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Não adianta muito querer adaptar algo que funciona bem em um ambiente para outro completamente diferente. Pode até ser que em determinadas situações a coisa funcione, mas se não for feita uma mudança estrutural radicas" class="" title="">dical, pode-se fazer o marketing que for: a coisa vai continuar funcionando bem somente no ambiente para o qual foi originalmente projetada.
Esse é o caso das populares distros Linux voltadas aos usuários que gostam de algo que teve suas bases construídas lá pela década de 70, e que serve justamente para mediar de forma eficiente e simples a interação destes usuários com as máquinas. Não captou? Costumam chamar isso de interface gráfica de usuário.
Não que necessariamente as distros "for human beings" exijam que certos passos para seu bom uso sejam executados via linha de comando - ok, há algumas coisas que necessariamente exigem sim, mas sempre vai ter alguém que chiando depois de um comentário desse tipo. Porém, se há um aspecto que vem sendo negligenciado no projeto destes sistemas é a interação com o usuário. Grandes empresas investem toneladas de dinheiro pesquisando para que possam criar sistemas interativos mais eficientes, então a pergunta é: por que o pessoal do código aberto, que possui reconhecida competência para criar programas ótimos do ponto de vista ferramental não se preocupa com a usabilidade?
Vejamos o exemplo da Isis. Isis estuda Ciência/Engenharia/Whatever da Computação na UFPR, é fã do OpenSUSE, e como era de se esperar, é uma power user daquelas bem longe de ser usuária final, como a reles mortal metida a nerd que escreve estas linhas. Não por isso ela deixa de compreender as dores dos usuários finais ao se deparar com uma parede coberta de hieroglifos uma situação inexperada. Isis resolveu testar o LiveCD do Fedora 9 e encontrou uma série de problemas simples, que só devem estar aí porque usabilidade deve ser algo secundário de acordo com o cronograma de alguns projetos. Uma amostra do texto que apresenta a tag "Sofrimento" em seu blog segue abaixo:
É...Linha de comando. E recomendam Fedora para iniciantes. Provavelmente o DVD de instalação não deve ter esse tipo de "problema", mas gente...É um Live CD! Usa-se para demonstrar o sistema! Passado um pouco a decepção, notei que para adicionar um repositório tenho que instalar um rpm. Para mim é um tanto difícil entender isso, porque já me acostumei com 'zypper ar REPO_URL' ou adicionar somente o URL do repositório. No Fedora é necessário escrever # rpm -ihv http://rpm.livna.org/livna-release-9.rpm para adicionar o repositório Livna. Mas tudo bem, afinal, segundo alguns, são as diferenças que importam no mundo Linux...
O Gnome, por exemplo, segue mais ou menos a mesma estrutura desde... enfim. O KDE ainda andou se arriscando mais nos últimos tempos, promovendo mudanças radicais em seu esqueleto, mas estas mudanças estão mesmo seguindo uma cartilha apropriada, ou é mais um daqueles projetos elaborados à base de intuição quase que em 100% do tempo? Cadê Preece? Cadê Nielsen? Cadê Cybis?
Atenção pessoas que desenvolvem software, principalmente o pessoal do Open Source: se vocês querem atingir seu público-alvo, querem que as pessoas gostem de seu produto e, principalmente, querem que elas se sintam confortáveis navegando por sua interface, contratem gente que entenda disso. Não tentem abraçar o mundo com as mãos se vocês não dão conta. Interface bonitinha não é sinônimo de interface eficiente; de tema bonitinho, sites como o Gnome-look.org e o KDE-look.org estão cheios.
Se até o próprio Charles Darwin pediu ajuda a gente mais competente que ele para analisar as amostras das evidências que viriam a sustentar as bases da Teoria da Evolução das Espécies, porque é que vocês não podem seguir o exemplo?
FAIL.
É tão difícil assim dar dois cliques no RPM e pedir pra instalar? Não dou 100% de garnatia com o KDE4, mas no Gnome é assim que eu costumo fazer. Além disso, se fosse pra levar em conta a reclamação do RPM, devia ser um artigo sobre CLI, e não sobre GUI.
