luctimm's picture

Sun começa a fechar o MySQL

 16-04-2008 golginhos1

Os planos malévolos da Sun são intrigantes. Depois de comprar o MySQL por um preço bem salgado (1 bilhão de dólares!), a empresa começou a mostrar as asinhas: a linha de desenvolvimento do MySQL será dividida em duas partes: a comunitária e a empresarial. No mundo OpenSource, isso não é uma coisa incomum, vide a RedHat com o RHES e Fedora, a Novell com o SLED e OpenSUSE, enfim.

Mas a coisa mudou de figura. Novos recursos serão criados para o MySQL Enterprise, como backup online. E é só pra ele, Gabriela! Esses recursos não estarão mais disponíveis para a comunidade MySQL, pois a Sun fechará partes do código do banco de dados que envolve suas novas soluções. É estranho, pois essa medida contraria os "ideais" da companhia, que recentemente abriu o código de fonte do Java e do sistema operacional Solaris (originando a comunidade de desenvolvimento OpenSolaris).

Especulando, a base de usuários do MySQL Enterprise não é grande e a esmagadora quantidade de usuários vem justamente da comunidade. A Sun pode estar tentando criar um diferencial competitivo para arranjar compradores corporativos na própria comunidade, que já usam sem pagar nada, recuperando o prejuízo que teve investimento que fez. Ainda assim, pode ser um pouco preocupante, se lembrarmos que a Sun também comprou o VirtualBox...

Via: Slashdot, JCole Weblog

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cafuin's picture

Realmente não imaginei que iriam fazer isso, parece um movimento estranho mesmo.

Isso somado as notícias de que a IBM pretende investir mais no PostgreSQL(PG) devem fazer com que o Josh Berkus* e outros do PG abram um belo sorriso Smiling.

*Estranho é que ele trabalha na Sun, implementando features para o PG. E no organograma da empresa, em teoria ao menos, ele é subordinado do (ex)CEO da MySQL, que virou algo como "diretor para banco de dados" na SUN.

DDLima's picture

E eu ainda insisti em acreditar que a compra era uma coisa boa quando li pela primeira vez...

Daniel.

ironman_br's picture

Pra mim o MySQL tem de evoluir muito para o mercado enterprise. E neste mercado temos de forma gratuita o postgreeSQL que está a anos luz em termos de robustez do MySQL.

[]'s

Jabá http://beernotfoundexception.blogspot.com/

Hawk's picture

[off topic] Por falar em VirtualBox, alguém conseguiu acessar as pasta do Host pelo Guest, usando o XP como Host e o Vista como Guest?[/off topic]

Mamutti's picture

Sei que no XP o VirtualBox Guest Adittions adiciona um caminho para as pastas compartilhadas em Meus Locais de Rede, na opção "Toda a Rede". Não sei direito como é no Vista.

neyfrota's picture

essas pastas compartilhadas nunca funcionaram comigo.
eu uso samba do host mesmo.
No xp (guest) vou start, run e mando \\10.0.2.2 e bingo,
vejo tudo que ta compartilhado no samba

so tive por security=share no samba do linux pra parar de pedir senha doida no guest xp

nao acredito seja muito diferente no host sendo xp, se tudo ok pra compartilhar

http://ney.frota.net

Mauricio.Junior's picture

É desse jeito mesmo. Não adianta se portar como "a samaritana"; a verdade sempre vem!

TheDarkMaster's picture

O dinheiro sempre fala mais alto

Se você consegue ler esta mensagem então o seu computador irá se auto-destruir em dez segundos, tenha um bom dia Smiling

Nas últimas semanas venho levantando essa possibilidade de fechamento do código opensource adquirido por grandes empresas no Br-Linux e só tenho tido críticas de lunático.

Mas pelo visto as grandes corporações já estão dando sinal para o que realmente vieram... e podemos [talvez] esperar mais, afinal o Xen, é proprietário, (e custou pra Citrix a bagatela de US$ 500 milhões) já faz algum tempo. Não seria o próximo da lista?

luctimm's picture

Pessoas com visão de realidade em local não propício podem ser taxas de lunáticos. As vezes, no Br-Linux, também acontece comigo. Smiling

Wallacy's picture

Fechar o código é algo totalmente normal. O grande problema do que está sendo discutido no BR-Linux é que estão dizendo que o código retroativo com GPL também será fechado.

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JUNO

luctimm's picture

Noooossa, aí será legal... Evil

Depende de qual legal você esteja falando. Em termos de lei, nenhum código retroativo pode ser retomado, por mais arrepedinda que a margarida esteja.

É esse aspecto viral que a GPL tem que a torna interessante...

luctimm's picture

Estou falando do pior aspecto o possível.

manuelB's picture

Uma coisa que eu nunca entendi é como essas empresas conseguem fechar uma coisa GPL. Eles reescrevem tudo? Como alguém consegue simplesmente fechar um negócio GPL? Mesmo que as coisas novas estejam em outra licença, se em alguma parte usa código antigo, a licença GPL deveria "contaminar" todo o software. Alguém que entende como isso funciona poderia esplicar?

Não, eles não reescrevem o código. Como são os proprietários do copyright eles podem relicenciá-lo como quiserem, e aqui vem o pior: podem literalmente revogar a gpl a qualquer tempo, proibindo o uso de códigos anteriores ao fechamento, uma vez que os códigos sob gpl não transferem a propriedade para o usuário, apenas concede uma licença gratuita de uso que é passível de revogação a qualquer tempo.

Por isso venho insistindo já a algum tempo que isso é uma grande fragilidade não só da gpl como das licenças livres em geral, e parece que as corporações também entenderam isso, e começam a exercer seus direitos sobre o código. Pior para o usuário, já que na pior das hipóteses, não terá mais um software para usar sob licença livre no futuro.

jackstone's picture

/ironia mode on /* by cardoso */

Preparem-se!
Nao duvido que o proprio linux nao passe de um belo golpe de 15 anos preparado por linus torvalds em conluio coma FSF, eles vao la, falam esse monte de balela comunista (do sentido de comunidade, nao imaginem eles de chapeu felpudo, comendo criancinhas e com simbolos de foice e martelo), e depois de um tempo falam "é tudo brincadeira, HA, pegadinha do malandro!!!, agora quem tem linux vai ter que pagar uma bagatela a nos!!!, e com mais 5 dolares voces ganham o novo simbolo do linux, um pinguim cadeado!"

/ironia mode off

cafuin's picture

Você está enganado, não tem a ver com Copyright.

Funciona assim, que eu saiba:

1-O povo do MySQL possui o código do branch principal com uma licença proprietária.

2-Quando vai lançar ao público a versão X, ele a libera sob a GPL.

3-O Branch principal continua NÃO sendo GPL e o desenvolvimento da versão X+1 continua é nesse branch.

4-Quando for liberada a versão X+1, novamente essa ganha uma licença GPL.

Ou estou muito enganado ou é assim, isso de revogar a GPL de algo que já foi liberado seria violar a licença.

Fabião's picture

Parece correto...

Não tem como dar um presente pra uma pessoa, e depois de um tempo dizer que ela não pode usar.

A próxima versão do Mysql pode ser fechada, mas, as versões abertas anteriormente do código estão lá disponíveis.

Ironmanaico's picture

É o que a RedHat faz

tem um produto comercial, onde ela cobra pelo SUPORTE(e não pelo produto em si, pois ele é todo OpenSource e com algumas ferramentas não), e outro, totalmente orientado pela Comunidade(Fedora)..

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www.forum-invaders.com.br

luctimm's picture

A RedHat também cobra pelo RHES, não é só pelo suporte.

Ironmanaico's picture
luctimm disse:

A RedHat também cobra pelo RHES, não é só pelo suporte.

Um PRODUTO, que a RED HAT cobra pelo EMPACOTAMENTO, cobra pelos MIRRORS onde os pacotes estão armazenados, e pela MONTAGEM do produto final(organizar os pacotes para a instalação em um DVD, instalador...). Isso também é suporte, mas os programas OPEN, não viram "pagos" porque a Red Hat os coloca no seu produto.

Se vc não quiser NADA disto acima, utilize o Fedora. O Mesmo vale para o MySQL, e sua nova versão Enterprise.

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luctimm's picture

Nossa, seu conceito de suporte é um tanto... amplo? O meu difere um pouquinho.

Ironmanaico's picture
luctimm disse:

Nossa, seu conceito de suporte é um tanto... amplo? O meu difere um pouquinho.

Eu considero isso suporte, levando em conta que, vc pode ter uma versão do mesmo produto sem tais benefícios, mas que funciona de forma igual(funcionalmente o produto é o mesmo...) . Fica mais claro pois muita gente acha que os Softwares Livres que rodam nele, se tornam pagos Eye-wink

Acho que até poderia ser melhor apresentado este conceito luctimm. Ela cobra por seus Serviços (empacotamento, Links, instaladores, atualizacão...), e não apenas pelo produto(marca) em si. O mesmo acontecerá com o MySQL(assim espero né...não duvido nada da SUN)

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luctimm's picture

Eu não considero a mídia, empacotamento e o sistema em si como suporte: Isso pra mim é serviço. Suporte é o pós venda, resolução de problemas, soluções de implementação e etc.

Então é o seu conceito de suporte que é muito restrito.

Produto é aquilo que será usado por quem compra, no caso, o SO e todos os aplicativos.
Capinhas, caixinha, manual, etc ... são materiais de suporte. Se você quiser, pode ter o produto de graça, mas o material de suporte é pago, bem como o suporte técnico ao qual você se refere.

[editado]
Ah, serviço também é um conceito muito mais amplo do que este também, por isso as vezes confundimos.
[/editado]

Excelente artigo!!!

Abraço!

/* Assinatura */

Decide se ele é todo de código aberto, ou se tem algumas ferramentas que não são. Sticking out tongue

Uma situação, impossibilita a outra. Mas sim, a Sun não está fazendo nada que o próprio MySQL não fazia antes de ser comprado, e que não seja altamente difundido no mercado.

Ela ainda não é feia, chata e boba.

Daniel Fonseca Alves's picture

Seção 6 da licença GPL 2 traduzida:

6. Cada vez que você redistribuir o Programa (ou qualquer trabalho
baseado nele), os recebedores adquirirão automaticamente do
licenciador original uma licença para copiar, distribuir ou modificar
o Programa, sujeitos a estes termos e condições. Você não poderá impor
aos recebedores qualquer outra restrição ao exercício dos direitos
então adquiridos. Você não é responsável em garantir a concordância de
terceiros a esta Licença.

Ou seja , uma vez entregue como GPL não há como revogar.

manuelB's picture

putz.... não sabia essa, que a pessoa pode simplesmente revogar a GPL... agora software livre vira software sharewarelivre.
Mas uma coisa que me intriga é a seguinte... É muito provável que eles usem várias bibliotecas gpl que não são propriedade intelectual deles. Pra eles fecharem o código eles teriam que primeiro substituir todas as bibiotecas gpl que usam, que não são p.i. deles por outras proprietárias ou bsd, senão fizerem isso primeiro, acho que é tecnicamente ilegal.

Daniel Fonseca Alves's picture

Não, a licença não pode ser revogada desta forma. Uma vez que vc adquiriu um software GPL ele é seu sob os termos da GPL.

Putz, fica cansativo ter que explicar isto toda hora.

"Uma vez que vc adquiriu um software GPL ele é seu sob os termos da GPL..."

Ele não é "seu". Você apenas detém os direitos de uso e usufruto correlato, enquanto o licenciador desejar, afinal ele concedeu esta licença a você sem te cobrar nada, por isso pode cancelar esta licença de uso se desejar. E ao usuário, nesta hipótese, resta-lhe apenas "devolver" o "bem" (código/software) para o devido proprietário/licenciador.

Daniel Fonseca Alves's picture

A licença é um contrato, neste caso se vc ler a seção 6 da GPL vai ver que o contrato transfere os direito e "não pode ser revogado".

A não ser que a empresa quebre o contrato por algum motivo previsto na GPL.

Wallacy's picture

Esse é o grande ponto também. (Se ele for no Kern do BR-Linux até espero mais comentarios desse tipo).

Não vai adiantar muita coisa eles fecharem a parte dele já que tem muita coisa que não foi produzida por eles que também está inserida e está sobre os termos em GPL. Uma coisa é uma empresa produzir TODO um produto, e depois fecha-lo, outra é o caso da maioria dos softwares sobre a GPL que sempre tem linhas de código de terceiros.

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JUNO

Vocè está correto, Wallacy, sou o "kern" do Br-Linux. Quanto à questão do fechamento, você também acerta ao dizer que softwares sob gpl tem códigos de diversos desenvolvedores. A questão é se analisar quais códigos a Sun adquiriu quando incorporou o MySQL; sob esses códigos ela tem os destinos nas mãos, as contribuições posteriores é um caso a se analisar, pois não conheço o desenvolvimento do projeto.

Mas o principal nisso tudo é um ponto: mesmo que ela não tenha "todo" o MySQL nas mãos, uma parte significativa do software provavelmente está nas mãos da Sun, e se eventualmente a empresa mudar de idéia, o que os contribuidores "independentes" do código farão com os "complementos" sem terem os "engines" básicos?

Quando a discussão sobre esse tema se iniciou no relatório do desenvolvimento do linux, eu fazia este mesmo questionamento, afinal, o linux tem uma grande "base" que não pode ser atribuída a um "dono" específico. Mas pensemos por outro lado: com os desenvolvimentos constantes do hardware dos pcs, num futuro próximo esta base de fato livre, não servirá para muita coisa, afinal, quanto tempo mais o suporte para 386/486 continuará funcional?

Virtualização, multiprocessamento, etc.etc.. processadores de 2,3,4 núcleos... placas gráficas (e barramentos) cada vez mais poderosos... tudo isto é incompatível com as tecnologias de fato livres sob gpl; e os interesses das corporações reside justamente nestas novas tecnologias, por isso pagam verdadeiras fortunas para terem o código nas mãos. Apenas ter o código não seria problema, se não conferisse o poder de cancelar efetivamente a gpl e outras, quando bem quiserem. E sobre esta questão o usuário comum pouco pode fazer.

