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TechEd : Dia 1

O primeiro dia do TechEd foi iniciado as 14hs e com sessões gerais para todo o público, ao invés das inúmeras salas dividindo o público.

A recepção foi boa, bem organizada. Foi realizada, porém, uma grande campanha visando a certificação Microsoft. Cada profissional com certificação Microsoft ganhava brindes extras, que variavam conforme a certificação do profissional.

A fila para tais brindes encontrava-se gigantesca, era necessário que cada profissional abrisse seu transcript online no site da Microsoft para que as certificações fossem conferidas.

Houve bastante reclamação e a pergunta óbvia : Por que o cadastro do TechEd já não pediu o MCPID dos participantes, fez a junção com a base de profissionais e os brindes já não foram trazidos juntos com o Welcome Kit do TechEd ?

Conhecendo a Microsoft, sei que o pessoal da Microsoft Brasil fez o melhor que pode e os parabenizo por isso. Se pedissem a carteirinha, por exemplo, muitos não teriam levado, estariam com ela desatualizada ou usariam uma falsa. Portanto foi a melhor opção disponível.

Mas se o pessoal da Corp. vê todos os brasileiros como índios ("O queeee ??? Dar acesso a base de profissionais para esse monte de índios ? Nem pensar!!!!!" ), fazer o que, né ? Essa filosofia não é exclusividade de uma ou outra empresa, trata-se da visão que paises desenvolvidos tem a nosso respeito.

Mas, voltando ao ponto, a campanha de certificação realmente teve grande destaque. A marca da campanha no TechEd foi o Sou/Não Sou. Todos os profissionais certificados andavam pelo Teched com uma tarja verde escrito "Eu Sou" (e imaginem todos os duplos sentidos possíveis para isso).

Próximo ao stand de distribuição dos brindes de certificação, um casal de atores contratados faziam uma grande agitação. Ela, uma gostosona tirando fotos com todos que levavam a marca "Eu Sou". Ele, vestido de mendigo, roupa rasgada, barba enorme, tocando um pandeiro e todo grudado de tarjas vermelhas com "Num sô", que foram distribuidas no TechEd e quando menos se esperava alguém colava uma em suas costas.

(Alguns dos tópicos adiante serão cada vez mais técnicos, afinal trata-se da cobertura de um evento de alto nível técnico... mas neste 1o dia ainda está bem light)

 

Acho que esta abaixo foi a melhor foto que consegui dos dois, se alguém tiver melhor envia ai prá nóis :

Editado - troquei pela foto do Eberard, muito melhor, valeu !

SouNaoSou

Pouco antes do inicio das sessões, foi hora das fotos entre os velhos amigos :

Eu, Marden Menezes e Luciano Reis. Para quem não conhece, Marden Menezes é o responsável (culpado) pelo surgimento das comunidades de usuários .NET no Brasil. Foi esse Pernambucano que, quando o .NET estava em seus betas, perturbou os palestrantes Microsoft para descobrir como aprender esta tecnologia, descobriu a existência da INETA, criou o primeiro grupo de usuários .NET do Brasil - SharpShooters - e se tornou representante nacional de relacionamento da INETA com as comunidades (na época, fazem anos). A foto foi tirada pelo Marco Chilá (palestrante paulista e futuro prof. da UniNove).

FotoMarden

Da esquerda para a direita (espero não errar o nome de ninguém) : Marcelo Di Pauli (MVP), Luciano Reis, André Furtado (novo funcionário Corp - e palestrante TechEd), eu, Leonardo Bruno Lima (MVP), não lembro se era Marden ou Chilá  que estava com a câmera.

FotoPalco Apresentadora

Eis que inicia-se o show. Sobe uma gostosa famosa no palco para fazer a abertura. A garota se acha tanto que não se dá ao trabalho de se apresentar. Legal. No  ano passado foi Gabriel Pensador, mas esse dispensava apresentações, só que desta vez ninguém reconheceu a garota : Perguntei para o Luciano, para o Marden, ninguém sabia quem era ela, só ficamos sabendo agora, semanas depois do TechEd, quando no MSDN Flash saiu o nome da guria : Tina Roma, apresentadora da Jovem Pan . Mas de que importa ?

A sala estava completamente lotada. Mas diferentemente do lançamento do Visual Studio, da vez anterior, desta vez isso foi previsto. A passagem de participantes para a sala ao lado, para assistirem por video-conferência, foi algo que ocorreu de forma tão sutil que eu não saberia que aconteceu se não tivessem contado, para dar uma noção do volume de participantes. Coisas assim são vistas como pura obrigação, mas não são nada fáceis de organizar e a equipe do evento tem todo o mérito por isso.

O evento estava lotado. Não, você não entendeu. Eu disse lotado mesmo. Cheio. Muito cheio. Sabe trem em hora de Rush ?

OPublico

Digam se não parece a hora do almoço da tropa do Bope ? Só estava faltando o Capitão Nascimento. Em meio a tanta gente, uma empresa de treinamento tem uma idéia de marketing diferente : Cola uma etiqueta numerada em todo mundo. Se alguém conseguir achar outra pessoa com o mesmo número dentro do TechEd, os dois ganham um treinamento de graça. Coisa simples, achar seu "par" nesta sala da foto...

De fato, o WTC ficou sub-dimensionado para este evento. Ora, mas é questão de planejamento de evento, é coisa imprevisível. Nos eventos de comunidade, por exemplo, é hábito que apenas 60% do público inscrito apareça. Então sempre fica 40% de incógnita e isso é uma incógnita muito grande. A Microsoft nem ao menos está presa ao WTC, o TechEd anterior foi realizado em outro local, não lembro agora. Portanto, estão fazendo os ajustes corretos e, de fato, a organização deste TechEd ficou realmente muito melhor, nos detalhes, que a organização de anteriores.

Depois de uma apresentação falando sobre comunidades on-line (mais ou menos isso), Eduardo Campos, gerente geral da divisão de Windows Server no Brasil, iniciou sua apresentação.

