Quem diria, agora é oficial! Após liberar ao público as especificações dos formatos binários do MS Office, que também relatei aqui no MeioBit.com, a Microsoft anunciou hoje que está mudando sua maneira de fazer negócios. Agora ela implementará quatro novos princípios de interoperabilidade:

1) Garantir conexões abertas para seus protocolos;
2) Promover a portabilidade de dados;
3) Suporte integrado para padrões da indústria;
4) Fortalecer seu empenho com os consumidores - inclusive comunidades OpenSource.

Caixa

Segundo Steve Ballmer (o Developers/Monkey Dance), CEO da Microsoft, (tradução livre) "Esses passos representam uma importante e significativa mudança em como nós compartilhamos informações sobre nossos produtos e tecnologias. Após 33 anos, nós compartilhamos muita informação com centenas e milhares de parceiros ao redor do mundo[1] e ajudamos a construir a indústria. Mas o anúncio de hoje representa uma expansão significante buscando maior transparência. Nossa idéia é prometer interoperabilidade, oportunidade e escolha[2] para consumidores e desenvolvedores através da indústria, fazendo nossos produtos mais abertos e compartilhando cada vez mais informação sobre nossas tecnologias."

[1]Mas na marra, né?
[2]Jamais imaginei a Microsoft dizendo isso.

Honestamente, não acreditei que isso um dia pudesse acontecer, e as coisas simplesmente aparentam estar mais leves desde que Bill Gates pendurou as chuteiras. O princípio da interoperabilidade, anunciado hoje, se aplica imediatamente para os seguintes produtos: Windows Vista (incluindo o framework .NET!), Windows Server 2008, SQL Server 2008, Exchange Server 2007, Office SharePoint Server 2007, e o melhor, Microsoft Office 2007. Da mesma maneira, também serão disponibilizadas 30 mil páginas de documentação no MSDN sobre protocolos de comunicação desenvolvidos e utilizados pela empresa, já disponíveis anteriormente em licenças secretas e restritivas (WSPP e MCPP).

E agora, comunidade open-source? Vocês reclamavam que não tinham acesso ao código de fonte dos produtos da Microsoft.O mesmo ainda não está disponível (depois dessa eu não duvido de mais nada...), mas em breve, tudo estará perfeitamente documentado. Satisfeitos? Podemos esperar melhorias nos programas que serão diretamente e indiretamente beneficiados depois dessa medida? Tomara que sim.

0

cafuin's picture

Isso eu admiro na MS.

Pegou um limão e fez uma limonada.

As maravilhas que o dinheiro e um setor de marketing podem fazer Smiling

Panorama's picture

Conclusão perfeita. Era bom demais pra ser verdade...
Não porque a Microsoft está envolvida, mas o fato é que não existe empresa boazinha em canto nenhum do mundo. claro que se deve reconhecer que o departamento de marketing da Microsoft fez um trabalho fabuloso Eye-wink

www.panoramainternacional.com

evagorasjr's picture

marketing nada! Dariam ótimos políticos.

Ou seja, "prometem, mas não cumprem". Ótima comparação.

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Campanha Play Ogg

Dennes's picture

Oi !

Esses 4 principios foram apresentados no TechEd de dezembro, mas já eram de conhecimento geral. Isso é tarefa do Roberto Prado, no Porta 25. http://porta25.technetbrasil.com.br/

Deve fazer uns 2 anos talvez que assisti pela primeira vez uma palestra do Roberto Prado, é muito boa. Ele faz parte da Microsoft Brasil exatamente para realizar esses objetivos, não é coisa nova.

Quanto aos comentários :

1) Parceiros sempre tiveram muito acesso a informações
2) Só não é novidade, tem alguns anos de idade.

Quanto ao código fonte do windows, você pode ver em http://meiobit.com/artigo/coisas_que_quase_ningu_m...

[]'s

Dennes

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CidadaoCarioca
BufaloInfo

Gilberto Martins's picture
Quote:

nós compartilhamos muita informação com centenas e milhares de parceiros ao redor do mundo

O problema é que a parceria da MS é mais do que restritiva, e isso é compreensível, afinal é um relacionamento comercial. Entretanto, o modelo de negócios tem sofrido mudanças, e esta forma de relacionamento mercadológico perde gradativamente diversas características. Parceiros não comerciais da MS são poucos, e nem sei de nenhum. Os que souberem por favor enumerem. Parcerias do tipo instituições que recebem software MS gratuito e tenham que pagar atualização posteriormente não considero, pois isso não é parceria, mas sim indução.