Wallacy's picture

Não intendi o que você quis dizer nessa parte:

"Virtualização, multiprocessamento, etc.etc.. processadores de 2,3,4 núcleos... placas gráficas (e barramentos) cada vez mais poderosos... tudo isto é incompatível com as tecnologias de fato livres sob gpl;"

Ah, já enviou o e-mail para a FSF como o Augusto sugeriu?

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Só quis dizer que a base do código do kernel que pode ser considerada "livre eternamente" pela dificuldade de reunião de todos os autores do código pode ser aquela das épocas do 386/486...

Mas hoje os pcs tem muito mais capacidade e recursos que os antigos 386/486 e sobre estas novas características, como virtualização, é que as companhias estão investindo pesado para manter sua "hegemonia" tecnológica. E sobre estes novos recursos é que visualizo problemas futuros.

Afinal, como disse, até quando o suporte para 386/486 continuará funcional?

Wallacy's picture

"Afinal, como disse, até quando o suporte para 386/486 continuará funcional?"

No Linux? Provavelmente por muito tempo, não tem razão de tirar esse suporte da árvore.

E depois, vão fazer igual é feito com os drivers de vídeo, são disponibilizados dois pacotes. Um para as versões novas e outros para as versões antigas.... Ou seja, vai demorar muitoooooooo para deixar de ter suporte.

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carloshp's picture
manuelB disse:

Uma coisa que eu nunca entendi é como essas empresas conseguem fechar uma coisa GPL. Eles reescrevem tudo? Como alguém consegue simplesmente fechar um negócio GPL? Mesmo que as coisas novas estejam em outra licença, se em alguma parte usa código antigo, a licença GPL deveria "contaminar" todo o software. Alguém que entende como isso funciona poderia esplicar?

No caso específico do MySQL ele sempre teve duas opções de licenciamento: GPL e uma licença comercial, não open source. Para ser sincero eu não entendi ainda qual a grande novidade aí. Quanto à revogarem a licença GPL, técnicamente é possível, mas nunca soube de um caso em que isso tenha ocorrido. E pensando bem, ia ser uma dor-de-cabeça tremenda para a Sun fazer isso. Na prática, acho que essa possibilidade não existe.

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Tecnologia deve ser o meio, não o fim.

Não vai acontecer de fecharem o MySQL. Eles aliás não estão fechando código de nada, o que era GPL, vai continuar sendo GPL.

Eles vão é desenvolver mais funcionalidades que diferenciem o MySQL empresarial do comunitário, diferença essa, que já existia antes da Sun comprá-lo...

" Eles aliás não estão fechando código de nada, o que era GPL, vai continuar sendo GPL..."

Essa pode ser a situação atual, mas nada impede que cancelem a GPL, afinal eles apenas licenciaram o código para uso, não venderam o código para o usuário.

Wallacy's picture

Dai voltamos para a parte onde você está certo e o resto do mundo está errado! Afinal sua palavra vale mais que um licenciamento legal.

Ainda aguardo ansioso seu e-mail para a FSF. E também algum artigo, ou lei ou coisa similar que apóie sua tese. Até agora você só especulou e não mostrou onde está escrito que a gratuidade para o usuário final pode invalidar o licenciamento GPL.

Desculpe-me mais não vou ficar mais 30 posts igual no BR-Linux discutindo uma coisa baseado somente em sua palavra.

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A propósito, esta é uma questão de possibilidade teórica, nada mais. Se não ocorreu, melhor para os usuários. Mas não adianta ficar na ilusão de que nada disso pode acontecer; o melhor seria estar ciente dos riscos dessa situação.

E a propósito, o email não será enviado para a FSF e você não precisa ficar discutindo comigo, afinal você não apresentou argumentos nem no Br-Linux, nem aqui. Mas não estou contra você nem contra ninguém, afinal, cada um que tire suas próprias conclusões a respeito do caso.

Fabião's picture

Eu tentei enviar a pergunta, mas o daemon do Stallman me respondeu isso:

This address is answered primarily by volunteers, overseen by one staff
member of FSF. We have very limited resources to answer requests. We urge you to first read the following material:

Licensing FAQ page: http://www.fsf.org/licenses/gpl-faq.html
Text of the GNU GPL: http://www.fsf.org/copyleft/gpl.html
Text of the GNU LGPL: http://www.fsf.org/copyleft/lgpl.html
Our license list page: http://www.fsf.org/licenses/license-list.html

If one of these web pages answers your questions, likely you will not receive a reply from us. We sadly don't have the ability to re-answer questions that we've answered already on our website.

When we are able to answer questions, highest priority is given to Free Software developers in the community who are actively working on Free Software projects and need licensing help.

Disse que nao vou enviar o email pra FSF por que ela pouco pode fazer para reverter o caso. O melhor e encaminhar o email para o SFLC, e e o que pretendo fazer.

alem do mais, o posicionamento da FSF e conhecido: nao se faz nada sem que o autor do codigo nao queira. E este e o meu reconhecimento tambem, mas eles parecem que ainda nao discutiram a possibilidade do autor mudar de ideia

Por outro lado, a FSF lancou a gplv3 que protege um pouco mais os usuarios, mas esta licenca nao foi aceita por todos, especialmente pelo pessoal do kernel. Assim, pouco adiantaria que a FSF lancasse uma GPLv4, tratando de doacao do codigo para os usuarios. Como o kernel nao migrou para a versao 3, ha menos possibilidade que migre para uma licenca tao benefica para os usuarios e tao contraria aos interesses corporativos.

Não se revoga GPL. Na boa, estuda um pouquinho o que você está falando, antes de falar besteira...

Existe possibilidade porque o usuário não licenciou o software mediante pagamento. E o copyright do código não perde seus efeitos de uma hora pra outra e, mesmo que os detentores dos direitos por "HORA" mantém o software sob gpl sem problemas, como esse direito é transferível (corporações) ou hereditário (pessoas físicas), os futuros proprietários do copyright podem mudar os destinos do sofware.

Daniel Fonseca Alves's picture

Então um contrato só é valido se houver pagamento, nunca ouvi falar disto.
Para a legislação brasileira contrato não precisa nem ser escrito, poder ser oral que dá na mesma.

ja ouviu falar de contrato de comodato simples? a gpl de `fato` e um contrato desse tipo

Daniel Fonseca Alves's picture

Comodato é o empréstimo gratuito de coisas não fungíveis, para uso durante certo prazo e posterior devolução da coisa emprestada, findo o prazo do empréstimo. O comodato se completa com a tradição do objeto.
http://www.fortesadvogados.com.br/artigos.view.php...

Não há prazo estipulado na GPL.

`Não há prazo estipulado na GPL....~

Por isso mesmo pode ser cancelado por `denuncia vazia` ou cheia, basta que se escolha o melhor argumento.

tcelestino's picture

Realmente o que conta é o dinheiro nessas horas. A Sun certamente quer ter bastante lucro diferenciando as versões do MySQL.

Tiago Celestino - http://tcelestino.com.br/blog

gleidsonlm's picture

Yo, yo... check it out, dog. by Randy

Você escorregou somente por causa da Red Hat. TODOS os aplicativos do Red Hat Enterprise Linux (RHES) são livres (quase todos GPL), inclusive o JBoss. Inclusive eles só aceitam aplicativos com essas licensas válidas:

Approved License means any of the following licenses: GNU General Public License v2.0 and v3.0; GNU Lesser General Public License v2.1 and v3.0, IBM Public License v1.0; Common Public License v1.0; Q Public License v1.0; Open Software License v3.0; and any open source license granted by Red Hat. Red Hat may add to this list in its sole discretion by publication on this page.
http://www.redhat.com/legal/patent_policy.html

Tanto que a comunidade do CentOS pega o código, modifica algumas partes e redistribui 0800. A Oracle tenta fazer a mesma coisa, sendo que não parece ter dado muito certo...

O Fedora é uma distribuição patrocinada pela Red Hat que geralmente é onde eles testam todas as inovações que podem vir a fazer parte do RHES.

No mais, gostei das idéias do artigo, mas não acho que isso foi coisa da SUN, esse modelo de negócios já funcionava e é uma saída válida no modelo de negócios do opensource.

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Jesus salva, agente só faz backup

MaRKauM's picture

Realmente vender uma versão e ter outra free é comum no mundo open source, o problema é que o produto vendido não costuma ser o software, mas o suporte! No caso do MySQL, a SUN deverá implementar as melhorias somente na versão paga, o que é uma pena pra comunidade.
Felizmente (ainda) temos o Postgres! (a não ser que a IBM resolva imitar a SUN, comprar o PG e fechar o código... aí nossa vida open acaba... Sad)

I see fragged people...

Keaton's picture

A Sun comprou o VirtualBox? Coitado do MySQL.. vai ter o mesmo fim. :~~

    --------------------------------
    100% legal, 100% grátis.
    Legalmente Grátis

VirtualBox ou MySQL teve algum fim?

Estranho.. nunca vi nenhum dos dois sendo tão usados.

shimatai's picture

Hã?!

Nunca viu o MySQL ser amplamente usado?!

A SAP/R3 usa uma versão do MySQL otimizada, além disso a Lucent Technologies, Nortel Networks, Harvard Business School, Hoover's Inc, entre outras utilizam o MySQL.

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"Uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio o previne." Albert Einstein

Hã?! É mesmo?

Se eu nunca vi nenhum dos dois sendo tão usados como são agora, eu acho que quis dizer que ontem eles eram menos utilizados que hoje, e provavelmente hoje serão menos do que amanhã.

Mas há uma chance de eu não ter dito o que disse...

luctimm's picture

O Gugol usa MySQL.

E a Microsoft usa SQL Server.

luctimm's picture

Tenho minhas dúvidas.

(brincadeira Cool )

shimatai's picture

Me recordo que na época da compra do Hotmail pela Microsoft (aos que não sabem, o Hotmail era sediado em Costa Rica e não era da Microsoft) a MS teve um trabalhão para migrar de Oracle + BSD para plataforma MS (SQL Server + Windows Server) que no entanto ficou um bom tempo rodando na plataforma original.

Não duvido muito que para alguns serviços a MS use produtos concorrentes. E tem outra, o que há de mais em admitir que o concorrente a supera em determinadas aplicações?!

--
"Uma pessoa inteligente resolve um problema, um sábio o previne." Albert Einstein

luctimm's picture

Reza a lenda que na época do Windows NT, a Caixa Econômica foi a única que comprou e utilizou a plataforma, pois a própria Microsoft usava Solaris. Cool

Se é verdade eu não sei, mas minhas fontes são boas... Laughing out loud

Hahaha.. e se eu te disser que compartilho da mesma dúvida? Laughing out loud

Porque o Santo Google não comprou o MySQL? Sad

jackstone's picture

WTF!

Meu deus, isso é uma ideia genial!!!

se a sun comprou o mysql, que é uma ferramenta basica do google, e agora estao transformando ele em proprietario, inclusive com o direito de tirar de quem ja o tem, eles querem o dinheiro do google!

A sun é bem espertinha mesmo!!!

hehehehe

cafuin's picture

"inclusive com o direito de tirar de quem ja o tem, eles querem o dinheiro do google!"

Isso non Ecziste ! O Google quasndo pegou o MySQL, pegou com licença GPL.

Aliás, o próprio Google coopera no desenvolvimento do MySQL. Aposto que com essa notícia de troca de licença, vão no mínimo ficar atentos. Podendo chegar no ponto de criar um branch.

E sabe como são as coisas, um zé ninguém criando um projeto, mesmo que bom é uma coisa, o Google pondo o nome dele em algo...

jlcarneiro's picture

.
Concordo! Coisa parecida (claro que sem a participação do Google) aconteceu com o StarOffice (da própria Sun), gerando o Openoffice.org.

O Openoffice.org está caminhando para a versão 3.0 e anda (em conjunto com outros) incomodando a MS a ponto de ela vender três licenças de Office2007 a 200 reais.

E o StarOffice? Eye-wink

jlcarneiro.com - Porque agora todo mundo é "pontocom"!

Que nada. Google é uma empresa guiada por tecnologia, não por alarmes.

Não está havendo troca de licença nenhuma. O MySQL já tinha uma versão proprietária, antes da Sun comprá-lo, então antes de começar a conversa, é preciso saber que não há regras novas. Está tudo sendo apitado, como era antes da compra...

Nada do que está hoje sob a GPL, deixará de ser desenvolvido e liberado como GPL. Aonde está o perigo, que eu não vi?

cafuin's picture

"Que nada. Google é uma empresa guiada por tecnologia, não por alarmes."

O Google usa diversos softwares, livres e proprietários, usam muito windows. Se vê em vídeos demonstrando tecnologias, como o Android, por exemplo.

O Caso é que o Google tem muita afinidade com o Software Livre (mais precisamente o Sergey Brin pelo que dizem).

E o Google coopera com o mySQL, entre outros. Mas uma coisa é você cooperar com um projeto de Software Livre, outra seria ficar enviando código de graça para um projeto fechado.

Se você me mostrar de onde poderia surgir essa situação do Google enviando código de graça pra projeto fechado, ganha um doce.

Infelizmente não vai ser dessa vez, pois a Sun não está, e nem vai tão cedo fechar o código do MySQL. O que é uma pena, pra quem gosta de reclamar...

cafuin's picture
Quote:

Se você me mostrar de onde poderia surgir essa situação do Google enviando código de graça pra projeto fechado, ganha um doce.

Eu estava falando em hipótese (acho que vou usar criar uma tag para isso também), até porque não acredito que a Sun vá fechar, muito menos retroativamente, o que é um absurdo e ilegal, nem vale a pena mencionar.

Quote:

Infelizmente não vai ser dessa vez, pois a Sun não está, e nem vai tão cedo fechar o código do MySQL. O que é uma pena, pra quem gosta de reclamar...

Creio que aí se referiu ao povo em geral....

Mas todo caso digo, por mim, o mySQL pode sumir do mapa. Ele queima o filme do Software Livre quando algumas pessoas o usam como exemplo .

danilotecoliveira's picture

Que isso ia acontecer era só uma questão de tempo.
Quando eu disse pro meu chefe que a SUN iria fechar o código e passar a cobrar pelas novas versões, ele disse:

"A SUN não vai fazer isso nhe nhe nhe nhe..."