Visão Geral

Além de usar até no título o termo TI dinâmica (velha estratégia DSI da Microsoft, a qual nunca compreendi muito bem), Eduardo mostrou os pontos centrais no lançamento de cada um dos 3 produtos em foco (Windows Server 2008, SQL Server e Visual Studio) . Um link meio perdido em minhas anotações e que deve ser útil para quem desejar se aprofundar em DSI é http://www.microsoft.com/IO . O que me chamou a atenção de imediato foram os recursos de aprendizado para evoluir a TI da empresa de Básica -> Padronizada -> Racionalizada -> Dinâmica, o material parece bem interessante.

FundamentosProdutos

Inicialmente os pilares demonstrados para cada produto não pareciam esconder surpresa alguma. Tudo dentro do previsto para quem tem acompanhado o processo de desenvolvimento.

Mas não é bem assim. Ao entrar nos detalhes dos produtos, algumas surpresas surgiram.

Nos pilares de Windows Server, foi uma surpresa encontrar menção a arquitetura baseada em serviços, já que até o momento apenas aqueles que se especializaram neste assunto haviam se dado conta desta novidade.

Pode até parecer hype, como muitos diriam, mas está muito longe disso. Com os novos recursos do IIS 7 o Windows Server 2008 é o primeiro Windows Server que fornece suporte simples a uma arquitetura baseada em serviços sem que você tenha que implementar todo o gerenciamento dos serviços, o IIS gerencia para você (Veja um webCast sobre a utilização de WCF com o WAS).FundamentosWindowsServer

Neste momento eu ainda não tinha noção do quanto dariam destaque ao gerenciamento de escritórios remotos no Windows Server 2008, listado como um dos pilares do sistema. Foi tanto que foram feitas duas palestras sobre o mesmo tema (duas, pelo menos, que eu assisti).

Já sobre PowerShell, que a Microsoft vinha dando muito destaque a ele isso não era novidade para mim. Mas eu iria descobrir no dia seguinte a importância dele para todo o sistema e a bela e íntegra arquitetura extensível montada com uso do PowerShell

Virtualização

A estratégia de virtualização se tornou então ponto central da apresentação. Como não tenho lidado tão diretamente com TI, virtualização é algo que estava Virtualizacao me escapando - comprar um servidor grande com capacidade de fazer o papel de muitas máquinas seria realmente melhor do que comprar muitas máquinas ?

Esse é apenas um dos pontos de vista. O uso de virtualização permite um melhor gerenciamento de problemas físicos, recuperação de máquinas virtuais a estados anteriores e a distribuição de servidores através da empresa, o que achei mais chamativo e impressionante. Utilizando o Virtual Server em conjunto com o System Center um administrador pode criar em uma intranet templates de máquinas virtuais. Servidores web, servidores de banco, enfim, inúmeros templates de máquinas virtuais. Tudo isso sem falar do SoftGrid, servidor de virtualização de aplicações, conceito que ainda é bem nebuloso para mim.

Os administradores determinam quanto de hardware cada máquina virtual poderá consumir e distribuem a administradores setoriais a permissão de criar máquinas virtuais. Um gerente de desenvolvimento, por exemplo, pode requisitar via intranet um servidor de banco novo. Depois de 30 minutos, recebe o aviso de que o novo servidor encontra-se a disposição para uso.

SystemCenter Nada melhor, aliás, do que uma boa demonstração de virtualização do Suse Linux rodando dentro do Windows.

O System Center também não ficou para trás, sendo neste ponto apresentado como o gerenciador central das máquinas virtuais, mas nem por isso o palestrante deixou de dar o ar da graça para a família System Center, que inclui, por exemplo, o Data Protection Manager. Fazendo o resumo do resumo, é um gerenciador de backup coorporativo. Agora backups do SQL Server, Exchange Server e de servidores de arquivo não vão mais ser 3 coisas diferentes, mas uma tarefa só gerenciada pelo System Center Data Protection Manager, que promete ser ferramenta para qualquer pé de salsa usar, incluindo até mesmo um desenho de workflow do processo de backup dos dados (colocaram o Workflow Foundation até aqui ?!)

Foi dado destaque também a possibilidade de migração de outras máquinas virtuais, sendo feita demonstração com uma máquina virtual do vmware sendo migrada para o virtual server. Com relação ao licenciamento, destacou-se que o Windows Server Enterprise já inclui permissão de uso de 4 máquinas virtuais (leve 5, pague 1), enquanto que o Windows Server DataCenter Edition não tem limitação no número de máquinas virtuais que permite.

O Windows Server "Centro" já vem sendo há muito comentado. Com mais recursos do que o Small Bussiness Server, porém com limitações maiores do que a aquisição individual dos softwares servidores, a intenção é que o "Centro" atenda as necessidades das médidas empresas com uma melhor relação custo/benefício

Nesta palestra inicial do evento aproveitaram para anunciar o nome oficial do "Centro" : Windows Essensial Bussiness Server.

 

AndreHass André Hass causou em sua apresentação um show de WOW ao mostrar o funcionamento das policies no SQL Server 2008. Que os palestrantes de SQL Server seriam um grande arraso neste TechEd, isso eu já sabia, afinal acompanho o trabalho do Luti ha bastante tempo e vi o Saturday Night Code do Luti e André Hass, que foi muito bom (vale a pena ver também o WebCast sobre Entity Framework do Luti). Mas ainda assim as novidades conseguiram me surpreender, o que acredito que consegui transmitir bem para o público do Rio em meu retorno, conforme relatou o Cobalto aqui mesmo no MeioBit.

SQLServer

Visual Studio

Após Eduardo Campos foi a vez de Tom Robins, que logo de saida já deixou claro o que as novas versões do Framework .NET NÃO vão fazer : Quebrar compatibilidade com versões anteriores.

O que esperar da palestra de um produto que mudou muito pouco ? Muito pouco. Mas Tom Robins deu o máximo de si para chamar a atenção para os novos recursos, que não deixam de ser bonitinhos.

Vocês tem dúvida sobre o grande destaque ? User Experience, o que mais ?

Não só WPF e Silverlight, mas também os novos recursos de integração com Office 2007 que permitem a personalização do Ribbon.

