luctimm's picture

PowerShell pra Linux

É verdade! Anunciado no blog do Miguel de Icaza (pai do Gnome), breve chegará o Pash: implementação OpenSource da PowerShell.

08-04-08 Powershell Linux

 

A PowerShell é um terminal com o "inovador" conceito de aliar um interpretador de comandos com recursos poderosos de programação, promovendo uma grande facilidade ao criar scripts. Não lembro onde vi isso antes! E o Pash, cujo nome assumidamente foi a junção de PowerShell + Bash, é a implementação da PowerShell em C#, que já roda em Windows, Windows Mobile/CE, Linux (com Mono) e Mac OS X.

Igor Moochnick, autor do projeto, informa que o Pash foi feito em código totalmente .NET 2.0, compila tanto no Mono quanto no Visual Studio 2008 e o mesmo binário pode ser utilizado em Linux e Windows. Nos mobiles precisa-se recompilar no Compact .NET Framework. Cerca de 50% das classes públicas da PowerShell já funcionam, com cerca de 40% do projeto já operacional: Tão levando a sério.

A pergunta que não quer calar: Salvo a Novell, quem mais vai usar?

Fonte e agradecimentos: Terramel.

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OMGWTFBBQ's picture

O mesmo binário pode ser utilizado no Linux e no Windows? WTF??? Jawdropping!

luctimm's picture

Sim, Mono ready!

OMGWTFBBQ's picture

Eu juro que pensava que código desenvolvido em C# teria de ser compilado nas duas plataformas (.NET e Mono) separadamente! Que milagre estes caras do Mono fizeram? Puzzled

Nenhuma, ué.. interpretação de bytecode.

Funciona mais ou menos da mesma forma como a máquina virtual Java, que interpreta o mesmo binário tanto no Windows, quanto no Linux.

OMGWTFBBQ's picture

Mas a rigor nem o MSIL (.NET) nem o bytecode (Java) são binários "per se", mas sim código intermediário que precisa de uma compilação final e de uma VM antes de rodar na plataforma de destino...

Eu havia entendido que o binário final (compilado e independente) poderia rodar nos dois OS... Puzzled

Exatamente. Você acabou de responder a tua questão...

Dê uma lida nesse artigo e veja se você entende como funciona o Mono em relação aos binários gerados pelo compilador do .NET.

Os arquivos "compilados" de .NET que você distribui, possuem os bytecodes, linguagem intermediária. Essa compilação final e interpretação é feita pela máquina virtual (Mono no Linux, .NET no Windows), em tempo de execução. Aqui há uma explicação de como isso funciona...

OMGWTFBBQ's picture

Ah bom, eu pensei que tava ficando maluco... Smiling

Mamutti's picture

Dúvida meio OFF-Topic, maaaaas... o Mono recentemente chegou a versão 1.9, com suporte a boa parte dos recursos do .NET 2.0 (que pelo que eu soube é a base para os que vieram depois). Agora minha dúvida: o Mono 2.0 estará equivalente ao .NET 2.0 ou eles estão baseando o número de versão em aspectos relativos ao desenvolvimento do próprio Mono? Vasculhei o site do projeto e não consigo encontrar em lugar algum uma comparação que mostre a equivalência entre versões dos dois frameworks.

Você não precisava ter lido minha assinatura, DE NOVO!

O versionamento do Mono segue o versionamento do .NET.

A versão 2.0 do Mono sairá, quando o Mono estiver com funcionalidades comparáveis ao .NET 2.0.

E assim vai ser para o 3.0, 3.5...

Dennes's picture

Oi, Luc !

Estou em viagem, então não estou podendo pesquisar mais sobre isso. Você poderia dar uma olhada e nos contar sobre as perguntas que vou fazer abaixo ? Valeu !!

1) Até que ponto o mono 1.9 é compatível com o .NET 2.0 ? Foi uma novidade para mim voltar a ter os executáveis rodando nas duas plataformas, assim como já tinhamos no 1.1 ...

2) O powershell é extensível. Podemos criar em .NET cmdLets e pscmdLets. As funcionalidades do powershell são extremamente granulares, dai que existem inúmeros cmdlets - pequenas bibliotecas com funcionalidades. Os pscmdlets são os comandos que utilizamos no powershell e que por sua vez podem fazer uso dos cmdlets, permitindo desta forma a reutilização de cada cmdlet para inúmeras atividades.

