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Toda vez que vou dar um curso sempre digo para os alunos que existem quatro coisas que ele deve saber para regular sua câmera: Distância focal, sensibilidade ISO, abertura do diafragma e velocidade do obturador. Destes quatro pontos, os três últimos têm a ver com a exposição correta da luz. O fotômetro interno da câmera calcula a quantidade necessária de luz para realizar a foto e, quando está acionado, o modo automático determina os valores de cada regulagem. Claro que existem situações onde o modo automático não dá conta de efetuar o registro. Em câmeras mais avançadas existe a possibilidade de usar o modo manual, o que também determina que o fotógrafo tenha pleno conhecimento das regulagens que está efetuando e seus efeitos para a imagem que vai ser captada. Mas, se o modo automático não é perfeito, como fazer em câmeras mais simples que não fornecem o modo manual? Tirando as câmeras point and shot mais básicas, existem equipamentos que fornecem os modos automáticos de exposição.
Os modos automáticos são pré-regulagens que simulam algumas situações específicas. Embora a maioria das câmeras possuam essas regulagens automáticas, poucas pessoas se dão ao trabalho de ler o manual de seu equipamento e saber para que servem aqueles ícones engraçados no anel seletor ou no visor de LCD. Mesmo existindo câmeras com até 28 modos pré-programados (inclusive alguns bem ridículos, tipo modo noturno ultravioleta com degrade verde) algumas dessas regulagens são mais básicas e existem desde a época das câmeras automáticas analógicas. Se você já viu essas regulagens em sua câmera e nunca se perguntou o efeito que elas produzem nas fotos, aqui vai uma pequena explicação.
- Paisagem - geralmente representado pelo desenho de uma montanha. Esse modo é usado para fotografar cenas distantes e arquitetura. A câmera aciona todos os pontos de foco e faz a leitura de luz de modo pleno. Em situações com pouca iluminação a velocidade do obturador pode cair para perto de 1/15 fazendo necessário o uso do tripé. Nessa situação a câmera tende a fechar o diafragma para poder ter uma boa profundidade de campo. Outra característica é que o equipamento também joga o foco ao infinito, agilizando a tomada da imagem.
- Retrato - representado por um rosto (geralmente feminino). Nessa regulagem a câmera abre ao máximo o diafragma e aumenta a velocidade do obturador. Isso se deve pelo fato do retrato ser feito a pouca distância e com o maior zoom possível. Dessa maneira se evita que a foto saia tremida. A indicação do maior zoom possível é recomendada, pois em grande angular (menor zoom) o rosto da pessoa tende a se deformar e ficar parecendo com uma batata.
- cena noturna - identificado pela silhueta de uma pessoa e uma estrela acima dela (ou lua, dependendo da câmera). Nesse caso a câmera abre o diafragma e reduz a velocidade de oburador. Em caso de usar flash, o equipamento vai usar a menor velocidade de sincronismo possível (geralmente 1/60). É muito importante respeitar o alcance´máxmo de seu flash (em torno de 3,5 metroe) e em caso de fotografar pessoas lembrá-las para ficarem o mais imóvel possível. Em caso de fotos noturnas onde se queira captar a iluminação natural (prédios, postes, luz da lua) é necessário a utilização de um tripé devido a baixa velocidade do obturador.
- Esporte - identificado pela figura de uma pessoa correndo ou nadando. É o modo ideal para se captar pessoas ou objetos em movimento. Aqui o equipamento tem como prioridade o obturador e eleva a velocidade entre 1/250 e 1/1000. Também é acionado o sistema de foco central para agilizar a captura da cena. Algumas câmeras costumam elevar a velocidade ISO entre 400 e 800. Infelizmente, por essas características, esse modo de exposição não é indicas" class="" title="">dicado para cenas com pouca iluminação.
- Macro - identificado pelo ícone de uma flor em close. Utilizado para fazer fotos bem próximas do assunto. A taxa de aproximação varia de 1 a 5 cm dependendo do equipamento. A câmera se regula para fazer o foco a pouca distância e usa o diafragma mais fechado para garantir uma maior profundidade de campo. Esse é um inconveniente que leva o modo macro a ser utilizado em locais com muita iluminação. O flash deve ser desligado, pois ele não é projetado para propiciar uma boa iluminação a distâncias muito curtas. Interessante notar que o modo macro pode ser utilizado em conjunto com os outros modos automáticos de exposição.
Conforme o equipamento vai ficando mais moderno, outros modos automáticos vão se unindo a esses básicos. Em câmeras intermediárias (e que geralmente vão possuir também o modo manual) existem as regulagens de prioridade. Existe a prioridade de abertura, onde o fotógrafo decide a abertura de diafragma (geralmente pensando na profundidade de campo ou cenas com pouca iluminação) e a câmera decide a melhor velocidade do obturador. Exatamente ao contrário, existe o modo de prioridade de velocidade, onde o fotógrafo decide a velocidade do obturador e a câmera regula a abertura do diafragma.