Quote:

Nossa idéia é prometer interoperabilidade, oportunidade e escolha

Realmente não é coisa nova. Desde que a competição causada pelos Livres começou a deixar de ser inexpressiva, e que mais e mais participantes do meio acadêmico (visivelmente tendendo para trilhar os mesmos caminhos do Open Source) tem aderido a algum Livre (BSDs, Linux, etc), a MS desperta para a necessidade de retomar o que perde no mercado. Também, isto é natural. Apenas a competição é desleal, considerando itens os quais a MS não pode combater, como aquisição, treinamento, manutenção, estabilidade, exigência de hardware. Claro que coisas como facilidade de operação estão (ainda) no lado MS da balança, mas os recentes desenvolvimentos na parte de interface de usuário tem mostrado uma crescente tendência de mudança.

Para exemplificar melhor isso, lembro que SEMPRE se comenta que muito mais pessoas usam o Windows em suas atividades domésticas que o Linux. Neste exato momento, estou verificando as estatísticas do meu blog, e verifico o seguinte resultado:

1. Internet Explorer / Windows 35,58%

2. Firefox / Windows 30,77%

3. Firefox / Linux 18,27%

Com certeza muito mais pessoas Usam o Windows. Mas interessantemente, os que usam Linux não são tão poucos, e os que não usam Internet Explorer, mas sim uma solução livre,MESMO NO WINDOWS, é razoavelmente grande.

Sobre um outro detalhe da estatística, temos o sistema operacional usado pelo leitor:

1. Windows 68,27%

2. Linux 31,73%

Costumam dizer que nem 10% de usuários é Linux (ou outro SO). Aqui vejo que estes (ditos) números não estão corretos. E torno a afirmar que meu blog não é muito visitado.

Claro, meu blog não é como o do Carlos. É muito mais chato, muito menos técnico, muito mais social, e em consequência, muito menos atrativo. Mesmo assim, a porcentagem que tende ao Software Livre, ou a alternativas de produtos da MS (mesmo não sendo software livre) tem crescido impressionantemente.

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Blog: Livre e Social

kBandeira (não verificado(a))

Sei não em, da MS. Opensource. So vou levar fé quando for usado uma licensa que não é dela. Exemplos: gpl, bsd, apache, mit.

Um artigo curto que achei interessante: http://www.forumpcs.com.br/coluna.php?b=231558

Complemento: Pelo que entendi, um OS OpenSource que tenha algumas dessas tecnologias não pode ser vendido sem pagar algo, certo ? Exemplos: Suse. OpenBSD não irá poder vender cds. Fiquei com essa dúvida.

Se até a União Européia está cética com esse anúncio, quem sou eu pra me animar? Tá.. quando envolve Microsoft a União Européia é sempre cética.

Mesmo assim, prefiro esperar coisas concretas antes de me animar com o anúncio.

DDLima's picture

Foi algo assim que eu pensei... Na hora que li o post até tinha ficado animado... Aff...

Daniel.

"E agora, comunidade open-source?"
Você deve estar brincando quando fala isso.. Depois de todo trabalho feito sem documentação nenhuma (vide openoffice funcionando razoavelmente bem .doc), você acredita que vai desanimar o pessoal??
Até concordo que não vai ter mais o "desafio", mas agora é questão de honra =P Duvido muito que essas documentações não serão usadas até o talo..

viniciustc's picture

concordo com vocÊ, a comunidade vez bastante coisa sem mesmo ter a documentação oficial por engenharia reversa, e o cara reclamando ainda, se não gosta dos softwares opensource velho, não usa, fica no windows mesmo. vocês falam um monte dos fanboys do linux mas são um bando de fanboys do windows, se não ta satisfeito com o opensource como falei fica no windows

Gilberto Martins's picture

Não creio que o comentário tenha sido algo do tipo "o que vocês vão falar agora, seus Freetards (este último seria dito pelo Carlos Cardoso) ?"