Olha aí, tá vendo...

jwjosefy's picture

And, this is just bussiness Smiling

Se está certo, ético, qqr coisa, OU não... Não interessa muito. Eles são mais uma empresa capitalista, e como tal, o objetivo é o lucro, agindo dentro da lei.

Du hast mich gefragt, und ich habe nichts gesagt!

nitio's picture

Pontos interessantes:
1. Isso era idéia pré-compra pela Sun. Então a Sun não está tão culpada, e pelo visto se fosse por ela nem seria assim exatamente
2. O que é GPL continua GPL - no core do troço ainda é GPL

E tem outras coisas... Fonte? ex-CEO da MySQL AB, atual SVP da SUN.

stoploudness!
"Knowledge is just opinion that you trust enough to act upon." — Orson Scott Card

carloshp's picture

Sinceramente, não estou vendo o porque desse desespero todo. Esse modelo de negócios não é novidade nenhuma. Vide o Eclipse: a IBM de tempos em tempos pega uma versão estável, coloca seus plugins e vende como IBM WebSphere Visual Studio (acho que agora o nome é outro). É o mesmo cenário, e você não vê ninguém com medo de "revogarem a licença open source" ou coisa que o valha. Provávelmente a Sun vai fazer coisa parecida: deixa a comunidade melhorar o MySQL básico, e de tempos em tempos atualiza seu produto comercial com a versão mais estável open source. Bom para ela, bom para todos.

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Tecnologia deve ser o meio, não o fim.

É que o pessoal gosta de criticar, tem que ter assunto pra ficar falando mal.

Se esquecem que a Sun é a responsável pela existência do OpenOffice hoje, os últimos esforços para liberar o Java (que não é equivalente a liberar o fonte do bloco de notas do Windows, diga-se de passagem), o último trabalho dela para desenvolver codecs de áudio e vídeo sem cobertura de royalties e patentes para que seja usado na web...

É sempre mais interessante falar mal. Mesmo que não tenha novidade nenhuma.

Donnie Darko's picture

A humanidade aguarda, ansiosa, a liberação do código fonte do Bloco de Notas!

Quanto a Sun, também não vejo motivo para tanto alarde.

TheDarkMaster's picture

O problema é que um belo dia a Sun vai ter que fazer algo para o usuário corporativo preferir a versão paga à versão de código aberto, e neste momento qualquer sacanagem será possível. [modo demo]Just business[/modo demo]

Se você consegue ler esta mensagem então o seu computador irá se auto-destruir em dez segundos, tenha um bom dia Smiling

carloshp's picture

Amigão, acredite: só a opção de suporte por parte da Sun já é atrativo o suficiente para o ambiente corporativo. Na pior das hipóteses, algumas destas novas funcionalidades talvez não sejam repassadas nunca para a versão GPL - mas aí é que entra em cena a comunidade, fazendo suas versões "open" do que realmente for interessante. Isso já acontece com outros produtos (como o Eclipse, por exemplo).

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Tecnologia deve ser o meio, não o fim.

tevi's picture

Parece q a SUN é um gigante adormecido...
e quer a fatia dela de mercado...
e pior ela quer tirar essa fatia do linux....
____________________
Ouça o que eu digo:
não ouça ninguém!!!!

Lord Bode's picture

linux??? [google] Você quis dizer Open Source[/google]

certo?

tevi's picture

tu tem razão
____________________
Ouça o que eu digo:
não ouça ninguém!!!!

carloshp's picture

Engraçado que durante um bom tempo teve gente dizendo da Sun o mesmo que eu vejo falarem da AMD: está acabada, não tem mais jeito, vai falir, etc, etc, etc. Olha eles aí muito vivos e incomodando...

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Tecnologia deve ser o meio, não o fim.

tevi's picture

Mudança de rumo....
eles estão vendendo até servidores com windows...
da pra entende???

____________________
Ouça o que eu digo:
não ouça ninguém!!!!

Terramel's picture

Ahaaaaaaaa! Não falei que essa SUN é coisa DO DIABO???

Pior é na minha faculdade o povinho falando pra mim que eu tenho que "gostar da Sun porque a Sun é Open Source" e pra eu "parar de falar mal de Java" O.o

Pior ainda é a galera que usa Software Livre, Software Open Source e Linux e gosta de andar com camisa da Sun e dizer que gosta da Sun e mete o pau na M$ sendo que provavelmente a M$ é um mal menor do que a Sun...

Abraços
do Terrinha
[]s
;***************

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Blog do Terrinha: http://terramel.org

Chat com o Terrinha: terramel@jabber.org

luctimm's picture

Eu gosto da Sun. Se ela fechar o MySQL e ainda assim ter uma versão 0800, continuarei utilizando sem problemas. Se não tiver, vou logo pro Postgres! (o que é o hábito, já prefiro o PGSQL ao MySQL!) Eye-wink

Terramel's picture

[offtopic]
Timm, instalei o VMWare Server no PC da minha mãe e por alguma razão ele lê os CDs de forma nenhuma, nem mesmo uma imagem de CD. Por isso não consigo bootar nada O.o
[/offtopic]

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luctimm's picture

"me liga"!

Paulim's picture

Faço parte do time que já previa isso.

Pô, é muito óbvio que ela iria "cercar" o código.

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Vaca amarela, pulou a janela.

Se já era feito antes pela própria MySQL AB? Realmente, óbvio demais...

Ubiratan.apo's picture

Já houve a revogação de uma licença GPL, mas era um pacote de nicho que muita gente não conhece.

O pacote é o MAX DB que a SAP liberou para a MySQL como GPL e depois pegou de volta, o MAX DB agora está disponível somente para clientes SAP.

yawara.br além da tecnologia.

Daniel Fonseca Alves's picture

Sim a versão 7.6 é fechada, mas a anteriores continuam GPL sim.

Ubiratan.apo's picture

Se você conseguir encontra-las para download. Eye-wink

yawara.br além da tecnologia.

Ubiratan.apo's picture

Essa é a versão 7.4 quando ele ainda se chamava SAP DB as versão MAX DB (7.5 e 7.6) simplesmente desapareceram. Além disso não sei se o CVS ainda está aberto.

yawara.br além da tecnologia.

Daniel Fonseca Alves's picture

Ve-se que vc não usa Ubuntu Gusty.

apt-get source maxdb-server
Obtendo:1 http://br.archive.ubuntu.com gutsy/universe maxdb-7.5.00 7.5.00.44-2 (dsc) [1142B]
Obtendo:2 http://br.archive.ubuntu.com gutsy/universe maxdb-7.5.00 7.5.00.44-2 (tar) [16,8MB]

A versão 7.6 é close, lógico não existe o source dela. E CVS só tivesse alguém para manter um servidor CVS.

Ubiratan.apo's picture

Então o projeto não é mais mantido, por consequência acabou.

yawara.br além da tecnologia.

Daniel Fonseca Alves's picture

Nestes termos sim, sem suporte é muito difícil um cliente usar um programa deste tipo.

O que não impede que eu por exemplo abra uma empresa de suporte em terra brasílis para ganhar com isto (se tivesse know how). Acho que foi exatamente o know-how que foi fechado.

Mas por favor, toma cuidado com as palavras.
Falar que a GPL foi revogada faria um usuário desavidado pensar que o seu código da versão 7.5 do MAXDB é ilegal, o que não é verdade.

Decide se você está falando de manutenção do projeto, ou de revogação da licença do código.

Não houve revogação nenhuma de GPL...

O MaxDB, que era livre, continua livre. Você pode pegar o código dele, estudar e adaptá-lo, dentro das condições da GPL. Inclusive, eles continuam mantendo essa versão, com o código integral disponível aqui.

Não tem como revogar a GPL. O que você pode fazer, é decidir que versões futuras não serão mais liberadas sob uma licença livre. O que já foi liberado, entenda como ganho pela comunidade.

Não há meios legais de você impedir que o código seja utilizado para qualquer fim, desde que esteja de acordo com a licença escolhida. No caso a GPL, qualquer trabalho que derivar do MaxDB, terá de continuar a ser liberado sob a GPL.

Ubiratan.apo's picture

Experimente os links e você vai ver que todos os links de download levam para a mesma página http://www.mysql.com/sap/, que por sua vez contém os links para as páginas da SAP que são fechadas.

yawara.br além da tecnologia.

carloshp's picture

Ok, vamos considerar que foi revogada a GPL neste caso; mas a revogação não é retroativa, e isto é que interessa. Digamos que a Sun libere até a versão N do MySQL como GPL e, numa guinada totalmente contrária a tudo que eles tem feito nos ultimos anos, a partir da versão N + 1 o licenciamento seja alterado para código fechado e pago.
Ainda assim, não só você pode continuar a usar até a versão N sob a GPL, como seria totalmente legal a comunidade retomar o desenvolvimento a partir desta versão e conduzi-lo de forma independente com outro nome, muito provavelmente conseguindo implementar todas as features chave do projeto fechado. Se alguém AINDA tem dúvida sobre a possibilidade da comunidade fazer isso, lembrem dos casos do Mozilla e do Firefox, que nasceram das cinzas de um produto não open source (e tecnicamente desacreditado, diga-se de passagem).

Então, mesmo no pior cenário desenhado, big deal: a vida continua, e provávelmente seria pior para a Sun perder o apoio da comunidade. O MySQL viraria um elefante branco nas mãos deles, sendo substituído na preferencia popular pelo projeto open source.

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Tecnologia deve ser o meio, não o fim.

"Ok, vamos considerar que foi revogada a GPL neste caso; mas a revogação não é retroativa,.."

Pode não ter sido retroativa AINDA, mas pode ser a qualquer tempo. E esse negócio de que se pode fazer um "fork" e sair ileso de qualquer responsabilidade da detentora do código é pura fantasia, e os usuários podem pagar caro por isso, eventualmente.

Mesmo forks mantém o proprietário do código com direitos sob ele, afinal o usuário não tem poder para alterar um licenciamento de software sob gpl, mas o licenciador original sim. E por isso que digo que softwares livres não são "tão livres" quanto se imagina.

Um caso interessante, não relacionado ao código livre, foi a tentativa há algum tempo que desenvolvedores "beta" do longhorn da Microsoft tentaram fazer: relançar esta versão abandonada da Microsoft para uso público, sob o argumento de que a microsoft não se interessava mais por ele. O que aconteceu depois todos sabem.

Do mesmo modo, o MySQL ou o Xen, ou ainda o CUPS podem ter sua licença cancelada para versões futura e passadas, restando aos usuários o pagamento de licenças para utilizar tais programas.

Wallacy's picture

Dai voltamos para a parte onde você está certo e o resto do mundo está errado! Afinal sua palavra vale mais que um licenciamento legal.

Ainda aguardo ansioso seu e-mail para a FSF. E também algum artigo, ou lei ou coisa similar que apóie sua tese. Até agora você só especulou e não mostrou onde está escrito que a gratuidade para o usuário final pode invalidar o licenciamento GPL.

Desculpe-me mais não vou ficar mais 30 posts discutindo uma coisa baseado somente em sua palavra igual foi feito no BR-Linux.

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I don't see what anyone can see, in anyone else. But you.
JUNO

Ubiratan.apo's picture

Wallacy,

Na verdade esse problema não é só da GPL, mas sim de todas as licenças de software livres ou não, existem várias discussões se uma licença de software tem força de lei.

Um exemplo que está acontecendo agora é o da Apple se ela pode exigir em sua EULA que o Leopard só possa ser instalado em hardware Apple. Em alguns estados americanos isso pode ser contestado, em outros não, na Alemanha isso não vale.

E isso ocorre também com a GPL afinal como o nome diz é uma licença, você não está abdicando de sua propriedade intelectual, você está somente licenciando-a.

Pelo que sei a GPL nunca foi testada em qualquer tribunal, esse pode ser o primeiro teste.

yawara.br além da tecnologia.

Esse qual? Até onde sei, não há nenhum grande caso de teste da GPL nos tribunais correndo atualmente...

Wallacy, minha palavra não tem mais validade que um licenciamento legal. Apenas afirmo que como você mesmo sabe, a gpl licencia o uso, não transfere propriedade do código. Ou seja, se eu e você podemos usar livremente um software, mas ao mesmo tempo não temos o poder para alterar o destino (licença) do mesmo, então não há como esse mesmo software permanecer 'livre para sempre' se o proprietário do código quiser.

Caramba, agora entendi seu ponto. A dona do código acorda de ovo virado, e decide que o que era GPL não é mais, diz umas palavras mágicas e assim se faz a luz.

Desculpa, não é assim que a banda toca. Me mostre um exemplo e você vai provar que tem razão, do contrário vai continuar parecendo alguém que não sabe do que fala.

Novamente vou repetir: falo em possibilidade teorica, nao de fatos consumados. E voce nao precisa querer me condenar por isso, tal qual Galileu foi quando disse que viviamos num sistema heliocentrico.

Quem o condenou na epoca julgava isso `coisa de maluco heretico`. Tudo bem, as ideias dele permaneceram escritas em algum canto, sem muito valor. Mas essa condenacao mudou alguma coisa no universo? Demorou, mas sabemos hoje que ele estava certo.

garoa's picture

Por que será que todo lunático tem mania de grandeza, hein? Todo lunático gosta de incorporar Napoleão, Galileu, Nero... fora a vocação apocalíptica...

A GPL é uma licença de redistribuição: você dá direito a outras pessoas de redistribuir o software assim licenciado sob os mesmos termos. Para fechar código uma vez GPL seria necessário à Sun matar todos os canais de redistribuição do software assim licenciado originalmente. A Sun mudou os termos? Eu ainda posso buscar no meu HD e sair redistribuindo o código GPL original para quem quiser começar um fork sem medo de um processo legal, pois ela não teria força de lei para revogar essa forma de licenciamento com a qual ela própria originalmente concordou.

Nada contra ela mudar os termos de código sendo distribuído hoje, só vai prejudicar a ela.

Faz o seguinte, ao invés de falar um monte de bobagens, prove.