O KDE4 ainda tem muita coisa faltando, e muito problema por resolver. Pra quem não quer abrir mão de certas coisas, é melhor ficar usando o 3.5 até a 4.2 ou .3...
A Fabiane se baseou no relato. Em nenhuma parte do texto ela diz que tentou fazer coisa alguma com qualquer rpm.
Achei interessante essa idéia de adicionar repositórios por um pacote, ainda mais que o método antigo também deve funcionar, lol.
Claro, só que o relato usado fala de CLI, não de GUI. Para falar mal de CLI no Linux é complicado. Ele é muito bem servido e documentado (pra quase tudo existe o man)... não é sem motivo que quem acha terminal mais produtivo, costuma gostar de Linux.
Fala a verdade: Você não leu o texto da Isis, né?
Megalopolis
Li, e mesmo com muitas críticas feitas a GUI (gráfica), você escolheu uma justamente feita a CLI (linha de comando). Só falei disso, pois de CLI o Linux tá muito bem, obrigado.
Aliás, a situação específica escolhida me parece meio bizarra, já que mesmo que ela tenha sentido falta do botão adicionar em "Software Sources", poderia ter experimentado dar dois cliques no arquivo RPM.
A crítica não foi feita à CLI, mas ao uso da CLI naquele momento específico.
Megalopolis
A Isis não está conseguindo logar com a OpenID e pediu para colar aqui a resposta dela:
Não é porque eu faço Ciência da Computação que tenho que perder meu dia atrás de pacote ao invés de estudar Haskell ou deixar de ler os artigos p/ o TCC p/ tentar achar remendo p/ essas coisas.
Se nada ficou claro, aguarde o próximo post.
Megalopolis
Escrevendo um mimimi enorme
Sinceramente por isso que gosto do Ubuntu e do Debian, no openSuse e no Fedora é repositório para isso, repositório para aquilo, repositório que não sei para quê, mas está lá, de forma que estou mais tempo colocando repositórios que instalando programas, enquanto que no Debian e Ubuntu difícilmente eu ficava colocando repositórios, pois geralmente só tinham duas arvores a arvore do Debian e a arvore do Ubuntu (mas isto é questão de politica de configuração), e tanto openSuse quanto no Ubuntu/Debian colocar um novo repositório é simple e fácil.
Agora vamos colocar os pontos nos I's, pois uma coisa é você fazer um software pago ao qual irá garantir seu pão de cada dia que necessita de uma GUI mais interativa e usável por parte dos usuários, no caso precisando e sendo por livre e espontânea pressão contratar alguém para melhorar a GUI da minha aplicação, no caso contratando uma pessoa entendida de designer para guiar os caminhos que devo melhorar, outra é você fazer algo que é de graça obviamente que faz para satisfazer suas necessidades, que disponibiliza sem nenhum custo para outras pessoas (que possam ter necesidades semelhantes), que cria um site para que as pessoas possam dar sua opnião em que melhorar ou mesmo ajudar no projeto, que você monta uma documentação que demanda tempo, mas mesmo assim muitas pessoas só ficam enxendo o saco, pois a maioria critica que é uma beleza, mas ajudar poucos ajudam, a maioria nem descreve direito a idéia que poderia ser usada no software, nem se quer desenha uma GUI melhor, resumindo você conta a dedo quem tenta participar do projeto.
Só para ter uma idéia quando o pessoal do GIMP liberou um blog para que as possoas possam mandar suas idéias de interface a maioria fazia um print scrn do Photoshop e mandava para lá, no caso estas pessoas não estavam interessadas em melhorar o GIMP, mas que o pessoal entregasse de graça um Photoshop.
Neste caso melhor que reclamar seria os designers de GUI que querem contribuir com os softwares opensources e gratuítos ao qual estão começando e que o criador do projeto ainda não tem um tostão para pagar por designers, somente a inclusão de um ponto a mais no curriculo (da mesmas forma que o desenvolvedor, que na maioria das vezes os softwares opensources só são pontos no curriculo de trabalho dele, e geralmente só dão dinheiro a longo prazo) participassem de uma forma mais consistente e bem explicada com imagens e descrição, neste caso ao invéz de só fazerem mimimi que nem Fudencio seria massa os designers de plantão falassem algo mais consistentes que coisas do tipo:
"Não é o photoshop, deveria ser igual ao photoshop..."
