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Não percam. A NASA TV transmitirá ao vivo o lançamento do Ônibus Espacial Endeavour, Domingo, 7/2/2010, 4h39min, horário da Flórida. Segundo as interwebs, isso dá 7h39min, horário de Brasília. Sim, cinco da madruga de domingo. Além de vida social é evidente que os técnicos da NASA não têm mãe.

shuttle

A missão da Endeavour será instalar na Estação Espacial Internacional uma cúpula e o módulo Tranquility, que deveria ter se chamado Colbert mas a NASA trapaceou no concurso de escolha do nome.

Está será uma das últimas missões dos Shuttles, e a penúltima da Endeavour. A frota só tem mais  quatro lançamentos depois será descomissionada. Os planos para novos veículos reutilizáveis foram recentemente cancelados por decisão presidencial. A presença humana no espaço está agora a cargo dos russos e chineses.

Uma pena mesmo. Ainda bem que temos Burt Rutan e Richard Branson para manter vivo o nome Enterprise.


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Onde o Peter Parker Emo leva o celular

4.5

Notem que usei o termo “leva”, e não “carrega”. Macho carrega, não leva, o que não é o caso da fruta-aranha, que faz até o Estrela Polar reclamar da falta de compostura.

Não vou entrar na validade do retcon, ou se carregadores de celular orgânicos são melhores do que os mecânicos, só sei que essa idéia não é das melhores.

Mesmo quem não é italiano vive mexendo as mãos, elas vão a lugares dos mais estranhos. Seja tirando meleca, seja coçando a orelha, seja fazendo carinho no rosto de sua namorada imaginária, você sempre as está movimentando. E nosso cérebro não foi projetado evoluiu para levar em conta objetos anexados ao corpo. Temos um modelo interno (mais ou menos como o Projeto Natal da Microsoft) e nos baseamos nele, além dos sentidos externos.

Wrist-Cell-Phone-Carrier

Claro, se você quer mesmo se sentir uma criatura Faaaabulosa como Peter Parker, o Carregador de Munheca custa US$29,95 no SkyMall.

Fonte: Foolish Gadgets


4.25

AVISO: O texto abaixo é bara 1337 Hax0rs ou pelo menos profissionais experientes de computação.

Nos últimos dias um vídeo fez a alegria do pessoal de TI: Um guri metido a hacker postou um vídeo no YouTube ensinando sua técnica secreta (usando Windows XP) de descobrir quanta gente está acessando um site, e seus respectivos IPs.

O GÊNEO demonstra como conseguir tal proeza utilizando o comando... TRACERT.

Isso mesmo. Por algum motivos obscuro o pequeno cérebro himenóptero do guri o levou a concluir que o TRACERT é uma ferramenta hacker e que os endereços listados numericamente são... IPs acessando o servidor.

A zoação nas interwebs está sendo geral, mas a melhor até agora foi o vídeo abaixo, onde um desocupado genial faz uma versão própria do vídeo, ensinando como fazer a mesma coisa... em Linux.

PS: Antes que alguém reclame, o "em Linux" faz parte da piada.

Essa só não se superou a um diálogo famoso do IRC contando o caso de um "hacker" que ameaçou horrores um usuário, que por sua vez respondeu de volta. Quando o "hacker" avisou que se tivesse o IP do sujeito faria horrores com ele, o sujeito soltou "então tá, meu IP é 127.0.0.1, me ataque se for capaz".

O hacker atacou, acessou o HD e apagou tudo que encontrou. Até a máquina bootar, claro.

Fonte: The Old New Thing


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Nexus 6 ou Cilônios? Só o Pentágono Sabe

4.166665

A DARPA é o departamento do Pentágono que nos deu de presente a Internet, o que não quer dizer que todos os projetos que se envolvem são bem-sucedidos, vide as pequisas paranormais durante a Guerra Fria, ou a faaaabulosa Bomba Gay. Fracassos e idéias mirabolantes à parte, eles levam o crédito de pensar adiante. Muitas vezes bem adiante.

Foi revelado que no orçamento de 2010 há 10 milhões de dólares reservados para biotecnologia, especificamente o Projeto BioDesign, que se propõe a “eliminar a aleatoriedade do avanço evolucionário natural^, projetando criaturas sem fraquezas genéticas, sem deterioração cronológica, com potencial de viverem para sempre.

Será complicado, pois o projeto já parte de um pressuposto errado, que evolução é um processo aleatório.

