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Hoje em dia, por conta de algumas câmeras xing ling que trabalham com interpolação da imagem, o termo ficou meio batido e relacionado a coisa sem qualidade, mas não é bem assim. Quem tem blog ou trabalha com imagens na internet, sempre que redimensiona uma imagem, está trabalhando com interpolação. Toda vez que você manda uma imagem para ser revelada em um minilab ela sofre uma interpolação para ser reproduzida em papel. Já que o processo é inevitável e presente em nossas vidas, é muito mais vantajoso que o usuário esteja no controle do processo em vez de relegar para o operador do minilab essa tarefa.
Interpolar, segundo uma definição do Marcos Kim, é chegar a um resultado desconhecido através de fatores conhecidos. No caso da imagem seria criar novos pixels através dos dados dos pixels existentes. Embora a maioria das pessoas não saiba, todos os sensores de câmeras fotográficas (exceto o Foveon) trabalham com interpolação. A superfície deles é formada por um mosaico onde cada quadradinho é responsável por capturar uma cor primária (Vermelho, Verde, Azul), se parecendo muito com um tabuleiro de xadrez. Então, o quadradinho responsável pela captura da cor vermelha vai interpolar as duas outras cores através dos dados contidos nos quadrados vizinhos. Esse processo acontece de forma automática em quase toda câmera digital.
Pixels e tamanho físico da imagem.
Como já disse em outras ocasiões, a quantidade de megapixels em uma imagem está relacionado ao tamanho máximo que você vai poder imprimir essa imagem. Então, quanto mais megapixels, maior vai ser sua cópia em papel. Outra relação interessante a ser colocada é o meio físico em que vai ser impresso essa imagem e sua relação de pixels por polegada. Para exemplificar o que estou falando vamos utilizar uma imagem produzida pela Fuji Finepix S6500fd com 6 megapixels de resolução. Ao abrir essa imagem no Photoshop e ir até a guia image<=>image size, vamos ter o quadrado abaixo.
A informação do quadro me mostra a quantidade de pixels da foto (2848 x 2136), quantos pixels temos por polegada (72 ppi) e o tamanho de impressão que seria possível se usássemos essas definições (100,7x75,35 cm). Aqui cabe uma pequena explicação. Pixels por polegada (PPI) não tem nada a ver com pontos por polegada (DPI). As pessoas acabam usando a DPI para falar de imagem quando isso não se aplica a esse fim. DPI são os pontos de impressão enquanto PPI é a aglomeração de pixels em uma imagem. Existe muita gente que fica preocupada quando percebe que sua câmera está fazendo imagens a 72 PPI, mas isso não tem relação com a qualidade da imagem e sim com a dispersão dos pixels.
Agora entra a questão do objetivo da impressão. Se você vai mandar essa imagem para um minilab então, para ter uma noção do tamanho máximo de reprodução, deve-se desmarcar o quadrado Resample Image e mudar a relação de ppi para 300 (esse é um número cabalístico, pois poderia ser mais ou menos, mas tomou-se ele como padrão). Ao fazer essa mudança notamos que o tamanho da imagem em centímetros caiu para 24,11 x 18,08 cm. Esse é o tamanho máximo de impressão sem interpolação. Agora, se você vai fazer um baner, a relação de pixels por polegada pode ser maior, já que a pessoa vai observar a imagem de uma distância maior onde a perda de qualidade não vai ser aparente. Se jogarmos 150 ppi na imagem ela vai adquirir um tamanho de 48,23 x 36,17 cm. Um outro exemplo bacana é a questão dos Outdoors, que por estarem muito longe de quem está observando usam uma relação de pixels por polegada muito baixa. Alguns chegam a 6 ppi, o que daria para nossa imagem de 6 megapixels um tamanho de 1205,65 x 904,24 cm.
Quando mandamos uma imagem bruta para um minilab deixamos a cargo do operador da máquina (que nem sempre tem um treinamento adequado para a função) as decisões de como dimensionar e que parte da imagem cortar (já notaram cortes em suas imagens?). Por isso que é mais vantajoso que o próprio usuário tome essas decisões. Aumentar ou diminuir o tamanho físico da imagem geram perda de qualidade, mas existem processos que minimizam essa perda. Isso é que vou falar no próximo texto.