"Precisam melhorar, mas não sei onde, não sei o quê, sei-lá, está estranho"
"Ah isso não lança hadouken ou serve cafezinho, precisa fazer um jagdiu shifuia egbfqgefbeg fefbegbpf udgh".
frase que geralmente nem a pŕopria pessoa sabe o que está dizendo.
"Isso deveria Fazer isso, Fazer aquilo, fazer aquilo outro, dar uma meia volta, voltar aqui, adicionar aquilo executar isso"
Só se sabe que no final saiu uma coisa tão cheia de coisas que o próprio projeto nunca está pronto.
Neste caso Metas foram feitas para serem seguidas, não adianta fazermos tudo que as pessoas pedem de uma vez, pois na maioria das vezes as pessoas não sabem o que querem e ao invés de contribuir com algo mais consistente e bem explicado só fazem coisas deste tipo que na maioria das vezes só lotam foruns e criam assuntos como esse deste blog (não estou ofendendo ninguém, estou esclarecendo) que só criticam, caramba falando como alguém da área por favor faça mais e critique menos, pois muitas vezes que só critica nunca muda o mundo, sei que as criticas são importantes, mas criticar de uma forma tão generica assim só atrapalha, como se diz:
"Falar é fácil, fazer que é difícil."
Ou então melhor:
"Criticar é fácil, mas ajudar algo é difícil."
Não entendi bem de que tipo de dependência você está falando, por que o RPM desde sempre resolveu as dependências pro usuário.
Uma provável explicação para o Software Sources e a lista de Aplicações estarem vazias, é alguma outra operação de atualização ou requisição de lista de repositório do PackageKit/RPM estava rolando no fundo (ele não consegue assobiar e chupar cana ainda). Não sei se naquele momento você já tinha ou não feito alguma modificação na inicialização daemon do PackageKit, mas no Fedora com Gnome ele mostra um ícone na bandeja do sistema avisando quais operações o PackageKit está realizando, quais estão na fila aguardando e quanto tempo falta pra acabar. Isso deveria ter aparecido no KDE4 também, já que ele usa a GUI do PackageKit do Gnome.
O problema dos ícones, é basicamente por que o KDE4 não tem programas em Qt4 pra tudo, então o pessoal do Fedora resolveu misturar com programas do Gnome/KDE3 (isso não é um problema do Fedora, mas de toda distribuição que usa o KDE4 e não quer ficar capengando).
Usar o MAN como exemplo não é uma boa idéia. Poucas coisas no mundo são menos didáticas que o MAN. Isso desde o tempo dos UNIX.
bem vinda ao Linux, pq simplificar se podemos complicar kkk
assim manteremos o dominio sobre os seres desprovidos de neuronios, para eles já existe o windows do qual eu tb uso bastante kkk
..nao queremos ninguem usando mouse por qui já dizia meu avo
isso vai dar pano pra manga...
Haiku é a solução
Como a Fabiane gosta sempre de lembrar mesmo que simbolicamente das dependências o sistema de pacotes do Haiku é tipo do OS X, simples assim
Eu ainda hei de testar o tal do Haiku.
Megalopolis
A coisa já está começando a ficar interessante http://matias.archlinux-br.org/archives/507
Perfeito o artigo para nós que queremos ver o Linux com uma visão descomplicada. Ao meu ver, algumas coisas fariam o Linux decolar de vez no desktop:
- Morte do KDE/Gnome/Ogro,etc... e Todas as demais GUIs em favor de uma GUI unificada, genérica e versátil, sem frescuras inúteis, apenas o essencial para se ter o melhor, e claro, por gente que realmente vá simplificar e entender do que está fazendo.
- Unificação dos procedimentos de instalação, abolir repositórios, e os caminhos diversos que existem para cada distro para se instalar algo
- Definir uma única API de programação de GUI, sem trocentas APIs que confundem os desenvolvedores, de preferencia algo realmente compatível com outras plataformas como Windows ou MACOS
Acho que já é um começo...
# www.framebuffer.com.br #
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Sei que tem muita gente aqui que não gosta de Java e blá blá. Eu gosto mas não estou aqui para falar dele. Mas tudo bem, deixe o Java para lá que vou utilizar um exemplo. A forma que a Sun faz para ajudar a padronizar as bibliotecas para Java.