Além disso os cmdlets e pscmdlets são acessíveis através do .NET. Isso significa que pelo .NET podemos criar um snap-in de administração de alguma coisa qualquer e fazer com que toda a administração do snap-in seja baseada em chamadas para cmdlets e pscmdlets.

Em outras palavras : Se temos uma aplicação e sabemos que esta aplicação precisará fornecer alta capacidade de gerenciamento para a equipe de infraestrutura, modelamos o diagrama de classes de forma a que as classes da aplicação sejam cmdlets ou que haja uma camada de cmdlets para acesso as classes da aplicação. Criamos então pscmdlets para administração via prompt do powershell e um snapin do MMC 3.0 chamando os cmdlets e pscmdlets, com isso damos total versatilidade para a equipe de infraestrutura administrar nossa aplicação e fazemos isso de forma altamente integrada com o sistema operacional.

Então a pergunta : até onde o bash implementa tais recursos ?

3) Para gerenciamento remoto o powershell encontra-se fortemente ligado ao WMI, que é um recurso windows. Como o bash resolve isso em ambiente *nix com mono ?

4) Esta eu acho que a resposta é fácil, mas não custa perguntar, até para destacar o fato. O powerShell foi desenvolvido em conjunto com o Vista/Server 2008. Assim sendo as funcionalidades administrativas do sistema operacional estão muito bem granularizadas em cmdlets e pscmdlets que geram os snap-ins de gerenciamento do SO.

O bash planeja algum tipo de integração como essa, pelo menos com algum ambiente *nix ?

[]'s

Dennes

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CidadaoCarioca
BufaloInfo

 

hamacker's picture

Juro que não entendí a explicação de cmdLets e pscmdLets. Soou macarronês para mim por mais que me esforçasse.

Sobre o bash, ele é usado no terminal, instalou o SSH Server em seu servidor. Deu o bash para o usuário que está logando e pimba já estará com acesso remoto e criptografia, ele só tem que usar um putty(no windows) para acessar a máquina remota.

Os privilégios dessa execução dependerão da conta que estiver logando. Mas se eu quiser que tenha acesso a uma área exclusiva sem passear por outras pastas eu indico no loginscript (não se chama assim, mas apenas para vc entender as similaridades) que haverá um ambiente chrooted, isto é, uma arvore de diretórios próprios, é mais ou menos o que se faz com o FTP quando vc não quer que vejam as pastas em C:\.

Se o usuário pode operar apenas comandos pré-programados então cria-se um .bat/.cmd (mas é bash-script) que será carregado logo no loginscript e nele havera um menu com as opções as quais voce estará restrito, a linguagem bash é muito completa e ainda lhe permite incorporar outras linguagens interpretadas adjacentes.

Em conjunto com sudoers, voce pode determinar que um usuário comum possa executar comandos perigosos determinando até mesmo a sintaxe, por exemplo, voce quer liberar o format A: então voce libera "format a:" e se o sujeito tentar "format c:", este não vai funcionar.

O modelo unix de se lidar com soluções é juntando peças ou coisas pequenas e construindo de forma modular a solução, geralmente não há um programa super-ultra-mega que faz todas as coisas como no Windows, voce apenas junta as ferramentas necessárias e constrói o seu próprio super-ultra-mega qualquer coisa. Embora também haja aplicativos demolidores para unix, os produtos como IBM/Tivolli ou CA/Arcserve tem propósitos específicos que agradam muitos administradores.

Bash é apenas um interpretador popular que eu particularmente gosto de usar, mas dependendo do propósito posso utilizar outros shells que vai do mais simplista com enfase em segurança até os mais exóticos : aqueles com cara de quake, aquele que faz piadas, aquele que quando voce executa algo que não existe lhe mostra como instalar, etc...

Ubiratan.apo's picture

Aqui existe uma tabela listando os comandos Unix, Powershell e DOS. Aparentemente o Powershell pode utilizar a sintaxe tanto dos comandos Unix como DOS.

