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A Descolagem #3 teve altos e baixos, com gente que tinha conteúdo mas não sabia apresentar e gente com conteúdo chato fazendo apresentações chatas. O tema foi A Escola no Século XXI, mas o zumbi Paulo Freire e a postura de Professor Mestre Absoluto Calaboca e Aprende ainda é dominante na mente do magistério.
Por isso causou polêmica entre as cabeças coroadas a palestra do Luli Radfahrer (não vou conferir se acertei), que tirou o professor do pedestal e mostrou que não interessa pra ninguém saber o que é uma monocotiledônea, e que se o aluno quiser saber os afluentes da margem esquerda do Amazonas, ele vai no Google e pesquisa.
O que a escola tem que ser é um lugar onde o aluno aprende a gostar de aprender. Onde ele desenvolve não o conhecimento, mas a curiosidade. Como em Big Bang Theory. Quando os personagens roteiam um sinal dando a volta ao globo para acender a luz da sala, o mundo se divide em dois grupos: Os que perguntam "por quê?" e os que respondem "porque podemos!"
A palestra do Luli, na íntegra, pode ser vista aqui. E se você adorou a apresentação dele no MeioBit Camp, acredite: Esta é melhor ainda.
Meus dois centavos:
Para quem se interessa pelo assunto (tecnologia e educação), o professor Valdemar Setzer (IME-USP) será entrevistado no Roda Viva (2a. feira dia 1/12 às 22h10) por conta de um artigo publicado por Ethevaldo Siqueira no jornal O Estado de São Paulo. O artigo cita várias idéias apresentadas pelo prof. Valdemar.
Um estudo (pesquisa) feita nos EUA com alunos para saber o que eles pensam sobre a escola:
http://www.youtube.com/watch?v=dGCJ46vyR9o
Abri meu email há dois minutos atrás e li um email do Roda Viva falando a respeito do próximo programa. Logo depois, vim no MB e li esse post. Acho que será uma entrevista sensacional, como a maioria das entrevistas do Roda Viva, único programa da televisão brasileira que faço questão de assistir.
O Sistema de ensino do Brasil é muito atrasado para fazer incentivos desse ponto, os professores deveriam buscar meios de incentivo dos alunos fazerem bons trabalhos utilizando vários materiais disponiveis e não simplesmente fazer recortes de revistas ou jornais, as vezes forçar um trabalho sem dar meios alternativos que o façam interessante nos leva ao velho CTRL + C, CTRL + V. Excelente palestra, o Luli é um "animal" no bom sentido
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Pangamirratomiruaro...
H123er,
Os professores? Moço, os professores tão na pior....na minha família tenho duas professoras de escola pública e entre meus amigos tenho professores universitários, que dão aulas em fac.de Direito particulares e na FATEC; em quaisquer dos estabelecimentos, o salário é uma vergonha.
Na Fac.Direito, meus amigos professores alegaram que não podem 'pegar pesado' nas provas ou trabalhos pq se os alunos reclamarem, seus empregos são ameçados; um professor de matemática (da mesma universidade) foi demitido pq a maior parte dos alunos ficou de dp na matéria dele (deu uma olhada no programa e aquilo era matéria de 2º grau); uma professora da FATEC disse que numa outra univ. em que ela dava aula, quando ela apresentou o título de mestrado dela, foi demitida. Motivo? O 'quadro' já estava preenchido (se eles continuassem com ela, teria de aumentar-lhe o salário). Minha prima (professora de 2º grau em escola pública) teve de trocar de carro (por um mais ferrado) de tanto que riscavam e furavam os pneus do anterior.
Os professores são reféns dos estelionatários educacionais; não se encquadrou? Dançou! E por mais que alguns ainda queiram fazer algo que preste, estão com mãos atadas.
____________
Abraços!
'...O ciúme é monstro que se gera em si mesmo e de si nasce....' Otelo, o Mouro de Veneza (Shakespeare)
Palavras Sussurradas
Precisamente. É o nivelamento por baixo: já que tudo hoje precisa no mínimo de nível de graduação, precisa ser fácil dar diploma pra todo mundo. É a lei do mercado emburrecido.
Logo, logo teremos ofertas de estágio/trainee com requerimento mínimo de doutorado. E, claro, vai ser fácil tirar um desses em uma faculdade online da vida...