Vejam exemplos que foram dados do uso do Silverlight :

http://www.festivalmenteaberta.com.br

Live Search para vídeos

http://www.tafiti.com  (ferramenta beta)

Mas sem dúvida os melhores exemplos continuam sendo http://www.microsoft.com/silverlight/ 

Impossível não lembrar do artigo do Ricardo Bicalho sobre Silverlight, aliás um artigo muito bom. Adorei o ponto de vista de que enquanto o Flash pegou o mercado de designers e a partir dai tentou entrar no mercado de programação, o Silverlight pegou o mercado de programação e a partir dai está tentando pegar o mercado de design. Realmente, quando penso em firulas para página e animações gráficas, penso em flash (nem tinha reparado que o Expression Blend tem timeline), mas quando penso em interface de usuário avançada penso em Silverlight. Quem vencerá ? Mais uma questão do artigo "Onde estão e para onde vão os designers?"

Vejam 3 vídeos de demonstração que montei :

 

TeamSystem Colaboração, claro, não podia faltar como um dos pilares. Afinal de contas, precisavam anunciar o novo Team Editon for Database Developers, com capacidade de versionamento de estrutura de banco, comparação de estrutura e dados entre ambientes distintos, entre muitos outros recursos tão tentadores que dão vontade de experimentar.

Para quem ainda não conhece o Team System, vou colocar aqui uma breve descrição dele que fiz em meio aos comentários de meu artigo sobre o Visual Studio 2008 :

O TFS não é minha especialidade, portanto a descrição que farei a seguir é ilustrativa, os recursos existem mas existirão pequenas variações na forma de aplicação, ok ?

O gerente de projetos resolve iniciar um projeto. Ao iniciar um novo projeto - uma solução para um problema - o gerente especifica qual metodologia de projeto ele desejará utilizar : MSF, MSF Agile, enfim uma metodologia de projeto. Se o gerente de projetos desejar, ele pode personalizar as características da metodologia de projeto, inclusive definindo as características do RUP. Acredito que junto aos especialistas nesta área já existe configuração específica do TFS para o RUP, assim como existem configurações específicas de metodologias de projeto para permitirem a empresa atingir o CMMI.

Escolhida a metodologia, o projeto é registrado no TFS, um servidor de projetos na empresa. O próximo passo do trabalho então pertence ao gerente de infraestrutura.

O gerente de infraestrutura precisa fazer o desenho da rede da empresa, dentro do Visual Studio. Neste desenho o gerente de TI especifica os servidores existentes na empresa, os recursos de hardware disponíveis em cada um e as restrições existentes em cada um devido a políticas da empresa, tal como política de segurança. Feito o desenho, este é armazenado no TFS.

Chega então a vez do arquiteto de software. O arquiteto de software faz o desenho da arquitetura da aplicação definindo cada uma de seus partes, client, webServices, sites, banco de dados, enfim, como tais partes vão se interligar. Mais uma vez o desenho é armazenado no TFS.

Chega então a hora de juntar os dois desenhos. Gerente de TI e arquiteto de software sentam-se lado a lado e pedem ao Visual Studio para iniciar o desenho de deployment. O arquiteto de software tenta então encaixar os pedaços de sua aplicação nos servidores disponibilizados pela empresa e atendendo as políticas da empresa (isso é feito com drag-and-drop). O visual studio valida o deployment e aponta quando um pedaço da aplicação não estiver adequado ao servidor no qual planeja-se coloca-lo.

O gerente de TI e o arquiteto de software resolvem os desencontros amigavelmente (!) como é de se esperar, chegando enfim a um acordo sobre o diagrama de deployment.

Tendo chegado ao acordo, o arquiteto de software clica com o botão direito sobre o diagrama de deployment e pede ao visual studio para gerar a solução. O VS gera toda a estrutura da solução, com seus devidos projetos e referências entre os projetos conforme o desenho do arquiteto.

Você pode ver um passo a passo da montagem destes diagramas em montagem dos diagramas.

Feito tudo isso, a estrutura da solução e os diagramas são armazenados no TFS. O trabalho volta ao gerente de projeto.

O gerente de projeto começa então a especificar tarefas necessárias ao projeto, de acordo com um cronograma. Distribui estas tarefas para os desenvolvedores disponíveis. Antes da distribuição, porém, reforça os passos da metodologia escolhida, que pode ser a RUP, através de personalizações possíveis. O gerente pode determinar tudo, desde a sequencia de trabalho até a forma de escrever um if.

Os desenvolvedores recebem estas tarefas através do próprio Visual Studio. Para começar a escrever algo o desenvolvedor precisa indicas" class="" title="">dicar qual tarefa está iniciando. Ao fazer isso o TFS registra "Zezinho começou a tarefa x na hora z".

A cada compilação que o Zezinho faz, o TFS registra "Zezinho compilou a tarefa x na hora z+1 e resultou em y bugs". Por fim, quando o Zezinho houver terminado, sobe o código para o TFS, o que marca a tarefa como encerrada.

Esse acompanhamento permite ao gerente utilizar as ferramentas agregadas ao TFS (Sharepoint e Reporting Services) para identificar não só o andamento atual do projeto mas o índice de produtividade de cada desenvolvedor, bem como suas formas de trabalhar, identificando rapidamente um problema, como um desenvolvedor com uso excessivo de messenger, por exemplo.

Voltando ao Zezinho, se o gerente determinou que antes de subir o código para o TFS o Zezinho precisa fazer um teste, então se o Zezinho esquecer do teste o Visual Studio irá avisar que as regras da metodologia em uso exigem que o teste seja feito. O Zezinho, então, clica com o botão direito na classe que criou e pede para o próprio Visual Studio fazer a geração automática do teste, tendo apenas o trabalho de indicar a seguir quais os valores válidos de resultado. Veja um exemplo no mesmo artigo : Artigo com exemplo de teste.

Observe ainda que o gerente tem flexibilidade suficiente para determinar, por exemplo, que o teste precisa ser feito no inicio do desenvolvimento e não só no final, de acordo com a TDD (Test-Driven Development).

Se o programador, ao receber o aviso de que algo não está de acordo com as regras da metodologia, como por exemplo a forma como escreveu o IF, ele resolver ignorar o aviso, o VS até deixa, mas envia um e-mail para o gerente e para o RH avisando "Zezinho escreveu o IF errado..."

Eu não conhecia nenhuma ferramenta de controle de projetos com essa capacidade até ser apresentado ao VSTS com TFS. Sei que existem outras, já ouvi falar, como também já ouvi falar que são muito mais caras.

