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Uma das coisas mais problemáticas para quem migra do Windows para o Linux é encontrar programas. Não que eles não existam, acontece que a primeira coisa que todo mundo fala é : “No Linux você não procura programa na Internet, vai no gerenciador de pacotes e instala”... Ok, isso é verdade, porém antes de ir ao gerenciador de pacotes é importante saber o nome do aplicativo não é?
Tudo bem, gerenciadores de pacotes “de qualidade” costumam dividir tudo em categorias, facilitando muito a pesquisa por programas desconhecidos. Mesmo assim não é lá grande coisa, geralmente sem screenshots as pessoas costumam ficar desconfiadas, até porque a coisa mais comum no sistema do pinguim são programas sem nenhuma interface gráfica. E, no geral, os usuários acabam reclamando do sistema e desistindo de “procurar na web”....
Então lhes trago boas noticias: inicio hoje uma coluna de apresentação de programas diversos do mundo Linux. Infelizmente a freqüência será menor que o ideal, mas “qualquer pouco já é muito” quando se trata de informação.
Hoje: Programas de edição de Áudio e Vídeo
Antes de mais nada, é interessante ressaltar que acessando o SourceForge.net, em qualquer uma dessas categorias vamos ter uma quantidade absurda de opções. Então vou tentar resumir alguns aplicativos e quem quiser fazer alguma indicação nos comentários será muito bem vindo....
Cinelerra é um editor de vídeo completo, provavelmente a mais conhecida das soluções livres para a plataforma e,certamente, uma das melhores.
Importa e exporta em diversos tipos de arquivo de vídeo (avi, mpg, m1v, m2v, mov etc.) e áudio (wav, mp3 etc.).
Cinelerra possui recursos de tratamento de vídeo, cor, brilho, contraste, gradient, zoom, e áudio possui compressor, denoise, sound level, sincronismo e captura direta de dispositivos externos entre muitos outros recursos. Muito recomendado para quem gosta de criar efeitos mais profissionais, e possui uma interface muito produtiva. À primeira vista parece ser complicada, mas depois de um tempo todo o processo de edição se torna muito simples, mesmo assim não é indicado para usuários “leigos” que desejam diversas facilidades.
A principal vantagem do programa é quantidade de material disponível na internet, facilitando assim o aprendizado.
O Cinelerra é muito usado para composição e edição de vídeo em tempo real e é possível criar vários daqueles efeitos que vemos em programações vo vivo.
O Kino também é um dos mais conhecidos. Ele basicamente é usado para captura de vídeo via firewire, é um software super simples e muito poderoso e a qualidade da captura é excelente, raramente acontecem problemas de “travadinhas” no vídeo no momento da captura, mesmo com um dispositivo de captura simples. Ele lê usando o FFMPEG e e MEncoder, permitindo acessar arquivos vindos de vários outros programas de edição.
Sua principal qualidade é exportar conteúdo de volta para fitas miniDV, e pessoalmente não conheço nenhum outro programa com essa capacidade, mesmo no Windows.
Seu principal problema é a interface, que sofre do mesmo mal de muitos programas Linux: é horrível. Felizmente é muito produtivo e nas mãos de um profissional faz coisas maravilhosas.
Ele não é um software de edição muito completo, geralmente é usado com em conjunto com outros programas de edição como o Cinelerra.
Site oficial: http://www.kinodv.org/
O Jahshaka é uma poderosa ferramenta para composição de vídeo, assim como é o After Effects. Possui várias ferramentas de edição, como pintura digital, composição com objetos 3D, animações, chroma key, efeitos visuais, etc. Importa e exporta em diversos tipos de arquivo de vídeos (avi, mpeg, wmv, ogm, rmbv etc.), áudio (wav, mp3, ogg, etc.), imagens (png, jpg, gif, etc) e modelos 3D (3ds) e manipula até mesmo arquivos em Flash.
Sua próxima versão (3.0), já está em produção faz quase 2 anos e deverá vir cheio de novos recursos (a foto ao lado é um SS do editor de cores do Jahshaka 3.0). Não tem uma data fixa para lançamento da nova versão, mas provavelmente será lançado ainda este ano. Essa versão foi toda reformulada para usar a OpenLibraries, o que deve aumentar muito as contribuições da comunidade.