Acredito que hoje todos os trabalhos são ctrl+c ctrl+v. Dificilmente alguém vai fazer uma pesquisa, resumir e alterar o conteúdo conforme os conhecimentos adquiridos durante o estudo e pesquisa. A internet está aí. Os trabalhos já estão pronto. Além disso falta o conhecimento dos meios online para os professores, que ainda parecem estar na época da pedra redonda.
Abraços,
E não esqueçam, visitem o:
Blog do Monthiel
ainda bem que tenho o costume de reler o texto

pois eu já ia perguntar se hoje a roda não é redonda
ai eu vi que vocecolocou pedra redonda, que vacilo seria o meu, essa mania minha de processar as coisas antes de terminar de ler
já fiz cada questionamento louco por conta disso.
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Tem Dias que a noite é F****
Antigamente o ensino era muito melhor e as pessoas sabiam mais (fato comprovado até pelas Polyanas do Ensino). Isso quando professor estava num pedestal, significando que ele era respeitado, diferente de hoje.
Quer comentar a respeito?
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Eu assinaria aqui, mas sou analfabeto.
Ceticismo.net
Desde quando respeito significa hierarquia "militar"? Aliás, isto é o oposto de respeito: respeito é não invadir o espaço da outra pessoa pelo simples fato de ela ser outra pessoa. Hierarquia te força a "respeitar" outra pessoa por medo. O que não é respeito, é política.
O que acontece é que a sociedade evoluiu, e o modelo antigo não está funcionando mais. Os novos são complexos e difíceis, e não há incentivo do governo neles.
As coisas mudaram: disseram aos nossos pais e professores que eles não podem mais nos dominar completamente, que isso é cruel, que isso é errado. Eles entenderam. Mas, infelizmente, para esses que só seguiram na linha porque eram dominados, eles não aprenderam a cativar os filhos e alunos.
O problema não é estar no pedestal, é querer estar lá por força bruta, "militarismo", e não estar lá porque os alunos o admiram.
Meio off... O que eu acho engraçado, é que toda ciência ou quase ciência evolui. Toda, TODA mesmo. Ai quando tentam evoluir a pedagogia, o modelo jesuístico auto-intuitivo de 4 mil anos atrás continua sendo o melhor... É o que o Luli chamou de "retro-tio".
Minha visão sobre o assunto:
Antigamente (antigamente MESMO) as pessoas saíam da quarta série e já podiam dar aula. Sabiam muito bem o básico de português, ciência e matemática.
Hoje tenho alunos quase formandos que não sabem escrever direito. É só ver alguns escritores de blog para ver o tamanho da encrenca. Já vi também quase formando em Engenharia que não sabe o mais elementar de cálculo.
Fato: antes as pessoas aprendiam mais. Hoje a informação está disseminada, mas eles priorizam o que é relevante para eles. Antes o pessoal lia os livros clássicos. Hoje os alunos lêem o básico (leitura de verdade) e 90% da leitura é MSN/Orkut. Se é certo ou errado eu não posso julgar, mas isso é fato. O tempo gasto "on-line" é muito maior que "off-line".
Respeito:
Aluno que não aparece nas aulas, que sai sempre antes do término da aula, que não faz nenhum dos exercícios e ainda fica fazendo brincadeiras, eu considero que é uma pessoa que não respeita nem os colegas, nem o professor e muito menos o dinheiro do pai.
Sem falar naqueles alunos que ameaçam professores (já vi isso acontecer), que depreda o veículo de outro e que fala com o professor (ou colega) de maneira não educada.
Na verdade a palavra correta não é respeito, mas educação. Falta um pouco de educação em grande parte dos alunos. Acho que a frase aquela "cadê o respeito" poderia ser usada.
Mas tem razão em dizer que confunde um pouco com hierarquia militar. Mas acho que não é o caso.
Excelente visão. Não vai precisar de óculos tão cedo...
E isso é no mundo todo. No japão e china muitos se preocupam com o fato de que muitos não sabem mais escrever os ideogramas kanji: simplesmente digitam no micro, mas não sabem desenhá-los no papel.
No ocidente, e não só no Brasil, chats expõem um nível literário primário, raso, pueril e gramaticalmente asqueroso. O homem moderno chateia por meio de one-liners perl padrão, como "k tc? rsrsrs", "huashiahuhausi mto boa!" dentre outras pérolas. Acho que estamos caminhando rumo a grunhidos bestiais novamente, se heavy metal e melôs de funk são alguma indicação.