Observe ainda que estes são recursos para projeto e gerencia de projeto, não trata-se de uma ferramenta case. Para case, a IBM tem o Rose e a Borland tem um que esqueci o nome agora, mas ambos são simplesmente fantásticos e possuem uma enorme integração com o Visual Studio.

Há anos atrás em um TechEd, assisti uma apresentação da ferramenta case da IBM. A demonstração foi feita com o jogo campo minado do windows - com código fonte aberto e escrito em .NET.

O palestrante desejava implementar uma funcionalidade de undo nas jogadas, mas não conhecia nada sobre como funcionava o código.

Resumindo : O palestrante rodou a aplicação e a ferramenta case criou um detalhadissimo diagrama de sequencia a nível físico que permitiu o palestrante identificar exatamente em qual ponto e qual objeto deveria manipular para implementar o undo. Como isso envolvia, porém, um design pattern, o palestrante abriu uma biblioteca de patterns pré-implementados, escolheu o que ele desejava, jogou sobre o diagrama de sequencia e pronto, estava feito.

A única coisa que o palestrante codificou foi o reconhecimento da tecla CTRL+Z para fazer o undo.

Lembrando : Isso foi a anos atrás.OfficeDevelopment

A suite Expression e os novos recursos de design gráfico do Visual Studio (que estão para designer nenhum colocar  defeito) foram apresentados como novos recursos para colaboração entre desenvolvedores e designers. Colaboração essa, por sinal, sobre a qual já havia divagado por aqui no artigo Onde estão e para onde vão os designers?

 

Comunicação Integrada

Comunicacao A bola passou então para Eric Swift para falar sobre comunicação integrada, contando com o auxilio de André Serpa e sua assistente. Enquanto Eric Swift discorria sobre a importância da comunicação integrada para os negócios, André Serpa fazia uma grande demonstração de integração da comunicação com Exchange Server e o PABX do hotel que (segundo eles) eles não conheciam.

A palestra teve um timing excelente : Durante a demonstração do André Serpa, Eric fazia os cortes na hora certa para fornecer estatísticas interessantes e curiosas e demonstrar a importância da comunicação integrada na coorporação.

E o que André Serpa demonstrou ?

Um sistema totalmente integrado de Instant Messaging, Exchange e telefonia, de forma que ele, ao atender um telefone, imediatamente aparece no Instant Messaging como não disponível. Pode do Instant Messaging escolher outras pessoas na empresa e coloca-las em conference-call no telefone, celular ou video-conferência, além de poder transferir chamadas com extrema facilidade de um local para outro, utilizando diversas regras (por exemplo, se está em reunião, pode estar disponível para algumas pessoas e não para outras).

Foram mostrados vídeos com cases de implantação e achei super interessante especialmente porque um dos vídeos foi da Aneel, empresa para a qual já prestei serviços e conheço pessoalmente a pessoa que apareceu no vídeo dando seu depoimento.

Open Source

Eis que deixaram o melhor vinho para o final. A palestra do Roberto Prado, como sempre, foi um grande show. O Prado simplesmente arrasa em suas palestras falando sobre a relação da Microsoft com Software Livre ("contrato de licença é coisa de advogado, vocês são advogados ou desenvolvedores ?"). Eu não sabia, por exemplo, que Stallman havia feito um grande protesto em uma convenção de software livre no sul do país contra o fato de Roberto Prado estar Stallman palestrando na convenção (veja aqui e aqui). Ora, eles não pregam tanto a liberdade ? Cadê a liberdade nesta hora ? Porque os adoradores do free tem toda liberdade de acesso ao TechEd da Microsoft, tanto oficialmente, como no caso da Novell, como extra-oficialmente, como os freeTardados que ficam nas salas tentando pegar todo tipo de sinal wireless para invadir máquinas dos palestrantes e fazer as palestras falharem. Luciano (Reis) pegou uma tentativa de invasão no pocket dele, totalmente em vão.

O que eu já havia ouvido falar, sim, é que uma MSP que recebeu instruções da Microsoft para assistir a palestra do Prado no sul foi expulsa do local da palestra apenas por estar vestindo seu uniforme de MSP. Haja liberdade !!!!

Outra questão interessante que encontrei enquanto pesquisava sobre isso é o fato de que foi neste evento em que Stallman foi pego cobrando por autógrafos. Longe de qualquer deboche, acredito que o fato deveria ser analisado mais friamente : Se o grande defensor do software livre precisa ganhar dinheiro cobrando por autógrafos, há algo de errado no modelo de negócios, não ? Aliás, o CoberturaWiki, linkado acima e que é voltado a software livre, tem um pentelho de um banner do fireFox que simplesmente não tem como ser fechado e fica passando em cima do texto enquanto estamos lendo. Liberdade !!

Alguém tem dúvida de qual foi o foco do ano ? OpenXML. Prado me surpreendeu com a política Microsoft. Pensei que fossem destacar as vantagens do OpenXML e os detalhes do porque não foi aprovado de primeira e como estaria sendo aprovado em breve, mas não :  A política está voltada a defesa de que um padrão único não atende ao mercado e que não existe mal algum em haverem 2 padrões, a partir do momento em que haja interoperabilidade entre os dois ("É uma simples questão de Save as").

XMLNoOffice Prado fez questão de destacar o fato do OpenXML não ser a "Microsoft correndo atrás" como alguns gostam de dizer, mas sim uma evolução natural de um trabalho com XML que vem ocorrendo há muitos e muitos anos (como eu pude esquecer que os documentos Office usam XML desde o Office 2000/XP ?!).

Forneceu vários links para quem deseja saber mais sobre OpenXML, tal como http://www.openxmldeveloper.org e também o site http://www.pingosnosis.com.br , para tirar dúvidas e desmistificar as lendas absurdas que frequentemente são levadas adiante.

A Novell que o diga : Em seu stand, servindo de excelente complemento para a palestra do Prado, estava pronta a mostrar o OpenOffice abrindo documentos em OpenXML do Office, bem como o Office abrindo documentos em ODF do OpenOffice. Adeus desculpa inglesa para não utilizar o MS Office.Laboratorio1

As fotos do laboratório de Open Source da Microsoft (2o maior do mundo ? Não lembro bem, falaram algo assim...) já são velhas conhecidas dos frequentadores  das palestras do Prado. Vocês podem observar também os produtos instalados no laboratório em questão.