O Jahshaka é um programa bem completo, suporta reprodução em tempo real (com hardware OpenGL) e também possui ferramentas para exportar diretamente em DVD. Tem um ótimo editor de áudio interno, roda em Windows, Linux e OS X, foi construído usando Qt e é licenciado pela GNU GPL.
O download pode ser feito no SourceForge.net, e também está disponível nos repositórios algumas distribuições.
Site oficial: http://jahshaka.org/
Comunidade Brasileira: http://www.jahshakabrasil.com/
Como o pessoal do KDE adora criar programas (criam de tudo, sempre para poder integrar o máximo possível as funcionalidades ao seu Desktop), criaram o KDEnlive, um programa muito interessante que lembra o Movie Maker em termos de funcionalidades. É simples, porém não menos eficiente. Está longe de ser um editor de vídeo profissional, mas já dispõe de muitas ferramentas interessantes e uma boa quantidade de efeitos para criar vídeos amadores. É um ótima opção para quem deseja fazer uma edição simples porém com qualidade.
Site oficial: http://www.kdenlive.org/
O AviDemux é uma ferramenta bem simples, muito parecido com o Virtual Dub para Windows em termos de funcionalidades. É capaz de manipular os arquivos de vídeo mais comuns (Avi, Mpeg, Asf,etc). O interessante do AviDemux é a possibilidade de automatizar tarefas com scripting, o que ajuda muito quem quer fazer uma edição simples em vários vídeos, como adicionar uma introdução em um lote de vídeos, por exemplo.
Possui versão para Linux, BSD, Mac OS X e Microsoft Windows sob a licença do GNU GPL.
Site oficial: http://www.avidemux.org/
Não adianta falar de edição de vídeo sem falar em autoração de DVD. No Linux existe o MANDVD, que é um software livre muito bom e possivelmente o mais amigável de sua categoria.
Seu maior problema é não possibilitar que se adicione mais de um menu ao DVD. Mesmo assim é um excelente software e promete muito nas próximas versões.
O ManDVD é voltado para usuários sem experiência em autoração de DVD e está muito longe do DVDlabPro. Entretanto é uma solução muito melhor que a maioria dos programas similares no Windows , como os que são incluídos na suite do NERO.
Claro, não adianta criar um menu sem um som adequado. Às vezes desejamos adicionar uma música ou um trecho de algum arquivo de áudio qualquer, para isso temos o Audacity. É um excelente programa para captura de áudio e edição, possibilitando também adicionar vários efeitos, eco, amplificar o som, criar mudanças na velocidade, etc. Sua principal característica é a facilidade e é recomendado para quem não possui experiência em edição de áudio e ainda assim deseja ter um trabalho de qualidade.
Está disponível para Mac OS X, Microsoft Windows e Linux sobre a licença GNU GPL.
Site oficial: http://audacity.sourceforge.net/
Caso queria algo um pouco mais profissional, existe o Hydrogen que é dedicado à criação de padrões rítmicos, e canções no geral. Ele foi baseado na Qt3 então é uma excelente alternativa para quem usa KDE e suporta até 64 instrumentos simultaneamente. Já existe uma nova versão sendo preparada nos moldes da Qt4 e também adicionando novas ferramentas de edição de som.
Seu maior trunfo é a enorme quantidade de ferramentas para edição de música. Além é claro de ser gratuito licenciado através da GNU GPL para Linux, OSX e Windows. É o típico programa que tem capacidade de concorrer com seus amigos proprietários.
Site oficial: http://www.hydrogen-music.org/
Outro software de edição profissional tão bom quanto o Hydrogen é o Ardour. Seu principal diferencial em relação ao Hydrogen é a interface: além de exibir vários gráficos de áudio, possui uma seleção de ferramentas por janela muito diferente do Hydrogen agradando então a gregos e troianos. Outra coisa muito interessante no Ardour é a capacidade de integração com outros softwares de edição como o JAMin.
O Ardour também é licenciado pela GNU GLP, e está disponível para Linux e OSX (Sem Windows??)