Ok, provavelmente foi dito com esta intenção. Mas e daí ? A interoperabilidade é algo que o Open Source/Free Software sempre buscou, intencionalmente ou não. Samba é um exemplo, e as constantes modificações da MS que impediam o Samba de funcionar é um exemplo que (pelo menos neste aspecto) a MS não concorda COMPLETAMENTE com a idéia de interoperabilidade.

O que não me agrada na idéia de interoperabilidade MS é o que vi em algumas de suas palestras que tive a chance de assistir: Nós (MS) podemos permitir que outros possam se comunicar com nossos aplicativos, desde que a maioria seja MS. Não foi DITO TEXTUALMENTE isso, mas os exemplos mostram redes com diversos componentes MS e algumas possíveis substituições de (por exemplo) servidores MS por servidores Livres. Ou seja, eu colaboro, desde que eu seja maioria.

Quem decide isso é o responsável da empresa. Se ele entender que o ambiente predominantemente seja MS, BELEZA!!!. Caso contrário, BELEZA TAMBÉM!!!. Mas não é o fornecedor que decide isso. Cada um que fale de suas vantagens, e não das desvantagens de outros. Senão, vai virar briga de fofoqueiras ...

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Blog: Livre e Social

Sukavog's picture

Agora é só torcer pelo BRoffice full MSoffice compatible.

Acho que tudo não passa de um golpe de marketing obscuro Shocked

Gambiarra Federation

olivaljunior's picture
luctimm disse:

Podemos esperar melhorias nos programas que serão diretamente e indiretamente beneficiados depois dessa medida?

Depende. Você vai PAGAR os royalties que a MS vai cobrar pela distribuição "comercial" das implementações open-source?

Do link q vc mesmo provê no artigo:

Microsoft is providing a covenant not to sue open source developers for development or non-commercial distribution of implementations of these protocols. These developers will be able to use the documentation for free to develop products. Companies that engage in commercial distribution of these protocol implementations will be able to obtain a patent license from Microsoft, as will enterprises that obtain these implementations from a distributor that does not have such a patent license.

Agora vamos brincar de conceitos: o q é uma "distribuição não-comercial"? Ubuntu Linux é "comercial" ou "não-comercial"? O "produto" vêm "de graça", mas a Canonical fatura com serviços sobre a distribuição. Até mesmo a versão mais parruda do Red Hat não é vendida como "produto de caixinha". O q vc compra da Red Hat é uma subscrição para serviços de suporte. E aí? Red Hat Enterprise com SaMBa passou a ser "distribuição comercial" e têm de pagar para a caixinha da Microsoft? Mesmo q o produto seja quase todo GPL???

As "patentes" citadas sequer eram reconhecidas na Europa. Pelo texto acima, projetos que simplesmente ignoravam as supostas "patentes" (como o Mono ou o SaMBa) agora são um risco sério para as distribuções Linux que trazem as tecnologias embutidas. E como isso tem impacto na Europa, parece q, no final, arrumaram uma forma de fazer com q essas patentes sejam reconhecidas.

Na boa, fica parecendo q a questão toda é naquele estilo "it's a cookbook"... Smiling

[ ]s,

olival.junior

neyfrota's picture

tb acho é mais marketing. mas nao tenho cacife pra usar as infos e fazer algo util.

so com o tempo vai dar pra ver oq eu isso germinou. o que a galera andou fazendo com essas informacoes! torcendo por samba, openoffice, wine, msns, etc etc melhores!

http://ney.frota.net

Marcus VBP's picture

Rapaz, estou cético sobre isso tudo. Eu trabalho em uma empresa Microsoft Partner, com certificado, etc, o pessoal lá é empolgadíssimo com isso.

Mas geralmente as aberturas de código da MS são quase inúteis na prática. Por exemplo, a abertura do código do .Net Framework. Na prática isso no mínimo significaria qu a interoperabilidade do Mono com o .Net aumentaria muito, mas o responsável do projeto Mono disse que eles são proibidos de implementar qualquer coisa baseado no código-fonte liberado.

--
http://www.marcusvbp.com.br
http://www.nh18.com.br
http://inofensivo.blog.br

TheDarkMaster's picture

Se não é permitido usar o código em nada prático então a abertura de código não adiantou em nada. Aliás, causaria até problemas dado que com o mesmo aberto a microsoft poderia alegar que qualquer software similar foi feito usando este código e portanto seria ilegal.

carloshp's picture
TheDarkMaster disse:

Se não é permitido usar o código em nada prático então a abertura de código não adiantou em nada.