Algo muito interessante na palestra do Prado foi que, enquando falava sobre interoperabilidade entre ambientes diversos Prado citou como exemplo o SPB - Sistema de Pagamentos Brasileiro - o mais moderno do mundo e, para quem não sabe (ainda existe alguem que não saiba disso?), desenvolvimento com a participação da equipe de arquitetos da Microsoft e com uso do Microsoft BizzTalk Server, portanto foi a solução Microsoft que permitiu que uma transferência bancária entre Laboratorio2 2 bancos ocorra em ... adivinhem... 3 segundo. Pois é. 48 horas, né ? Nada disso, 3 segundos.

Prado, aliás, nos fez uma grande surpresa, que só fiquei sabendo quando já tinha chegado ao Rio : Distribuiu a todos os participantes um CD do blog Porta 25 que ele mantém para postar noticias sobre interoperabilidade. Até ai, nada demais. Só que no CD ele incluiu o artigo "Coisas que quase ninguém sabe sobre a Microsoft", que foi meu primeiro artigo aqui no MeioBit, com a devida autoria e link para o MeioBit. É o MeioBit conquistando a fama no TechEd. (Alias, se alguém daqui esteve lá e possui o CD, poderia por favor enviar o PDF para o Leo, porque o meu está com erro de CRC ao tentar copiar. Mas enviem só um, ok ?)

 

Já que estamos falando de palestras de Open Source como a do Prado, então porque deixar para depois ? Investigando o material do TechEd descobri, em meio a palestra sobre o Service Pack 1 do Windows Vista, um relatório para lá de interessante. Trata-se de um estudo extremamente detalhado, bug a bug, que demonstra que em seus primeiros meses de vida o Windows Vista teve um volume muito inferior de falhas de segurança do que os primeiros 6 meses de vida de diversos outros sistemas. Se fosse simplesmente um gráfico bobinho eu nem ia perder meu tempo publicando isso, ainda mais aqui. A questão é que o gráfico está muito bem acompanhado de um detalhado PDF que faz a análise dos bugs . Clique no gráfico abaixo para ampliar ou veja o relatório completo em http://www.csoonline.com/pdf/6_month_vista_vuln_report.pdf . Qualquer informação técnica séria sobre o conteúdo do relatório é bem vinda.

SNAG-0173

 

Framework 3.5 no Rio

Dia 26 de Janeiro, sábado, quando já estarão descansados das festas, teremos um grande evento sobre o Framework .NET 3.5 no Flamengo, Rio. Podem se inscrever no site da Microsoft.

No mesmo dia, a partir das 20:00hs 21:00hs , estarei realizando um webCast sobre aplicação de orientação a objetos no Framework .NET, vocês poderão assistir de casa.

 

 

Heroes Community Launch

O evento de lançamento dos produtos, que agora se chama Heroes Community Launch (já mencionado antes) e cuja data exata ainda é um segredo apenas entre os palestrantes, está indo muito bem. O que posso adiantar é que será um evento simultâneo, ocorrendo em inúmeros locais do país e sendo aberto por um webCast, uma transmissão ao vivo direto da Microsoft em SP.

No momento já reuni mais de 40 palestrantes para realizarem um treinamento técnico preparatório até a data do evento e continuo aceitando mais. Da mesma forma, se você deseja que este evento aconteça em sua faculdade, demonstrando o Windows Server 2008, SQL Server 2008 e Visual Studio 2008, basta me enviar um e-mail : dennes@bufaloinfo.com.br . Não há custo algum a não ser, em alguns casos, transporte.

Notícias relacionadas

Ufa, li tudo. Parabéns pelo artigo, exceto por uma parte:

Olha, não gosto desses "freetardados" e outros babacas com viseira de cavalo, rebeldes sem causa e que gostam de ser contra só para atrapalhar.

Por acaso agora a Microsoft tá se rebaixando ao mesmo nível deles, com ataques ad hominem? Totalmente desnecessário esse discurso contra quem fala de "Liberdade". Virou olho por olho, dente por dente?

Eu fiquei de boca aberta a ler o texto desta imagem:

"Formatos binários são rápidos, populares, livres, documentados, interoperáveis, padrões de fato, disponíveis para todos..."

Livres, documentados, interoperáveis e disponíveis para todos... HÃÃÃÃÃM?

O formato do .doc, em todas as suas variantes tem que submetido à uma extensa engenharia-reversa para ele ser implementado fora da suite Microsoft Office.

O protocolo do MSN muda a cada versão e sempre tem que ser feita uma engenharia reversa por outros clientes para que ele funcione novamente.

Um documento ser baseado em XML por si só não garante que junto a ele venha a documentação sobre como implementá-lo. Ajuda, mas não é o suficiente. Acho que isso não é problema pois a especificação do ECMA-376 provê tudo isso, certo?

Uma última pergunta, talvez o Dennis não possa me responder pois a palestra foi do Prado, mas que necessidades do mercado exatamente o OpenDocument Format não atende que o Office Open XML atende? Compatibilidade com documentos produzidos por versões anteriores do MS Office? Algo mais?

Dennes's picture

Oi, Renrutal !

Primeiramente, muito obrigado !

Quote:

"Por acaso agora a Microsoft tá se rebaixando ao mesmo nível deles, com ataques ad hominem? Totalmente desnecessário esse discurso contra quem fala de "Liberdade". Virou olho por olho, dente por dente?"

Bem, muito do que coloquei trata-se de minha opinião, não da Microsoft, que fique claro.

Sou completamente contra a análise de qualquer tecnologia por pontos de vista ideológicos e não técnicos, por isso sim, quando acho adequado, faço comentários a respeito, não contra a tecnologia, mas como o modo como as pessoas a vêem.

Então quando critico a "Liberdade" não estou criticando um ou outro software livre, estou criticando a visão das pessoas em relação ao software.

Quote:

O formato do .doc, em todas as suas variantes tem que submetido à uma extensa engenharia-reversa para ele ser implementado fora da suite Microsoft Office.

Não, não é questão de engenharia reversa. os formatos de arquivos são devidamente documentados e fornecidos em SDKs, só era tão complexo trabalhar com isso que ninguém mexia neste assunto.

Já MSN é outra história...