Independente da situação e qual modo automático você vai usar, o mais importante é ler com atenção o manual de sua câmera e conhecer um pouco dos efeitos que cada regulagem vai exercer em suas fotos. Talvez a solução para um problema que você encontrou está bem ali ao lado do seu dedo e não é utilizado.
Ótimo post!
Uma coisa que ajuda muito nas câmeras compactas, é brincar com ela, explorar as possibilidades.
Minha Sony W80 não tem controle manual para exposição e nem abertura da lente, então ao tirar fotos noturnas sem flash, o que ela mais gosta de fazer é subir o ISO, o se for muito alto deixa as fotos com muito ruido.
Para contornar isto em fotos noturnas com tripé, eu coloco no modo P que seria o mais perto de um modo 'manual' e forço o ISO para 100, e a maquina calcula o tempo de exposição e abertura da lente.
Um exemplo.
Gilson, existe uma maneira melhor de fazer isto nesta maquina?
[]'s
Jabá http://beernotfoundexception.blogspot.com/
Hum, não sabia dessa. Eu posso usar essa dica do maior zoom para tirar fotos em que o assunto é maior do que um rosto, por exemplo, várias pessoas juntas numa mesma foto?
iCaju
sim, essa norma vale para tudo. quanto maior a distância focal (mais zoom) menor é a deformação causada pela lente.
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Errado. Vi uma foto no flogão que era toda coisativa com muito zoom.
Grandes Angulares causam deformação por conta da grande área de visão. Para fazer retratos é necessário usar uma grande distância focal. O recomendado é que seja acima de 100mm onde a deformação é anulada. Claro que depende da qualidade da lente. Se for feita de vidro nessas câmeras ching-ling a coisa pode ser de péssima qualidade em qualquer distância focal. Seria interessante você colocar essa foto que vai contra as normas da ótica. Só assim podemos ver o que aconteceu.
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Discordo novamente. Existe distorção em ambos os extremos da distancia focal. As lentes mais usadas para retratos são as prime, por não ter distorção alguma. Quando vou fazer retratos eu utilizo uma 28mm f2.8 e a clássica 50mm f1.8. Qual seu fotologs?
Eduardo, é possível fazer retratos com qualquer comprimento focal, depende do gosto do fotógrafo. A questão da distorção menor em grandes comprimentos focais não sou eu que estou afirmando, essa informação se encontra em todos os manuais de fotografia. Já usei muito a 50mm para retratos. Gosto muito da niditez das lentes prime e não dispenso a 100mm macro para retratos. Agora, tem uma coisa que você não falou. Você usa essas lentes em uma câmera de filme ou full frame?? Se usar em uma DSLR com sensor APS tem que levar em conta o fator de corte. Se for uma canon, então na realidade você stá fazendo retratos com lentes equivalentes a uma 44mm e uma 80mm aproximadamente.
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Pelo que eu entendi, fotos sem deformação só dos 100mm pra cima...
Então a minha S85 da Samsung que eu acabei de comprar deveria gerar deformações grotescas com sua lente de 6.3mm à 31mm.
Acho que o assunto Lentes merece um post.
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Acho que o assunto Lentes merece um post. [2]
Rafael, esse é um erro comum e para entender esse assunto precisa de muita abstração, hehe. Tenho amigos que desistiram de entender o fator de corte nas digitais, mas é bem simples. Esse tamanho que deve estar escrito na lente é o comprimento focal real da câmera, mas como o sensor é muito pequeno (1/2,5 polegadas) a lente acaba se comportando como uma 38-190mm. Esse coprimento focal é equivalente no formato 35 mm.
Para entender esse lance de fator de corte de uma olhada no texto sobre comprimento focal e fator de corte nas digitais, que foi um dos primeiros que escrevi no meio bit.
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Sim, eu estou ciente que o fator da maioria das Canon DSLR tem o fator de 1.6x. Mesmo assim a lente mantém as qualidades como sharpness e contraste, entre outros. Sobre as informações que é melhor usar a maior distancia focal, concordo se for eme lentes prime como a 80 e 100mm por exemplo. Eu sei do efeito olho de peixe e tal, mas as lentes com distancia focal variavel, elas tendem a distorcer nos extremos, forçando a usar uma distancia focal intemediaria. Eu tenho uma 70-200mm e eu costumo fotografar por volta dos 120mm.
Seu post está muito mais claro, objetivo e didático do que a maioria dos manuais de máquinas fotográficas que eu já li...