Claro que adiantou. Serviu para melhorar a imagem da empresa perante os ingênuos que adoram falar coisas como "E AGORA, FREETARDS STALLMANZINHOS ?! TÁ VENDO COMO A MICROSOFT É LEGAL ?! TÁ VENDO ?!".

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Tecnologia deve ser o meio, não o fim.

Wallacy's picture
Quote:

Mas o responsável do projeto Mono disse que eles são proibidos de implementar qualquer coisa baseado no código-fonte liberado.

Alguém esperava diferente???

Dennes (ou fcima), tem alguma informação sobre isso?? Estou curioso.

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Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças...
Gandhi.

olivaljunior's picture

Não vamos confundir as coisas. A Microsoft NÃO proibiu ninguém de fazer nada.

O que acontece é o seguinte: implementações como o Mono estão sujeitas às famigeradas "patentes de software". Se alguém do Mono vai lá e simplesmente copia o código da MS dá margem ao projeto ser processado no futuro por violar alguma patente da Microsoft (ou até por "plágio", digamos, já q no Brasil o código é regido por direito autoral, não por propriedade industrial).

Para evitar este tipo de problema, desenvolvedores open source de produtos que implementem APIs de produtos proprietários costumam fazer implementações "cleam room". Isto é, eles partem do zero para reconstruir a funcionalidade por trás da API. Isso evita cópias diretas dos produtos e fecha a porta para processos sobre patentes de software e coisas assim.

Só para constar, o Rotor ("VM" do .Net licenciado sob uma BSD-like pela própria MS) tbém era "evitado" pelo pessoal do Mono e do dotGNU (ou algo assim - era uma alternativa ao Mono).

[ ]s,

olival.junior

Gilberto Martins's picture

eis aqui uma visão realista sobre o que eu começo a considerar um engodo da MS. Liberar o código, mas dando possibilidade de processar posteriormente também é inútil e deve ser veementemente rejeitado, pelo bem da liberdade de criação livre.

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Blog: Livre e Social

Não é exatamente assim, olivaljunior.

A Microsoft liberou, por exemplo, o Dynamic Language Runtime sob a MS-PL, que é uma licença permissiva, e portanto essas linhas de código já fazem parte do Mono. Várias outras bibliotecas, como o .NET AJAX, estão sob a mesma licença e o Mono pode utilizá-las (e utiliza) sem nenhum problema.

Bibliotecas que precisam ser evitadas, são aquelas que foram lançadas pouco tempo atrás pela Microsoft, pois as mesmas estavam sob licença de referência, que não permite sequer que as bibliotecas sejam compiladas. São elas: .NET Base Class Libraries (System, System.IO, System.Collections, System.Configuration, System.Threading, System.Net, System.Security, System.Runtime, System.Text, etc), ASP.NET (System.Web), Windows Forms (System.Windows.Forms), ADO.NET (System.Data), XML (System.Xml) e WPF (System.Windows).

Lembrando que esse lançamento não teve relação nenhuma com o movimento livre, e as bibliotecas só foram liberadas por necessidades específicas dos clientes da Microsoft. Exatamente por isso uma licença de referência foi escolhida, e não uma permissiva.

E ahh.. Rotor só é evitado, pois a licença, ao contrário do que você disse, não é BSD-like e proíbe explicitamente uso comercial do código fonte. Não há nenhum envolvimento com questões de patentes até agora, até porque, você deve saber que a Novell é quase um braço da Microsoft. =P

Se ele fosse licenciado sob a MS-PL, pode ter certeza que o fonte seria usado sem nenhuma cerimônia.

olivaljunior's picture

Sobre o Rotor, ok, vc tem razão. Eu me enganei e realmente a licença NÃO é BSD-like.

MAS, o q eu levantei é q a "proibição" de implementar qqr coisa "baseada no código liberado" se deve às questões q eu expliquei. Da forma como ficou, alguns tinham entendido q era a Microsoft q "proibia" os desenvolvedores do Mono de fazer alguma coisa.

