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Ops, desculpem, o Jobson já começou seu excelente artigo sobre o GPS TomTom One com essa frase. Esse mesmo review me deu a idéia de compartilhar minha própria experiência com meu aparelho de GPS, o Mio C310x. Talvez seja interessante dizer que o motivo de ter um GPS é o de que eu não natural de São Paulo, só vindo morar no estado há poucos meses, mas isso não quer dizer que o aparelho não tenha sido extensamente testado.
Muito pelo contrário, por motivos de trabalho já precisei rodar 1.500 km em três dias, e acredito que poucos aparelhos dessa natureza são postos tão à prova.
Então, comecemos.
O GPS Mio C310x é bastante popular no mercado: ele é um dos hardwares disponíveis do Navegador Quatro Rodas, uma assumidade nacional em matéria de posicionamento global automotivo. O meu aparelho não é um deles, foi adquirido nos EUA e precisei adquirir e importar os mapas brasileiros manualmente. O software de navegação é o iGo My Way 8, customizado e rebatizado de MioMaps. O mapa em uso é o Brasil 7.0 de 2007.
O Mio tem um display de bom tamanho, sendo a maior parte da interação com o sistema feito através de ícones touchscreen e dos 4 botões laterais e a interface é toda em português do Brasil (entre outros idiomas). A captação do sinal de satélite é muito boa, mesmo em locais cercados de arranha-céus, sendo difícil perder o sinal. O cálculo de rotas é bem rápido: leva cerca de 1 segundo para algum lugar nas vizinhanças e algo em torno de 5-7 segundos traçando rotas de Campinas a São Paulo (cerca de 100 km).
Porém, como o Mio é um aparelho que (a) existe e (b) não é de fabricação da Apple, ele não é perfeito. Mesmo rodando na cidade ele já tinha dado umas derrapadas, pedindo para virar em uma contramão, entrar em uma rua bloqueada por canteiros e, mandando inclusive fazer um retorno em "U" que teria feito o guarda de trânsito mais simpático do planeta gritar por pena de morte por cadeira elétrica se fosse executado. Em geral são erros corrigíveis (o recálculo da rota é automático e, como dito antes, bem rápido) e devem-se em grande parte a mudanças recentes no trânsito.
Rodando no interior e em cidades menos povoadas porém é que se percebe a limitação do aparelho. No caminho até Bauru (~270 km), que nem é tão desolado assim várias vezes "saí da pista", de forma que parece que ou você está num avião ou num veículo que saiu de um cruzamento de um Land Rover Defender e com um Abrams M1. Naturalmente isso não afeta criticamente a viagem, mas você perde as informações de tempo estimado de chegada, distância para a próxima mudança do percurso e limites de velocidade da via enquanto está brincando de rally.
E falando em limites de velocidade da via, outro problema: com exceção da cidade de São Paulo, inúmeras outras vias estão com limites de velocidade incorretos. Quase todas as rodovias com canteiros entre as faixas de sentidos opostos estão marcadas como sendo de limite 120 km/h, enquanto as de faixas simples estão como 90 km/h. Infelizmente o que parece que é a caracterização dos limites de velocidade parece ter sido feita de forma amostral.
O que deve ser observado é que este problema não é do aparelho ou do software, mas dos mapas da localidade. Teoricamente todos os aparelhos de GPS que utilizarem os mapas Brasil 7.0 Data Source [070716] (todos os que eu vi até hoje, com exceção do Navegador Quatro Rodas.) são passíveis de apresentarem os mesmos problemas. Fico na torcida para que melhorem isso na próxima versão dos mapas.
Como dito, o Mio em se tratando de GPS é um ótimo aparelho, possui alguns defeitos e pode ser melhorado. Mas tem um ponto em que o mesmo é realmente imbatível: hacking.
O aparelho de GPS em si não é nada mais nada menos que uma handheld com Windows CE 4.0 e GPS embutido. Existem inúmeros sites na Internet com informações úteis e downloads para "desbloquear" o Mio, isto é, sair do shell principal, que só dá acesso ao GPS e MP3 Player, e cair no WinCE. Depois disso, é usar e abusar, como faria com um PDA comum: é possível assistir filmes, armazenar arquivos, até conectar a Internet, usando a criatividade.