Parabéns pelo post! Foi muito claro e didático. Pelo menos para mim tirou várias dúvidas.
Mas, eu gostaria de tirar mais uma, que não tem muito à ver: Vc conhece o CHDK (Canon Hacking Development Kit)?
Já usou? Tem experiência com ele?
Eu pergunto pq tenho uma câmera Canon PowerShot SD750 (que é excelente!) e vi que com este KIT é possível fazer o impossível com a câmera, como ex. aumentar o tempo de exposição para 60s, diminuir o "tempo de disparo" (desculpa o termo leigo) para 1/60000 de segundos, ou mais, dentre outras coisas. Nos fórums e wikis do CHDK eles dão exemplos de fotos simplesmente ESPETACULARES tiradas usando estes efeitos em câmeras Canon comuns. Porém, eu fico com medo de acabar com a minha câmera.
vc pode ver o site por este link aqui.
Obrigado!
______________________Du hast mich gefragt,
und ich habe nichts gesagt!
Excelente artigo. Hoje só uso os modos automáticos em raras situações e geralmente na minha boa e velha sony p72. Na pentax sempre faço os controles manualmente, geralmente fixando a Av.
Um dos modos muito interessantes que você não falou é o de "Foto na Neve" que, apesar de não termos muita neve por aqui, serve perfeitamente para tirar fotos na praia onde a areia clara reflete muito a luz do sol, nesse modo a câmera faz uma "compensação" para que as pessoas da foto não fiquem muito escuras (quando a máquina calibra a exposição para a luz refletida na areia).
Artigo sensacional!!!!
Praticamente uma leitura obrigatória pra quem quer só apontar e apertar o botão, e depois se pergunta porque aquela foto do churrasco ficou uma porcaria!
Parabéns Gilson! Já está nos meus bookmarks e pretendo divulgar entre amigos!
Parabéns pelo post Gilson!
Só uma observação: me dá nos nervos toda vez que alguém escreve ou fala câmeras analógicas. Seria analógica se gravasse algum sinal analógico. Está cada vez mais comum o pessoal falar isso, mas não é o termo adequado. Acho que o papel de quem ensina/publica também é corrigir esses erros.
Sim, concordo com você. A questão da palavra analógico é um contraponto ao digital. A gente acaba usando porque é uma palavra que acaba expressando uma idéia. O certo sería falar em câmeras de película de sais de prata, ou simplesmente que usavam filme.
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Belo Post!
Foi esses dias que aprendi as características da função macro, utilizei ela para a captura de imagens do meu aplicativo instalado no celular,pois como a distancia era curta não estava conseguindo fotos com uma boa qualidade.
E quem está querendo comprar uma câmera,como eu, este post foi muito útil.
Obrigado!
Olá Gilson,
Muito bom o artigo, parece até que ele foi feito usando minha Fuji a805 como referência para as imagens.
Realmente não tive muito tempo pra brincar com ela, mas garanto que tento extrair todas as opções da maquina.
Uma dúvida que tive é que quando coloco ela no modo manual a mesma permite que eu regule o tempo de abertura do obturador, mas e quanto a abertura do diafragma? É possivel ajustar também nesta câmera?
Cabelo (Luciano Silveira)
Uberlândia - MG
realmente, na página da Fuji está mostrando que a câmera tem o modo manual. Leia o manual de sua câmera, pois se o modo manual é indicado então é possível fazer as regulagens do diafragma e do obturador. Geralmente, as regulagens de diafragma em câmeras desse porte se resumem a duas ou três aberturas diferentes.
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Caros Amigos
PARABÉNS PELA MATÉRIA
Matéria destacada no KLIKDIGITAL.BLOGSPOT.COM
http://klikdigital.blogspot.com/2008/05/modos-auto...
com todos os direitos de autoria respeitados.
abs
Paulo Araujo
Boa matéria Gilson
Realmente dá pra aprender muito com os modos pré ajustados, mas, o mais interessante continua sendo aprender a manipular as variáveis e as técnicas de fotografia, o que diga-se de passagem tenho aprendido com suas aulas.
Seria interessante se pudesse algum dia postar os simbolos e as funções usadas pelos fabricantes mais influentes, apesar de ler o manual, muitas dúvidas apareceriam e depois de esclarecidas, seriam a próxima experiência a ser testada em campo, mas ai é pedir demais.
Valeu por mais essa aula!
Parabéns
abçs.
Pior é quando o manual não ajuda em porcaria nenhuma, tenho uma dsc-w7 que já li o manual e ele não ajuda muito.
PARABENS:
Excelente artigo,imprimi varias copias para meus amigos e minha namorada,Obrigado