Mostre situações onde a licença foi revogada. Mostre situações onde os usuários "pagaram caro" por isso. Mostre uma situação onde uma empresa não saiu ilesa por bifurcar qualquer aplicação sob a GPL.

Enfim mostre que teu comentário faz algum sentido. Por que sério, já li e reli, e nada faz sentido.

Uma dica caso você realmente resolva procurar por exemplos na literatura: não perca seu tempo. Não há meios legais de você revogar qualquer trecho de código, por menor que seja, após liberado sob a GPL. Sabe onde você pode conferir isso? Nada mais óbvio do que ir direto na fonte (a própria GPL, bendita licença escolhida):

"6. Cada vez que você redistribuir o Programa (ou qualquer trabalho
baseado nele), os recebedores adquirirão automaticamente do
licenciador original uma licença para copiar, distribuir ou modificar
o Programa, sujeitos a estes termos e condições. Você não poderá impor
aos recebedores qualquer outra restrição ao exercício dos direitos
então adquiridos. Você não é responsável em garantir a concordância de
terceiros a esta Licença."

Costumava ser bom conhecer o que a gente critica. Mas parece que o pessoal está tomando gosto por emitir opinião, mesmo sem ter a menor noção do assunto falado.

Ubiratan.apo's picture

Mostre uma situação que uma empresa foi condenada por violar a GPL.

yawara.br além da tecnologia.

Daniel Fonseca Alves's picture

http://www.linux-watch.com/news/NS7342926601.html

A maioria das violações contra a GPL acaba em acordo, veja bem que se entra em acordo é porque considera a GPL valida.

Ubiratan.apo's picture

Como haveria um acordo se fosse utilizada uma licença comercial também.

O que estou dizendo é que se um dos desenvolvedores quiser revogar a GPL isso seria um caso que não foi testado em tribunais ainda.

Veja o caso do MaxDB pela GPL seria impossível a SAP fechar o código da última versão, pois toda modificação que é distribuída deve ser divulgada. A SAP tirou o MaxDB da GPL, fechou o código, criou uma nova versão, disponibiliza essa nova versão para seus clientes mas não para a comunidade.

Você pode argumentar que existe ainda o código anterior por aí e qualquer um pode modifica-lo, mas pela GPL o que a SAP fez não tem validade, mas ninguém a contestou.

No mínimo a SAP violou a GPL, mas na verdade ela a revogou para as novas versões do MaxDB.

Quero ver um caso parecido ir para os tribunais.

yawara.br além da tecnologia.

Daniel Fonseca Alves's picture

Cara, a SAP é o dono do código. Eu nunca disse o contrario. Ela pode fazer com o código que ela possui o que quiser.

http://www.fsf.org/licensing/licenses/gpl-faq.html...

Mas não pode simplesmente quebrar um contrato estabelecido quando o software foi disponibilizado sob a GPL. Quando a SAP licenciou o software sob a GPL deveria ler o contrato que estabeleceu e as condições envolvidas, porque ao fazer isto se impôs uma responsabilidade contratual. E neste caso deve ser respeitado.

E é. Até hoje o código fonte do MaxDB está disponível, ainda que não diretamente pela SAP, ela não pode fazer nada pra barrar isso.

Não Ubiratan, a SAP não violou a GPL. O dono do código, continua sendo dono do código (leia a página da FSF, recomendada pelo Daniel acima), sendo assim ele pode pegar versões futuras, decidir que voltará a ser proprietário e simplesmente não liberar mais.

Só que o código da versão que era GPL, vai continuar disponível e é assim que a vida segue...

Veja, estou falando de possibilidade TEÒRICA de "quebra". Não que isso tenha acontecido de fato.

É interessante notar como os usuários teimam em acreditar que a gpl é um software sob "domínio público". Meu amigo, isso é pura ilusão. E a propósito, este trecho da gpl que você citou só reforça minha tese. Como?

"Cada vez que você redistribuir o Programa (ou qualquer trabalho
baseado nele), os recebedores adquirirão automaticamente do
licenciador original uma licença para copiar, distribuir ou modificar
o Programa, sujeitos a estes termos e condições. Você não poderá impor
aos recebedores qualquer outra restrição ao exercício dos direitos
então adquiridos.", ou seja, enquanto o software estiver sob gpl, o licenciador não pode cobrar pelo uso, já que qualquer pessoa adquire os direitos de "COPIAR, DISTRIBUIR, MODIFICAR".

Esta cláusula APENAS mantém o software como foi licenciado pelo autor original. Mas se o autor quiser modificar o licenciamento, ele pode retirar os direitos dos usuários, uma vez que a gpl não garante o direito de USO irrestrito do código, ou seja, ninguem pode relicenciar o código para uso indiscriminado.

E o que os usuários farão se na possibilidade teórica o licenciador mudar de idéia? Nada, afinal o que foi concedido de graça (emprestado)deve ser devolvido, e este é o ponto da teoria.

E cuidado, ler uma licença e não entender o que diz pode ser um problema. Mais uma vez: gpl compartilha uso, não transfere propriedade.

Daniel Fonseca Alves's picture

Quebra de contrato, não existe na legislação que um contrato para ser valido tem que ter transação comercial.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Contrato

Verifique sobre contratos inominados e não solenes.

muito bem, vc considera a gpl um contrato: isso e um avanco. A gpl pode ser considerada um `contrato de comodato simples`, uma vez que um bem (codigo) e cedido a outrem sem qualquer onus financeiro para esse usuario.

Assim, dessa forma a gpl se torna um licenciamento (contrato) por prazo indeterminado, que e passivel de revogacao pela `clausula de denuncia vazia`, ou mesmo pela `clausula de denuncia cheia`.

Daniel Fonseca Alves's picture

Vc está confundindo com contrato de locação, leia o texto lá em cima que diz que no caso de contrato de comodato não houver prazo fica estipulado o prazo necessário para o uso.

E não houve avança porque eu "sempre soube disto".

E o que e a gpl, se nao de fato uma `locacao em comodato simples` por prazo indeterminado?

Daniel Fonseca Alves's picture

Leia o texto no link acima sobre contraro de locação em comodato simples no caso de não houver prazos.

Tem certeza que você viu a mesma página que eu? Tem certeza que TODOS os links levam pra página do SAP do MySQL?

Pois é.. eu acho que não revogaram nada.

Ubiratan.apo's picture

Agora, por que você não via à SAP e diz que você quer a última versão do MaxDB pois eles estão violando a GPL?

A GPL lhe dá todo o direito de fazer isso, mas ninguém nem vai fazer, pois o dono do copyright é a SAP e ela pode mudar o copyright quantas vezes quiser.

Na prática ela revogou a GPL para as novas versões do MaxDB.

yawara.br além da tecnologia.

Daniel Fonseca Alves's picture

Novas versões são consideradas novos softwares, vc não poder usar o Windows Vista se possui uma licença do Windows XP.

Pelo amor de deus, Ubiratan.

Eles podem mudar o licenciamento de versões futuras, a hora que quiserem. Eles detém os direitos do código, não estão violando nada. É exatamente isso que estamos falando, desde ontem...

O problema é que você insistiu em dizer que as versões que já foram liberadas sob a GPL, deixaram de ser GPL. Nenhum código que eles lançaram sob a GPL poderá ser retomado. Perdeu pra comunidade, prêisson...

"Não tem como revogar a GPL. .."

Tem sim meu amigo: softwares sob gpl não estão em domínio público. A maioria dos usuários de software livre tem tendência de achar que uma vez liberado o mesmo sob gpl ele se torna "deles". Isso nunca aconteceu e nem vai acontecer com licenças livres. O que uma licença livre faz é permitir o uso gratuito do programa. Dessa forma, se o licenciador quiser, pode cancelar a licença, uma vez que o usuário não pagou para usar-la. Dessa forma o usuário fica sem qualquer direito de uso do programa, já que não PAGOU para ter esse direito mesmo.

Wallacy's picture

Dai voltamos para a parte onde você está certo e o resto do mundo está errado! Afinal sua palavra vale mais que um licenciamento legal.

Ainda aguardo ansioso seu e-mail para a FSF. E também algum artigo, ou lei ou coisa similar que apóie sua tese. Até agora você só especulou e não mostrou onde está escrito que a gratuidade para o usuário final pode invalidar o licenciamento GPL.

Desculpe-me mais não vou ficar mais 30 posts discutindo uma coisa baseado somente em sua palavra igual foi feito no BR-Linux.

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JUNO

Desculpe, mas você virou papagaio?

É que de vez em quando enche o saco, responder quem fala do que não sabe. Smiling

Estamos todos ansiosos pela resposta que você irá obter da FSF, com essa tua teoria revolucionária de revogação retroativa da GPL.

Você escorrega ao achar que a existência de contrato de uso, implica em pagamento. Não é por que o usuário não pagou pela aplicação, que não exista um termo ou um contrato que regularize a relação entre o usuário e a empresa que está fornecendo a aplicação.

Versões futuras de qualquer programa sob a GPL, até podem ser fechadas pelos detentores dos direitos da referida, agora toda e qualquer versão liberada previamente pela GPL, vai continuar sob a GPL, queira você aceitar isso ou não.

É só questão de saber ler. Se quer falar da GPL, experimente lê-la antes.

"Você escorrega ao achar que a existência de contrato de uso, implica em pagamento..."

Não implica, se o licenciador não quiser. Porém isso deixa o usuário sem muitas opções caso esse licenciador mude de idéia, afinal, 'fork' ou coisa do tipo não tira o direito efetivo dos detentores do copyright. Por isso, a gpl funciona como um "empréstimo condicional".

Daniel Fonseca Alves's picture

No qual as condições para revogação são da própria GPl ou no tribunal. Mas não esta história de que se o dono do software "quiser" pode tornar o software GPL ilegal é ladainha.

`Mas não esta história de que se o dono do software "quiser" pode tornar o software GPL ilegal é ladainha....`

Ok, vamos aguardar para ver as `cenas dos proximos capitulos`. Afinal, eu falo de possiblidade, nao que isso ja tenha ocorrido.

E que fique claro a gpl (contrato entre particulares) nao tem forca de lei, e mesmo que os usuarios entendam que o software sob gpl torna-se do `usuario`, isso nao prospera legalmente, porque apenas o detentor do copyright tem este beneficio.

Daniel Fonseca Alves's picture

Pois é, ladainha falar que o dono do software pode revogar a licença a deus dará quando quiser. Primeiro deve ser invalidada no tribunal.

Até agora a GPL não foi invalidada no tribunal, ao contrário, sempre foi considerada válida.

Daniel, falo de possibilidade teorica, nao de fato consumado. E quanto as validacoes da gpl em tribunais os casos referem-se em sua maioria a empresas `espertas` que secretamente anexavam codigo sob gpl em seus produtos sem o concentimento do autor do codigo.

Nesses casos, o direito que o autor tem de manter o software sob gpl se prevalece sobre qualquer outra alegacao. Mas e se o proprio autor quiser mudar o licenciamento, o caso muda de figura. E esta possibilidade ainda nao foi testada em tribunais.

Daniel Fonseca Alves's picture

OK, mas para isto o autor precisa ser capaz de invalidar a GPL em alguma condição. Até lá fica válido o uso do software como o próprio contrato diz.

Mas isto não é novidade, mesmo porquê até com violação de patentes se pode quebrar a GPL 2. A três já tem intrumentos para isto.

Ubiratan.apo's picture

Me repetindo um pouco. A SAP fez justamente isso com o MaxDB, as novas versões não são GPL, e ninguém reclamou.

A questão é que com a GPL você não está abrindo mão de sua propriedade intelectual, você a está licenciando usando uma licença extremamente liberal, mas você pode mudar a licença a hora que quiser.

Por esse motivo a revogação de GPL nunca foi testada em tribunais.

yawara.br além da tecnologia.

Daniel Fonseca Alves's picture

Não existe violação de contrato de alguém com ele mesmo. Leia o link da FSF que te passei lá em cima.

Até hoje não houve revogação da GPL no sentido do que ela é, um contrato. Versões superiores sempre são considerados novos softwares e podem ser cobertos por outras licenças.

`Até hoje não houve revogação da GPL no sentido do que ela é, um contrato. ..`

Correto, mas e preciso ficar atento para essa possibilidade.

Daniel Fonseca Alves's picture

Sim, mas lembre-se que tudo que vc está dizendo também se refere a EULA e qualquer licença de software existente.

Verdade, mas no caso da EULA proprietaria uma revogacao desse tipo e mais dificil porque no conteudo deste licenciamento e estabelecido previamente os direitos comerciais que o adquirente do software passa a ter na aquisicao.

E por um acaso isso também é estabelecido na GPL (tem certeza que você já leu a licença?). E ahh, cuidado ao usar palavras como adquirente. Programas gratuitos e proprietários, também tem EULA.

Não, não é. Legalmente é impossível revogar a GPL, simplesmente por que quando você licencia algo através dela, você está abrindo mão de prender novamente aquele código.

O contrato nesse caso, é um acordo entre as duas partes. E a licenciadora está explícitamente abrindo mão desse direito. Ela pode sim fechar códigos de versões futuras, mas nunca nenhuma ação retroativa.

O que é GPL, vai ser GPL sempre.

`Não, não é. Legalmente é impossível revogar a GPL,...`

Nao e impossivel, como isso e um fato altamente provavel. Ademais, a gpl nao `liberta` o codigo dos direitos de copyright do autor. Ao contrario, enquanto o software estiver sob esta licenca, e garantido o uso e usufruto. Mas se o autor mudar de ideia, e quiser proibir qualquer uso anterior do software, ele pode, pelo menos em teoria.

Na sua teoria, dentro do seu mundo. Envie uma mensagem para a FSF, e veja a resposta que irá obter. Estamos todos numa ansiedade só, em vigília, enquanto a resposta não chega (claro que você já mandou a mensagem, não é mesmo!?).

Você não acha que o movimento mais óbvio por parte da SAP (que foi um exemplo citado ali em cima), já que fechou o código do MaxDB, seria tornar indisponível o código do mesmo que estava sob a GPL?