O uso mais interessante que tenho feito dessa característica é meu projeto pessoal de mapeamento de radares da cidade. Utilizando o iGO POI Explorer, capaz de importar e exportar o banco de dados de POI (Points Of Interest - Pontos de Interesse), é possível salvar como arquivos KML do Google Earth/Maps os locais dos radares de velocidade. Qualquer outro proprietário de um Mio (ou de qualquer GPS que utilize o iGo My Way como software de navegação) pode importar os pontos para seu aparelho e marcá-los para ser avisado (discretamente) ao se aproximar de um deles abaixo ou (escandalosamente, com beeps desesperados) acima do limite.
Eu concluo esse artigo não com um elogio ou crítica ao Mio C310x, mas com e feliz constatação de que o Brasil está despertando para a importância desses aparelhinhos que salvam vidas (salvou a minha). Mesmo a precisão dos mapas ainda deixando a desejar, o nível das rodovias ser medíocre em alguns locais isolados e o banco de dados de Pontos De Interesse não abranger nada além da cidade de São Paulo tudo que está disponível hoje era inimaginável cinco anos atrás. Um dia talvez cheguemos ao níveis de detalhamentos dos mapas europeus ou americanos (que têm cerca de 1 GB cada um, enquanto o Brasil 7.0 possui cerca de 70 MB).
Integração com Google Earth, boletins de tráfego online via GPRS, localizador de veículos (o última já existe). Não dá para imaginar onde estaremos daqui a mais cinco anos.
Infelizmente minha bicicleta não tem suporte para acoplar gps, então não poderei testar o aparelho...
Aqui em São Carlos várias ruas no Google Earth/Maps estão cerca de 20 metros fora do local onde deveriam estar... se elaguém tentar usar isso em um gps vai ter um sério problema..
Gambiarra Federation
"...ele é um dos hardwares disponíveis do Navegador Quatro Rodas, uma assumidade nacional em matéria de posicionamento global automotivo."
Tango, só um toque. Salvo engano, o correto seria sumidade.
De resto, bom texto. Eu me encontrava indeciso quanto a adquirir um GPS, mas agora vejo que acaberei por comprar um.
A possibilidade de haking, soou muito interessante. =D
"Mantra de Ganesh: Vakratunda Mahaakaaya Suryakotee Sama Prabha Nirvighnam kuru mey Deva Sarva kaaryeshu Sarvadaa"
Concordo: o correto seria sumidade.
Outro toque: "Talvez seja interessante dizer que o motivo de ter um GPS é o de que eu não natural de São Paulo,"
Não teria faltado um "sou" aí no meio do "eu não natural", cara pálida?
No mais, bom o texto.
Okay, my bad 2.
Mas palavras engolidas é lugar comum, dá um descontinho...
Considerem como prova cabal de que fui eu mesmo quem escreveu o artigo.
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Viagens e trabalho: http://flybywire.librian.net/
Dicas, histórias e reflexões na sala de embarque
Nossa cara, verdade. Desculpem o mau jeito. Fiquei em dúvida quanto à "sumidade" ou "assumidade" e googlei o segundo (o Google é meu dicionário: se ele não responde "você quis dizer..." é porque a palavra está certa). Parece que ele me deixou na mão dessa vez.
Mil perdões.
Quando ao GPS, é um investimento alto, isso é verdade. Mas vale à pena. Costumo dizer que GPS é como notebook e celular: você nunca precisou, até ter um.
Ah, e é "hacking", e não "haking". 1x1.
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de vez em quando ele dá umas cagadas assim.. ou seja, o google ainda não é deus (ou quer nos fazer pensar isso)
Como você disse: "é um investimento alto, isso é verdade. Mas vale à pena"
Vou adquirir um, certamente. =D
P.S: "Mas palavras engolidas é lugar comum, dá um descontinho..."
Faço minhas suas palavras, foi um erro de digitação.
P.S.S: Continue escrevendo, talvez até um outro artigo sobre as modificações que C310x pode receber. Claro, se for permitido falar sobre o assunto. Sei que muitos proprietários gostariam de aprender a turbinar seus "filhotes". =DD
"Mantra de Ganesh: Vakratunda Mahaakaaya Suryakotee Sama Prabha Nirvighnam kuru mey Deva Sarva kaaryeshu Sarvadaa"
O post saiu duplicado... É passível de ser apagado?
"Mantra de Ganesh: Vakratunda Mahaakaaya Suryakotee Sama Prabha Nirvighnam kuru mey Deva Sarva kaaryeshu Sarvadaa"
Puts, muito bom o artigo! Muito interessante.