A Sun tem um site jcp.org onde são feitas todas as propostas de novos padrões e tecnologias Java. Lá eles tem um conselho formado por empresas de instituições de nome como Google, Apache Foundation, IBM e a lista vai que votam essas especificações. Lá eles funcionam da seguinte maneira por exemplo. Vamos criar um padrão de interfaces de telas para web. Ok, temos o JSF. Eles criam uma especificação em que todas as frameworks JSF deve seguir para ser compatíveis entre si. Ou outro exemplo. Vamos criar uma especificação de frameworks de ORM. Criaram o JPA e frameworks como por exemplo Hibernate ou TopLink que são compatíveis entre si, pois seguem uma especificação já criada.
Saindo disso. Qual seria minha sugestão. Podia ser criado parecido com isso para o Linux e Open-Source em geral. Que criasse padrões de bibliotecas de audio, interfaces gráficas e todo o resto. Dai podemos ter distros com bibliotecas totalmente diferentes, mas que realmente funcionem entre si.
Acho que assim acaba problemas de um simples copiar e colar que nem funciona de um software do outro, só porque usam interfaces diferentes. Que o problema que vejo no Linux é fazer aquele monte de coisa, feita por um monte de gente diferente, funcionar em 100% dos casos. No caso da Microsoft e Apple eles cuidam de tudo por baixo da GUI e da própria GUI. No Linux não. Mas nem acho que isso seja desculpa. Pois alternativas existem. Só falta organização.
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Ricardo Serathiuk
Rapaz isso complicado nem a W3C que determina as especificações ainda conseguiu resolver a bronca que existe com relação ao browsers imagina com relação as todas as bibliotecas existentes.
Existem sim padronizações para as mais diversas áreas, como o OpenGL que não é somente uma biblioteca mas uma especificação de API para todas as placas de video seguirem, o OpenAL que é para audio, o freedesktop para atalhos e instalação de aplicativos, o LSB para padronização de todos os kernel Linux existentes, entre outras.
Mas muitas delas são tão recentes que ainda não foram totalmente aceitas, uma coisa é uma empresa detentora de uma tecnologia no caso a Sun que todos ouvem para o melhor de todos e que tem forte influência em seu mercado para atender este requisito, outra é ter diversas gigantes empresas que querem ter controle sobre o seu próprio mercado e que não gostam de seguir especificações (vide Microsoft).
Como já disse projetos de especificações já existem, muitas distros não usam mais a denominação Linux para que as pessoas percebam que aquela distro é um SO independente (como no caso do Ubuntu), de forma que a própria distro tem seu padrão único que deve ser seguido.
E esse negócio de devemos abolir isso e aquilo não funciona deste jeito, mesmo que fizessem isso aposto que iriam falar outra para substituir essa causa.
Mais ou menos, o problema de seguir especificações é que elas são boas enquanto não são superadas, se são superadas, mas você está ardilosamente trancafiado numa especificação que para mudar depende de "n" fornecedores então você não avança e os outros avançam.
Unix é também uma especificação, que por beirar os ostracismo por muitos anos, veja, facilitou a vida dum SO Desktop virar um SO Server.
O que não falta no mundo Unix são especificações. E o que não falta no mundo Windows é especificação da própria MS, como ela depende dela mesma então muda a qualquer hora quando lhe for conveniente e ela não tá errada, só foi o Firefox aparecer para finalmente concientizarem que o IE precisava de atualizações. Mas seguir seus próprios padrões também traz armadilhas : o legado, as empresas não vão trocar XP por Vista e o "novo" for corromper sua estrutura atual e quem paga mesmo a MS são empresas.
O Linux não gosta de Unix embora se pareça com ele, mas segue muitas normas. Projetos independentes de software livres não tem a obrigação de fazê-lo, nem em Windows, nem em Linux.
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Não use o HIMEM.SYS, espere lançarem o SHEERA.SYS
"...o problema de seguir especificações é que elas são boas enquanto não são superadas, se são superadas, mas você está ardilosamente trancafiado numa especificação que para mudar depende de "n" fornecedores então você não avança e os outros avançam."