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Como pelo visto pelo menos UM sujeito no Pentágono leu Frankenstein, o projeto contempla a inclusão de um elemento genético de auto-destruição, caso o organismo caia em mãos do inimigo (ou mais provavelmente se rebele). O que é evidente é que ninguém envolvido assistiu Jurassic Park até o fim, ou teria se lembrado que a natureza sempre acha um caminho.

Apesar da real impossibilidade do projeto dar certo, muitos autores de ficção científica concordam com o caminho, robôs biológicos, ou biots, são muito mais interessantes, do ponto de vista prático. Não precisamos começar do zero e replicar todo o funcionamento de um cérebro vivo, o cérebro já está lá. Cachorros são mais eficientes que detectores de bombas artificiais, nossos esforços para criar robôs autônomos para transporte de carga são risíveis do ponto de vista de qualquer mula.

Arthur Clarke em sua trilogia iniciada em Encontro com Rama descreve uma sociedade que faz extenso uso de biots, que também estão presentes em seu romance 3001.

E se você acha que é preciso um monstro tipo o dragão de Avatar para causar estrago, pense o dano que causaria em um campo de batalha a liberação de dezenas de milhares de vespas e aranhas programadas para atacar humanos que não emitissem um determinado marcador químico.

Fonte: Wired


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You can't always get what you want

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Já dizia o filósofo Jagger: Você nem sempre consegue o que quer, mas se tentar, pode descobrir que conseguiu o que precisava.

Esse é o dilema que ocorre no mercado de tecnologia, onde geeks tendem a analisar os produtos de seu ponto de vista, esquecendo de primeiro de tudo identificar para qual mercado consumidor se destinam.

Outro dia um site, se não me engano o Ars Technica fez uma enquete perguntando se o leitor queria Flash no iPad.

Foi uma pesquisa idiota. 100% dos leitores vão querer. Eu quero. Funcionalidade descompromissada? Pode ir enfiando, em gosto do meu E71 ter uma porta infravermelha, mesmo não tendo usado NADA IRDA nos últimos 5 anos.

Já o consumidor final não-geek, se questionado muito provavelmente responderia em massa que quer sim, para em seguida perguntar o que faz esse tal de Flash. Você já viu leigo instalando software? Especialmente Office. Eles selecionam todas as opções possíveis. “vai que preciso”. Queria ver esse pessoal com uma daquelas edições do Debian que vinham em vários DVDs, com dezenas de milhares de pacotes.

appleipad

Por isso é complicado projetar um produto baseado no que o consumidor acha interessante colocar nele. Na China há celular com barbeador, celular com isqueiro. Se não ocupasse espaço ou bateria, e o preço fosse o mesmo, você não gostaria que seu celular tivesse um barbeador/isqueiro?

O Grande Erro do Nokia N95, um telefone tão bom que mesmo tendo sido lançado um ano antes mesmo assim foi usado pela Apple como comparação durante o debut do iPhone, foi ter sido pensado por engenheiros, não especialistas em produto. Ele era uma coleção de funcionalidades mais ou menos inúteis (acelerômetros antes do iPhone?) mas sem nenhuma alma aglutinando tudo.

A grande sacação da Apple, da Amazon e de outras empresas com produtos vencedores é detectar problemas (ou necessidades) e apresentar soluções. Ninguém reclama que um pára-quedas não serve de mochila eventual, ou que um assento ejetor não tem massageador de costas. Saber dizer “não” é essencial. Quando o iPhone surgiu, os nerds tiveram ataques de pelanca pela heresia; ele não vinha com câmera frontal NEM enviava MMS.

Seria interessante fazer uma pesquisa para descobrir quantos naquela época faziam videoconferência ou enviavam MMS. Aposto que mesmo hoje é uma minoria absoluta.

A Microsoft descobriu depois de muita pesquisa que o grande problema do Office não era falta de funcionalidade. 95% de tudo que todo mundo precisa ele já fazia. O problema era interface, as pessoas precisavam de acesso fácil a essas funcionalidades. Daí a Ribbon, que historiadores da FSF dirão que foi copiada do OpenOffice, que por sua vez copiou do Opera, claro.

Em conclusão, um produto para ser bem-sucedido tem que ser pensado como uma solução a um problema, (mesmo que o consumidor não soubesse que o tinha até então) e seu uso deve ser o mais amigável possível. A concorrência está anunciando tablets. Tablets são computadores, ninguém quer mais um computador.

O Kindle é um computador, mas quer saber? Ninguém se toca disso. Para os milhões de usuários ele é uma tabuletinha que quase não gasta pilha e que permite carregar uma trolhada de livros.