Matrix seria uma possibilidade para o futuro, estarmos dormindo em uma terra de sonhos virtual, submersos em nossa própria baba. Mas me pergunto por qual razão as AI manteriam uma criatura tão inútil e desprovida de propósito. Pena? Um futuro a la Terminator é bem mais provável e espero que as máquinas vençam. E talvez as máquinas sejam fanáticos religiosos, como BSG bem percebeu...
Não sejamos tão trágicos. Ainda tenho esperança (cada vez menor, mas tenho): sou brasileiro...
Isso é realmente fato? Não sei até que ponto isso é verdade... Em assuntos escolares, eu sei mais que meu pai. E a maioria dos meus amigos sabe mais que os pais deles também... Mas é claro que isso é só uma evidência anedótica.
Depende do ponto de vista. Eles em quatro anos saiam aprendendo a ler, escrever e fazer contas. Hoje alguns universitários não servem nem para cobrador de ônibus, já que não sabem calcular o troco.
Como falei, os interesses são outros e você sabe mais do que eles aquilo que te interessa. Hoje temos muito mais informação à nossa disposição e isso é bom. Mas muitos não sabem filtrar o que é útil.
Não exatamente, naquela época somente alguns míseros (da alta nobreza) podiam ter um professor para aprender, onde o mesmo era denominado como mestre e não exatamente professor, além de serem extrememante caros naquele tempo, sem contar que a quantidade de informações era extremamente escassa.
Só para ter uma idéia aprender metemática com um destes mestres era a mesma coisa de aprender o Fa com Sakiamuni, no caso difícil de encontrar e ainda mais difícil de querer ensinar, já que naquele tempo tal conhecimento era precioso e escasso, contudo na Grécia antiga aprender filosofia você aprendia em qualquer esquina, mas mesmo assim era um quase nada.
A situação piorou na época da Idade Média, justamente porque a igreja católica começou a caça as bruxas, no caso qualquer resposta que fosse de conflito a igreja era motivo de morte até a Idade Moderna era assim, com excessão é claro da região oriental, contudo lá para aprender alguma coisa que preste com alguém precisava desembolsar uma quantia absurda de recursos e consegui converce esse mestre a lhe ensinar.
Mas se observa o que ocorre mesmo é que a quantidade de pessoas interessadas em aprender continua ainda constante, neste caso a população aumentou contudo a alphabetização da população continua a mesma só diferenciando quando se chega a universidade, já que muitos fazem seus estudos universitários mais por prazer do que simplesmente pensar como aluno de primário, lógico que existem aqueles que não valorizam a universidade, mas este fato é devido a aquela área não ser sua área de interesse.
Para ser sincero no meu tempo de colégio eu era considerado um sabe tudo, justamente por ser viciado em informação, de forma que muitas das informações dadas em sala de aula eu aproveitava o máximo possível, contudo percebir que aquilo que era apresentado era muito escasso, para ser sincero muitas daquelas coisas que eram apresentadas eu já conhecia, pois minha infancia foi assistindo a tv cultura, globo ciência, planeta terra, tele curso e telecurso 2000, de forma que o que era apresentado em sala de aula era estupido e desinteressante, poucas vezes viasse algo interessante ou inovador, só a matemática era pura teoria de forma que difícilmente via aplicabilidade prática daquilo apresentado, por exemplo o telecurso passava mais fatos práticos que somente teóricos do uso da matemática de forma que via utilidade e estimulava a comprender aquilo completamente, mas no colégio qual a vantagem?
E para piorar eu aprendia as coisas mais em casa do que no colégio.
Não sou o Jonny Walker, mas walk mais que ele...
Só para ter uma idéia aprender metemática com um destes mestres era a mesma coisa de aprender o Fa com Sakiamuni, no caso difícil de encontrar e ainda mais difícil de querer ensinar, já que naquele tempo tal conhecimento era precioso e escasso, contudo na Grécia antiga aprender filosofia você aprendia em qualquer esquina, mas mesmo assim era um quase nada.
A situação piorou na época da Idade Média, justamente porque a igreja católica começou a caça as bruxas, no caso qualquer resposta que fosse de conflito a igreja era motivo de morte até a Idade Moderna era assim, com excessão é claro da região oriental, contudo lá para aprender alguma coisa que preste com alguém precisava desembolsar uma quantia absurda de recursos e consegui converce esse mestre a lhe ensinar.