Pela sua resposta, vc deve ter lido o post do Miguel Icaza sobre a publicação do código das classes .Net. A frase do Icaza q deve ter levado ao engano de alguns foi: "But like Rotor, the license under which this code is released is not open-source. People that are interested in continuing to contribute to Mono, or that are considering contributing to Mono's open source implementation of those class libraries should not look at this upcoming source code release." ["Mas, como o Rotor, a licença sob a qual este código foi liberado não é open source. Pessoas interessadas em continuar a contribuir para o Mono, ou que estão considerando sobre contribuir para a implementação open source do Mono para estas bibliotecas de classes, não devem olhar para o código que logo será liberado."]

Assim, não tem nada a ver com "proibição" por parte da MS, mas sim com a implementação por outros meios de uma API conhecida. Não "olhar" código proprietário, mas disponível para consulta, faz parte das estratégias para evitar problemas posteriores (vide a definição de "clean room design"). Embora nem sempre isso seja garantia suficiente.

[ ]s,

olival.junior

Não, eu li aqui no MeioBit mesmo. =p

Eu eu não estou enganado. Todas as bibliotecas da Microsoft que estão sob licença permissiva são utilizadas sem nenhuma cerimônia pelo Mono, pode pesquisar.

Como eu disse, o único problema com essas bibliotecas específicamente, é que elas não estão sob licença permissiva. Caso contrário, pode ter certeza que o Mono aproveitaria as implementações que estivessem melhores.

olivaljunior's picture

Novamente, eu *não* disse q vc se enganou. Apenas disse q eu estava falando de outra coisa. Smiling

Acho q está rolando uma falha de comunicação aqui.

Leia as msgs mais acima e vc verá q já estavam dizendo q era a MS q proibia o povo do Mono de usar isso ou aquilo e *não* tem nada a ver com isso.

Como vc mesmo disse (e o post do Miguel Icaza - fundador do projeto Mono - comprova), eles usam as bibliotecas q têm licenças permissivas na boa.

MAS, as q foram liberadas "sópavê" eles dizem q é pra nem olhar. Esse "pra nem olhar" normalmente se deve aos fatores q expliquei, ok?

[ ]s,

olival.junior

Insisto novamente que esse "pra nem olhar" é por causa licenciamento, e não por questões de patentes.

Uma parte considerável dessas bibliotecas que foram liberadas "sópavê" estão cobertas pela especificação ECMA, ficando de fora portanto dessas questões de patentes.

olivaljunior's picture
Caravana disse:

Uma parte considerável dessas bibliotecas que foram liberadas "sópavê" estão cobertas pela especificação ECMA, ficando de fora portanto dessas questões de patentes.

Nope. A especificação foi padronizada, não a implementação. Isto é, a API é um padrão, mas como vc implementa essa API é sujeito a patentes (nos EUA).

Tudo isso foi descrito desde o início do projeto Mono. E eu até tive a oportunidade de trocar vários e-mails em 2003 com o próprio Miguel Icaza (criador do projeto Mono) sobre o assunto, qdo ele estava vinda a Bsb participar de um evento de SL em q eu fazia parte da organização. Eu achava q ia dar m*** o lance das patentes e ele apresentou vários argumentos de porque isso não era relevante.

Mas, tudo bem, sempre podemos concordar em discordar. Smiling

[ ]s,

olival.junior

No fundo ou a Microsoft se sentiu coagida de alguma forma ou montou uma estratégia comercial e vai tirar muito proveito disso. O resto é resto para eles.

Viablog

meirellez's picture

Realmente agora parece que havia uma corrente de idéias diferentes às do BG (não estou dizendo se as idéias de Bill eram erradas ou certas, pois a MS é o que é hoje por causa dele, e essas pessoas que estavam no background só puderam ter essa oportunidade por causa das idéias dele), que puderam ser executadas depois da saída do Patrão.

Ainda sim não consigo ver muita vantagem pra MS economicamente falando...

Claro que os serviços irão melhorar (ainda mais), e a imagem da empresa já está melhorando. Mas provavelmente o lucro não será mais aquela coisa toda que a gente se acostumou a ver, pelo simples fato de que os produtos gratuitos também tendem a melhorar.

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Só a mudança é permanente.