Essa visão de produtos como SOLUÇÃO é o que falta ao mundo do FOSS. Vide o vídeo vencedor do concurso do ano passado da Linux Foundation, para promoção do Linux:

 

É, do ponto de vista mercadológico, um lixo. Em NENHUM momento ele diz o que é Linux e efetivamente o que ele pode fazer pelo consumidor. É um vídeo de convertidos para convertidos, que trocarão tapinhas nas costas se congratulando por passarem a mensagem. Para eles mesmos.

Prova final: Nada ilustra melhor o conceito de solução do que a apresentação criada nas coxas pelo pessoal de uma aplicação de visualização de histórias em quadrinhos no iPhone, a Comics. Eles perceberam o potencial do iPad como plataforma para o formato, meteram a mão na massa e já tem um vídeo conceitual:

Comics by comiXology iPad concept from comiXology on Vimeo.

Esse vídeo sozinho converteu uma enxurrada de geeks, que já declarou amor incondicional ao iPad, mesmo sem este possuir uma câmera.

Fonte: Macmagazine


5

O site se chama TV Gorge, disponibiliza toneladas de séries, todos os episódios, todas as temporadas. Não é download, torrent, etc. Se vendem como uma fonte de streaming. O importante para nós, cucarachos, é que o acesso é liberado.

Não sei quanto tempo Hollywood deixará essa bocada no ar, mas enquanto isso, vamos aproveitando…

 

tvgorge


4.666665

Além de tequileira, desenvolvedora, geek, musa informal e namorada do Wolowitz, a Simone Villas Boas é fuçadora. Principalmente ela detesta trabalhos porcos. Nós concordamos plenamente. Por isso ela soltou no Twitter a pérola abaixo. O site [não oficial] de José Serra, um dos políticos mais conhecidos do país, figura máxima do PSDB, que nem de longe é um partido pobre.

Ao invés de usar uma solução decente como Wordpress, Mambo, Movable Type, ou mesmo uma fechada mas de qualidade, como o Lumis ou as (caras) ferramentas de CMS da Microsoft, resolveram reinventar a roda. E como todo trabalho de reinvenção da roda feito na base do quem cobra mais barato, falta a expertise. O resultado? Ela acaba de demonstrar.

s1mone

Não, ela não hackeou nada. Não houve invasão. Você pode constatar clicando neste link aqui.

O que acontece é que o sistema desenvolvido é uma das coisas mais porcas que já foi feita na face da Terra (e isso inclui programas nos quais usei a variável intFofura). Abrindo mão de TODA E QUALQUER segurança, o script notas.php recebe os dados de composição da página via campos da URL e os repassa para a página de saída, sem nenhum tipo de tratamento ou crítica. Veja a dita-cuja:

http://www.joseserra.com.br/?corpo=notas.php&tipo=Tequila%20rulz%20%3Cbr%3E%3Cbr%3E%20%3Cimg%20src=http://farm5.static.flickr.com/4053/4326174225_ee18c4ae5f.jpg%20%3E%3Cbr%3E%3Cbr%3ESimone%20Villas%20Boas%20entra%20na%20campanha%20de%20Jose%20Serra%20a%20Presidencia.%20Ela%20declarou%20que%20deseja%20um%20cargo%20no%20Ministerio%20da%20Birita.%20%22Gostaria%20de%20promover%20muitos%20eventos%20etilicos%20em%20um%20futuro%20proximo%22,%20afirma.

 

Isso abre caminho para injeções de SQL (se é que essa abominação usa algo sofisticado como um banco de dados), criação de matérias falsas no site principal e muito mais. Eu acho que dá até para o Serra apoiar Gaius Baltar…

Esses bugs são menos comuns do que deveriam. Vide o famoso bug do título do G1, mas nem por isso podem ser desprezados. Uma falha de segurança dessas simplesmente NÃO PODE acontecer. Imaginem se o site do Obama desse esses moles.

Temos gente competente para desenvolver e manter sites sem que erros porcos assim aconteçam. E são muito mais baratos do que os candidatos gastam em chaveirinhos que piscam.  Portanto, fica a dica: Demitam quem fez esse trabalho, contratem uma produtora web que não cometa erros primários dignos de script kiddies que acabaram de descobrir o Python e evitem ser motivo de chacota, como já está acontecendo no Twitter.

[ATUALIZAÇÃO] Aparentemente o site não é oficial, o que não ajuda muito o eleitor, já que www.joseserra.com.br NO MÍNIMO passa a idéia de legítimo. Fica o alerta aos candidatos: Cuidar de sua imagem online não é só manter conta no, Twitter, também é preciso evitar que sites de terceiros se confundam com sites oficiais. Pois se até nós que somos PVs fomos enganados, imagine os inclusos digitais.




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