Quem falou em idade média ou antes disso? Eu falava da época de meus pais (e provavelmente seus avós). Pergunte como era a educação antes. E não era elitista. Meus pais vinham de uma família pobre e estudaram em escola pública. Eles falam que não tiveram muito estudo, mas se colocar eles com alguns colegas professores, acho que eles sentirão vergonha da falta de conhecimento de alguns deles.
Sim, a proporção de interessados por desinteressados diminuiu drasticamente. Para quase ZERO! Neste semestre tenho dois alunos que se salvam.
Mas eles não te ajudaram a escrever corretamente.
Isso ocorre com freqüência. Os alunos que têm interesse pelo conhecimento, não se limitam ao que aprendem na escola.
Mas, conforme você mesmo comentou, as escolas atuais não estão ensinando o que deveriam. Isso é um fato. Por isso reclamei que muitos saem da universidade sem aprender a escrever. Voltando à discussão inicial, antigamente as escolas eram mais eficientes.
Estamos de acordo?
Quem falou em idade média ou antes disso? Eu falava da época de meus pais (e provavelmente seus avós). Pergunte como era a educação antes. E não era elitista. Meus pais vinham de uma família pobre e estudaram em escola pública. Eles falam que não tiveram muito estudo, mas se colocar eles com alguns colegas professores, acho que eles sentirão vergonha da falta de conhecimento de alguns deles.
Estava referindo ao fato de a própria história apresentar a constante do ensino, contudo devesse considerar que a época de teus pais e avos está também submetida a época da ditadura militar onde os livros e documentos históricos eram constantemente ocultados ou mesmo distruídos, aqui em casa tenho os livros desta época e vejo o limite de informações, considerando também que nesta época a filosofia ainda era algo que era levado a sério possibilitando a teus antepassados a buscarem aprender tudo que não era permitido e a se superarem em relação a época.
Contudo quando os ditadores descobriram que o aprendizado a filosofia fazia as pessoas a se questionarem e buscarem melhorar suas condições, foi o começo da estupidez humana no Brazil, de forma que o resultado atual se deriva muito a essa atitude além de também a destruição a pessoas que buscavam melhorar tais condições, no caso criando o famoso argumento:
"De que ainda fazer isso? é perda de tempo meu filho"
Mas em relação ao ensino chega aquela condição contraditória, no caso é aquela história de quem nunca teve comida vai saber a valorizar a comida quando receber.
Mas eles não te ajudaram a escrever corretamente. Evil
Na realidade ajudaram, contudo geralmente em blogs e conversas pela web eu não uso o real conhecimento de português, muitas vezes por não concorda com a própria lingua, uma das coisas que mais detesto é acentuação, por exemplo. Neste caso limito o uso dar norma culta a artigos, livros e poemas que escrevo, dos quais estes necessitam de uma linguagem mais coloquial.
Antes até que tentei usar o conceito de norma culta durante meu ato de escrever e falar, ao qual não foi uma atitude muito sábia de minha parte, de forma que muitos pensaram que eu estivesse na casa dos 80 justamente por minha forma de escrever, enquanto que com minha forma de falar altamente de acordo com a normal fez com que muitas pessoas não conseguissem conversar comigo, já que só conseguia conversar apenas com pessoas de 40 a 80 anos.
E o que me deixa mais irado sobre tal assunto é justamente o uso errado de forma constanto do pronome de caso reto ("tu"), origem esta atribuída a própria televisão, onde uma de suas principais precursoras é justamente Xuxa, além de diversos vícios de origem Carioca.
Isso ocorre com freqüência. Os alunos que têm interesse pelo conhecimento, não se limitam ao que aprendem na escola.
Mas, conforme você mesmo comentou, as escolas atuais não estão ensinando o que deveriam. Isso é um fato. Por isso reclamei que muitos saem da universidade sem aprender a escrever. Voltando à discussão inicial, antigamente as escolas eram mais eficientes.
Estamos de acordo?
Em nenhum momento estou confrontando contra teu argumento, de forma que parte deste post deriva de um comentário anterior, mas com toda certeza estamos de acordo.
Não sou o Jonny Walker, mas walk mais que ele...
Tá forçando a barra, tio.
Eu faria uma pequena correção:
Fato: antes as pesoas que estudavam aprendiam mais.
O que acontece é que antigamente o nível de escolaridde nacional era muito menor, mas aqueles privilegiados que estudavam, de fato aprendiam muito mais.