Site oficial: http://ardour.org/
Bem, eu gostaria de apresentar muitos outros programas, porém esses 9 mostrados hoje já demonstram muito bem a evolução das ferramentas de edição no Linux. Só mostrei softwares livres, não por questões filosóficas ou algo parecido, mas simplesmente por muita gente associar o nome com softwares de má qualidade. Esses são em grande parte projetos novos se comparados à "concorrência", criados simplesmente para ser uma ferramentas gratuita, assim como os muitos programas "freeware" por aí. Alguns deles receberam ótimas colaborações e o projeto acabou ganhando um foco mais profissional, como o Cinelerra, Jahshaka e Hydrogen. É muito interessante ver que programas que simplesmente deveriam ser comparados com o “winavi” ou "Movie Maker" acabaram ganhando ferramentas de alto nível, (comparáveis ao da excelentíssima suíte da Adobe para Windows) e ainda com a grande vantagem de serem gratuitos.
Ou seja, se você não é um profissional na área de edição de áudio e vídeo, não perca seu tempo pirateando ferramentas como o After Effects, até porque não vai conseguir aproveitar todas funcionalidades dele. As soluções livres serão mais que suficientes para se criar trabalhos maravilhosos. E se você é um profissional na área, por favor, teste também esses softwares, opine e ajude a melhorá-los. Quem sabe em um futuro próximo você não precisará pagar as altíssimas licenças de seus softwares, ou adquirir somente as de alguns softwares mais baratos para complementar seu trabalho?
E vocês, profissionais ou não, conhecem algum ferramenta de áudio e vídeo gratuita boa? (Mesmo que não seja para Linux).
Ótimo post, parabens.
Jabá http://beernotfoundexception.blogspot.com/
Você pode baixar todos estes programas individualmente, OU...
Pode baixar o UbuntuStudio, distribuição Linux baseada no Ubuntu (não diga?) voltada para a produção de conteúdo multimídia.
http://ubuntustudio.org/
Opinião: muito boa esta distribuição. É, na verdade, a que eu uso pessoalmente.
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MMOGAMES - Visite!
carai.. mando muitoooo bem =)
é isso aew ! O unico que conheço, uso e recomendo ( ta.. em windows.. fazer o que né..rs) é o Audacity.. que já quebro muitoooooo galho!
[]s
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Música eletrônica + atitude -> sabotagem.org
Sua recomendação é válida porque Audacity é multi-plataforma
"Knowledge is just opinion that you trust enough to act upon." — Orson Scott Card
Pois é, acho que vale a pena comentar também que há alguns outros como o ótimo Jahshaka, o Ardour e o hydrogen que também funcionam em outros sistemas operacionais.
Parabéns Wallacy, o seu artigo ficou excelente!
...
David
Você citou o que eu mais uso atualmente: Avidemux. É, na minha opinião o melhor frontend já feito. Faz de tudo um pouco para você não ter que decorar os intermináveis parâmetros do ffmpeg... rs..
Agora, você citou o ManDVD... Pessoalmente não gostei dele não, pela forma esquisita de tratar as legendas... Não sei se a besteira foi minha, mas não consifo codificar direito as legendas com ele. Nesse caso, acho que você esqueceu de citar o DeVeDe, que faz isso muito bem.
De resto, seu artigo está show de bola!
Me esqueci do DeVeDe mesmo, outro bom também é o DVDautor.....
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Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças...
Gandhi.
AviDemux e o Devede juntos p fazer aquele DVD é muiiiito bom!
os outros com caráter mais profissional também são bons
ótimo post esse!
Esqueceu de dizer que o Hydrogen não é exatamente um software de edição MIDI completo, ele é mais como uma bateria eletrônica.
Megalopolis
É verdade, eu até tinha feito uma analise mais completa antes, mais perdi o arquivo, dai quando refiz citei só algumas coisas...
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Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças...
Gandhi.
É verdade...
eu baixei pensando em um substituto com multipista para o audacity,
mas não consegui nem capturar audio, só brincar com a bateria...
Agora ninguém pode dizer que linux é ruim e que não tem programas
Sabendo onde e como procurar você acha tudo que precisa e muito mais!!!
Basta deixar a preguiça de lado, e passe a usar a curiosidade!
