Redação 19 anos atrás

Enquanto isso os consultórios vão se enchendo. Mais gente achando justificativas externas pros próprios problemas, mais dinheiro para os terapeutas e vendas de Prozac subindo pelo telhado.
Antigamente o álcool iria destruir a juventude. Depois vieram as drogas. Morte certa, todo mundo iria cair em uma espiral de autodestruição se chegasse a menos de 30m de um cigarro de maconha (apagado, aceso eram 55 metros) e a Sociedade estava em vias de se esfacelar.
Agora a culpa é do Mário. (vai, pergunta!)
Será que não é hora de diminuirem todas essas síndromes e bodes expiatórios, e ao invés de apontar culpados como games, sexo, drogas, rock'n'roll e similares, perceber que o vício EM SI é um problema, e que o objeto do mesmo é irrelevante? Se não for videogame vai ser cachaça, cartas, cavalos lentos e mulheres rápidas, qualquer coisa que gere uma boa liberação de endorfina no cérebro.
Claro, entender o mecanismo genérico do vício dá muito mais trabalho do que simplesmente apontar o dedo pra um Wii e dizer "satanás!".
O pior é que essa banalização afeta negativamente os casos sérios onde realmente há um distúrbio, como a PMD e o TOC, corajosamente assumido pela Luciana Vendramini, por exemplo.
Fonte: The Daily Times