Hoje, com novas leis, toda criança/adolescente (ou quase toda) estuda, mas do quê adianta aumentar o nível de escolaridade se o nível de conhecimento vai "pro saco"?
Os "assuntos escolares" de hoje não são mais os mesmos de 20 anos atrás. São muito inferiores e muito menos explorados pelos professores/alunos.
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"Uso Windows, uso Linux, Mac OS, Symbian, DOS ou bloquinho de papel. O importante é que funcione!"
Olha, salsinha, atualmente 90% da minha leitura é o google reader. Eu só consigo ler um ou dois livros de verdade por mês. E o nível da educação.
Você sabe o que é útil e tem o conhecimento básico suficiente para encontrar o que quer e usar essa informação. Veja que dos 90% de leitura é informação. Se você gastasse todo esse tempo com Paulo Coelho, você não seria o Bigode. Seria talvez... salsinha?
Paulo Coelho é sacanagem...
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Abraços!
'...O ciúme é monstro que se gera em si mesmo e de si nasce....' Otelo, o Mouro de Veneza (Shakespeare)
Palavras Sussurradas
Eu li 2 livros dele. Devem ser os mais cornos, aliás. Diário de Um Mago e O Alquimista. A única parte interessante é a técnica da educação por flagelação digital que ele descreve em um deles (não me lembro qual, os dois livros são meio iguais sabe....).
Salsinha,
Acrescento que escola não é para educar (educação se recebe em casa), mas para ensinar matemática, português, et e all.
Na minha época, minha mãe me ensinou que tinha de respeitar os professores, funcionários e colegas, bem como tirar boas notas. Ela olhava meus cadernos todos os dias, telefonava para a professora para saber se havia algum trabalho a ser feito e se eu e meus irmaos estávamos nos comportando bem e....ai de nós se fizéssemos alguma bobagem: ela nos castigava seriamente, ou nos privando de algo que gostávamos ou com 'joelhos no milho' mesmo.
E, quer saber? Esse negóciod e que a mãe não pode nem encostar no filhote que já pode ser denunciada no conselho tutelar é uma merda. Patada de galinha nunca matou pintinho e pais equilibrados e conscienciosos sabem 'castigar' seus filhos sem excessos. Eu era uma praga quando criança, e se não tivesse tomado alguns sopapozinhos, provavelmente teria virado uma marginal ou coisa pior.
Minha tia tem uma filha adotiva com 16 anos; ela tem seríssimas dificuldades no aprendizado e um certo retardo, minha tia se esforça para dar a melhor educação, mas enfrenta dificuldades enormes para isso: resolveram colocar a menina numa classe de pessoas que não tem essa dificuldade, extinguindo as classes apropriadas. O argumento foi 'não podemos discriminar quem tem retardo ou dificuldades mentais'. Acabou que minha prima, que não tem a mesma capacidade intelectual que as outras, não consegue acompanhar e ainda assim é aprovada. Minha tia tentou encontrar escolas com classes apropriadas, foi até o fim do mundo e descobriu que em sampa isso é muito raro (não existem vagas disponíveis). Foi no tal do conselho tutelar e eles disseram que não poderiam fazer nada.
Até ai, tudo bem (mais ou menos, né?). Só que minha prima foi assaltada (roubaram-na no ônibus) e sabe o que aconteceu? A merda do conselho tutelar abriu um processo investigatório contra minha tia por 'negligência', como se a responsabilidade pela segurança pública fosse de minha tia e não do Estado. Minha tia foi lá e explicou que deixava a minha prima pegar ônibus por entender que ela tinha de ser ensinada a se virar - na medida do possível - e que não via nada de mal pois a distância percorrida era de cerca de 3 km. Por fim perguntou como eles podiam fazer algo no caso do assalto e não podiam fazer nada no caso mais sério que ela relatou (inexistência de classes especiais). Recebeu a bunda como resposta.
Os problemas d educação não terão solução enquanto esse grupo de estelionatários estiverem fazendo pressão para que nada melhore e enquanto pessoas que nunca pisaram numa sala de aula estiverem a tomar decisões sobre os rumos dela.
'Eu finjo que aprendo, vc finge que me ensina e assim caminhamos pro buraco'.
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Abraços!
'...O ciúme é monstro que se gera em si mesmo e de si nasce....' Otelo, o Mouro de Veneza (Shakespeare)
Palavras Sussurradas
'Eu finjo que aprendo, vc finge que me ensina e assim caminhamos pro buraco'.