Eu gosto de padronização, mas isso que você citou acontece muito com o mundo java.
A complexidade das coisas chega num nível tal que no fim a pessoa está fazendo conforme a especificação, só porque ela diz que é assim.
Experimente fazer um aplicativo J2EE que acesse a Banco de dados todo "nos conformes" das especificações da crista da Onda.
Vai precisar saber 30 formatos XML, 50 especificações, e blabla. Isso que agora deu uma diminuida com a tal JPA.
Fora que as especificações especificam o que ainda não existe, não tem um banco de dados que implemente 100% o ANSI-SQL92 (15 anos atras).
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Não use o HIMEM.SYS, espere lançarem o SHEERA.SYS
Mas as especificações da JPA dizem mais respeito ao mapeamento Objeto-relacional.
A coisa que menos se preocupam é com o Banco.
Na verdade, a filosofia do hibernate (na qual a JPA é fortemente inspirada) é usar o banco como um mero repositório. O povo do Hibernate e demais ORMs estimula claramente que não se use chaves estrangeiras e outros recursos do banco. Porque ? Dizem que só incomoda... sim, não conseguiram mapear direito então tiram um(entre outros) recurso poderoso do SGBD.
Pra mim, dos ORMs só o SQLAlchemy tem méritos, justamente por priorizar ofercer todo poder do SGBD. (Storm eu não olhei direito).
"Cadê Preece? Cadê Nielsen? Cadê Cybis?"
Eu não sei. Talvez eles estejam na shell.
"Interface bonitinha não é sinônimo de interface eficiente."
Embora eu prefira "não implica em" a "não é sinônimo de" (não são sinônimos) (não estou violando minhas preferências, leia com cuidado), sou incapaz de discordar.
"...programas ótimos do ponto de vista ferramental não se preocupa com a usabilidade?"
Porque a definição deles de usabilidade é "otimo do ponto de vista ferramental", porque é exatamente essa a definição do software para eles: Ferramenta. Funcionalidade. Usabilidade. Tornar a ferramenta operável para "desabilitados" é acessibilidade, outra história.
"...porque é que vocês não podem seguir o exemplo?"
rms teve que trilhar um caminho mais "árduo" para atender às dele.
...There is no reason to complain about something that you can fix yourself...
Mesmo quando você possa mais facilmente arrumar seu precioso problema comprando um software de caixinha que atenda melhor às suas obsessões.
Also
Interface Obsession Syndrome
Interface Obsession Syndrome: Round Two
Lindo! Só mostra que, com essa mentalidade, nunca vão sair do gueto.
Esses caras nunca ouviram falar em projeto universal? Ergonomia? Usabilidade? Continuo perguntando: Cadê Preece? Cadê Nielsen? Cadê Cybis?
Megalopolis
Qual parte dos dois cliques, "install" e senha, não se encaixa no conceito de GUI com foco em usabilidade?
Até concordo que algumas poucas partes do sistema, ou não tem GUI alguma, ou a interface que tem deixa muito a desejar. Mas isso melhorou imensamente nos últimos anos, e dificilmente eu vejo alguém escrever um artigo bacana mostrando essa evolução. Não é tão difícil ver que ela aconteceu...
Caravana, eu concordo que a coisa melhorou muito, sim. Se não, eu não estaria usando Linux hoje, aqui, agora. O que parece é que essa preocupação é secundária, quando na verdade deveria caminhar lado a lado no projeto do software.
O problema é que os desenvolvedores projetam sistemas para eles próprios usarem, sem pensar de fato no usuário final. A preocupação com as GUIs não é uma paranóia, é que elas são simplesmente essenciais.
Megalopolis
O problema Fabiane, é o cobertor curto. Quem tem dinheiro pra investir no Linux, prefere investir mais na parte de dentro, e em muitos casos se justifica (na minha cabeça, pelo menos).
Exemplos disso: poderiam ter focado em fazer um belo painel de instalação de impressora, de configuração de rede, ou da parte gráfica, mas que teriam que ter muitos caminhos, alguns um pouco obscuros, dada a incapacidade do sistema de automatizar alguns passos para o usuário. Estamos falando daqui, basicamente do YaST, que se você já experimentou, deve ter visto a infinidade de opções que ele acaba pedindo pro usuário.
