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Um velho e verdadeiro ditado diz que trabalhar pra pobre é pedir esmola pra dois. Isso explica o motivo da Disney não sair processando escolas de subúrbio que pinta versões mal-feitas de seus personagens nos muros.
Na área de Propriedade Intelectual de gente grande, acontece a mesma coisa. A Adobe não processou o OpenOffice por salvar arquivos em formato PDF, mas processou a Microsoft pelo mesmíssimo motivo. Não foi amor pelo Open Source, foi relevância. O OpenOffice não afeta a Adobe, já o Office sim. Da mesma forma a Apple processou a Microsoft e a Digital em 1989 alegando que seus ícones estavam sendo copiados conceitualmente, como a lata de lixo para deletar arquivos.
As brigas envolvendo patentes não são novidade (já citamos o caso da Apple com a Creative, e é somente um entre centenas de casos) mas até então o Linux havia ficado de fora. Mas como está se tornando relevante, começa a chamar atenção. E não só da Microsoft, com suas alegações envolvendo patentes, mas de gente que vive desse tipo de extorsão.
No caso a IP Innovation LLC, uma empresa, subsidiária da Acacia Technologies, uma empresa que vive de comprar patentes e cobrar royalties. Eles acabaram de entrar na Justiça contra a Red Hat e a Novell, por violarem esta patente aqui, que envolve uso de múltiplos workspaces compartilhando um display, ou algo assim.
A patente foi registrada originalmente pela Xerox, em 1987, e por vendas, cessões de direito, etc, parou na mão da Acacia.
Não achem entretanto que o Linux é pioneiro. A mesma patente foi usada, no começo do ano, em um processo da mesma empresa contra a Apple, onde exigiam US$20 milhões em reparações legais. Aparentemente a Apple chegou a um acordo extra-judicial.
O Groklaw, site que traz a notícia do processo contra a Red Hat / Novell, solta o Fox Mulder que existe dentro de seus redatores, e se pergunta: Onde estará a Microsoft? Descobrindo que dois executivos da IP Innovation LLC trabalharam na Microsoft com Propriedade Intelectual, já criaram uma teoria da conspiração onde a Microsoft (que já sofreu na mão da Acacia e seus processos) estaria usando a IP Innovation LLC como testa-de-ferro, processando o Linux por tabela.
Excelente, Frohike, mas uma pequena peça não encaixa: A Microsoft não é burra. Nem um pouco. Sabe que há uma desconfiança enorme no mundo Linux, e que as empresas AGORA estão começando a considerar os acordos. Se você faz uma promessa de imunidade, para logo em seguida processar seus parceiros, sua estratégia não é lá essas coisas.
Se a Novell não estivesse no pacote, ainda vá-lá, mas não é o caso.
O que temos é um cenário onde o Linux começou a ter relevância, as empresas que vivem nesse ecosistema já são saudáveis o bastante para pagar uma extorsãozinha de vez em quando, e empresas de cunho mafioso como a Acacia e suas subsidiárias estão de olho grande.
Se a Microsoft for esperta, coloca seu Depto Jurídico à disposição da Novell, para este caso. Seria a desculpa perfeita para a Red Hat mudar de posição e fechar o acordo com Redmond, como estão doidos pra fazer depois de olhar os ganhos da Novell.
Fonte: Digg
Eu acho completamente babaca aceitarem patente de uma idéia sem ter um protótipo funcionando.
Eu chego a achar que esse povo é "espertinho". Não tem capacidade de fazer um produto, mas vai la e faz a patente da "idéia" esperando que um dia alguém mais inteligente e capacitado tenha a mesma idéia(e nao saiba que exista aptente pra tal) e a ponha em pratica fazendo um produto.
Aí o espertinho vai lá e processa quem pos isso em prática...
Pra mim, "patente" só atrasa a tecnologia...
Pelo menos, deviam usar da forma que eu falei: com um protótipo que funciona, registra-se a patente, sem ele, necas...
/***************/
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Eu já tive algumas idéias bacanas, mas nunca tive como colocá-las em prática, principalmente por falta de cacife. Quer dizer que eu posso patentear minhas idéias nos EUA e depois viver de cobrar royalties das empresas que tiverem a mesma idéia? Muito interessante isso aí.