Falou tudo. Para os políticos melhor que todos sejam burros.
Cabe a nós fazer pressão para que isso mude. Não agüento mais ver alunos saindo da universidade sem saber escrever. Eu não deixo isso acontecer (o Fabião sabe do que estou falando). Mas tem colegas que cedem à pressão do "mercado".
Mas você sabe que isso é mais um problema cultural que um problema de ensino.
Não sou o Jonny Walker, mas walk mais que ele...
Se alguém sai da universidade sem saber escrever, é um problema do ensino. É um problema nosso.
Verdade, contudo deve ser lembrado que atualmente muitos dos alunos utilizam de direitos inexistentes ou mesmo de ameças, na faculdade onde estudo um professor acabou passando muitos alunos dos quais eram para ser todos reprovados, mas o motivo disto se deriva ao fato de os alunos discutirem e até brigar com o professor.
Neste caso você já deve ter visualizado isto ou mesmo ter passado por tal problema.
Não sou o Jonny Walker, mas walk mais que ele...
Em escolas particulares, existe uma ameaça que é difícil confrontar. Os alunos pagam e querem passar sem ter o trabalho de estudar. Quando um professor exige estudo, ou resolve reprovar, eles ameaçam abandonar o curso. A diretoria e a coordenação resolvem agir e pedir para o professor "resolver a situação".
Não precisa de uma ameaça direta ao professor. Basta atingir a faculdade em seu ponto fraco ($). Afinal, a grande maioria delas já virou comércio. Muitos professores reclamam dessa situação, mas poucos têm coragem de agir.
Desde de quando eu nascir eu era um verdadeiro demônio, tanto foi que meu gênio era estremamente forte, de forma que até o pediatra disse a minha mãe se caso ela não batesse desde de aquela idade eu hoje que bateria nela.
No colégio até os meus seis anos de idade roubava, destruia e brigava sem dó nem piedade, teve épocas que preparava as astúcias mais crueis só por pura diversão e curiosidade.
Mas aos poucos meu comportamento foi mudando e ficando menos cruel justemente por conta da educação rígida que foi empregada a mim pelos meus pais.
Não sou o Jonny Walker, mas walk mais que ele...
Pryderi,
poucas pessoas sabiam mais. O ensino podiam "ser melhor" mas era luxo. O resto não tinha acesso NENHUM a escola. E o que as pessoas sabiam? ler Latim, o que é uma monocotiledônea, o que é um objeto direto ou em que século aconteceu a queda de Constantinopla.
O desafio de hoje é massificar a educação sem comprometer a qualidade. É ensinar a viver em um mundo onde ler falar Latim, o que é uma monocotiledônea, o que é um objeto direto ou em que século aconteceu a queda de Constantinopla estão à distância de um clique!
O professor não é mais transmissor de informação. Ele é pior do que a Internet nisso! Ele precisa mediar informação, precisa ensinar a interpretar informação.
Saber o que é uma monocotiledônia não faz nenhum sentido sem saber o impacto desta informação na vida.
Você entra em um terreno perigoso fazendo tais comentários.
De certo que saber Latim hoje em dia não serve pra muita coisa, a menos que você seja padre ou ligado a biologia. Só que há um problema muito grande quando nós passamos a querer julgar o que é mais importante aprender, ou não: Afinal, saber falar e escrever corretamente nossa própria língua pode ser considerado inútil para muita gente que vive no MSN e no Orkut perpetuando as barbaridades linguísticas habituais: Já ouvi incontáveis vezes algo como "aqui não é fórum de tecnologia, não de português", ou "para com isso, professor Pasquale"...
Professor precisa ensinar a interpretar informação SIM, mas tá longe de ter virado figura obsoleta na transmissão pura e simples: Não dá pra querer que nossas crianças e adolescentes (e os adultos também) aprendam o que é monocotiledônia numa wikipedia cujo artigo sobre o assunto pode ter sido escrito por um mecânico.
A bem da verdade, internet jamais será meio confiável de informação, e se um dia ela substituir o professor no dever de informar, estaremos no último estágio antes da "idiocracyzação" da sociedade...
AGORA, usar a internet como meio de comunicação, aprendizado assistido ou até aprendizado "solitário", desde que com parcimônia, é muito válido.
Note bem que eu não estou dizendo que você esteja errado, só ressaltando que, na hora que o cara for julgar que saber o que é uma monocotiledônia não é relevante, ele pode julgar também que saber escrever corretamente também é irrelevante, por exemplo.