Com as modificações e o tempo gasto pra melhorar essas três partes do sistema, o que você precisa fazer hoje, em geral, pra fazer funcionar uma impressora, conexão de rede ou monitor secundário (claro que estou assumindo que ninguém aqui usa o Satux Linux), é plugar e fazer uma ou outra configuração quando se aplicar. Nesses casos aqui, onde a interface foi praticamente escondida (system-config-printer, network-manager e displayconfig-gtk), eu acho que o dinheiro foi muito bem aplicado nas camadas mais baixas do sistema.
"Quem tem dinheiro pra investir no Linux, prefere investir mais na parte de dentro, e em muitos casos se justifica (na minha cabeça, pelo menos)."
Não é somente na sua cabeça. Esses tempos surgiram algumas críticas que o desenvolvimento do Kernel estava muito dedicado a questões que os usuários comuns não se beneficiariam, ao menos não muito.
E surgiu essa questão de que as empresas que dão suporte ao desenvolvimento do Kernel (com gente e/ou dinheiro) como a IBM e Red Hat investe em melhorias para o mundo dos servidores, do alto desempenho.
Assim é a vida. Quem paga mais, tem melhor atendimento. Mesmo em SL o dinheiro também manda as vezes
.
E é exagerado esse ar de escândalo quanto aos usuários não serem privilegiados. Principalmente quando se encontra aquele tipinho que não adianta o Software funcionar e até ser usável e tralalá...ele olha, usa um pouco e depois diz "ah, mas é diferente do que estou acostumado".
Ou seja, volta-se a velha questão, as pessoas querem o que estão acostumadas. Sendo diferente já é "errado".
O Firefox é exemplo, tem muita gente que usa e acha melhor que o IE, interface e usabilidade inclusive. Mas tem muito usuário que você mostra e acha ruim só por ser diferente. Preferem até abrir várias janelas ao invés de abas.
Assim como o Vista não "pega" porque é muito diferente do XP. Segurança, melhor arquitetura... nada conta pra esse tipo de gente. O que tem de Vista por aí na maioria é de gente que comprou notebook com ele "de brinde".
(Esses últimos casos sei que não se aplicam a essa garota.)
Fabiane, você tem de entender... não é apenas questão de priorizar simplesmente o funcionamento. É mais simples, alguém que é Ninja em C e assembly, muito provavelmente não é bom em Design e só quebra um galho. Num gesto de muito boa vontade, quase nunca reconhecido.
Várias vezes já pensei isso quando programo algo que é para usuários finais: "Car... como minhas janelas são feinhas, comunzinhas."
Deve existir pouquíssima gente que entenda de IHC(ou seja qual a sigla atual) em projetos de Software Livre.
Creio que isso sofre do mesmo mal que os jogos. Jogos estão em um nicho que acho dificílimo que projetos livres tenham sucesso.
Necessita de gente fora da parte de programação. Projetos de Software livre dependem de gente disposta a sacrificar seu tempo. Com possibilidade de não receber dinheiro tão cedo ou nunca receber.
Creio eu que existam muito mais programadores no mundo do que gente de IHC ou artistas. Dos programadores, apenas um pequeno percentual se dedica a projetos de SL. É natural que do pessoal da parte artística haja menos gente ainda.
Questão de cultura também, se para cara programador que decide fazer um projeto em SL já existe uma manada de wintards berrando que ele é burro por "dar o trabalho de graça", imagine então para pessoal de arte que nem tem esse hábito.
Então Fabiane, você poderia ajudar uma distro, ou divulgar entre os teus colegas da área que é uma chance de praticar o que sabe em algo real. Absurdo isso ? Ok, então continuemos reclamando, outros respondendo, e assim continua tudo como está..
Nem tanto ao mar, nem tanto a terra.
Existem ótimos profissionais de interação envolvidos em projetos abertos. Veja.. não estou falando de programadores que se meteram a fazer o serviços dos designers. Aqui, por exemplo, você encontra os profissionais de usabilidade do KDE, que não são tão poucos assim e fazem um ótimo trabalho!