Quote:

Uma última pergunta, talvez o Dennis não possa me responder pois a palestra foi do Prado, mas que necessidades do mercado exatamente o OpenDocument Format não atende que o Office Open XML atende? Compatibilidade com documentos produzidos por versões anteriores do MS Office? Algo mais?

Vou tentar puxar pela memória e lembrar dos detalhes que ele falou, mas alguma coisa pode até parecer um pouco contraditória, ai só com ele :

- O ODF teve sérios problemas de compatibilidade com outros ambientes. Se um software criava uma tag nova, que não fazia parte do padrão ODF, ao invés de deixar a tag ali e ignora-la o ODF eliminava a tag em questão, fazendo com que ao voltar ao software original o documento perdesse suas características.

- O ODF não está pronto para certificação digital, justo no momento em que temos o e-CPF a nossa disposição, já sendo aceito pela justiça nacional.

[]'s

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CidadaoCarioca
BufaloInfo

cafuin's picture

Nesse seu trecho sobre Open source:

"Eu não sabia, por exemplo, que Stallman havia feito um grande protesto em uma convenção de software livre no sul do país contra o fato de Roberto Prado estar Stallman palestrando na convenção (veja aqui e aqui). Ora, eles não pregam tanto a liberdade ? Cadê a liberdade nesta hora ?"

Sim, isso ocorreu mesmo no FISL de 2007. O Stallman (RMS) também tem a liberdade de protestar, embora eu considere a forma como ele fez, berrando durante o debate, de muito má educação e sem utilidade alguma.

E não ponha todo movimento de Software Livre no mesmo pacote. Parou pra pensar (ou leu a respeito) que o representante da MS foi convidado a ir no FISL pela organização do Evento ? Logo, é uma tentativa de aproximação, o RMS, que também era convidado, não é da organização, que resolveu ser grosso, só berrando.

"Porque os adoradores do free tem toda liberdade de acesso ao TechEd da Microsoft, tanto oficialmente, como no caso da Novell, como extra-oficialmente, como os freeTardados que ficam nas salas tentando pegar todo tipo de sinal wireless para invadir máquinas dos palestrantes"

Isso de ficar tentando sabotar é coisa de idiota. Novell nem conta como "ó, liberdade", esqueceu que é super parceiro da MS ?

Ano passado, ou retrasado, o pessoal do Mono, foi gloriosamente Barrado em um evento de .Net, foi um grande mico. (Mono=macado=mico? Tentativa frustrada de trocadilho:)

Mas como não achei os links, deixa isso pra lá, fica no campo da especulação.

fcima's picture


Sim, isso ocorreu mesmo no FISL de 2007.

Na verdade foi no FISL de 2006.


E não ponha todo movimento de Software Livre no mesmo pacote. Parou pra pensar (ou leu a respeito) que o representante da MS foi convidado a ir no FISL pela organização do Evento ?

Não fomos convidados pela organização do evento, e sim por um dos patrocinadores que tinha um stande. Mas se fôssemos convidados pela organização, o convite seria (e sempre será) muito bem vindo.

(Não estou aqui usando um "royal we", eu fui uma das pessoas da Microsoft que estava nesse FISL. E Stallman a parte, fomos muito bem recebidos e foi um excelente evento).


Ano passado, ou retrasado, o pessoal do Mono, foi gloriosamente Barrado em um evento de .Net, foi um grande mico.

Não sei se o Dennes vai ainda mencionar nos relatos dos outros dias, mas a Novell estava apresentando e demonstrando o Mono no seu stande nesse TechEd.

Abracos,

Dennes's picture

Oi, Fernando !

Ótima lembrança, a do Mono ! Eu realmente dei mais atenção aos padrões de arquivo, mas é fato que o Mono vai receber grande apoio da Microsoft no seu desenvolvimento.

Alias, dei bastante atenção ao stand da Novell, pois com as idéias de interoperabilidade, conversamos até mesmo sobre um trabalho conjunto das comunidades.

[]'s

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CidadaoCarioca
BufaloInfo

Dennes's picture

Oi !

Afinal, por que software - tecnologia - precisa ficar sendo tratada religiosamente desta forma ?

[]'s

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CidadaoCarioca
BufaloInfo

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Aonde fui um fanático no meu Post?

Você está sendo injusto. Seus posts sobre a MS costumam ser gigantes e vejo que você gosta mesmo dos produtos da MS, tem empolgação. Qual problema disso ? Nenhum.

Mas meu ponto de vista é ... quando você escreve algo assim, empolgado, é justo, quando alguém defende software livre é automaticamente um fanático ?

Extremismo não existe só para o que se discorda.

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Oi, Cafuin !

Quote:

Aonde fui um fanático no meu Post?

Em lugar nenhum !!

Eu estou dizendo que foi isso que coloquei no artigo, em relação a "defesa da liberdade!"...

Quote:

Mas meu ponto de vista é ... quando você escreve algo assim, empolgado, é justo, quando alguém defende software livre é automaticamente um fanático ?

Como esclarecido acima, em momento algum falei de algo que você escreveu, ok ?

Quanto a sua colocação : Uma coisa é debater de forma empolgada, outra coisa, diferente, é debater sem argumentos e não enxergar argumentos contrários...

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Sobre o causo ODF versus OOXML....

Argumento talvez simplista de mais, mas julgo pertinente...

Se a MS considera o ODF incompleto e faz questão de alardear que está comprometida com integração, portabilidade, etc, etc...

Não seria mais fácil que ela ajudasse a melhorar o ODF, que já é padrão aprovado ?

Simplismo meu, pode ser. Mas essa insistência da MS para que que o padrão seja o que ELA desenvolveu e a pressão que a MS fez para aprovar isso, inclusive com denúncias de suborno, gera toda essa resistência.

Não é somente uma birrinha.

Sobre a piadinha do palestrante "Licenças são para advogados, não para desenvolvedores"...

O software que vai ser instalado em milhares de repartições públicas com o NOSSO dinheiro deve ter discussão de aspectos tecnológios e econômicos. E deve ser visto a questão a longo prazo.

Piadinha muito infeliz e oportunista.

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Oi, Cafuin !

Com certeza, se pesquisar nos links fornecidos, vai encontrar bem mais informação sobre o ODF e o OOXML.

Por exemplo, a questão da incompatibilidade de formatos que citei lá em cima, pelo pouco que sei a própria Microsoft recomendou alternativas.