Agora vai a pergunta, vejo que a utilidade maior do GPS está voltada mais para que mora nos grandes centros. No meu caso eu moro no interior do Paraná, não tenho muito interesse em ter o mapa de onde eu viajo (claro que seria muito bom se tiver as rodovias daqui nos mapas), por isso eu gostaria de saber se eu posso mapear minhas rotas, eu trabalho em 41 municípios, muitos ainda nem fui, por isso gostaria de mapear a primeira vez que fizesse a viagem para utilizar o mapa posteriormente, isso é possível?
obs: Faltou um informativo sobre os preços dessa belezinha ai, to pensando em comprar e quero fazer um estudo dos aparelhos disponíveis e é claro, eles têm que ser compatíveis com meu bolso!
"Sou analfabeto, não sei assinar."
Laertesss:
Infelizmente isso é uma coisa que eu gostaria MUITO de ser possível. Infelizmente não conheço nenhum aparelho de GPS que faça o mapeamento de rodovias sob demanda. E o que é pior, os mapas não são gratuitos.
O preço dos aparelhos de GPS dependem de três fatores: hardware, software e mapas. A variação fica entre 1.000 e 1.600 reais.
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Dicas, histórias e reflexões na sala de embarque
Laertes,
Isso é possível sim, usando um GPS como o Garmin 60cxs, cujo review postei aqui mesmo no Meio Bit: http://www.meiobit.com/computacao-movel/analise-ga...
Aliás, esse é um dos motivos que no "meio" chamamos o Mio, TomTom, Quatro Rodas, etc, de Navegadores e não GPS (apesar de serem GPSs, claro, apenas uma questão de "termos").
Existem muitos mapas trackeados assim como você fala. Aqui no Brasil, eles costumam ser integrados pelo http://www.tracksource.org/, que é um projeto colaborativo e gratuito.
abraços
Cassio R Eskelsen
Legal o review!
Realmente, GPS e Navegadores estão se popularizando no Brasil. Bom para nós usuários, que cada vez teremos mais mapas e POIs trackeados.
abraços!
www.osnata.com.br
Tem uma nova marca chegando ao mercado para acirrar a concorrência.
A AvMap é a maior da Itália e uma das principais na Europa.
É a primeira grande empresa a ter uma filial oficialmente instalada no Brasil (as outras tem importadores ou representantes).
Isso é legal porque garante atendimento e suporte ao cliente direto da fábrica (inclusive com 0800 ligação gratuita).
O modelo de entrada é o Motivo que tem tela maior que os concorrentes atuais no mercado (4,3" widescreen).
Tenho um e ando com ele diariamente aqui em São Paulo. A antena dele é excelente e a tela é igual TV, quando você acostuma com uma maior nunca mais quer voltar pra menor...
E este é só o primeiro modelo de entrada (o preço é igual aos concorrentes de tela 3,5"), vem novidades nos próximos meses, modelos que hoje fazem sucesso em toda Europa.
A concorrência que se prepare.
Se alguém do meiobit quiser fazer uma análise estamos a disposição.
www.osnata.com.br/avmap.htm
gostei do artigo...mandou bem
- VEM COMIGO, NO CAMINHO EU EXPLICO...
Tango,
Muito bom seu artigo, também tenho esse brinquedo importado dos EUA. Tenho três softwares navegadores instalados: Destinator 7 (utilizado pela Quatro Rodas), iGO 2006 plus (meu preferido) e MioMap 3.3 (baseado no iGO).
Posso dizer que também já me salvou algumas vezes, consigo chegar em qualquer "buraco" sem maiores problemas. É claro que os mapas precisam de muita atualização, mas já ajuda bastante.
Quero fazer apenas uma pequena correção em seu artigo: A versão do iGO que você está usando é a 2006 Plus e não a versão 8, essa última ainda não foi lançada oficialmente. Ela muda radicalmente o visual da navegação haja vista que implementa visão 3D de edificações.
Um abraço.
Tango, parabéns pelo artigo! Muito bem escrito!
Preciso de uma ajuda sua...
Comprei um c310x essa semana. Gostaria de colocar a base de radares nele. O meu c310x não veio com cartão SD... Tem como colocar essa base de radares mesmo sem o cartão?
Se tiver como, vc me explicaria?
Abraços!
Jairo