Por qual motivo eu ainda consigo baixar o fonte? Por qual motivo ela não processa todo mundo que está liberando sua propriedade intelectual? Por qual motivo eu vou continuar podendo baixar o fonte, estudar, modificar e distribuir mesmo que passem 20 anos?

Tá.. eu sou sem graça, pergunto e dou a resposta: por que quando ela escolheu a GPL, ela cedeu aquele código dentro do termos da GPL, que não são revogáveis no sentido que você deseja acreditar que seja.

Sem ofencas: nao e no `meu mundo`, isso e uma possibilidade do `nosso mundo`. E o que a FSF pode fazer para alterar esse quadro? Pouca coisa, afinal ela ja fez, lancando um aperfeicoamento da gpl, que foi alias bastante criticado por muitos.

Lancar nova licenca pode ter efeito positivo para os softwares que estao sob seu controle como o GCC e o libC. e para os demais? o kernel e dominado por gigantes da tecnologia, que provavelmente nao terao interesse em mudar de licenca.

Tecnologias emergentes tambem sao `owned` por grandes corporacoes. Resta ao usuario fazer o que ja faz hoje, utilizar os softwares enquanto isso for permitido, nada mais.

Genial essa sua teoria de prazo de expiração para programas GPL.

Só fiquei com uma dúvida agora, Celso Russomanno: os CDs do Ubuntu, que chegaram via ShipIt não indicavam o prazo de validade. Teria eu que mover uma ação, por eles estarem prejudicando os consumidores ao omitir essa informação?

Parece, mas só parece, que a GPL foi feita por principiantes. Nunca que a licença permitiria revogação retroativa, basta você ler os termos da própria. Essa situação sozinha, seria a maior das ameaças para a comunidade (não pense que antes de você, os discípulos do Stallman não preveram e preveniram essa situação).

Ninguém perderia tempo investindo em software livre, se a GPL fosse revogável tão facilmente. E a vigília pela resposta da FSF continua!

Provavelmente voce nao usaria desse tom debochado se quem tivesse afirmando o que digo fosse algum `esclarecido` dos EUA ou Europa, excetuando-se claro, alguem de Portugal.

Nunca disse que gpl foi feita por principiantes. O que ocorre com licencas e legislacoes e que quando sao feitas sao levantadas ao maximo as possibilidades para a formacao do texto. Mas com o tempo a `sociedade` muda e e necessario que se faca os ajustes para que aquela `lei` mantenha seus efeitos.

Nao e por acaso que temos um novo codigo Civil, por exemplo, afinal, dizer que se pode cancelar um casamento por problema de virgindade nos dias de hoje e algo totalmente sem proposito. Mas isso e um exemplo, claro.

No caso da gpl quando ela foi lancada acreditava-se que criando uma forma de licenciar um software par uso livre baseado nos direitos do autor sobre o codigo resolveria os problemas do combate com o software-proprietario. Isso funcionou bem, e preciso que se reconheca.

Por outro lado, as corporacoes passaram a perceber que as contribuicoes `anonimas` nao eram vantagem, a final estava-se contribuindo para quem? Por isso provavelmente perceberam que ao controlar o codigo de alguma maneira seja desenvolvendo tecnologias e lancando-as para uso publico, seja comprando outras empresas, poderia trazer mais beneficios no futuro, afinal elas se tornariam dessa forma as `donas` do codigo licenciado aos usuarios.

Voce nao pode negar que este cenario existe hoje, o que difere e que ainda nao retiraram dos usuarios os direitos de uso.

7933-000 disse:

Provavelmente voce nao usaria desse tom debochado se quem tivesse afirmando o que digo fosse algum `esclarecido` dos EUA ou Europa, excetuando-se claro, alguem de Portugal.

bla bla bla

Voce nao pode negar que este cenario existe hoje, o que difere e que ainda nao retiraram dos usuarios os direitos de uso.

Pera.. eu não posso negar por que você não deixa? Até agora você não mostrou um argumento que valide sua posição.

Pois então, estou negando mais uma vez. Laughing out loud

paciência.... paciência.

garoa's picture
Quote:

E que fique claro a gpl (contrato entre particulares) nao tem forca de lei, e mesmo que os usuarios entendam que o software sob gpl torna-se do `usuario`, isso nao prospera legalmente, porque apenas o detentor do copyright tem este beneficio.

O único no escuro é você.

Você entende o conceito de copyleft? Do trocadilho "All rights reversed"?

Sob a GPL, o detentor do copyright dá explicitamente a outros liberdade para redistribuir e mesmo modificar o código, desde que submetida à mesma licença. Do preâmbulo à GPL 2:

Quote:

We protect your rights with two steps: (1) copyright the software, and
(2) offer you this license which gives you legal permission to copy,
distribute and/or modify the software.

Enfim, o detentor dos direitos autorais explicitamente te dá permissão legal, no corpo da licença, para copiar, distribuir e modificar o software. Não tem como voltar atrás em código já distribuído sob esse contrato. Quer mudar, faça outro contrato e passe a licenciar sob este novo o software atual. O antigo continua licenciado sob o contrato anterior, e pessoas receberam desse a permissão para modificar e continuar distribuindo. Nada a ser feito, a não ser talvez com muita propina.

Daniel Fonseca Alves's picture

O que seria quebra de contrato.

rafaeldfmelo's picture

a velha maxima: nao existe almoço gratis.

ººno mundo so existem 10 tipos de pessoas, as que entendem...e as que nao entendemºº
RafaelDFMelo'Blog

emartsnet's picture

É... parece que ela quer ganhar um $$ agora e esquecer o mundo opensource Sticking out tongue olha a SUN mostrando as garras ehheeh
______________________________________________

http://www.codigofonte.net

Proxeneta's picture

li essa mensagem agora no br-linux,
interesante como falam do mesmo assunto mas dão a entender outra coisa.

noitcia do br-linux

No mais, estou indo embora

carloshp's picture

Pois é, sou obrigado a concordar com o que foi escrito lá: muito barulho por nada...

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Tecnologia deve ser o meio, não o fim.

OMGWTFBBQ's picture

Não foi essa mesma Sun que pegou o Open Office, fechou e transformou no Star Office (que eu NUNCA vi funcionando)? Sticking out tongue

carloshp's picture
OMGWTFBBQ disse:

Não foi essa mesma Sun que pegou o Open Office, fechou e transformou no Star Office (que eu NUNCA vi funcionando)? Sticking out tongue

Não.

Foi a mesma Sun que comprou o Star Office da Star Division, liberou sob uma licença open source e transformou-o no Open Office.

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Tecnologia deve ser o meio, não o fim.

vangogh's picture

Nada nesse mundo é a prova de estupidez

1ª pergunta estúpida: Porque ninguém lê os comentários antes de postar? Tu fala "isto non ecziste", aí vem outro e diz "eu já sabia!". Isto só dobra o tamanho de comentários. Evil

2ª pergunta estúpida: Porque boa parte das pessoas comentam sem entender o assunto? FUD? Evil

Tá bom, chega de estupidez. Eye-wink

Danilo - Cenas da Cidade's picture

Fecha ! fecha mesmo! aí aparece outra boa alternativa open source que dura mais alguns anos até alguem comprar e o ciclo continua

Cenas da Cidade

cafuin's picture

Já existe uma alternativa muito melhor, o PostgreSQL, com certeza.

Uma alternativa um pouco inferior, acho, o Firebird.

O PostgreSQL não pode ser "comprado", pois não é feito por uma empresa.

A licença do PostgreSQL, BSD, permite que alguém pegue o código e crie um produto fechado e comercial.

É a mesma licença do FreeBSD, vale o paralelo entre FreeBSD e OS X.

Mas a vantagem de não ser uma empresa que organiza tudo é essa. Ninguém pode comprar. Além desse aspecto legal/econômico, sei eu, tem o fato que na prática, o desenvolvimento não é centralizado, tem muita gente desenvolvendo espalhada pelo mundo. Embora não se possa negar a contribuição de empresas privadas.

Trap's picture

Tadin dos golfinhos... mas hein ?

Fabião's picture

Estava lendo mais sobre as licenças, achei isso:

I have revoked the licensing under the GNU General Public
License (herein after referred to as "the GPL") for the
atscap version 1.1 codebase, all prior versions of the
atscap codebase and all the various release candidates of
the atscap codebase.

(...)

If you are currently using the atscap or pchdtvr packages,
or any part thereof, it is in your best interest to remove
the software from your system(s) and destroy all copies in
your possession.

If you have incorporated the atscap or pchdtvr codebase, or
any part thereof, into any of your projects, it is in your
best interest to remove any and all of my code from your
project(s).

SIM, algum maluco decidiu evocar esta prerrogativa de revogar retroativamente a GPL.

E um artigo sobre como isso é absurdo.

Começa com:

I know by now you've seen the notice by the guy claiming to "revoke" the GPL license on his code, because I'm getting email about it.

Here's the answer to your question:

No. One can't retroactively revoke licenses previously granted, unless the license terms allow you to do so. The most you can do is stop granting new licenses.

Yes, I verified this with an attorney.

EDIT: Achei no FAQ da própria GPL:

Can the developer of a program who distributed it under the GPL later license it to another party for exclusive use?
No, because the public already has the right to use the program under the GPL, and this right cannot be withdrawn.

O artigo do Groklaw faz o mesmo que eu, mas sob o ponto de vista oposto: sugere que a gpl nao pode ser revogada, uma vez que o software foi licenciado de forma livre.

Mas é preciso tenhamos em mente que o direito é uma especie de 'arte do convencimento', ou seja, se um juiz aceitou o argumento a favor ou contra a 'quebra' da gpl, outro pode julgar de forma contraria o merito da questão, basta que sejam anexados as provas necessárias.

Assim, o confonto de teses permanece sem solução, até que alguem resolva de fato exercer seus direitos sobre algum código.

E é preciso que você tenha em mente que a sua teoria não faz sentido nenhum, que na literatura não há nenhum caso de revogação retroativa, e que tão pouco irá existir.

Você não pode licenciar uma coisa e acordar em um belo dia gritando "pegadinha do Mallandro, há!", achando que o que era livre, não é mais. É exatamente por esse motivo, que precisa-se pensar muito antes de tornar uma aplicação comercial proprietária, livre.

Não tem como ficar arrepedindinho e começar a pedir pra que ninguém olhe o código, ou use ele em outros projetos. Não sou eu quem fala, está nos termos da licença utilizada pelo dono do código (caso seja GPl, claro)..

Neste caso, não temos outra alternativa se não aguardar para ver como os fatos se desenrolam. Agora você não pode afirmar que minha teoria "não faz nenhum sentido", uma vez que você não apresentou argumentos factíveis para tal. O que você apresentou são conceitos de "lugar comum" relacionados ao software livre, que em essência não diferem dos meus: as pessoas acreditam pura e simples na "beleza da gpl" como um direito irrefutável conquistado pelos usuários.

Mas esta alternativa não foi posta à prova nos termos que eu propuz e crer em sua eficácia absoluta é isso mesmo, apenas crer. No meu caso é a mesma coisa, já que acredito que em teoria essa eficácia é relativa e pode ser "quebrada" por boa argumentação. Do mesmo modo, isso foi posto à prova? Não, mas creio na viabilidade dessa possibilidade.

Por outro lado, se você se nega a reconhecer que uma licença é diferente de "propriedade efetiva", paciência. Só o tempo dirá quem está certo ou não. Questões de direito autoral são bastante complexas e recheadas de pormenores. No caso da gpl ela deixa o usuário em situação bastante frágil, como já disse, já que ela se baseia nos direitos do autor do código para conceder permissões de uso. Assim, o código é livre "eternamente" até quando o detentor do direito queira.

Você pode continuar me refutando, e eu reafirmando meu posicionamento. Quem está errado ou certo? No momento ninguém, nem eu nem você e os que me criticaram. São apenas duas teorias em choque, que ainda não foram testadas efetivamente.

Fabião's picture

Seu raciocínio leva a pensar que a justiça é completamente burocrática e baseada apenas nas leituras dos contratos, e que qualquer margem de dúvida e ambiguação mínima já caracteriza um fato.

Looooooooooooooonge disso. Se algum maluco entrar na justiça para fechar um código que um dia foi aberto, ele perde em qualquer juizado do mundo.

Pelo valor absoluto de que, na falta de clareza, o réu é sempre previlegiado. "Todo mundo é inocente até que se prove o contrário", lembra?

A menos que o dono do programa deixe claro que PODE, um dia fechar o programa no momento que o ceder ao cliente, não vai ser uma linha duvidosa da GPL que irá previlegiá-lo. A falta de clareza na GPL previlegia o usuário, não o desenvolvedor.

"Todo mundo é inocente até que se prove o contrário"

Há casos e casos. No código do consumidor brasileiro por exemplo, há inversão do ônus da prova (a empresa acionada precisa provar que é inocente).

Nos EUA, pelo que sei, em termos gerais, o ônus da prova cabe ao acusado (você precisa provar que é inocente).

Se eu tiver falado besteira e alguém souber explicar, tenho curiosidade pelo assunto. Smiling

Fabião's picture

No caso da GPL, não.

A empresa terá que provar que o cliente sabia da possibilidade de revogação antes de obter o produto. E na GPL isso não está claro em absoluto.

O juiz só decide em prol da empresa caso o texto seja claro, nunca caso o texto seja nebuloso, como na GPLv2 sobre este assunto.

Se não fosse assim, imagine a situação da tiVo. O Stallman poderia ficar bilionário se resolvesse evocar um retroativo cancelamento da própria licença que fez. Todos os tiVo teriam que ser retirados imediatamente do mercado.

Complementando meu comentário acima, a justiça é sim algo bastante burocrático, e contratos particulares (licenças, contratos, por exemplo) não podem exceder os limites da legislação em vigor. Além do mais, um juiz só pode fazer ponderações sobre as provas e as argumentações contidas num processo.

Isso se traduz numa situação bastante conhecida por todos: porque um acusado de crime, por exemplo, que for de alta classe social consegue liberdade provisória enquanto os autos e o julgamento (eventualmente) não é concluído? Por que a lei diz que quem tem residência fixa, não tem antecedentes criminais, etc.. tem o direito de permanecer em liberdade. E se os advogados de defesa anexarem estas provas num pedido para o juiz, ele não pode negar esse direito, não importa o quanto ache que o réu é culpado. Se mesmo assim negar o direito, essa decisão pode ser derrubada com certa facilidade no julgamento do mérito da questão.