[EDIT] Cansei de usar o Audacity pra limpar gravações (tirar ruídos) e editar-las cortando pausas e "engasgos" [/EDIT]
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Nem pensar, não entenderiam minha letra!
Minha sorte e que meu Blog não é m
Tê-los significa que são bons?
Excessão feita ao Audacity e ao Cinelerra, já usei a maioria dos outros, e, como opinião pessoal, não dá pra uso intensivo. Retocar um negocinho ou outro, vá lá.
Essa é uma ds vantagens de pagar uma fortuna na Creative Suite toda.
Premiere, Encore, Soundbooth...
Bom se você pode pagar uma fortuna na "Creative Suite" parabéns!
Mas algumas empresas de animação que também podem pagar um fortuna por esses programas proprietários estão optando por software livre. então nem todos devem ser ruins?
Na minha opinião o software bom e o que se sabe usar, porque sabendo usar as possibilidades são imensas
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É claro, é só saber usar o microsoft BOB que ele fica ótimo por sí só.
Então seguindo sua linha de raciocínio animações como Shrek e filmes feitos ou editados em Linux são uma merda?
O.o
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Linux, Windows & Mac
Shrek foi feito onde, no Maya ?
Maya é um bom software.
Shrek foi editado no Kino ? Não.
Segundo eu entendí no seu raciocínio, basta um filme ser feito no linux (carece de fontes), para que todos os programas de edição de vídeo do linux automaticamente passem a prestar ?
Você teria, primeiro, que explicar AONDE Shrek foi feito. Modelado onde, renderizado onde, editado onde. Porque o kernel do linux não edita vídeo nenhum.
É que o amigo disse lá que "OS estúdios estão migrando para soluções livres", o que, está longe da verdade. Acompanhe:
A Dreamworks compra um parque cheio de máquinas Linux, e coloca o Maya em cada uma delas. Uma licença do Maya custa 3 mil dólares.
A Dreamworks faz o Shrek.
O partidário linux descobre que o Shrek foi feito no Maya rodando no Linux.Ótimo, seja devido a maior estabilidade do sistema, ou pelo preço, beleza, não se discute.
Acontece que o ator principal desta história não é o Linux, é o Maya. Se os caras tivessem um parque Windows usando o mesmo Maya, eles chegariam ao mesmo resultado.
Sendo devido ao software, não ao SO, o que capacita alguém a dizer que
e isso não procede. As empresas não usam o Kino, ou os outros softwares citados, exceto o Audacity que é bem aceito nos estúdios, e muito de vez em quando o cinelerra. Elas continuam optando por pagar fortunas pelos programas proprietários devido a ineficácia das alternativas livres, e não é por falta de mão de obra capacitada.
Que é uma das máximas que me irritam no mundo Linux: A culpa é de todo mundo sempre, exceto do programa.
Se usam Maya no Linux é porque acham melhor do que outro jeito. Eu até disse aqui em outra oportunidade que o Maya já era para ter sido fechado a muito tempo o dono Autodesk já tem o 3DS que é concorrente direto. E a autodesk não tem nenhuma experiencia em desenvolvimento multi-plataforma, recentemente o autocad tem até uns itens de .NET.
Ao invés de criticarmos as opções livres e proprietárias para linux deveríamos contar como tem sido este efeito tirar a informatica da inércia que vem a muitos anos. A anos que a unica novidade tem sido os avanços de hardware, raramente um software evolui na mesma proporção. Com o advento do software livre vemos passos rápidos numa direção certa.
Os softwares tidos como consagrados como o Autocad tem pelo menos umas 16 versões de história, o Photoshop umas outras tantas, o msoffice se não me engano já o 12o. release... e as versões livres com pouco tempo de estrada já conseguem incomodar em muitas coisas.
No Software livre geralmente temos a oportunidade de contar com aquele software para windows, mac, linux, bsd e unices. Esperamos que um dia o software proprietário proporcione senão a mesma coisa, mas algo além do roda somente no windows. Ou seja, que estes softwares saiam da mesmice.
Talvez economia do dinheiro das licenças do Windows ?
Ninguém trabalha na dreamworks para afirmar diferente.
Quer dizer que se o software é bom ou ruim, não importa, não devemos criticar, porquê "ele está tirando o mercado da inércia" ?