Também tenho dúvidas quanto a utilização do Pash fora do mundo Windows.

yawara.br além da tecnologia.

luctimm's picture

Agradeço ter respondido por mim! Estou em horário de almoço e preciso ser o mais breve o possível!

Dennes,

1) Não sei a que nível está a compatibilidade do Mono, sei que fora do Gnome é muito pouca aplicação que o utiliza.

2) O Unix trabalha diferente desse modelo, explicado pelo Hamacker.

3) Também explicado pelo Hamacker.

4) Não tenho certeza da minha resposta, estou especulando, mas acredito que não. O Bash é poderosíssimo, e pelo que senti, o Pash seria a primeira "aproximação" entre o modo-terminal-microsoft-de-ser e o Unix. Do resto, o Bash já administra o Unix à sua maneira há 30 anos.

Dennes's picture

Oi !

2) Não ficou claro. Quero dizer, o que foi explicado pelo Hamacker é algo tão diferente do funcionamento e alcance do powershell que se for só isso mesmo realmente não consegui entender porque chamar "powershell para linux"

3) Não, não ficou claro, Hamacker não falou sobre gerenciamento remoto. Falou sim sobre uso de instruções já existentes (tal como format) em um prompt de comandos. Isso é muito diferente do powershell.

4) Mais uma diferença radical para o powershell

[]'s

Dennes

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CidadaoCarioca
BufaloInfo

O PowerShell é para administração de sistemas. Os cmdlets tratam de arquivos, processos, recursos. Tudo que é inerente a qualquer SO. Alguns pacotes de cmdlets reunidos tem a cara do Vista/WS2K3 e WS2K8. Esses pacotes podem ser reescritos pelo pessoal do Mono para o ambiente Linux.

Traficando informação.

Dennes's picture

Oi !

Os cmdLets são pequenos pacotes de aplicação - funcionalidades mínimas - que podem ser disparadas a partir de scripts powershell. Pode-se escrever novos cmdlets a vontade. Uma aplicação pode ser escrita de forma que suas funcionalidades sejam todas decompostas em cmdlets, permitindo que desde o planejamento inicial ela seja gerenciável pelo powershell.

Com certeza podem ser re-escritos, mas mesmo sendo re-escritos não teriam a integração que os cmdlets tem com o SO (é como, em uma má comparação, o SO fosse na verdade um gigantesco conjunto de cmdlets e as interfaces de gerenciamento trabalhassem sobre isso).

[]'s

Dennes

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CidadaoCarioca
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Paulim's picture

Realmente, "inovador"... Smiling

A minha pergunta é: powershell tem suporte a expressões regulares?

------
Vaca amarela, pulou a janela.

Dennes's picture

Oi !

Sim, e muito mais.

[]'s

Dennes

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CidadaoCarioca
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viniciusfs's picture

Dennes disse:
Em outras palavras : Se temos uma aplicação e sabemos que esta aplicação precisará fornecer alta capacidade de gerenciamento para a equipe de infraestrutura, modelamos o diagrama de classes de forma a que as classes da aplicação sejam cmdlets ou que haja uma camada de cmdlets para acesso as classes da aplicação. Criamos então pscmdlets para administração via prompt do powershell e um snapin do MMC 3.0 chamando os cmdlets e pscmdlets, com isso damos total versatilidade para a equipe de infraestrutura administrar nossa aplicação e fazemos isso de forma altamente integrada com o sistema operacional.

UAU! Agora você vai conseguir administrar um serviço/aplicação Windows através da linha de comando também? SENSACIONAL! Bem vindo a 1970! Smiling

O cara se esforça, só pode.

Dennes's picture

Vinicius,

Já colocou uma aplicação em produção ?

Ofereceu para a equipe de infraestrutura uma forma de gerenciar sua aplicação via prompt ?

[]'s

Dennes
---------------------
CidadaoCarioca
BufaloInfo

"Quem mais vai usar além da Novell?"

Qualquer empresa, administrador de redes, funcionários de TI/Suporte que queiram agilidade e confiablidade em seu trabalho. Ah! E que não tenha aquela visão limitada de que a Microsoft é o cavaleiro do Apocalipse.

Traficando informação.

hamacker's picture

O que ele quiz dizer é "quem mais vai usar além da novell [no linux] ?"