Concluindo, falo de possibilidade não de fato acontecido. No mais é aguardar para ver como os fatos se desenvolvem, afinal a "doutrina" de que a gpl é irrevogável e eterna está posta, mas sem comprovação efetiva e, apesar disso, isso se tornou uma "verdade absoluta" para muitos.

Fabião's picture

Eu até entendo seu ponto de vista. Faz um certo sentido. Mas continuo não concordando.

Você está usando o fato de não ter havido negativa a uma exceção, como argumento de que esta exceção talvez seja, um dia, legal.

A coisa precisa ESTAR na lei para existir, não deixar de estar especificada para poder ser aplicada.

Ou eu digo, por exemplo, que eu sou o dono da Lua. Existe alguma lei que me impossibilite claramente de ser dono da Lua? Sendo eu auto-proclamado dono da Lua e não existindo nenhuma lei me impedindo, eu evoco meus direitos de dono do objeto e processarei todos que usarem imagens ou referências a Lua em seus trabalhos.

"Não interessa que ela esteja lá no espaço, se você apontar seu telescópio pra ela, eu processo seu centro de astronomia."

Wallacy's picture

7933-000 (Kern).

Bem, vou resumir aqui em baixo...

Sim. Virei papagaio!!!

A única coisa que realmente te pedi foi: Mostrar qualquer termo legal que valide a sua teoria que "não pagar" pelo software faz com que em algum momento seu autor possa revogar seu licenciamento. Me corrija se eu estiver errado, mais é nisso que você está se embasando não é?

Pois é. Desconheço disso, e não preciso argumentar para pedir provas de alguma coisa. Só desejo que me mostre alguma linha legal seja no copyright ou no copyleft (que legalmente falando são iguais) que possa servir de base para sua teoria. Se me mostrar ficamos conversados, pois até agora sua teoria parece só especulação.

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I don't see what anyone can see, in anyone else. But you.
JUNO

Wallacy, pelo visto você não leu minhas respostas a esta mesma indagação que você me faz lá no Br-Linux. Se você tiver um tempo, releia atentamente aquela nossa discussão no tópico inicial que falava sobre o relatorio da Linux Foundation e também nas discussões posteriores, principalmente naquela que falava da palestra sobre "como se faz dinheiro com software livre", também no Br-Linux.

No tópico desta palestra, descrevi um cenário teórico de aplicação do que venho afirmando nas últimas semanas, e de certa forma este cenário descrito ali se complementa com esta atitude da Sun em relação ao MySQL. É uma questão de juntar as peças do quebra-cabeças, afinal aqui mesmo, logo acima, já afirmei que um dos pontos críticos de fragilidade da gpl é que ela é de fato um tipo de "contrato de locação (bem=código) em comodato simples (não exige pagamento do usuário) por tempo indeterminado). Dessa forma isso a torna passível de cancelamento por meio de processos judiciais bem montados e argumentados.

Por outro lado, esta fragilidade "genérica" dos software livres em geral é menor, por incrível que pareça nas licenças derivadas do BSD/Mit, uma vez que lá é explicitado o direito de uso comercial do software, o que permite, de forma mais tranquila o uso de um 'fork' independente da vontade do licenciador original. Por que isso?

Porque gpl é de fato um "aluguel" "grátis" do código. ou seja, eu te repasso um software, e você tem o direito de usar ele e ao mesmo tempo você tem OBRIGAÇÂO de repassar suas modificações adiante, uma vez que você não tem permissão de reter nada (melhorias) com você. Dessa forma, o usuário fica preso sob os direitos de copyright do detentor do código. Ele usa até que este detentor de direitos quiser, e se ele por acaso não quiser mais? Os usuários podem ter sérios problemas na realização desta hipótese, uma vez que os direitos (copyright) sobre o mesmo não foram compartilhados com os usuários.

Ademais é preciso sempre ter em mente que o autor de obra intelectual (código) detém dois tipos de direitos sobre o mesmo: o direito moral (ter seu nome citado sempre que sua "obra" for utilizada) e o patrimonial (direito de gozar dos benefícios financeiros que esta criação pode trazer). O primeiro, é um direito irrenunciável. Já o direito patrimonial pode ser negociado, da forma que o autor desejar.

Por isso, quando ele licencia seu código sob gpl ele abre mão dos direitos de comercialização do código por um período de tempo (indeterminado), mas mantém seus direitos "morais" (copyright) sobre o mesmo. Como esses direitos são hereditários (pessoas físicas) ou transferíveis (pessoas jurídicas) alguem no futuro pode eventualmente.

Para que esses dois direitos (moral e patrimonial) sejam extintos (domínio público), no Brasil é preciso aguardar o seguinte prazo: vida do autor + 70 anos . Nos demais países esse período difere um pouco, mas a regra é praticamente a mesma.

Para concluir: por causa da natureza restritiva da gpl (centraliza os direitos do código sobre o licenciador original) sem permitir uso "indiscriminado" dos mesmos, esses dois direitos necessários que os criadores do código adquirem pode se tornar o "fogo amigo" que pode extinguir efetivamente os direitos (licença de uso) que os usuários detém atualmente sobre um software-livre.

"Porque gpl é de fato um "aluguel" "grátis" do código. ou seja, eu te repasso um software, e você tem o direito de usar ele e ao mesmo tempo você tem OBRIGAÇÂO de repassar suas modificações adiante, uma vez que você não tem permissão de reter nada (melhorias) com você. Dessa forma, o usuário fica preso sob os direitos de copyright do detentor do código. Ele usa até que este detentor de direitos quiser, e se ele por acaso não quiser mais? Os usuários podem ter sérios problemas na realização desta hipótese, uma vez que os direitos (copyright) sobre o mesmo não foram compartilhados com os usuários."

Ha! Não querendo duvidar da sua capacidade, mas eu acho que há uma pequena discrepância de conhecimento do assunto entre você, e o pessoal da FSF e do Groklaw. O assunto, como você pôde ver, já foi discutido antes, e já foi mostrado que não há como proibir o uso do código, por causa dos termos da licença que o próprio dono do código aceitou.

É claro que você teve uma sacada genial, que ninguém, nem no Groklaw, nem na FSF jamais pensou, né? Eu se fosse você, entrava em contato correndo com eles, pois eles sempre se interessam por pessoas talentosas, vanguardistas, de futuro brilhante.

Prazo de validade de programa livre, é realmente muito bom.

Pelo visto você perde a coroa mas não a piada, né. Ok, parafraseando um termo da gpl, você não tem obrigação de pensar como eu.

Como disse acima, a "doutrina" da eficácia "eterna" da gpl está posta, e muitos crêem nela, inclusive o pessoal da FSF, Groklaw e muitos outros. Todos acreditam nisso e não aceitam argumentos contrários. Isso torna esta questão uma espécie de "dogma sagrado" do software-livre e os que tentam argumentar de outra forma, são os "hereges". Só que esta crença também é pra lá de teórica, e sem comprovação, mesmo assim, negam outras possibilidades.

Neste caso, quando a situação de um embate de idéias toma esta forma, não há o que fazer, uma vez que o que existem são apenas POSTULADOS opostos. E ninguem está certo ou errado, como disse, apenas pensa diferente. Quem vai prevalecer só o tempo dirá.

Se você está me dizendo que o que está escrito não é o que está escrito, ou o que está escrito, não vale, ou o que vale é o que não está escrito (escolha um desses pontos de vista e ajuste a tua argumentação)... paciência.

Eu prefiro acreditar que as condições que valem é a que estão nas letras juntas lá. Mas vai que tem alguma condição subliminar que eu não estou sentindo...

E sim, você é um herege, eu ando frequentando a igreja do Stallman todo domingo, e até parei de tomar banho... E eu que achava que estávamos discutindo a respeito da GPL. Pff.. era religião.

Não misture as coisas, vai. Você sabe juntar b com a, fazer ba e ler a licença. Está lá que é cedido os direitos para que os usuários possam olhar o fonte, editar e redistribuir como bem entender.

Só não vê quem não quer.

"Está lá que é cedido os direitos para que os usuários possam olhar o fonte, editar e redistribuir como bem entender...'

Você está certo, tudo isso é garantido. Mas uma coisa fundamental não é garantida: o direito de uso "irrestrito" sobre o software, ou seja, não é possível que o usuário altere o licenciamento do código, nem que faça melhorias e as mantenha apenas para si. Em outras palavras, o que você recebeu de graça, se quiser você pode melhorar, mas estas melhorias não podem ser retidas com você e você DEVE repassar essas melhorias adiante. Assim, os direitos de propriedade permanecem nas mãos do licenciador original.

Esse é o 'calcanhar de Aquiles" da gpl. No caso da BSD/MIT, como já comentei, a possibilidade de fechamento comercial de modificações particulares feitas no código que os usuários têm, os assegura melhores condições de "luta" nos tribunais caso o detendor do direito mude eventualmente de idéia.

Mamutti's picture
7933-000 disse:

não é possível que o usuário altere o licenciamento do código

GPL V2 disse:

10. Se você pretende incorporar partes do Programa em outros
programas livres cujas condições de distribuição são diferentes,
escreva ao autor e solicite permissão.

Há a possibilidade de o usuário alterar o licenciamento do programa, desde que sob permissão do autor e que o programa seja livre, ou seja, que a nova forma de licenciamento garanta o conceito de livre descrito na GPL.

7933-000 disse:

não é possível que o usuário [...] faça melhorias e as mantenha apenas para si [...] estas melhorias não podem ser retidas com você e você DEVE repassar essas melhorias adiante.

GPL V2 disse:

2. Você PODE modificar sua cópia ou cópias do Programa, ou qualquer
parte dele, assim gerando um trabalho baseado no Programa, e copiar e
distribuir essas modificações ou trabalhos sob os termos da seção 1
acima, DESDE QUE você também se enquadre em todas estas condições...

Note os termos em destaque e veja que o que a GPL diz é que o usuário tem o direito de modificar o programa e que ele PODE repassar essas melhorias, DESDE QUE ele licencie as mudanças sob os mesmos termos, ou seja, a GPL não diz que o programador é obrigado a repassar seu trabalho mas diz que SE ele for repassar deve repassá-lo através da GPL.

7933-000 disse:

já afirmei que um dos pontos críticos de fragilidade da gpl é que ela é de fato um tipo de "contrato de locação (bem=código) em comodato simples (não exige pagamento do usuário) por tempo indeterminado). Dessa forma isso a torna passível de cancelamento por meio de processos judiciais...

GPL V2 disse:

6. Cada vez que você redistribuir o Programa (ou qualquer trabalho
baseado nele), os recebedores adquirirão automaticamente do
licenciador original uma licença para copiar, distribuir ou modificar
o Programa, sujeitos a estes termos e condições. Você não poderá impor
aos recebedores qualquer outra restrição ao exercício dos direitos
então adquiridos.
Você não é responsável em garantir a concordância de
terceiros a esta Licença.

Ao contrário do que você diz, a GPL não é focada em restringir os direitos do usuário e muito menos privilegiar o autor, o objetivo da GPL é colocar o usuário num patamar (em direitos e deveres) o mais próximo possível do autor. Quando uma pessoa escreve um trecho de código e distribui sob GPL ela perde todos os direitos de propriedade que tem sobre o código, sem contudo descaracterizar a autoria; o código se torna público e as normas restritivas da licença servem apenas para garantir que o código continue público.

Como está destacado no texto, o usuário (e o autor do código original também, interpretando o escopo da licença) não pode impor restrições aos direitos adquiridos a ninguém, estando o código licenciado através da GPL. Isso impossibilita a GPL de ser tratada como um contrato de comodato simples, pois uma vez que o autor distribui o código sob GPL ele não tem mais o direito de fechar o código ou restringir o seu uso além do que prevê a GPL (devolução) e não havendo a possibilidade de devolução do código não há comodato simples.

A doação guarda fortes laços de semelhança com o comodato. Assim como o último, a doação é contrato unilateral e gratuito. Diferem os dois pelo fato da doação ser contrato consensual (efetiva-se com a mera vontade das partes) ao contrário da doação que é real (concretiza-se apenas com a real entrega da coisa) e por na primeira não haver, em regra, a restituição da coisa, enquanto no último, esta é necessária para sua caracterização.

O que voc chama de comodato simples está mais para doação, no entanto o "doador" não deixa de ser o autor do código original, assim como o "donatário" não é isento de cumprir as mesmas responsabilidades do autor caso redistribua sendo então uma relação bilateral, ou sendo uma "doação parcial" caso o "donatário" não redistribua o código, não adquirindo portanto as mesmas responsabilidades do doador.

...a doação e o comodato são contratos unilaterais, ou seja, somente uma pessoa assume obrigações.

Sinceramente, eu acho que você nem chegou a ler a GPL. Se leu, nunca entendeu o objetivo da FSF. Concordo com você que a GPL em seus termos e condições não esclarece bem se há ou não a possibilidade de revogação retroativa, PORÉM a sua introdução, que é uma das partes que constitui o texto da licença, deixa isso bem claro.

GPL V2 disse:

Para proteger seus direitos, precisamos fazer restrições que impeçam
a qualquer um negar estes direitos ou solicitar que você deles
abdique. Estas restrições traduzem-se em certas responsabilidades para
você, se você for distribuir cópias do software ou modificá-lo.

Note que, na última frase está comprovado aquilo que eu disse anteriormente em relação ao escopo da GPL: o usuário ao redistribuir adquire as mesmas responsabilidades do autor, invertendo os papéis, porém sem descaracterizar a autoria do código original.

Tentei usar argumentos sólidos. Caso discorde da minha argumentação use argumentos sólidos para construir a sua também, que é o que o Wallacy tem te sugerido a um bom tempo.

Quanto à argumentos sólidos, provas cabais, etc. etc... já disse que não estamos num júri popular, onde é preciso lançar eventualmente de "provas secretas" escondidas de baixo da manga como parte do show pirotécnico para impressionar os jurados.