Primeiro: TODOS os softwares que o Wallacy citou fazem a mesma coisa do que programas proprietários que vieram ANTES deles. Ninguém está inovando nada, que isto fique claro.
Segundo: É absurdo dizer que não se pode criticar software por ele ser bom ou ruim. Antes de qualquer ideologia, conversa ideológica, antes de TUDO, vem o fato primordial do software prestar ou não.
Terceiro: Falar que os softwares não evoluem é piada. Só pra citar um exemplo, acompanhe a evolução do Flash, da sua primeira versão até hoje. Ou do Visual Studio.
Quarto: Desde quando software livre está "evoluindo em passos rápidos e na proporção certa"? Há algum componente ideológico na resposta? Porque se há, lamento, eu desprezo.
E ? Quando o OpenOffice estiver na versão 12, o Office estará na 22, e continuará sendo melhor. Idem para photoshop, e todos os softwares proprietários x livres.
O GIMP tem 11 anos de desenvolvimento. Iniciou-se em 1996, e, desde então, corre atrás do photoshop, sem nem chegar perto de superá-lo, por exemplo.
E, otimismo no futuro é até bom que você tenha, de aguardar o dia em que uma solução livre das citadas supere a proprietária, porém, isso é especulação e não um fato, logo, rejeito argumentos deste tipo.
Isso eu concordo. Talvez discordemos quanto ao sentido do "incomodar"... eheheh...
Outro engano. A maioria dos softwares roda em windows (93% do mercado) e mac (6% do mercado). A questão de não rodar em linux é simples: Ninguém usa Linux. Ou pelo menos não o suficiente para justificar um port. A reclamação de que "não roda em linux" é tão válida quanto o XV de Piracicaba reclamar que seus jogos de futebol não estão passando na TV.
Softwares como o Maya, de uso profissional, embora excessões, tem razão de ser: A empresa gasta MUITO com eles, e talvez queira economizar com licenças de SO, que, neste caso, são secundárias.
Softwares como o Maya, de uso profissional, embora excessões, tem razão de ser: A empresa gasta MUITO com eles, e talvez queira economizar com licenças de SO, que, neste caso, são secundárias.
Essa afirmativa de que o Windows e dominante por isso vamos fazer um software rodar somente nele é controversa, se existem outros softwares que com recursos de frameworks existentes conseguem ser multiplataforma porque outros não conseguem. Essa é pela mesma razão que segundo o Bradesco o NetEmpresa só roda no IE, afinal o IE é o browser dominante. Uma lógica triste porque enquanto o NetEmpresa só rodar no IE, outros browsers nunca entrarão na estatistica.
Poderíamos pela mesma razão arrancar rampas de acesso para cadeirantes, vagas em estacionamento para idosos, gestantes e deficientes. Filas especiais em bancos, afinal de contas é uma minoria absoluta que utiliza esses serviços.
Eu duvido muito que uma empresa que paga num Maya rios de dinheiro queira economizar numa licença Windows.
E sim o software evoluiu muito pouco, o 386 já era 32bits, mas só veio software 32bits no NT3.5 para Intel pentium. Plataforma 64bits já estão aí a bastante tempo, cadê os softwares ?
--
http://hamacker.wordpress.com
Eles conseguem, claro. Apenas não querem.
Não há mercado no linux, primeiramente.
Segundo, que não é a mesma coisa que fazer um SL, e colocar na licença algo como "Este software é distribuido 'AS IS", sem nenhuma garantia. Vendeu, necessita dar suporte. E as empresas adorariam ter que dar suporte a umas 970 distribuições bizarras só porque cinco caras querem usar tal programa.
Ou faz como a autodesk no Maya: "Ó, roda neste, neste e neste. O resto é por sua conta."
É um pesadelo logístico dar suporte pra Linux.
Nessa afirmação você foi freetard ao extremo. Estamos falando de um software, não de seres humanos. Zero e Um. Bits e Bytes.
A princípio, as pessoas fazem softwares por um motivo puro, simples sem ideologia alguma: DINHEIRO.
O dinheiro empregado programando ou reprogramando/portando um software para Linux não traz o retorno que justifique, logo, não é feito.