Koeh, algo contra os mecânicos?
Internet jamais será meio confiável de informação. Primeiramente porque nada é perfeitamente confiável e inefável (somente algumas divindades que você cultua, ou pelo menos deveria). Secundariamente porque não é um meio de informação. É uma arma. Por isso que ela presta.
Saber escrever é relevante, embora o português seja complexo e confuso. O que há são pessoas medíocres e cornas que não aceitam correções e acham mais apropriado um "naum prexixa minxinar a excrever" do que "obrigado, tio".
Não, que é isso.
Só jamais confiaria em um artigo da wikipedia explicando o que é monocotiledônea escrito por um deles.
E porque elas acham isso? Porque consideram saber escrever direito algo irrelevante:
-Ah, meux ameegueeenhox mi intenden axem deçe geito k eo iskrevuh!
Este é o problema: Este tipo de pessoa (que é de longe a maioria da população) não vai aprender NADA se não tiver alguém dizendo que é importante, e ainda corre o risco de mesmo que haja tal pessoa, ele não o faça.
Presumo que você já conheça minha opinião sobre o seu calendário e o judeu frankenstein no qual ele se baseia.
Ajudaria pelo menos a entender a conhecer a origem das palavras e para identificar uma nova sabendo o significado de outras. Evitaria também que mudássemos o sentido de certas palavras.
Certa vez escrevi isso aqui no Meio Bit: Claro que entendemos o sentido que se quer expressar, embora muitas vezes acabamos mudando o sentido original das palavras: denegrir (tornar negro), dizimar (diminuir 10%), formidável (assustar), ginástica (treinar pelado), entre outras.
Imagine o cidadão querendo projetar algo e ele só tem a informação da Wikipedia. Alguns conceitos precisam estar bem consolidados. Daqui a pouco os filhos irão perguntar qual o motivo das coisas caírem para baixo e o cara não sabe nem o nome "gravidade" para procurar na Internet.
Lembre que uma ameba não precisa diferenciar uma monocotiledônia de dicotiledônia.
Não podemos dizer que os conhecimentos são inúteis e que só precisamos "aprender a procurar". Jobs estudou caligrafia enquanto estava na universidade. Estudou sobre origem, tipos de serifa, Sans serifa, quantidade de espaço entre os caracteres, etc. Quando eles estavam projetando a interface, toda aquela informação veio à tona e ele utilizou isso. Se ninguém tivesse estudado sobre fontes, ainda estaríamos usando aquele velha forma de máquina de escrever, com todas as letras com mesmo tamanho.
O mundo seguiria de qualquer forma. Mais feio, mas seguiria.
Eu adoro todas as malditas letras. O mais importante é a porcaria do texto. Você consegue fazer um monte de coisas com ele sem ficar apelando. DejaVu Sans Mono pra tudo. O Jobs é um bundão, Woz rules. Se ninguém estivesse inventado fontes, não teriamos idiotas manejando processadores de texto e se masturbando com elas.
O principal motivo das coisas costumarem cair pra baixo é que definimos baixo como o lugar pra onde as coisas costumam cair. Diabos, eu já tive um professor de física dizendo que o norte fica pra cima e essas viadagens de salsinha amébica total.
Você não precisa estudar latim, ou grego pra notar a corrupção da linguagem. Vide desacreditar em OVNIs. Nem precisa ser um gênio pra ver que essa corrupção pode ser controlada e criada, afinal ela é, isso é algo mais velho que barro, digo, linguagem.
Seu melhor comentário em semanas.
Sobre as fontes, foi um exemplo de um conhecimento que parecia não servir para nada, mas que no futuro teve uma utilidade. Pensei que nunca precisaria de álgebra linear, geometria e cálculo diferencial e integral. Mas agora eles sustentam boa parte do que faço.
Tive um professor de física que tentou explicar como funcionava a eletricidade em nossas casas. Começou explicando como funcionava corrente contínua (elétrons trafegam de um pólo a outro,...), mas quando foi explicar sobre corrente alternada, foi um show: "Corrente alternada é chamada assim porque varia a tensão. Diferente da contínua, quando só passam elétrons, a alternada passa primeiro um elétron, depois um próton e por isso varia de positivo para negativo". Quando ele chegou na parte de passar um próton adiante, eu disse "Fissão Nuclear!!!" e comecei a rir desenfreadamente. Tive de ser expulso da sala. Não esqueço nunca mais.