O que você reafirma são os termos da doutrina da irrefutabilidade da gpl, e como disse, esses argumentos são tão teóricos quanto os meus, uma vez que não é possível esta caracterização:

"Quando uma pessoa escreve um trecho de código e distribui sob GPL ela perde todos os direitos de propriedade que tem sobre o código,.."

Isso porque que direitos autorais não perdem efeitos de uma hora pra outra, não importa que os termos da licença levam a entender tal coisa. Como disse, para que o autor "perca" todos os direitos de propriedade como você e os defensores dessa doutrina afirmam, é preciso esperar 70 anos depois da morte do autor. E durante esses 70 anos os direitos autorais são exercidos pelos seus herdeiros legais ou para aqueles a quem o autor transferiu a propriedade sobre o código em vida.

Quanto à questão de modificação da licença de um software sob gpl, está claro que SE o autor permitir, tudo certo. Eu compartilho desse entendimento e aliás, não lembro de ter negado isso aqui. O que eu disse é que o usuário não tem poder para alterar o licenciamento do código passando por cima do "desejo" do autor original.

"Note os termos em destaque e veja que o que a GPL diz é que o usuário tem o direito de modificar o programa e que ele PODE repassar essas melhorias, DESDE QUE ele licencie as mudanças sob os mesmos termos, ou seja, a GPL não diz que o programador é obrigado a repassar seu trabalho mas diz que SE ele for repassar deve repassá-lo através da GPL."

Você só confirmou o que eu disse com outras palavras, ou seja, o usuário tem o direito de modificar um programa sob gpl e ele "PODE" repassar essas melhorias, "DESDE QUE" ele licencie as mudanças sob gpl. Isso é a reafirmação do que já tinha dito, uma vez que o usuário SO tem esta opção.

Na verdade você se engana quanto à doação, uma vez que a gpl não faz uma doação do código. Ela é uma permissão de uso por tempo indeterminado, apenas isso. Para que ela se tornasse de fato uma doação, esta cláusula deveria estar presente nos termos do licenciamento. Por outro lado, utilizando o argumetação do Augusto do Br-linux, se a gpl fosse uma doação em caráter geral, o código estaria de fato em domínio público, o usuário teria o poder para alterar o licenciamento independentemente da vontade do "doador" original. Mas vê-se claramente que este não é o caso da gpl, já que para "proteger as 4 liberdades" o autor do código fica sempre alerta quanto ao uso não autorizado de sua criação.

Esse é o ponto chave da minha argumentação: enquanto o autor quiser proteger as "4 liberdades", o usuário estará seguro, sem sombra de dúvidas. Mas e se ele quiser mudar de idéia, eventualmente? O caso muda, já que ele não doou o código, "apenas" concedeu que seu bem fosse usufruído sem contrapartida financeira (comodato simples). Nesta hipótese, só resta ao usuário a 'devolução' do bem ao proprietário original.

Para finalizar veja como a gpl se refere à proteção do usuário:

... precisamos fazer restrições que impeçam a qualquer um negar estes direitos ou solicitar que você deles abdique..."

É a reafirmação do que disse, já que a gpl protege que os OUTROS te imponham restrições adicionais, mas não fala nada sobre restringir autores (detentores do copyright), e nem poderia, já que esses autores não doaram seu código para ninguém e como tal, mantém o poder de punir os infratores de sua vontade (licença)

Mamutti's picture
Quote:

O que você reafirma são os termos da doutrina da irrefutabilidade da gpl, e como disse, esses argumentos são tão teóricos quanto os meus, uma vez que não é possível esta caracterização

Ok, trechos da GPL que contradizem o seu discurso também são teóricos, não existem de verdade na licença. Eu inventei todos eles.

Quote:

não importa que os termos da licença levam a entender tal coisa.

Os 70 anos referidos servem para que o trabalho seja considerado de domínio público e nesse caso nem a GPL ou qualquer licença fazem mais sentido. O que a GPL faz é tornar o trabalho público, aberto, livre ou como preferir, não de domínio público, que é outra coisa bem diferente. E sim, direitos autorais perdem a sua validade de uma hora pra outra no momento em que você submete o seu trabalho a uma forma de licenciamento que especifica claramente a necessidade de abdicar desses direitos.

Quote:

não lembro de ter negado isso aqui

Vou te lembrar: "não é possível que o usuário altere o licenciamento do código"

Quote:

Você só confirmou o que eu disse com outras palavras, ou seja, o usuário tem o direito de modificar um programa sob gpl e ele "PODE" repassar essas melhorias, "DESDE QUE" ele licencie as mudanças sob gpl. Isso é a reafirmação do que já tinha dito, uma vez que o usuário SO tem esta opção.

Não, eu não confirmei o que você disse. O usuário tem TRÊS opções: 1)não redistribuir o código modificado; 2)redistribuir sob a GPL e 3)lançar o seu trabalho baseado no código como um trabalho separado, sob a licença que quiser, até mesmo se ela for proprietária.

Quote:

Na verdade você se engana quanto à doação, uma vez que a gpl não faz uma doação do código.

Em que momento eu afirmei que a GPL era uma doação?

"O que você chama de comodato simples está mais para doação, no entanto o "doador" não deixa de ser o autor do código original, assim como o "donatário" não é isento de cumprir as mesmas responsabilidades do autor caso redistribua sendo então uma relação bilateral, ou sendo uma "doação parcial" caso o "donatário" não redistribua o código, não adquirindo portanto as mesmas responsabilidades do doador."

Em nenhum. Doação parcial não existe. Ou você doou o objeto ou não doou. Você não notou que eu estava falando hipoteticamente, tanto que coloquei doação parcial, donatário e doador entre aspas pra deixar isso bem claro. Estar mais parecido com uma coisa não é indicação de que ela seja de fato o que parece.

Quote:

Para que ela se tornasse de fato uma doação, esta cláusula deveria estar presente nos termos do licenciamento.

Se não me engano não há nenhuma cláusula da GPL que use as palavras comodato, ou empréstimo, ou ainda "tempo indeterminado". A doação é um ato não-solene, assim como o comodato. Repetindo: em momento nenhum eu AFIRMEI que a GPL era um contrato de doação.

Quote:

Mas e se ele quiser mudar de idéia, eventualmente? O caso muda, já que ele não doou o código, "apenas" concedeu que seu bem fosse usufruído sem contrapartida financeira (comodato simples). Nesta hipótese, só resta ao usuário a 'devolução' do bem ao proprietário original.

Já esclareci usando literatura legal os motivos da impossibilidade de a GPL ser considerada um contrato de comodato simples. Se o autor mudar de idéia o máximo que ele pode fazer é parar de lançar novas versões sob a GPL, desde que essas versões não usem código de versões GPL. O autor não pode revogar a GPL pelo que está dito na cláusula 6: "Você não poderá impor aos recebedores qualquer outra restrição ao exercício dos direitos então adquiridos." O "Você", nesse caso, se refere ao licenciado que doravante se torna autor-licenciador, ou seja, na GPL o autor e o usuário-autor têm os mesmos direitos e, pricipalmente, os mesmos deveres. A mesma cláusula impossibilita a devolução, impossibilitando a sua hipótese de comodato simples.

Quote:

É a reafirmação do que disse, já que a gpl protege que os OUTROS te imponham restrições adicionais, mas não fala nada sobre restringir autores (detentores do copyright)

O autor e os usuários estão em pé de igualdade sob a GPL. Pelos mesmos motivos que já disse: a licença GPL é recíproca, ela não só estabelece os direitos do usuário, ela também dita os deveres do autor, fazendo que um deixe de ser submisso a vontade do outro, novamente, segundo os termos da cláusula 6 e da introdução. A única coisa que sobra do copyright (ou copyleft) para o autor é o crédito pela autoria pois a GPL impede que ele tome atitudes com o intuito de fechar o código livre.

Não vou mais discutir com você. Usei trechos da GPL e material acadêmico para garantir o teor legal da minha argumentação. Você não fez a mesma coisa e contradizendo-se ainda disse que esse tipo de argumentação ("show pirotécnico") é desnecessário. Quando você citar algum trecho de lei que impede que o autor abdique da propriedade de um trabalho estabelecendo isso em uma licença e me provar que comodato simples não é um contrato unilateral eu volto a discutir.

Em resumo:

"Ok, trechos da GPL que contradizem o seu discurso também são teóricos, não existem de verdade na licença. Eu inventei todos eles...."

Você não entendeu meu raciocínio, afinal você usou os termos da licença gpl, os quais eu também me baseio para fazer a negativa da "eficácia eterna". Quando me refiro à natureza teórica e não comprovada falo referindo-me à "esperança" "cega" de que gpl é irrefutável juridicamente e que uma vez que um código foi licenciado sob ela o autor original "perde" para sempre seus direitos sobre ele. Essa tese não se prevalece porque o autor não perde legalmente seus direitos sobre o software, e ele também não se torna "comparável" ao usuário ou seja, o usuário não ganha "status" de "dono" do código, uma vez que ele compartilha seus direitos de cópia e manuseio do código, mas não a propriedade efetiva.

"Você está certo, tudo isso é garantido. Mas uma coisa fundamental não é garantida: o direito de uso "irrestrito" sobre o software, ou seja, não é possível que o usuário altere o licenciamento do código, nem que faça melhorias e as mantenha apenas para si. ..."

Neste trecho eu comento que um usuário não tem poder para alterar o licenciamento do código sem autorização dos detentores do copyright, por isso o usuário não tem direitos de uso "irrestritos" sobre o software, trecho que você também não entendeu, por isso alega que eu me contradisse. Veja que esse caso é substancialmente diferente de licenças tipo BSD, uma vez que sob essas licenças é garantido o uso comercial do software e portanto, há possibilidade de fechamento de suas modificações sem a SOLENE aprovação dos autores originais do código.

"Não, eu não confirmei o que você disse. O usuário tem TRÊS opções: 1)não redistribuir o código modificado; 2)redistribuir sob a GPL e 3)lançar o seu trabalho baseado no código como um trabalho separado, sob a licença que quiser, até mesmo se ela for proprietária...."

Esse seu conceito é um dos que que eu traduzo como "atitude agressiva" (ou posicionamento de risco) em relação aos termos da gpl. Por quê? Você alega que uma vez modificado o software o usuário tem três opções, vejamos:

1)"Não redistribuir o código modificado".
3)"lançar o seu trabalho baseado no código como um trabalho separado..."
2)"redistribuir sob a GPL"

Alterei a ordem para tornar mais visível a questão, uma vez que para que um software sob gpl seja modificado e essas modificações não sejam redistribuídas isso só é possível se o código permanecer unicamente no SEU computador. Se você for um usuário empresarial, e modificar o software mesmo que para uso interno e distribuir cópias para seus "stakeholders" sem redistribuir o código, isso é uma violação da gpl, já que isso se configuraria na prática um fechamento IRREGULAR de códigos que devem permanecer sob gpl, uma vez códigos sob gpl não são compatíveis com licenças fechadas.

No caso de se redistribuir cópias de modificações de um programa que está sob gpl com uma uma licença proprietária, como você sugeriu, isso também se configura violação similar à anterior da gpl (mesmo que o código seja de sua autoria) uma vez que pela natureza "purista" da gpl, códigos sob tal são incompatíveis com qualquer licença que restringa as "4 liberdades" do código, ou seja, você até pode acrescentar em um programa gpl códigos que originalmente eram BSD, por exemplo, mas o contrário não é possível.

Para explicar melhor o porque disso é que embora você detenha sem dúvida o controle sobre suas modificações, como elas "precisam" de outros códigos que estão sob gpl para se tornar funcionais, por exemplo, essa combinação só é possível se o seu código for licenciado por "copyleft", ou seja utilizar a mesma licença (gpl) que o programa original.

As saídas para esse caso seriam: (1) relicenciar seu código sob LGPL (se possível); assim você teria o controle sobre estas modificações, mas ao mesmo tempo elas estariam "públicas" também. (2), utilizar duplo licenciamento (gpl/proprietário) se suas modificações puderem "viver" (funcionar) sozinhas sem o apoio de 'engines' gpl, podendo porém ser apoiadas por código (bibliotecas, softwares) sob LGPL, ou seja, algo como alguma tecnologia "genuína" própria cuja concepção, desenvolvimento e implementação tiver sido financiado por você/empresa. Ou ainda (3) dissociar completamente suas modificações (apagar seu código) do software gpl que serviu de base para suas alterações, criando seu próprio ambiente operacional de código fechado que não utilize, claro, software sob GPL/LGPL. Esta última opção seria, por outro lado, a realização prática da "quebra" efetiva da gpl que venho levantando em teoria, uma vez que assim você (ou empresa) legalmente manteria SUAS modificações apenas para si, exercendo de fato seus direitos de copyright desse código.

E a terceira hipótese (licenciar sob gpl/lgpl) na verdade é a alternativa mais "segura" para os "3 casos", e isso é compatível com minha afirmação de que o usuário (desenvolvedor individual) na prática SÓ tem esta opção para não violar a gpl(em decorrência das dificuldades legais/técnicas de se implantar as outras opções). Se a gpl fosse similar à BSD os usuários poderiam sim utilizar essas "três opções" sem medo de errar.

"Se não me engano não há nenhuma cláusula da GPL que use as palavras comodato, ou empréstimo, ou ainda "tempo indeterminado". A doação é um ato não-solene, assim como o comodato. Repetindo: em momento nenhum eu AFIRMEI que a GPL era um contrato de doação..."

E não há mesmo, mas isso é o que na prática se verifica quando da execução efetiva das cláusulas da gpl, afinal quando se propóe garantir direitos de uso "compartilhado" sem definir prazo é o mesmo que configurá-la por tempo indeterminado. "Empréstimo" e "comodato" é apenas o funcionamento efetivo do "ecossistema" de um software sob gpl, afinal só é possível o usuário adquirir o direito de uso de um código sob gpl porque o código (bem) foi te "entregue" pelo licenciador sem qualquer ónus para você, mas você tem obrigações para com este código, ou seja, só pode usar de acordo com as normas definidas pelo licenciador e você não pode simplesmente "vender" esse bem ou repassá-lo para outro de qualquer jeito (ele não foi doado), (comodato simples de fato).