Você programa para web? Não sei se é o caso, mas, eu sim.
Sabe quantos browsers diferentes existem, para as mais diversas plataformas? Muitos. Incontáveis, praticamente. Caso você seja programador web, você faz seus sites rodar perfeitamente em todos eles, sem excessão, em todas as plataformas, ou só nos principais?
E se lançarem um novo browser amanhã, você vai adaptar seu site pra ele?
E quando lançarem 87280302 forks diferentes deste browser, você ainda vai prosseguir adaptando?
Agora, como você generalizou isso de minoria para gestantes, deficientes e idosos, não sei. Você está comparando um programa de computador com um senhor de 75 anos de idade que trabalhou a vida toda?
E, confesso. Não sei nem como argumentar bem uma afirmação destas. É absurda demais.
Eu duvido muito que não.
O seu conceito de evolução de softwares é a transição imediata de 32 para 64 bits ?
Eu fico pensando no tamanho do código do Photoshop, antes de compilar. O tamanho do Illustrator, do Corel... A quantidade de funções, bibliotecas, plugins de terceiros que devem existir e serem adaptados juntos. Não é um kernel de 40 mb.
O mundo corporativo não é um grande fórum Linux: Eles vendem software, não idéia: Só vão migrar para 64 bits quando o mercado exigir 64 bits e assim sempre será.
32bits para 64bits = recompilação, não tem nada a ver com quantidade de linhas. Toda a plataforma backoffice tem versão 64bits, toda a plataforma pinguim tem 64bits, só voce vê esse problema ? O software não evoluiu como no hardware, houve uma época em que enxugavamos bits de softwares porque o hardware era limitado, hoje o hardware esbanja poder e os softwares ficam lá atrás. No mundo corporativo 64bits chegou antes, meus servidores já são 64bits e muitos colegas meus já migraram, os que ainda não o fizeram é porque não tem banco de dados.
Só não era possivel criar páginas para todos os browsers porque o IE era limitado no W3C (css, png e transparencias por exemplo) mesmo assim era possivel se voce nivelasse seu código por baixo, isto é, criasse páginas compativeis com W3C apenas no que era MMC entre os outros browsers e o IE. Porém com o IE7 isso mudou, ele aceita melhor os padroes W3C, é só não usar hacks para único browser e será feliz.
Programadores/Webdesign desatualizados é que custumam criar páginas altamente porcas, uns iframe sem nexo e um JS incopetente. As tecnicas atuais (que já vem de tempos) já permitem usar o navegador de forma independente do SO.
Sua afirmação é que softwares são feitos apenas para windows porque windows domina é controversa, se pensar sempre assim não saimos do mesmo lugar. Nao tem nada ver com *tard, apenas quis demonstrar que se algumas pessoas diferentes do seu ponto de vista (pensar apenas na maioria) não reclamassem então não haveria acessibilidade a portadores de necessidades especiais, gestantes e idosos, se voce não entendeu a ilustração vou ter que chamar o Cardoso para interpretar para voce, eles fez isso para alguns, talvez faça por voce.
É possível criar softwares multiplataformas que seriam muito melhores que as gerações atuais, dar direito de escolha a quem utiliza, optar por windows, mac, linux,.... é importante para a cadeia produtiva, que hoje começa a descobrir que existem coisas melhores que apenas o seu SO. E nem tudo no linux tem que ser opensource, se voce comentou sobre o Maya deve saber disso.
Tudo que separa um software 32 bits para um 64 bits é uma pura e simples recompilação, sem revisão nem reescrita do código ?
Então eu me junto a você, e me pergunto porque tudo hoje não é 64bits.
Não preciso nem ir muito longe pra contradizer isso: basta ver sites que não ficam perfeitos no Opera, diferentemente do Firefox. IE fora, neste caso.
Controversa onde, exatamente ? É a simples, pura e prática "lei da oferta e da procura", presente em TODAS as atividades comerciais. Ninguém usa Linux, ninguém perde tempo e dinheiro portando softwares que não serão rentáveis no linux. Qual a controvérsia nisso?