Quanto a aprovação do OOXML, como foi dito nesta palestra, a idéia é ter mais de um padrão.

Quanto a piada, nem de longe se referia a valor do software. Acho que eu fui infeliz ao cita-la ali, ela deve ser assistida na palestra, isso sim.

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Mais uma que esqueci...

"...enquanto pesquisava sobre isso é o fato de que foi neste evento em que Stallman foi pego cobrando por autógrafos."

Não sei se essa expressão é do post original ou sua, mas como você a reproduziu, cabe o comentário...

Dennes, ele não foi PEGO, ele cobrava e deu entrevistas falando porque, e fez várias vezes isso, abertamente.

Acho essa atitude e os motivos que ele alegou bem ridículas, mas ele não fez as escondidas, você não está fazendo uma denúncia de algo escandaloso e secreto.

Isso foi amplamente discutido e criticado na cobertura do FISL que o Br-Linux fez.

" Longe de qualquer deboche, acredito que o fato deveria ser analisado mais friamente : Se o grande defensor do software livre precisa ganhar dinheiro cobrando por autógrafos, há algo de errado no modelo de negócios, não ? "

Para mim tem deboche sim, hehe. Mas independente disso, aí você parece estar caindo para um erro comum de achar que Software Livre não pode envolver dinheiro.

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Oi, Cafuin !

Quote:

Isso foi amplamente discutido e criticado na cobertura do FISL que o Br-Linux fez.

Conforme o link que forneci...

Quote:

Para mim tem deboche sim, hehe. Mas independente disso, aí você parece estar caindo para um erro comum de achar que Software Livre não pode envolver dinheiro.

Não, realmente deboche não é a intenção. Tudo bem, software livre pode envolver dinheiro, mas com fontes abertos, existem inúmeros casos de pessoas que simplesmente pegam os fontes, passam adiante e o criador fica a ver navios.

Quero dizer : Mesmo que oficialmente possa envolver dinheiro, as pessoas preferem simplesmente pegar o que é de graça, deixando até o Stallman em uma situação de cobrar por autógrafo.

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"Quero dizer : Mesmo que oficialmente possa envolver dinheiro, as pessoas preferem simplesmente pegar o que é de graça, deixando até o Stallman em uma situação de cobrar por autógrafo."

Como eu falei, ele não precisa cobrar por isso, é uma atitude idiota dele.

Não pense que as pessoas são ingênuas achando que não pesaram essa possibilidade de pouca gente cooperar com os projetos.

Tem muita gente ganhando dinheiro com software livre, não precisa ficar nos exemplos das gigantes tipo Red Hat.

Pegue os zezinhos que instalam firewall, serviços de rede e tal em empresas pequenas.

Melhor isso que MS pirata.

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Oi, Cafuin !

Não vou me aprofundar muito neste assunto porque é muito longo. Quando palestro sobre isso, a palestra fica com mais de 3hs.

Pretendo em breve disponibilizar um vídeo com essa apresentação. Mas, por enquanto, posso passar alguns argumentos iniciais sobre este assunto :

Instalar firewall e realizar serviços de rede é trabalho de pessoal de infra. E quanto aos desenvolvedores, como ganham dinheiro ?

Pode-se até ganhar dinheiro com o desenvolvimento e distribuição de um sistema operacional, mas e se for uma folha de pagamento ? Lembrando que não sou contador, mas desenvolvedor...

Polêmica IBM x JBOSS, algumas frases :

“Pobre sujeito! Ele não percebeu ainda? Este é exatamente o conceito do código aberto: criar clones e oferecê-los de graça, destruindo o valor do que quer que seja que o outro cara esteja vendendo. “

“…Devido ao fato de que seus programas podem ser copiados livremente, estas companhias não podem cobrar por eles… “
“O problema é que a maioria das pessoas simplesmente pega o que é grátis e sai correndo. Somente 3% a 5% dos clientes da JBoss compram estes contratos. “

“Não espanta ninguém estar ganhando dinheiro com isso. A JBoss opera em perda, da mesma forma que a MySQL, a companhia de bancos de dados de código aberto. A Novell, número 2 entre as distribuidoras de Linux, está perdendo dinheiro. Após uma década de perdas, a Red Hat lucrou US$ 45 milhões no ano passado, sobre vendas de pouco menos de US$ 200 milhões, mas 40% de seu lucro vêm de aplicações financeiras e não de suas operações de software.”

“Isto parece com a bolha das ponto-com, exceto que desta vez não serão somente os investidores que serão prejudicados. Os usuários estão assumindo um risco também. Quando estas companhias fornecedoras de software de código aberto esgotarem seu capital de risco e quebrarem, seus clientes terão que contratar equipes de técnicos bem-remunerados para manter os softwares subitamente órfãos ou pagar alguém para desinstalá-los e substituí-los por algo novo. De qualquer forma, todo este software grátis de repente vai começar a parecer estupidamente caro.”

Original :
http://www.forbes.com/intelligentinfrastructure/2005/06/15/jboss-ibm-linux_cz_dl_0615jboss.html

Em português :
http://br.groups.yahoo.com/group/pantanet/message/7

Agradeço qualquer atualização das informações acima.

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"Instalar firewall e realizar serviços de rede é trabalho de pessoal de infra. E quanto aos desenvolvedores, como ganham dinheiro ?"

O desenvolvedor(entre outros profissionais envolvidos) ganha dinheiro prestando serviço: treinamento, suporte, manutenção, customização.

Inviável para um profissional treinado somente para dar suporte, entender tão bem o que acontece com um sistema que o desenvolvedor que conhece as entranhas do brinquedo.

E tem muita gente fazendo isso. Mesmo com software proprietário. Muitas vezes a "caixa" do software vai de graça, o resto é cobrado.

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Oi, Cafuin !

Quote:

O desenvolvedor(entre outros profissionais envolvidos) ganha dinheiro prestando serviço: treinamento, suporte, manutenção, customização.

E que horas desenvolve ?

Ok, mas vamos lá :

Software de folha de pagamento.

Treinamento : Todo software precisa ser simples para o usuário. O desenvolvedor vai tornar o software complexo para poder vender treinamento ? Estamos falando de um software feito para o usuário final e que deve ser auto-explicativo

E no caso de ter que ganhar com serviço de treinamento, o mercado dele fica restrito as proximidades de sua residência, não ?