Carlos Cardoso's picture

Como o tal do SUSE, que a Microsoft já está ganhando dinheiro com ele?

lf.amorim's picture

Não sei não Cardoso.

Gilberto Martins's picture

Tem algum link que mostre isso ? seria interessante ler acerca do assunto, ou seja, do quanto a MS está lucrando com o "tal" do SUSE.

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Blog: Livre e Social

Depende do referencial. Rios de dinheiro para uma empresa como a Novell, e umas moedinhas trocadas para uma empresa como a Microsoft.

Vários clientes dela precisam de soluções mistas, de Windows e Linux, e estão indo comprar essas soluções integradas diretamente com a Microsoft. Nada mais conveniente pra ela e aparentemente lucrativo para a Novell.

Resta saber até quando a Microsoft vai achar bonito essa idéia de vender Linux.

Carlos Cardoso's picture

Até parar de dar dinheiro.

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contraditorium.com

Gilberto Martins's picture
Cardoso disse:

Como o tal do SUSE, que a Microsoft já está ganhando dinheiro com ele?

A pergunta permanece: onde posso encontrar os links para ratificar a afirmação acima ?

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Blog: Livre e Social

Deu no MeioBit anos atrás: Acordo com a Microsoft representa 1/3 da receita da Novell.

Explicando o título: se a Novell não tivesse feito o acordo com a Microsoft, a receita dela seria 1/3 menor.

Pra não vir um comentário dizendo "Ahh.. isso isso é lado da Novell, e não da Microsoft", ainda que esteja com preguiça e o Google seja amigo de todos, vou resumir a ópera: no acordo, a Microsoft comprou um lote de 70.000 licenças da Novell, e como toda compra em lote, conseguiu um desconto bem bacana do dono da birosca. Agora ela vende soluções da Novell para os parceiros, mais ou menos pelo preço que a Novell cobraria deles.

Resumindo mais ainda: $$$.

flaviotomazio's picture

Se a Microsoft fosse uma pessoa eu iria perguntar se está doente. Ela mudou mesmo depois da saída do tio Bill. Mas ele podiam diminuir o preço da licença de seus softwares, iria fazer o público adorar ainda mais ela.

WorldOrg

Gilberto Martins's picture

Por acaso estava conversando com um conhecido, que sofreu mais um ataque de MSN, e mais uma vez foi prejudicado. Obviamente, não é um técnico, e tem prejuízos cada vez que isso acontece. Problemas de um SO que é tão simples que todos podem usar sem problema nenhum.

Mas estávamos conversando e ele me questionou o seguinte:

Se é mais popular, e na base da pirataria, por que não reduzir os preços e permitir que mais e mais pessoas possam usar de forma legal ?

Realmente, olhando os preços fico assustado, e esta é uma pergunta difícil de ser respondida. Mesmo lá fora os preços são meio salgados.

Em tempo, no Amazon.com, li aleatoriamente duas opiniões sobre o Vista (uma de D. E. Helfrich e outra de M. Gerrish) que ratificaram o que a maioria das pessoas tem me falado do software: ainda há muito o que fazer, foi uma opção errada, me arrependo, etc, etc, etc.

Claro que muitos falam bem. Mas nem tantos, e nenhum deles é usuário final. Afinal, é destes que deveriam vir as melhores opiniões de algo que foi feito para eles.

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Blog: Livre e Social

flaviotomazio's picture

Olha a diferença entre o Vista e Leopard na Fnac:

Vista Ultimate: R$ 649,00 - Somente para um usuário - http://www.fnac.com.br/Product.aspx?idProduct=0000...

Mac OS X Leopard: R$ 269,00 http://www.fnac.com.br/Product.aspx?idProduct=0000...

Mac OS X Leopard Family Pack: R$ 399,00 - Para cinco usuários - http://www.fnac.com.br/Product.aspx?idProduct=0000...

WorldOrg

Vale lembrar que o Leopard é só atualização, para quem já tem uma máquina da Apple.

Ela não vende, nem licencia o sistema operacional dela pra quem tem máquinas Dell, por exemplo. O lucro dela vem exatamente dessa verticalização na venda, por isso pode vender essa atualização tão barata (para os padrões dela, claro).

olivaljunior's picture

Se vc se refere ao termo "atualização" no mesmo sentido dos descontos por upgrade do Windows, não é bem assim. A licença do Leopard é "FULL". Sua máquina pode estar sei lá qtos releases pra trás q ele ignora o q existe.