Não fica claro para mim também onde é que um administrador de unix em geral iria abandonar algo que funciona há anos por algo que só parece ter efeito para quem usa Windows [e talvez vá usar unix].

Embora se diga que é um bash+powershell fico curioso se vai ser mais bash ou mais powershell :
- 'ls' ou 'dir'
- IF ao estilo errorlevel ou IF do bash com milhares de combinacoes e capaz de diferenciar um simlinks/hardlinks dum arquivo comum
- as aplicações Windows não mandam SIGNAL ao estilo UNIX, como interpretar o que passou
- os arquivos virtuais /dev/... não tem no windows será que agora vai ter ?
- Montagem de discos, no Windows tem letras de drive, o pseudo-bash vai ter também ?

Sem querer parecer cavaleiro do apocalipse, mas dizer que um produto é as duas coisas é estranho para mim porque ambos programas são agua e pedra e no meu ver não tem pontos de similaridades. Corre o risco de voce aprender usar uma ferramenta dessas e no final da história voce programa naquilo, mas não sabe nem usar bash e nem powershell.

A solucão simples que a Novell deveria fazer é criar logo um powershell para unix ou um bash para windows. Temeroso achar que tá usando os dois e no fundo não é nenhum dos dois, é um FrankShell saído dos laboratórios dos Novellenstein.

A idéia de uma ferramenta como PowerShell é administrar um ambiente com mais agilidade, rapidez e confiabilidade. Seja qual for o ambiente. O que ele traz para o mundo Windows é um novo "como" gerenciar seu ambiente. E o projeto Mono implementará um novo "como" para outras plataformas.

Fazendo um paralelo com estradas e vendo dois administradores de sistemas numa das pontas. Podemos ver o shell no Windows como uma estrada de via simples, apertada, sem muitas possibilidades. O PowerShell seria uma Bandeirantes! 5 Faixas e 120 Km/h! Pontes, retornos, telefones e tudo mais. O que o pessoal do Mono está oferecendo é o asfalto para se construir essa estrada. O administrador no mundo Windows irá criar suas estradas para chegar aos lugares que precisa. O pessoal do Mono construirá outras estradas para chegar a outros lugares. Essas são as particularidades de cada sistema. Elas continuarão a existir. Eventualmente alguns kilômetros podem ser compartilhadas, isso é o que representa os Assemblys, compilados, bytecodes, máquinas virtuais e por aí vai.

O intuito não é prover uma abstração do ambiente para que você gerencie todos da mesma maneira. A idéia é propiciar uma mesma maneira de adminstrar. Propiciar as mesmas ferramentas, o mesmo poder, e cada um usa do jeito que necessitar.

Traficando informação.

fcima's picture

A grande vantagem que eu vejo neste "Pash" é poder fazer scripts envolvendo sistemas em plataformas diferentes. Por exemplo, voce pode fazer um script que simultaneamente cria um usuário no Active Directory e cadastra a permissão dele no servidor Squid. Ou um outro script que cria um novo site Web no Apache, e em seguida insere os dados do cliente no sistema de boletagem do provedor no SQL Server.

A minha experiência btw é que é muito difícil explicar para quem só tem background Unix como funciona o PowerShell e as suas vantagens, porque não existe nada semelhante nas outras plataformas. O pessoal em geral tem que ver para conseguir entender.

Abraços,

garoa's picture

Eu tenho a impressão de que scripts para administrar sistemas são necessariamente não-multiplataforma. Salvo raros casos em que você use um script específico para gerenciar serviços disponíveis em várias plataformas (como Apache e Squid), na maioria os scripts lidam mesmo é com serviços específicos de cada plataforma.

Não que haja algo de errado com isso.

luctimm's picture

Cara, pelo seu comentário, arrisco dizer que você em nada conhece o Unix e o Bash.

Soou em torno de "óh, agora os pobres lin/unix users tem um terminal decente, como sobreviveram até agora?". Já temos o bash há mais de 30 anos, e te garanto, devido a ser praticamente atrelado ao sistema, por casar com a maneira de ser do Unix, ele é nativamente mais poderoso do que a PowerShell. No próximo Linux/Unix que usar, digite o comando "man bash" para ler do que ele é capaz. (tenho isso em .rtf para a hora do aperto).