Para piorar : O que impede que outra empresa preste o mesmo serviço sobre o software que ele teve tanto trabalho para desenvolver ?

Suporte : Isso é para profissionais de infra-estrutura, não ? Que tipo de suporte se dá a um software de folha de pagamento ? Instalação o pessoal de infra-estrutura resolve, o resto é suporte contábil, não ?

Manutenção : Você separou manutenção de customização. Manutenção, neste caso, refere-se a falhas, o que se torna obrigação do criador consertar.

Customização : O fonte está disponível, o que impede que um desenvolvedor da própria empresa faça a customização ? Além disso o preço de pequenas customizações não cobririam o trabalho do desenvolvimento do sistema.

Quote:

E tem muita gente fazendo isso. Mesmo com software proprietário. Muitas vezes a "caixa" do software vai de graça, o resto é cobrado.

Sim, mas o código não vai junto.

A questão é : Se eu for católico, não acendo vela para Maomé. Se torço para o Vasco, não visto a camisa do Corinthians.

Mas no caso de modelos de negócios na área de software, tanto o modelo de negócios de software livre como o modelo de negócios de software proprietário tem sua utilidade. O modelo de software livre não pode ser visto como uma filosofia simplesmente porque não serve para qualquer caso, mas ajuda a existência do modelo de negócios de software proprietário.

No final, tudo são modelos de negócios, formas de comercialização e não filosofia. Empresas querem que você veja como filosofia para que não faça analises frias e sérias de seus softwares e, desta forma, garanta o mercado delas.

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Dennes,

"Manutenção : Você separou manutenção de customização. Manutenção, neste caso, refere-se a falhas, o que se torna obrigação do criador consertar."

Realmente. Tive um professor que sempre dizia para não usarmos "Manutenção". É abrangente de mais.

"Customização : O fonte está disponível, o que impede que um desenvolvedor da própria empresa faça a customização ? Além disso o preço de pequenas customizações não cobririam o trabalho do desenvolvimento do sistema."

Mas essa é um dos ideais do software livre, permitir que eu modifique se quiser(e souber como, lógico).

Sobre seus argumento de treinamento e suporte: Exemplo prático, eu trabalho em uma equipe de desenvolvimento. Todos somos extremamente técnicos.

A empresa tem um setor específico para suporte, mas de vez em quando nós vamos aos clientes ver o uso real. Ouvir o que os operadores gostam, sugerem ou odeiam no que fazemos.

Aprendemos muito, fica justamente mais fácil entender como projetar melhor a UI.

E acompanhando o pessoal um instrutor da empresa em um treinamento, quando um usuário perguntou porque tal coisa é demorada, eu expliquei dando muito mais detalhes do que o instrutor seria capaz. Como falei, não por incompetencia dele, e sim de capacidade de conhecer o sistema a fundo.

Além disso coletei informação para melhorar para próximas versões.

O exemplo de folha de pagamento ou software de gestão de RH em geral mostra um caso onde ser código aberto seria o ideal.

O sistema de impostos do Brasil é um inferno, muito complicado. O cenário ideal (talvez utópico, eu sei) seria:

-O governo cria um projeto em código aberto que implementa todo aquele inferno.

-Código aberto, para diminuir custos e permitir auditoria do público, evitar mais uma forma do governo nos sacanear.

-O resultado do projeto é uma série de bibliotecas que podem ser incorporadas gratuitamente por qualquer desenvolvedor.

Com isso, ninguém mais precisaria implementar algo que já foi extremamente reimplementado, por todo mundo.

Não faz sentido cada um implementar de novo a mesma coisa. Sendo colaborativo seria muito melhor.

Daí você pergunta "Mas hey, e as empresas que vendem folha de pagto? "

Respondo o mesmo que respondo para os funcionários de fábrica de sapatos substituídos por uma máquina que é mais eficiente: "Sinto muito, mudem de ramo".

Ah,crueldade? Sim, é, e assim que funciona. O capitalismo é assim, tem de valerr pra todo mundo, não só pra uns.

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Oi, Cafuin !

Quote:

Mas essa é um dos ideais do software livre, permitir que eu modifique se quiser(e souber como, lógico).

Mas ai você volta ao ponto : Como o desenvolvedor vai ganhar dinheiro ?

Quote:

A empresa tem um setor específico para suporte, mas de vez em quando nós vamos aos clientes ver o uso real. Ouvir o que os operadores gostam, sugerem ou odeiam no que fazemos.

O que a empresa faz ? O que ela fornece ? Como ganha dinheiro ?

Quote:

Respondo o mesmo que respondo para os funcionários de fábrica de sapatos substituídos por uma máquina que é mais eficiente: "Sinto muito, mudem de ramo".

Quem vai pagar o desenvolvedor para produzir todo esse código para ser reutilizado ?

Como essa empresa vai ganhar dinheiro ?

Então todas as empresas de software devem mudar de ramo ? E software continuará existindo depois disso ?

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"O que a empresa faz ? O que ela fornece ? Como ganha dinheiro ?"

O Caso é que você parece estar se referindo ao desenvolvedor de software livre como um lobo solitário.

Porque não pode ser uma empresa organizada com departamentos especializados ?

A Solis é o exemplo mais radical de uso de software livre. Creio que fornecem soluções somente com software livre.

"O que a empresa faz ?

"Soluções para transmissão de voz e dados"

O que ela fornece ?

Equipamentos para telecom.

"Como ganha dinheiro ?"

Vendendo, e muito.

Mas no caso não fazemos Software Livre. Eu usei como exemplo do processo do desenvolvedor participar no treinamento.

Mas alguns projetos que usamos, nós já modificamos e devolvemos o código. Parte de SNMP, não lembro o nome da biblioteca, não sou eu que trabalho com ela.

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Oi, Cafuin !

Quote:

"O que a empresa faz ?

"Soluções para transmissão de voz e dados"

O que ela fornece ?

Equipamentos para telecom.

"Como ganha dinheiro ?"

Vendendo, e muito.

Pois então, software não é a atividade fim de sua empresa, ela não ganha dinheiro diretamente produzindo software livre.

Usar software livre (especialmente se o motivo for "por que é de graça") é uma coisa, ganhar dinheiro exclusivamente com a produção dele, é outra.

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