Bwhaha, a Disney não vai atrás das escolas pois já experimentou em primeira mão o fuá que dá ao fazer isto. Além de ter tomado uma baita queimada de filme pelo fato de uma corporação processar três pequenas creches, ainda teve que aturar a Universal entrando no meio e oferecendo para as creches os seus personagens de graça para usarem nos murais.
Mas voltando para a vaca-fria das patentes em tecnologia, isto tem se tornado um problema, não apenas as que compram patentes para viverem de royalties, mas também as que patenteiam qualquer coisa para viverem de processar quem acabe pensando na mesma idéia tempos depois e a desenvolvendo de fato. O pessoal que primeiro desenvolveu o Blackberry passou por uma destas recentemente. Por isto, como coloca este artigo do James Surowiecki, que precisa existir certos limites sobre como e o que pode ser patenteado, senão ninguém mais vai sentir-se inclinado a investir em inovações.
O que significam essas patentes para nós Brasileiros ? Precisamos nos preocupar com isso ?
Não, pois a legislação dos EUA só aplica lá. A nossa legislação de patentes não aceita patentes de idéias, tem que haver coisa sólida, um projeto mesmo que use o que é solicitado a ser patenteado. Sei disso pois trabalhei numa empresa que desenvolve software para Propriedade Intelectual e acabei sabendo desses detalhes jurídicos.
Seja livre, use software livre.
Pois então, se fossemos mais organizados, poderíamos fazer do Brasil uma ilha de desenvolvimento de Software Livre. Livre de patentes, livre de imbecis estilo ballmer simpson, livre de verdade. Qdo deixaremos de ser consumidores, para passar-mos a ser produtores ?
Pois é, deu tão certo com a Reserva de Mercado....
www.contraditorium.com
E o que isso tem à ver com reserva de mercado ?
Nossa legislação protege quem produz. Portanto devería-mos tirar proveito disso, ao invés de somente "pegar" o que está pronto...
Isso me lembra aquela história de patentear o duplo-clique.
Daqui a pouco, aparece um espertinho para patentear o ato de respirar, e vai ganhar de cara 6 bilhões de clientes (ou mais). :)
PS: Gostei da forma de tratar esses grupos como Máfia.
Crônicas Imortais
Concordo com você. É por isso que acho que essas leis de patentes precisam ser revisadas urgentemente... :-P
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jlcarneiro.com - Porque, agora, todo mundo é "pontocom"!
Por esta matéria e pelo que todo mundo comenta então quer dizer que patentes, direitos autorais e outras coisas do gênero são a mesma coisa certo? Falam sobre o mesmo assunto, advogam sobre o mesmo tema, é isso? Expliquem, pois toda a matéria que fala sobre patentes diz que é a mesma coisa que direitos autorais. Quero saber de vocês se existe diferença ou não? Pois eu estou completamente perdido nesta história.
Além disso já vi comentários antigos dizendo que depois de certo tempo a patente, que não for reclamada, passa a ser inválida e workspaces existem desde que o X foi implementado no GNU/Linux, então isso é verdade ou mentira?
O mais interessante dessa história toda é o seguinte: essa patente existe desde 1991, só em 2007 processaram a Apple por fazer uso disso no Mac OS X, e processam a Red Hat e a Suse logo após a entrada de um ex-diretor de propriedade intelectual da Microsoft no quadro de empregados...
Pois é, depois as pessoas que usam Linux é que são fanboys e dizem que a Microsoft é a vilã. É sim, suas práticas anti-competitivas dão nojo em qualquer pessoa mais esclarecida (colocar Internet Explorer no Windows e fazê-lo de tal forma que hoje a Microsoft diz ser "impossível" de remover sem afetar o Windows para tirar o Netscape do mercado, colocar MSN junto ao Windows para tirar o ICQ do mercado, só pra citar algumas). E agora, com o Vista, até seus vídeos e arquivos de áudio o dono do computador corre o risco que não poder mais assistir/ouvir graças ao DRM entranhado até a última linha de código. No meu computador de casa só roda Linux! Viva a liberdade!!!