A Pash seria uma excelente idéia se os scripts desenvolvidos nela fossem multi-plataforma, mas estaríamos no país das maravilhas: São sistemas diferentes com maneiras de administrar diferentes. O Hamacker já citou um pouco disso no comentário anterior.

É. Se conseguem responder às necessidades da atualidade com uma ferramenta que tem 30 anos é sinal de que ela é boa mesmo. E é sinal também de que o pessoal do Mono está perdendo tempo. Quem será que foi o infame que cogitou essa idéia lá dentro?!!!

Vamos torcer para que tudo continue assim por mais 30 anos. Ou a mesma ferramenta ou as mesmas necessidades.

Traficando informação.

Weber's picture

Sim, vc não sabe p*rra nenhuma sobre *nix. Evil

magno's picture

A pergunta que não quer calar: Salvo a Novell, quem mais vai usar?

Acho que deveríamos perguntar: Salvo o Stallman quem mais vai querer ficar de fora?

ThiagoBSD's picture

É, foi o que pensei... "inovador"...
Tirando a portabilidade... o que tem mais de interessante nisso? hueheueheu

Terramel's picture

Que felicidade, primeiro artigo do meu blog que sai no MeioBit ;D

Timm, muito obrigado por ter postado ele e por ter enriquecido meu post Laughing out loud

Abraços

do Terrinha

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Blog do Terrinha: http://terramel.org

Chat com o Terrinha: terramel@jabber.org

Wallacy's picture

Valeu por postar Timm. Eu até ia postar mais estava sem tempo. Smiling

Fcima. Qual o problema de fazer o mesmo em Bash? Pode-se criar scripts para fazer o mesmo em Linux.

Acho que essa imagem ilustra um pouco a diferença de conceitos do shell em cada sistema.

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No Linux, tudo é shell!! Interface gráfica? Está em cima do shell !! Bash? O Mais moderno interpretador de comandos do shell *nix !! Alguma duvida de quem é o mais poderoso?

O que foi feito agora ou o que reúne 30 anos em experiencia em administração via shell?

Agora uma duvida (duvida mesmo, não sei...), no PowerShell tem algo semelhante aos named pipes? Fazendo com que qualquer programa possa se comunicar com qualquer outro? Mesmo sem nenhuma relação entre sí? (E manipular esses dados) Seria legal.... Se tem parabéns. Ou é só com as estruturas do PowerShell?

----- No caráter, na conduta, no estilo, em todas as coisas, a simplicidade é a suprema virtude. Henry Wadsworth

fcima's picture

Wallacy,


Fcima. Qual o problema de fazer o mesmo em Bash? Pode-se criar scripts para fazer o mesmo em Linux.

Eu não sei. Como você faria um script bash no Linux que pare ou inicie um serviço que está rodando remotamente em um servidor Windows? Ou criar uma conta de usuário neste servidor? Ou mudar um valor na registry? Ou tudo isso junto? Smiling

(Um das coisas legais do Powershell é que você instancia e executa objetos remotamente, de forma bem transparente.)

Se o Pash fizer o que ele diz fazer, ele então vai ser uma benção para qualquer pessoa que administre um ambiente multiplataforma.


Agora uma duvida (duvida mesmo, não sei...), no PowerShell tem algo semelhante aos named pipes? Fazendo com que qualquer programa possa se comunicar com qualquer outro? Mesmo sem nenhuma relação entre sí?

No Powershell você pode não só fazer pipe de caracteres, como faz o bash, mas também fazer pipe de estruturas e até mesmo de objetos. Posso também fazer pipe por exemplo para HTML e o Poweshell monta a formatação para você, entre outras brincadeiras.

O grande problema desta thread é que você e o Timm parecem não ter a menor idéia do que seja o Powershell. Se vocês conhecessem ele veriam que boa notícia é o pessoal do Mono ter desenvolvido este Pash.