Não, você não citou reclamação alguma. Você foi bem claro, e em bom português, em comparar a minoria que usa Linux, com a minoria idosa e os deficientes:
Poderíamos pela mesma razão arrancar rampas de acesso para cadeirantes, vagas em estacionamento para idosos, gestantes e deficientes. Filas especiais em bancos, afinal de contas é uma minoria absoluta que utiliza esses serviços.
Não houve nenhuma referência a luta por direitos, a comparação entre lutar por uma fila para idosos e gestantes, que não podem ficar em pé por muito tempo com portarem softwares multiplataforma só porque o usuário solitário de linux deseja foi pouco feliz e não, não houve erro de interpretação algum. E o Cardoso, caso perca seu tempo numa discussão besta como a nossa (admito) fala o mesmo português que eu, sabe interpretar texto e vai notar que não há nenhuma interpretação diferente da que eu fiz.
Uma coisa que você não captou: Eu concordo com a situação atual ? Não sei, não é o foco. Agora, que a situação é essa, não há duvidas. Não há controvérsia alguma em afirmar que não há softwares proprietários relevantes para linux porque ninguém o usa.
Se é possível criar softwares melhores, se todos os softwares poderiam ser multiplataforma com algum esforço, não sei, talvez. O fato de ser possível não torna a vontade da fabricante em fazê-lo um fato.
Porém, eu não sou dono da verdade. Por isso, pergunto: E você, quais acha que são os motivos pra praticamente nenhuma empresa portar os chamados "grandes softwares" para Linux ?
E pergunto mais: Porque, por exemplo, a Corel cancelou seus investimentos em Linux? Porque o Jonh Carmac, da Id software, resolveu abandonar o Linux e desenvolver apenas para DirectX em seus próximos jogos ?
Isso é complicado, como até citei no meu artigo a equipe Paramount, usa Windows em DualBoot e usa o Maya no Linux.
Se isso não prova que é mais eficaz usar Maya no Linux eu não sei o que prova, pois nesse caso não existe justificativa de economia.
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Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças...
Gandhi.
Não acho que o Maya seja concorrente direto do 3DS Max. O Maya é muito específico para a área de animação; o 3DS é generalista.
Megalopolis
Não sabia qual o programa usado para fazer Shrek, apenas que foi feito no Linux... Mas em animação com SL tem o Elephants Dream e o Peaches que foram feitos no Blender que é livre
Claro que não são filmes feito por grandes estúdio de Hollywood e sim pelo próprio povo envolvido com o Blender, mas isso já prova que ele é um excelente software e que é possível usá-lo para este trabalho, pois pelo que vi em algumas imagens, o resultado ficou fantástico ;D
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Blog do Terrinha: http://terramel.org
Chat com o Terrinha: terramel@jabber.org
O Blender é um ótimo software, sem dúvida.
Agora, tal informação não torna automaticamente todos os softwares de edição de vídeo do Linux uma boa pedida.
E, note que você mesmo disse que quem usa o Blender para "coisas grandes" (coelho gigante rosa e peludo, com cara de retardado), é a própria equipe do Blender. Os grandes estúdios, não.
Portanto, fica claro que, de livre lá, só o SO. O resto continua proprietário mesmo. E, alternativas livres aos softwares proprietários, quase na totalidade das vezes, são piores. E, não se trata em apenas "saber usar", as vezes, embora nenhum usuário linux consiga conceber tal desatino, o programa é ruim mesmo.
Boa Iniciativa!
Poderíamos fazer algumas matérias semanais aqui no meio bit sobre diversas categorias de programas para linux (audio,video,imagens,etc)
E sempre bom porque não é todo mundo que tem facilidade em encontrar softwares mais específicos para plantaforma do Pinguin..hehe
Parabéns!
Ótimo artigo, parabéns... Fiquei conhecendo o Jahshaka, não o conhecia...
Ginux: Grupo de Pesquisa em Linux
Faça uma especialização em Redes Linux: Curso ARL
Só não conhecia o KDEnlive parece ser bom irei testar mais tarde, mas em relação de praticidade e qualidade muitos deixam a desejar em alguma coisinha ou outra, mas essas coisinhas algumas vezes tornam um determinado projeto inviável e ai você tem que apelar para a linha de comando.