Continua...
Legal! Tem gente que pensa que foto é como no CSI(zoom sem perda de qualidade).
Quais as difrenças entre interpolação linear e cúbica? O cúbica tem uma melhor qualidade. Pq?
Parabéns, Gilson. mais uma matéria de altíssima qualidade!
Isso me dá saudades do meu tempo de manipulador digital. Explicar isso pro povão que comprava câmera tekpix dava um trabalho...
..................r o n i u j .............................
Ótima máteria. Eu só gostaria de entender porque as imagens ficam 'cinzas' quando vejo por um leitor de feed.
Não deixe que a escola interfira na sua educação -
Mark Twain
Experimente um outro leitor. O seu é software ou na web? Porque uso o Google Reader e as imagens aparecem perfeitamente, assim como os vídeos.
Adorei a matéria e já estou ansioso pela próxima parte. Eu gosto de mexer em fotografias. Adorei a matéria sobre macro, fiz até umas experiências.
Boa a matéria...aguardando a continuação
Só uma complemento: Cores primárias, no sentido clássico, são o Vermelho, o Azul e o Amarelo (ou Ciano, Magenta e Amarelo).
As cores do famoso RGB, são chamadas de cores primárias em fontes de luz.
Uma bela complicação, mas o link da wikipedia explica bem
Crônicas Imortais
Não é bem assim.
Vermelho, amarelo e azul são as "cores primárias" que se ensina no primário para as crianças píntarem com guache à dedo.
O que acontece é que existem dois tipos de combinação de luz: por emissão e por absorção.
No caso de luz por emissão, as primárias realmente são o vermelho, o verde e o azul, tendo por secundárias o ciano (azul e verde), o amarelo (verde e vermelho) e o magenta (vermelho e azul).
No caso de luz por absorção, as primárias são as secundárias do outro sistema, ou seja, ciano, amarelo e magenta. As secundárias são o azul (ciano e magenta), o vermelho (magenta e amarelo) e o verde (amarelo e ciano).
A física por trás disso é um pouco complicada, mas pode acreditar.
Ah, mais um detalhe: a combinação das 3 primárias por emissão é o branco, e a combinação das 3 primárias po absorção é o preto.
Como tinta é tinta, é quase impossível obter as primárias "puras", e por isso (e pra não rasgar o papel) se utiliza o preto e cartuchos com outras cores em impressoras mais modernas.
"Excelente!"
Como eu disse, uma bela complicação
Crônicas Imortais
Já tinha aprendido isso e acho que com o desuso acabei esquecendo. Valeu por relembrar e pelas informações novas.
Quando mandamos uma imagem bruta para um minilab deixamos a cargo do operador da máquina (que nem sempre tem um treinamento adequado para a função)
Você já encontrou algum que tivesse treinamento?
A maioria acha que está operando uma jato de tinta tamanho gigante.
Ótima matéria!
Cassio R Eskelsen
Muito bacana a explicação, mas sabendo que o número 300 cabalístico é tomado como padrão, qual a quantidade de ppi, pela tua experiência, pode ser usada sem maiores problemas para conseguir aqueles centímetros extras de boa foto?? até uns 250?
Abaixo de 300 para reprodução fotográfica eu já acho que perde um pouco de qualidade. A partir desse momento é que entra o processo de interpolação. Você vai aumentar o número de pixels e manter a mesma relação de PPI. Esse vai ser o tema do próximo artigo, mas em alguns casos é possíovel dobrar o tamanho da imagem.
http://lorenti.org
http://cameraescura.comopiniao.com/
interessante cara...fiquei de cara qndo mandei imprimir umas fotos...lah no cristo no rio, enquadrei tri bem pra deixar ele bem no centro e deixar o mesmo espaço dos dois lados das mãos, resultado, na impressao cortou as mãos, quem olha a foto impressa acha q nao sei enquadrar direito
dá proxima vez vou fuçar no CS e deixar jah no tamanho certo, 10x15
Abraço
Muito interessante isso !
Vou passar a estudar um pouco mais essa coisa de interpolação....
Achava que era um bicho de 7 cabeças... Mas não é bem assim !
ótimo artigo!! ja ansioso pelo proximo