Abraços,

hamacker's picture

se voce tiver um ssh server no windows é possivel usar net start/stop. O ssh prove uma funcionalidade de rexec, ie. poder executar algo remotamente, no caso um net start/stop no cmd do windows. O telnet tem algo parecido, mas aí teria de reviver algo que já sepultei a muito tempo : script para hosts.

fcima's picture


se voce tiver um ssh server no windows é possivel usar net start/stop

Só que o Windows não vem com servidor ssh. E ao que eu saiba net start/stop não são comandos do bash, ou seja lá está o administrador tendo que programar em duas linguagens de script diferentes.

Por outro lado, você pode fazer isso em uma única linha de comando do Pash...

Abraços,

hamacker's picture

Não.
São comandos do windows. É com eles que voce pode parar um SQL Server, por exemplo :

NET STOP MSSQLSERVER

Se o powershell é tão poderoso eles poderiam ser escritos no próprios windows e executados remotamente por uma estação linux, não vejo problemas nisso. Se o powershell também tiver como mandar um rexec poderia fazer a mesma coisa no linux e rodar os scripts bash que residem lá. Claro que para isso é necessário um SSH Server que custa caro para o Windows, mas tem o OpenSSH que é livre e embora eu não saiba dizer se tem versão nativa, tem versão que roda sob o cygwin.

fcima's picture

Oi hamacker,

Ou seja, existem dois caminhos:

1) Instalar o cygwin no Windows, instalar o OpenSSH server no Windows, criar usuários e senhas para o OpenSSH (não, ele não usa os usuários do Windows), criar os scripts em batch ou VBScript no Windows, e depois chamar estes scripts a partir do bash no Linux.

OU

2) Usar o Pash.

Vou repetir a pergunta "que não quer calar" do Timm: quem vai querer usar o Pash? Eye-wink

Abraços,

luctimm's picture

Não necessariamente, servidor telnet também funcionaria nessa possibilidade. SSH com Bash nada mais é que um telnet tunelado e altamente criptografado. Evil

No local que trabalho, executamos vários scripts em servidores Windows dessa maneira - e nunca tivemos problemas (com o uso de um switch, obviamente).

E se for por essa, FCima, a utilidade dos Pash seria controlar remotamente máquinas Windows via modo-texto, viva o Windows Server 2008, e novamente, só a Novell usaria out-of-the-box, e os sysadmins Microsoft de suas máquinas Linux...

fcima's picture

Timm,

Tudo bem. Continue então usando telnet. O Pash realmente não é para pessoas como você.

Abraços,

hamacker's picture

SSH Server nativo ou o cygwin+ssh são opções excludentes.

Não há contas, alias, até poderia ter, mas quando é de servidor para servidor para tarefas administrativas é melhor ser por troca de chaves. Nunca instalei o ssh server no windows, mas se for equivalente ao linux voce vai poder autenticar a qualquer serviço de diretórios que houver incluindo o AD.

Usar pash é simplificar muito, se a lista que eu ví era apenas aquilo, ele não vai servir para muita coisa, vale lembrar que um tempo atrás a propria microsoft liberou o Unix services para Windows e fez a maior propaganda e no final das contas nao conheço quem use, até tentei usar, mas voltei para o cygwin. Acho que agora tá acontecendo a mesma coisa, o pash é salvação da lavoura e depois vai descobrir que é mais um neutrolware.

fcima's picture

Hamacker,


Nunca instalei o ssh server no windows,

Opa, peraí. Você nunca viu o Powershell funcionando. E agora também diz que nunca instalou um SSH server no Windows.

Então o que você está dizendo é que uma coisa que você nunca viu funcionando não serve, porque outra coisa que você nunca instalou faz a mesma coisa?

hamacker's picture

Nao, nunca use o SSH Server no Windows.

Eu uso ssh, mas via cygwin.

Conheço o PowerShell desde o XP, conjuntamente com o PowerToys.

Mas é como eu disse, se eu uso o cygwin e tenho a possibilidade de rodar de verdade bash,ssh, gnu-tools, gcc e se quisesse até o X no servidor, porque cargas d'agua vou usar powershell ?

Fcima, vai lá e instala o cygwin no seu computador, deixa de ser teimoso. Smiling

Te dou até um endereço para voce aprender bash-script :
http://www.linuxnewmedia.com.br/noticia/baixe_o_cu...