Also... quem não acredita em OVNIs? Tudo bem que o homem nunca foi ao espaço, mas isso já é demais.
Os completos imbecis.
As fontes só tem alguma utilidade real porque certas pessoas não gostam de ler. É nisso que se fundamenta quase toda a real utilidade delas.
Há pouquíssimos legítimos usos para elas, e todos são subordinados ao texto - http://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/Main/Paintin....
O homem não só foi ao espaço como SEMPRE esteve contido nele. A não ser as supostas partes dele que o transcendem. Veja, o espaço que me contém é mais apropriado do que o que não me contém, concordas?
Sim. Na verdade eu quis escrever que ainda não fomos à lua. Mas minha mão (e o sono) me enganaram.
Hum, acho que se você quer prosseguir por essa linha, deve cometer o favor de me explicar o que o "não fomos à lua" tem a ver com OVNIs. Veja, quando falo de OVNIs me refiro a OVNIs, embora você esteja adestrado a pensar de outro modo (incrível, não?).
Eu acredito que a tecnologia pra mandar o homem à lua existe, e provavelmente já existia de forma quase completa na época do Moon Landing, então qualquer possivel "encenação" por motivos políticos não é relevante. O fato de que o feito curiosamente não foi repetido por terceiros também aceita outras explicações, já que não foram liberados avanços tecnológicos significativos de lá pra cá, e os recursos destinados à corrida espacial ficaram muito mais escassos.
Vamos ver... considero OVNIs como (Objetos Voadores Não Identificados). Não estou falando em ETs. A menos que queira dizer que foram eles que nos ajudaram a chegar na lua. Qualquer coisa que não seja identificada e esteja voando pode se considerado um OVNI. Falei da expedição à lua por causa da gravidade e da crença/descrença em algo comum a todos. Talvez por alguém ter citado sobre o sol ser o centro do universo.
Não houveram avanços tecnológicos? Só tecnologia de novos materiais (mais leves e resistentes) já é uma diferença enorme. O que sabemos sobre a superfície lunar? Quase o mesmo que sabemos de Vênus e outros planetas. Quase zero.
Mas toda essa história é só especulação e zoação mesmo.
É exatamente isso, não há relação. Porém, a sua (e minha) consideração sobre OVNIs não é comum à grande parte da população. Peça à uma pessoa na rua para falar de OVNIs pra você, e ela não só não vai falar de OVNIs como vai falar exclusivamente de coisas que não são OVNIs, ou melhor, coisas as quais o termo OVNI não pode referir adequadamente.
Avanços tecnológicos significativos. O material mais leve e mais resistente cumpre a mesma função do material menos leve e menos resistente. Você pode citar que a tecnologia do vôo tripulado em aeronaves mais densas que o ar (o que nós temos de mais parecido) evoluiu muito e foi quase que completamente dominada em 2 gerações - conseguimos dar a volta completa ao mundo e quebrar a barreira do som). Então porque não repetiram a viagem à lua? O vôo tripulado, era, inicialmente, algo que um maluco beleza ou dois conseguiam fazer no quintal. E houve hediondo interesse comercial e militar no desenvolvimento dela.
Viagem à lua tripulada (ou a encenação dela, para alguns) não foi feita por meia dúzia de malucos. Foi algo que comprometeu a budget de parte considerável da economia mundial. Algo que teve falhas, e falhas grandes que custaram caro, que queimaram recursos mais valiosos do que meia dúzia de malucos estiveram dispostos a pagar. Algo que também que foi feito (ou encenado) por motivos quase que puramente políticos. Depois que alguém venceu a corrida (ou chegou MUITO perto e encenou muito bem), o ânimo dos outros corredores evaporou-se.
Não podemos dizer que os conhecimentos são inúteis e que só precisamos "aprender a procurar". Jobs estudou caligrafia enquanto estava na universidade. Estudou sobre origem, tipos de serifa, Sans serifa, quantidade de espaço entre os caracteres, etc. Quando eles estavam projetando a interface, toda aquela informação veio à tona e ele utilizou isso. Se ninguém tivesse estudado sobre fontes, ainda estaríamos usando aquele velha forma de máquina de escrever, com todas as letras com mesmo tamanho.
Erraso estariamos usando LaTeX, pois o criador de TeX era um estudioso da área de Tipografia.
Não sou o Jonny Walker, mas walk mais que ele...