Seja livre, use software livre.
E uma coisa interessante que li no Br-Linux: se o problema é com desktop, por que não processar a empresa que mantém o Xorg, ou o KDE/Gnome/WindowMaker/BlackBox/FluxBox/XFCE e cia que usam isso, ao invés da Novell e da Red Hat, que só empacotam os gerenciadores de janelas?
Estranho isso...
Seja livre, use software livre.
Achei engraçado mesmo foi o trecho final do post: "Seria a desculpa perfeita para a Red Hat mudar de posição e fechar o acordo com Redmond, como estão doidos pra fazer depois de olhar os ganhos da Novell."
Parece q o autor do post carece de informação mais detalhada sobre o assunto. Poderia arriscar dar uma lida nos relatórios q a Red Hat e a Novell enviaram à SEC (a CVM dos EUA) sobre o último quadrimestre.
A receita da Novell com subscrições e manutenção cresceu bastante, MAS foi de USD20mi para USD32mi (juntando serviços de treinamento, etc) entre 31/07/2006 e 31/07/2007 (fonte:http://biz.yahoo.com/e/070907/novl10-q.html).
A Red Hat cresceu proporcionalmente menos, MAS foi de "apenas" USD99,67mi para USD127,27mi entre 31/08/2006 e 31/08/2007 (fonte:http://biz.yahoo.com/e/071010/rht10-q.html).
Estamos falando de uma ordem de grandeza de diferença entre a receita das duas. Se não for o bastante, vamos ver a qtas andam as empresas: a Novell, veterana q é, possui 2,76bi de capitalização, enquanto a Red Hat, uma novata em comparação, tem 4,15bi. Precisa dizer mais? Se precisar, é só olhar os demais indicadores em um Yahoo Finance da vida.
A Novell fechou o acordo em um momento de crise, com suas receitas em produtos proprietários em decadência e incertos se a linha open source conseguiria "dar certo". A Red Hat está longe dessa situação e não tem de manter uma linha de produtos proprietários (q hj acabam por roubar recursos da Novell q poderiam ser investidos em P&D na linha FOSS).
Ficar repetindo por aí q a Red Hat está "doidinha" para fechar acordos estilo Novell/MS é, na melhor hipótese, provocação aos GNU/Linux zealots ou, na pior, falta de fazer o dever de casa e correr atrás da informação detalhada.
Bom, como eu disse no meu ultimo comentario sobre o assunto
só vão atacar a camada de visualização e isso não afeta em
NADA o linux em si.
Fico me perguntando se o código do kernel do windows pex pudesse
ser auditado quantas patentes de terceiros ele violaria.
Independente de justas ou injustas as patentes sempre terão
muito mais impacto negativo no software livre por isso.
Se preocupar com isso, estando aqui no Brasil beira a sandice, já que conforme claramente explicitado no artigo 10, incisos I e V, da Lei 9.279/96 de Propriedade Industrial, no Brasil não são permitidas patentes de software nem de métodos matemáticos, por não os considerar invenção nem modelo de utilidade.
No Brasil o programa de computador tem o mesmo registro conferido às obras literárias, pela legislação de direitos autorais, que é totalmente diferente da lei de propriedade industrial.
A única exceção são os casos onde o software é criado para permitir o funcionamento de um equipamento específico e é adquirido inseparavelmente do mesmo (como no caso dos DVD-players).
A não ser que alguém aqui esteja criando software para o mercado dos EUA, que se dane o que acontece lá.
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NIU.com.br
É só que você esquece que no Brasil um ou outro desenvolve seriamente, enquanto o grosso dos desenvolvedores estão nos Estados Unidos, Inglaterra e outros países com este problema. Por isso se eles forem impedidos de desenvolver não dou dois anos para os brasileiros, que usam sistemas GNU/Linux, voltarem/começarem a usar Windows, até mesmo os que desenvolvem seriamente.
Quem desenvolve seriamente precisa ficar em dia com essa discussão, dizer que patentes americanas não têm validade aqui é de um simplismo que leva o sujeito a registrar ALL STAR, NIKE e outras marcas aqui, pra depois tentar revender pros legítimos donos.