Se eu falei é porque conheço. Voce acha que eu conheceria um 'NET START' num cmd, mas não conheceria registros, power*, AD e afins ?

Se voce quiser te dou até uma nota no msbasic :

play "cdefffcdcdddcgfeeecdefff"

É que não quero tirar o posto do Dennes em ferramentas MS Smiling, tenho preguiça de entrar nos dialogos interminaveis com o wallacy Smiling

fcima's picture


Conheço o PowerShell desde o XP, conjuntamente com o PowerToys.

Valeu hamacker, não precisa dizer mais nada agora. Você conhece mesmo! Smiling

Abraços,

luctimm's picture

Pô FCima, eu também uso o Powershell desde o Windows XP. Magoei. Sad (<- just a joke, just a joke...)

E definitivamente, o PowerShell não é pra mim mesmo! Prefiro cuidar dos Windows através do console remoto....

Wallacy's picture

Legal, intendi... O hamacker, já falou também sobre "como poderia ser feito" usando SSH, mais poderia ser feito com outros protocolos também.

"Se o Pash fizer o que ele diz fazer, ele então vai ser uma benção para qualquer pessoa que administre um ambiente multiplataforma."

Como assim? Ele só diz que faz?... Fiquei na duvida agora, ele faz ou não faz isso que você me afirmou.

"O grande problema desta thread é que você e o Timm parecem não ter a menor idéia do que seja o Powershell."

Bem, via Bash também posso usar orientação a objetos, desvio de fluxo, etc. Mais foi o que comentei para o Bichalho, o problema nem é o recursos do Pash, mais sim o sentido em concentrar esse tipo de coisa no Linux? A logica por traz do Powershell foi criada para o Windows, e para o Windows vejo ele como uma coisa ótima. Já no Linux vantagem, qualquer programa ou serviço que esteja rodando pode ser acessado/manipulado via bash, e se tiver em rede com qualquer outro ambiente *nix também.

Quando afirmo que no Linux tudo é shell, não foi ironicamente não, se o sistema durante toda sua concepção foi criado e administrado em shell? Vai ser o Pash que vai tornar a administração no Ambiente Linux mais fácil?

E claro, se o cara programa usando mono, ou deseja fazer integraçao com o Windows, ok. Pash na veia!! Mais para o ambiente Linux em sí? Não faz sentido porque todos os programas no Linux rodam em cima da logica de implementação shell/bash do sistema. O Admistrador Linux vai chegar em sua maquina Linux vai digitar seus comandinhos bash de sempre e vai continuar conseguindo administrar todos os seus sistemas. Agora quando ele tiver que manipular um servidor Windows? Ok, vai ter instalar o ssh (até da para usar o tellnet dependendo do que for), ou outra coisa... Mais não é o mesmo que estão fazendo com o Linux? Trazendo o Pash pra cá.

Sério fcima, nem estou "reclamar", é que essa historia de "agora Linux vai ter shell que presta" não cola. Agora se for falar de administração em sistemas Windows+Linux em conjunto... Então estamos conversados, o Pash vai ser muito bom, considerando as estruturas para manipular um servidor Windows com facilidade.

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No caráter, na conduta, no estilo, em todas as coisas, a simplicidade é a suprema virtude.
Henry Wadsworth

garoa's picture

Shell bom mesmo é o do Python depois de um import os e mais alguns outros. Smiling

Rocky's picture

Isso pode ser muito útil para ambientes onde temos mais de um SO rodando em servidores por exemplo, no meu caso será perfeito...

_____________________

Muita Pimenta para sua vida!

Primeiro Pro-Commenter da Blogosfera Brasileira.

Ironmanaico's picture

PowerShell...um belo exemplo de que não é apenas o OpenSource que copia Eye-wink

No dia em que ele tratar de forma decente arquivos ASCII puros e tiver PIPES, ele será um utilitário legal...de resto, só serve pra mexer com variáveis de ambiente e gerar um pouquinho mais de integração para o "Windowsless"

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www.forum-invaders.com.br

viniciusfs's picture

O Icaza poderia enviar o currículo dele para a Microsoft logo. Ele adora as coisas que a MS faz e perde a sua vida toda escrevendo versões para Linux dessas aplicações.

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