MAS, sobre o resto do seu post faz todo o sentido. Os custos da MS para tentar garantir q os seus produtos funcionem em uma variedade de hardware praticamente imprevisível realmente devem ser bem altos. Até pq cada atualização tem de passar por testes de regressão...

E há de se levar em conta q quase toda a base de software do MacOS X veio de produtos FLOSS (Free/Libre and Open Source Software). Segundo consta, ela jamais teria conseguido desenvolver o sistema operacional (e as inovações q colocou sobre ele) se tivesse de desenvolver "from scratch" toda a infra-estrutura q estava prontinha no FreeBSD, no KHTML, etc.

[ ]s,

olival.junior

Gilberto Martins's picture

Não posso considerar o MacOSX na minha consideração, pois este não é (aqui no Brasil, eu creio) mais popular que os SOs Livres. Lembremos que o MacOSX não é livre.

Seria interessante comparar os preços dos sistemas operacionais da MS com os da RedHat, ou da Mandriva, e serviços relacionados.

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Blog: Livre e Social

Gilberto Martins's picture

Não posso considerar o MacOSX na minha consideração, pois este não é (aqui no Brasil, eu creio) mais popular que os SOs Livres. Lembremos que o MacOSX não é livre.

Seria interessante comparar os preços dos sistemas operacionais da MS com os da RedHat, ou da Mandriva, e serviços relacionados.

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Blog: Livre e Social

hdoria's picture

Ótima notícia, mas ela precisa ser analisada com cuidado. Tem muito xiita da microsoft achando que agora sua empresa agora é super boazinha e muito xiita do opensource achando que a vida vai melhorar 100%. As coisas não são bem assim.

A Microsoft não é boazinha (e deveria?) e, com certeza, não fez isso por livre e espotânea vontade. Pode ter muito a ver com isso [1].

Ela está tornando as coisas mais transparentes e melhorando a interoperabilidade (agora sim), mas *dependendo do caso* os desenvolvedores ainda precisão pagar pela patente do MS. De qualquer forma, ponto para a MS.

[1] http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL3086...

:wq!

Alex Lacerda's picture

Ótima notícia para a comunidade open source, só espero que cumpram..

será que tá batendo água na bunda da MS? hehe

Paulim's picture

Tem alguma coisa errada nisso.

É esperar pra ver.

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Vaca amarela, pulou a janela.

cesargm's picture

Que ótima notícia. Já tinha lido num jornal de grande publicação, mas achei que fosse erro de tradução ou coisa do tipo.

Parabéns à Microsoft Smiling

lf.amorim's picture

Vou mudar meu conceito em relação a Microsoft lentamente.

Meu conceito hoje é de que pode melhorar muito.

rfnet's picture

Hmmm.. ainda tem muita água pra rolar....
vamos ver o que isso vai dar

Ixi ainda não pensei em uma assinatura ! hehehe

E a qualidade da documentação que vai estar disponível??

Será que realmente vai resolver, ser útil, ou vai ser um monte de papel pra tacar no lixo, "afinal papel aceita tudo, até merda".

E as linhas minúsculas das condições de uso desse material?!

É difícil acreditar na Microsoft.

Carlos Cardoso's picture

Você, OBVIAMENTE, NUNCA ouviu falar do MSDN, acertei?

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contraditorium.com

Olá Arauca,

O quão completa será essa documentação é, sem dúvida, a preocupação inicial. Se por simples incompetência a Microsoft liberar especificações incompletas, é provável que, ao longo do tempo, essas especificações sejam aprimoradas para alcançar o que eles realmente desejam: interoperabilidade.

Acredito nisso baseando-se na nítida tendência dos ambientes de TI, influenciados meramente por argumentos técnicos, convergirem para ambientes heterogêneos. Nesse cenário, promovendo a interoperabilidade, a Microsoft inclina seus clientes para uma situação mais confortável, ao mesmo tempo em que se adapta a lei antitruste e suaviza sua imagem no mercado, na sociedade tecnológica e nos governos.

Obviamente, apenas especulação. Longe de mim afirmar qualquer estratégia da Microsoft.

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