Imagine se uma IBM, uma Microsoft ou uma Google não vão se preocupar com patentes externas para os softwares desenvolvidos aqui... ou imagine mesmo um desenvolvedor pequeno que começa a vender seu produto online.
Uma das mudanças no sistema de patentes é que ele deveria ser mundial. Assim algo desenvolvido aqui, nos EUA ou no Casaquistão não poderia ser chupado descaradamente, por pura ausência de impedimento legal.
www.contraditorium.com
Concordo
Assim como o Brasil, a União Européia recentemente também optou por não aceitar o modelo de patentes de software como o usado nos EUA, já que o modelo americano só é bom para os americanos. Os desenvoldores europeus vão muito bem com sua nova legislação parecida com a do Brasil, e isso não os prejudica em quase nada, já que as nações da União Européia têm força econômica, social e cultural para isso.
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NIU.com.br
Até quererem que uma patente deles tenha validade nos EUA.
Toda vez que um gringo patenteia algo baseado em tecnologia ou plantas brasileiras, todo mundo chia.
Se a gente não quer que um japonês patenteie Cupuaçu, também temos que respeitar a patentes dos outros. Por isso tem que ser universal.
Pergunte aos europeus se eles não entram na Justiça quando algum produtor americano tenta vender "Champagne".
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Sou partidário da mentalidade de Santos Dumont, que não era contra patentes, mas preferia não patentear seus inventos porque, pessoalmente, considerava as patentes nocivas ao desenvolvimento humano. Acho que cada país tem que encontrar o melhor caminho e conjunto de leis para os interesses de seu povo. O resto é assunto para advogados, empresários e políticos. ;)
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NIU.com.br
Cardoso,
"Se você faz uma promessa de imunidade, para logo em seguida processar seus parceiros, sua estratégia não é lá essas coisas[..]"
A estratégia não é ruim.
A Microsoft pode ter posto seu parceiro na linha de tiro, exatamente para provar sua invulnerabilidade. E, ainda, ganha um álibi, quase, incontestável.
"Se a Microsoft for esperta, coloca seu Depto Jurídico à disposição da Novell, para este caso. Seria a desculpa perfeita para a Red Hat mudar de posição e fechar o acordo com Redmond[...]"
Esta pode ser a estratégia desde o início: Mostrar como as empresas que fizeram o acordo estão imunizadas.
Além disso ainda dá a Novell o argumento, com os clientes da Red Hat, que sua solução é mais segura, uma vez que teria saído ilesa do embate jurídico.
Já escrevi bastante. Vou pegar mais gás com Tot para trocar minha pseudoderme que esta já está se tornando inútil...
[],
?
P.S.: E cuidado com o cremes dentais. Você pode estar ajudando os inimigos a te espionarem...
Se for essa a estratégia mesmo, excelente. Prefiro ter a Microsoft me protegendo do que dez Stallmans, mas se a moda pegar, vai te MUITA gente atrás de um naco do Linux.
Vide a Adobe, com a ameaça do PDF.
A própria IBM, tema de 9 entre 10 fantasias masturbatórias dos fanboys, muda de opinião rapidinho assim que alguém aparecer com uma solução opensource para integração com o Notes, que não envolva a Big Blue.
www.contraditorium.com
Microsoft protegendo alguém??? É como você entregar a chave do galinheiro pra raposa...
E o Stallman faz o que faz não pra proteger A ou B, faz pra mostrar a todos as vantagens de se utilizar software livre de patentes, royalties, fornecedores...
Seja livre, use software livre.
Mais do mesmo: Leis claras e Brasil na mesma frase? soh
se for negação ou piada né ? como ja disse em outro post
"O programa de computador comporta dois aspectos...O segundo aspecto comporta os
elementos não literais do programa de computador, ou seja, seus aspectos
funcionais, suas características técnicas operacionais expressas por métodos
e sistemas que são passíveis de proteção por patentes ... O INPI tem considerado
portanto como patenteáveis os programas de computador que evidenciem um efeito
técnico novo,"
http://www.cic.unb.br/docentes/pedro/trabs/LACFREE2005.html
Eh soh procurar no google, patentes de software INPI.