Uma outra situação que acontece também, é que muitos estudos são feitos, problemas são levantados, fazem testes, tudo bonitinho e... tal como acontecem nas gigantes, também acontece no Linux... advinha? Algumas soluções são postergadas por que design é frescura.
Essas situações tem sido cada vez menos comum, e muita coisa tem melhorado no Linux. Que melhore cada vez mais!
Para o KDE 4 deram uma boa reforçada para gente dessa área.
Ele me parece muito bom como GUI, falta mesmo é portar mais aplicativos que ainda só existem para KDE 3.
Mas como falei antes...
Além de ter pouca gente dedicada e com talento para isso nos projetos... tem a questão do simples demanda.
O caso é que, mesmo que tivesse uma interface mega ultra linda, simples e dummy-friendly... O emo ia usar, achar lindo, chorar... Daí ia tentar usar alguma câmera doida pra publicar fotos no Orkut e não ia ter Driver: "Nha, xisteminh moh ruim, num serve pra nda".
Por isso tudo que é baixo nível deve ser prioridade, firula se faz depois. E se ofender depois, sinto, mas isso de FATO é secundário. Mesmo no windows e mac.
Garanto que se botassem a interface e todas as facilidades que o Mac tem em cima de um Windows ME, a miguxada ia xiar muito mais do que ter uma interface de Windows 2000 sobre um Mac bem estável.
Então... que agradeçam aos "brutos" e "bitolados" do FreeBSD que construiram um sistema sólido durante anos. E ao talento do Jobs que soube fazer as frescuras por cima sem estragar nada.
Exatamente por isso que se alguém tem a pretenção de manter um projeto sério, tem que procurar o pessoal da IHC, e não fazer as coisas no chute.
Megalopolis
Puts, esse seu "projeto sério" é lamentável.
Seu conceito de sério é que ele seja agradável e que permita até o maior salsa usar.
Ótimo, é o ideal, mas as coisas não acontecem assim do dia pra noite, vão evoluindo.
"tem que procurar o pessoal da IHC, e não fazer as coisas no chute"
Como falei... o inverso é verdade, se alguém de IHC quiser ser voluntário, não vai ser barrado. Se com "procurar" você quer dizer só "contratar", complica.
E se a única maneira for "fazer no chute", que faça. Deixar de fazer porque vai magoar o coraçãozinho dos IHCistas (e usuários mais sensíveis) que não tem cabimento.
Mas essa discussão faz voltar aquela da tolerância diferente pros SO.
Do Linux sempre querem perfeição, caso contrário "não está pronto para o Desktop". E a "perfeição" é discutível. Tem de ver se pra quem pensa assim perfeição é somente ser igual ao que já está acostumado: Windows ou Mac.
Hum, o jeito como ele escreve é definitivamente melhor que o seu, muito mais usável e funcional
.
"Com essa mentalidade, nunca vão sair do gueto!"
Isso é absolutamente correto. Pois você define o gueto exatamente como o lugar do qual com tal mentalidade eles não iram sair! Veja, talvez eles nunca vão sair do gueto porque eles não precisam.
Seu conceito falso e inadequado de usabilidade não é universal. Só é pretensioso, pois, para declarar significativamente algo como universal você precisa ter um modelo adequado de como o universo funciona. Como você não pode, o universal só se aplica ao seu modelo inadequadado e não ao universo, portanto não é verdadeiramente universal.
.
Creio que esse design universal que você cita é aquela ladainha do acesso universal, ou "como redesenhar coisas que já são usáveis pra que elas sejam acessíveis à vários tipos de seres humanos e desumanos", portanto é Acessibilidade
Vocês designers devem adorar reinventar a roda, até porque, convenhamos, esse é o seu trabalho
Veja por exemplo uma espada. Ela pode ser linda para alguns, para outros somente é uma maneira eficiente de matar os outros ou simbolizar o poder (veja BFS e dores na coluna), e ela costuma ser uma baita ferramenta nas mãos de um profissional. Algum bebê que não entende como mexe em espadas pode se cortar com ela. O Hawking pode reclamar que ela é difícil demais de ser manuseada com a língua. Pra alguma forma de vida superior à nossa que é completamente pacífica, ela é só uma piada de mau gosto de como as espécies inferiores gostam de se ferir.