Quanto à doação, se você nega ter afirmado isso, então você "por definição" acataria minha opinião, já que a tese de que o código é "SEU" uma vez licenciado sob gpl é uma das teorias que sustentam a irrefutabilidade da gpl. Não por acaso é essa "tese/idéia" uma das que mais combati aqui.

"Já esclareci usando literatura legal os motivos da impossibilidade de a GPL ser considerada um contrato de comodato simples. Se o autor mudar de idéia o máximo que ele pode fazer é parar de lançar novas versões sob a GPL, desde que essas versões não usem código de versões GPL..."

Não, você apenas usou de conceitos "comuns" para defender esta questão, e neste ponto você se contradiz, uma vez que isso de o autor mudar de idéia o que ele licenciou antes ficou "perdido" para sempre é justamente a "idéia" da "doação permanente" do código licenciado sob gpl que você logo acima negou com veemência. Aliás este é um dos pontos centrais do POSTULADO da invencibilidade da gpl; se esse "escudo de proteção" que é a "tese da doação" for retirada do imaginário geral, o "calcanhar de Aquiles" da GPL fica perigosamente vulnerável.

O que sobra do seu comentário é a reafirmação do POSTULADO "de lugar comum" sobre a "beleza da gpl". E o que resta dos meus é justamente a "negação" dessa eficácia tão perfeita. Tal como disse várias vezes aqui, isso é um confronto sem solução já que nenhum dos dois lados foi posto à prova de forma tão fundamental. O que nos resta é se proteger cada um em suas "trincheiras" para ver como este embate se desenvolverá.

Mamutti's picture

As afirmações da sua tese são coerentes entre si, porém não o são em relação ao que está na lei e ao que está escrito na GPL, ou seja, não condiz com a realidade. A GPL deve ter mesmo falhas inexploradas, mas isso não quer dizer que o que está escrito na licença deve ser ignorado. Você faz vista grossa quando lhe convém.

Repito: quando você citar algum trecho de lei que impede que o autor abdique dos direitos de propriedade de um trabalho estabelecendo isso em uma licença e me provar que comodato simples não é um contrato unilateral eu volto a discutir.

duplicado.

Wallacy's picture

Eu li.... Você que parece não está lendo direito.

Vamos lá. Eu te fiz uma pergunta e você não me respondeu. Eu disse que concordaria com você assim que você me mostrasse, qualquer linha legal para base de sua afinação onde "não pagar por um softwares" faz com que possa ser invalidado a GPL?

Existe algum pais no mundo que tem alguma legislação com esse tipo de jurisprudência? Algum acordo Internacional? Qualquer coisa?

Se não tem. Volto a afirmar que sua tese não procede, eu mesmo posso criar varias teses sobre o assunto, porém não posso inventar um artificio legal para usar como base para minha tese.

E lembrando, você sempre toma o direito sobre a propriedade inteletual do software sobre a copyright. Copyleft também é direito de propriedade inteletual, e possui um posicionamento contrario a sua tese.

Então te pergunto: Caso os direitos sejam registrados via Copyleft (não copyright) sua tese procede?

Wallacy, em resumo: se você acompanhou desde o Br-Linux esta discussão você viu que argumentei baseado em fatos e mesmo esta questão da "copyleft" já comentei sobre ela. Agora se você não aceita o que eu digo, eu não posso fazer nada, afinal, não estamos num júri popular onde é preciso uma alta dose de 'pirotecnia' para impressionar os jurados etc... etc...

Além do mais, quem defende a "doutrina" da eficácia eterna da gpl também não tem tantos argumentos assim, já que eles estão preparados para lidar com ofensas (mau uso do código) que alguém ou empresa produz contra o autor que licenciou o software sob gpl. Sob este prisma, é fácil perceber que ninguém conseguirá anexar qualquer linha de código em um programa proprietário passando por cima dos desejos do detentor do direito autoral. E este é o caso mais comum de abusos contra a gpl. Assim fica fácil a contrução do POSTULADO (dogma) de "eficácia eterna" da gpl.

Por outro lado, comentei aqui que os termos da gpl podem ser o "fogo amigo" que destruirá o modelo, devido à alta concentração de código e tecnologias nas mãos de grandes e poderosas corporações do software. E essa tese que apresentei o que é, afinal? Outro POSTULADO, tal qual o da "eficácia eterna" da gpl. Quem está certo ou errado? No momento ninguém, afinal nenhum desses postulados foi colocado em prática.

Wallacy's picture

Vou repetir... Não estou defendendo nada... Só estou te fazendo perguntas sobre seu próprio ponto de vista que você até agora não respondeu objetivamente.

Se você já falou, por favor desenhe para mim, pois você não deixou claro.

Porém não estou pedindo para você descrever sua tese. E sim responder objetivamente sobre a base legal que apoia sua teoria. Existe esse tipo de jurisprudência? Qual artigo/parágrafo/qualquer coisa de qualquer lei de qualquer pais que determina isso(um software ser gratuito e por isso sua licença retroativa ser revogada) objetivamente ?

Uma simples e única pergunta que você ainda não me respondeu.

Vou da um exemplo de resposta objetiva:

Caso os direitos sejam registrados via Copyleft (não copyright) sua tese procede?

Não.
ou
Sim. Por causa dessa lei X.

Simples né?

Já há recurso de desenho nos comentários? Laughing out loud

"Copyleft may also be characterized as a copyright licensing scheme in which an author surrenders some but not all rights under copyright law. Instead of allowing a work to fall completely into the public domain (where no copyright restrictions are imposed), copyleft allows an author to impose some but not all copyright restrictions on those who want to engage in activities that would otherwise be considered copyright infringement. Under copyleft, copyright infringement may be avoided if the would-be infringer perpetuates the same copyleft scheme. For this reason copyleft licenses are also known as reciprocal licenses..."

Este trecho da Wikpedia responde sua questão sobre copyleft: por meio deste conceito um autor concede alguns direitos aos usuários, mas não todos (não é dominio público). Assim o principal ele mantém, que é o poder sobre os destinos do código.

Portanto é irrelevante a questão de copyright ou copyleft se o proprietário (detentor do direito autoral)do código decidir mudar de idéia.

Mamutti's picture

Este trecho também serve para derrubar sua tese, caso o software seja copyleft, pois como eu já disse (e citei a fonte), comodato simples é um contrato unilateral e o parágrafo que você pegou da Wikipédia afirma que as licenças copyleft são recíprocas, ou seja, bilaterais.

Não é bem assim, a doação é um ato unilateral, mas o comodato simples presume direitos e obrigações recíprocas quanto ao "bem", apenas não exige contrapartida financeira para permissão de uso desse bem.

Mamutti's picture
Wikipédia disse:

Comodato é o contrato unilateral, gratuito, pelo qual alguém (comodante) entrega a outrem (comodatário) coisa infungível, para ser usada temporariamente e depois restituída.

No comodato só há responsabilidade por parte do comodatário: devolver. A GPL não prevê devolução e muito menos isenta o autor original de responsabilidades.

E agora quanto à jurisprudência, bases legais, etc...etc... faço a você este desafio: procure os defensores da 'doutrina' da irrefutabilidade da gpl e colha seus argumentos legais, apenas legais, por favor. Depois leia minha idéia (tese de conspiração) e procure a legislação sobre: direito autoral, propriedade intelectual e industrial (patentes). Depois verifique as regras dos contratos de comodato e também as regras dos aluguéis, especialmente os contratos por prazo indeterminado.

Com a pesquisa pronta compile os dados e faça a crítica dos resultados, mas não esqueça de se ater com a mesma profundidade e extensão sobre os dois pontos de vista: a da fragilidade e a da irrefutabilidade da gpl. Com isso você terá bons argumentos ou para adotar um ou outro posicionamento.

Mamutti's picture
Quote:

procure os defensores da 'doutrina' da irrefutabilidade da gpl e colha seus argumentos legais, apenas legais, por favor.

Achou! Os dados que você quer estão compilados no meu texto mais acima. Como você pediu, somente usei argumentos baseados na lei e no texto da GPL V2 (por ser a versão mais adotada). Agora eu quero ver os argumentos legais que comprovam o seu ponto de vista.

Muito pelo contrário, na argumentação acima você teve a tendência de identificar a gpl como uma doação de fato , o que não se verifica legalmente.
Ademais sua argumentação apenas complementou meu ponto de vista sem o negar, em absoluto.

Mamutti's picture

Leia meu novo comentário mais acima. Você não conseguiu perceber que quando eu citei doação eu me referia a uma situação hipotética.

Você já tem a tréplica

Wallacy's picture

É. Você fez de novo. Não vou competir com retoricas....

Ainda aguardo sua pesquisa... Laughing out loud

Wallacy, voltando ao sério, os que afirmam que a gpl é eficaz eternamente, se baseiam provavelmente na teórica "doação geral" do código para os usuários. Se fosse assim, não teria como a FSF controlar os destinos de projetos importantes como GCC, LibC, entre outros. Não é por acaso que o pessoal do kernel não quis mudar de licença, uma vez que isso representaria certa "perda" de controle sobre seus códigos, principalmente pela cláusula de patentes e por restrições adicionais.

Com isso em mente os defensores da doutrina entendem que uma vez que o código foi licenciado sob gpl ele se torna "seu" e se o licenciador mudar de idéia ele pode manter as versões anteriores como na forma dos famosos 'forks'. Esta é uma aposta bastante agressiva nos termos da gpl, de forma a considerá-la de fato uma "lei" irrevogável.

A gpl não é uma "cláusula pétrea" (princípio constitucional básico não modificadas por emendas) de nenhum lugar do mundo e mesmo que fosse, uma reforma constitucional poderia derrubar esse "poderoso status" nesse lugar. Ela é apenas um termo de licenciamento entre particulares e tal qual está sujeita às normas legais. Encarar a gpl como outra coisa diferente disso é apostar 'cegamente' na sua invensibilidade legal, o que a tornaria na prática um "dogma sagrado".

Wallacy's picture

Estou falando sério. Você usou retoricas em todas as suas respostas...

E detalhe: O Linus não trocou a licença para GPLv3 porque ela é mais restritiva. Na verdade ele já acha a GPLv2 muito restritiva.

Ou seja, 6 é igual a meia-dúzia. Foi isso que eu disse: se o pessoal do kernel não trocou o licenciamento para algo mais restritivo, como é a gplv3 é porque não quer abrir mão ainda mais dos destinos do seu código.

Wallacy's picture

6 = 12

Ele desejava (e deseja) que o código seja de domínio publico, porém teve que usar a GPL para se adequar as ferramentas GNU. Porém comentou que está satisfeito por ter usado a GPL pois deu mais visibilidade e confiança ao projeto.

Seria o que você falou se sua também for adepto da sua tese.

Que Torvalds é adepto minha tese não posso afirmar, mas se bem que suas atitudes (e as dos desenvolvedores do kernel) às vezes me faz pensar nessa possibilidade, como quando fizeram um 'fork' da glibc, ou quando esbravejaram duramente contra a gplv3, por exemplo. Mas isso sim é mera especulação, claro.

Google: "especulação"

"Você quis dizer: FUD"

Provavelmente, certamente, praticamente... WTF?

Ah, vai assistir o FISL 9.0, vai... http://tv.softwarelivre.org

Evil

A minha dúvida é: já que a community version é liberada sob GPL, mesmo depois do fechamento do código, qualquer um poderá pegar a última versão liberada sob GPL e continuar o desenvolvimento, como um OpenMySQL?

cafuin's picture

Tirando o nome que você sugeriu, que pode infringir algum Copyright, a resposta é sim, é bem isso.

Wallacy's picture

Já aconteceu varias vezes. vários projetos fecharam seu código, e surgiram forks baseado nas ultimas versões livres.

JulianaPrado's picture

Oi

Depois dizem que a SUN é uma empresa comprometida com o open source

Ela deve estar comprometida em fechar códigos e em se garantir no mercado pelo jeito hein

Enfim tem gente que acha que open source é movimento político-social fazer o que né

Aqui no Brasil vemos cada coisa mesmo

Att

Juliana Prado Uchôa

OMGWTFBBQ's picture

Ecomonia
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como fas~/

TheDarkMaster's picture

Porquê vocês perdem tempo discutindo meandros jurídicos... Isso existe para ferrar o mais fraco, nada mais. O sujeito cria um programa, abre ele sobre GPL, se o programa receber bastante ajuda e crescer chamando a atenção ele vai lá e fecha o código exigindo pagamento, e se alguém achar ruim ainda leva processo e perde porquê provavelmente o dono do projeto vai ter mais dinheiro (e portanto mais "peso" para a justiça do que os outros).

Justiça != Realidade

P.S: Seguindo a lógica, se um código foi elaborado sob a GPL o fechamento do mesmo na digamos versão "2.0" não pode obrigar o fechamento das versões anteriores, dado que quase sempre é resultado do trabalho de terceiros (e portanto seria o mesmo que roubar o trabalho dos outros, discaradamente). Mas na prática simplesmente basta o autor da "façanha" ter dinheiro e bons advogados que ele faz o que bem entender.

Se você consegue ler esta mensagem então o seu computador irá se auto-destruir em dez segundos, tenha um bom dia Smiling

cafuin's picture

"...dado que quase sempre é resultado do trabalho de terceiros (e portanto seria o mesmo que roubar o trabalho dos outros, discaradamente)."

Não, presume-se que você está doando aquele código para a entidade. Tem algumas que inclusive pedem isso registrado explicitamente.

Quanto a "fechamento retroativo", isso não é questão específica de GPL, proprietário ou escambal..

Imagina o mundo se você compra uma coisa obedecendo as regras, tudo direitinho e o fornecedor pode mudar os termos quando quiser.

Compro um fusquinha, deixo quitado, deveria ser meu, ponto final. Mas então a VW entra no vermelho.

Por essa sua lógica, ela poderia dizer que o acordo mudou, enviar um cobrança afirmando que todos proprietários de Fusca lhe devem R$ 5000 ou ele será confiscado.

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