aliás, não haverá fork do Linux nenhum, ele é licenciado sob GPL 2 e é opção dos detentores do código migrar pra 3 ou não, visto que a nota de copyright define o código licenciado somente para a GPL 2 e não versões futuras.
5. Uso da licença como uma ferramenta para ativismo político.
A licença protege o software no mais alto grau. Não está relacionado à ativismo político, mas qualquer um pode fazer o uso da licença com finalidade política, visto que DRM e patentes atinge diretamente a sociedade.
6. A versão 3 não melhora nada em relação a versão 2.
Melhora em vários pontos. Se quando foi criado a GPL 2 tivesse o perigo das patentes e DRM, a GPL 2 já teria as cláusulas contra esses mecanismos.
A cláusula que permite código GPL 3 com outras licenças livres é vantagem sim. E é opção do programador incluir código licenciado sob GPL 3 em seu código compatível ou não.
DRM e Patentes de software é um retrocesso no desenvolvimento de software e cria barreiras de desenvolvimento, distribuição, entre outras coisas, entrando em conflito com as 4 liberdades básicas do Software Livre.
A grande traição, ao meu ver é querer usar uma licença aprovada por muitos e utilizada há 15 anos para isso.
Ora, a GPL 2 continua a existir e quem quiser poderá continuar a utilizá-la e não é obrigatório o upgrade para a GPL 3.
Existe muito documento na internet a respeito de patentes de software e DRM. Quem se interessar, uma pesquisa no Google retornará muita coisa.
A cada dia gosto mais do Linux (princ o debian) e achei o assunto acima muito interessante. De fato não tenho uma opinião formada a respeito, mas o autor do texto deveria melhorar um pouco o português!!
Atenciosamente.