Nosso ponto de vista é exemplificado exemplarmente (lol) pelo armeiro de um dos primeiros volumes de Kozure Okami. Ele tem 3 discípulos, e pergunta para cada um qual é a qualidade que define uma arma (de fogo):
_Ela deve ser bela, com vários entalhes e decorações - responde um.
_Ela deve ser barata, pra você vender muitas e poder armar exércitos gigantescos - responde outro.
_Ela deve ter bastante alcance, porque é isso que a diferencia das espadas, e tendo bastante alcance ela protege o portador - responde o terceiro.
_Vocês estão todos errados. A qualidade que define uma arma, a sua essência, o que é de mais importante nela, é MATAR. É pra isso que ela serve, MATAR. Todo o resto é secundário diante da MORTE que ela deve entregar...
Daí ele fala mais algumas coisas, e etc e talz, e no final CHACINA ELES TODOS com o novo trabucão experimental dele. Dae ele entrega pro Lobo Solitário e filhote o projeto da BFG experimental dele, pra que ele a use para MATAR grandes números de pessoas em grandes chacinas lendárias, para que isso ative a curiosidade de todos os armeiros japarongos pra criar um arma melhor e que MATE mais, assim reacendendo seu "verdadeiro espírito de designer" e essas nabas.
http://usabilidoido.com.br/design_de_interacao_ale...
Megalopolis
Esse livro é excelente! Só li os primeiros capítulos pra matéria de IHC do curso, e ainda não pude comprar (na fila está o livro de padrões de projeto da gangue dos quatro, e o de SO do Tanenbaum), mas assim que puder comprarei. =)
Eu já tenho o meu. Cem pilas muito bem investidas.
Megalopolis
Ah sim: Se design pra você é inventar firula, sinto muito, mas você não entendeu que a palavra significa "projeto". A forma segue a função, não o oposto, já dizia Mies Van Der Rohe.
Design universal é mesmo uma palavra pretensiosa demais, mas há um detalhe no penúltimo parágrafo do texto que faz toda a diferença: público-alvo. É óbvio que um design de interface não vai, de modo algum, cobrir todas as possibilidades de tipos de usuários, mas deve pelo menos ser bem desenvolvida para que dentro do possível, todas as pessoas de um determinado grupo específico de usuários possa usá-la sem problemas.
Megalopolis
Mas isso é Acessibilidade. É "redesenhar coisas que já são usáveis pra que elas sejam acessíveis à vários tipos de seres humanos e desumanos".
http://usabilidoido.com.br/usabilidade_na_acessibi...
E não, não são coisas que já são usáveis.
Megalopolis
Hum, vou conjurar a Acessibilidade para redefiní-la usando SEUS termos.
Tornar Acessível: "redesenhar algo que funciona bem pra que isto funcione bem com vários tipos de seres humanos e desumanos". É o processo necessário e adequado para que aquilo que você descreve no seu primeiro parágrafo:
"..adaptar algo que funciona bem em um ambiente para outro completamente diferente..."
ADIANTE, nas suas próprias palavras; mais especificamente no caso em que a mudança de ambiente implica na mudança de usuário.
Naquilo que você chama carinhosamente de gueto, usabilidade é funcionar bem, nada mais, nada menos. Assim como OVNIs são OVNIs.
Ah meu Zarquon, eu desisto. É o mesmo que tentar explicar física pra mim mesma.
Megalopolis
Então é por isso que não conseguiu explicar direito, pois nós somos seres exatos que estuda uma ciência exata e se você não consegue explicar física para si mesma então como vai querer explicar noção de usabilidade para pessoas que nem conseguiria explicar física?
Isso me lembra de o Exterminador do Futuro 2 quando o garoto tentava explicar para exterminador que não deveria matar as pessoas pois é errado enquanto o exterminador perguntava o porquê disso.
Eu entendí o que ela disse.
E programo em C nas horas vagas.
Também programo em C/C++ nas horas vagas e em Java integralmente, mas será que você entendeu o que eu realmente quis dizer?
Eu creio que sim.
Não dá pra voce botar a culpa na forma de explicar dela, por não ter entendido. Eu também sou um ser "de exatas" e entendí.