Tive muitos problemas com o Cinelerra para codificar vídeos para DVD e Quicktime, porem também só tive este tipo de problema para fins pessoais prefiro Xvid sem nem pestanejar é um baita codec.
O Jahshaka é uma opção preguiçosa uso quando não estou afim de trabalhar pois aqui ele só funciona quando quer, ai olho para a chefe e digo, "travou" hehehehe.
Hydrogen, mata a "baqueta" (pau), hehe muito bom.
Avidemux uso para ajudar o Cinelerra quando não consigo codificar em algum formato, é simples e eficaz.
Porem quando o assunto é partituras ai a coisa fica feia o melhor programa que usei foi o Rosegarden por um lado ele até é bom você consegue escrever as partituras e tudo mas na hora de executar o midi, ops não funciona, haaa tem que configurar e instalar o midi, mas ai você tem que ser ninja eu aqui instalei o Zynaddsubfx, (claro o timidity e o jack também) ele torna as coisas mais fáceis quando executo uma partitura no Rosegarden ele executa as musicas no Zynaddsubfx você vê até as teclas do piano se mechendo hehe, mas deixa muito a desejar perto de um Guitar Pro da vida.
Eu gostaria mesmo é que o Power Tab se tornasse OpenSource e houvesse um compilação para Linux ai sim eu ficaria feliz.
O ZynAddSubFx é bacaninha. Difícil é lembrar o nome dele.
Megalopolis
Tem um ubuntu cheio de ferramenta, não?
Ubuntu Studio.
Megalopolis
Tutoriais de uso desses e muitos outros softwares livres e em português podem ser encontrados em estudiolivre.org.
Parabéns pelo artigo. A garimpagem foi muito boa.
Jaime Balbino
Learning Designer e Consultor em automação do ensino
http://www.dicas-l.com.br/educacao_tecnologia
http://mobeduc.blogspot.com
coll man....vou favoritar e testar os programas, ediçao de video eh um otimo passatempo
Alguem sabe dizer se existe alguma solução que se equipare ou chegue a altura ao software RESOLUME (este é um sw da plataforma windows para fazer edição em tempo real para VJs)+-------------------------------- ----
| There's no place like 127.0.0.1
Dá uma olhada no Dynebolic (http://dynebolic.org/), é um Linux liveCD voltada para áudio (e vídeo). Alguns programas são de autoria do próprio autor do CD.
Um abraço e boa sorte.
Jaime Balbino
Learning Designer e Consultor em automação do ensino
http://www.dicas-l.com.br/educacao_tecnologia
http://mobeduc.blogspot.com
Ótimo post e ótimo timing. Eu estava justamente procurando editores de vídeo para linux.
Outro aplicativo não citado : manslide.
Serve para criar aqueles Slides em DVD com animação nas fotos, transições e sons.
Só dá para colocar uma trilha sonora, por isso ele é simples. Mas na parte de transição é tantos efeitos que se voce for ver cada um deles vai perder a hora do compromisso.
Excelente.
Cada vez mais, o software livre mostra que vai além da tradicional linha de comando, o que lhe dá espaço cada vez maior nas mãos do usuário comum.
Passa a ser responsabilidade nossa, os que realmente entendem o software livre, de divulgar este post, e tantos outros quanto surgirem.
Procurarei tentar colaborar com uma coluna assim.
Agora dá licença, que depois de tudo isto tenho é download prá fazer ...
Hamacker: este último entrou na minha lista de downloads tb.
Saudações
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Blog: Livre e Social
Gostei do artigo. Mas fiquei com a impressão de de-javu: http://tuxvermelho.blogspot.com/2008/03/ferramenta...
abraço
Parabéns Pela iniciativa. Eu trabalho como editor de video e uso ubuntu a 6 meses só não migrei 100% em função da falta de conhecimento de programas assim.
Não preciso nem dizer o quanto sou grato. Sempre acompanhei o meio bit.
pelo visto vc vai vir com mais novidades por ae.
Mais uma vez parabéns!
uhasuhasuahusahus
“No Linux você não procura programa na Internet, vai no gerenciador de pacotes e instala”
Já ouvi isso muito...
Ja usei muuuito o Audacity, seja pra fazer um ringtone mp3 seja pra auxiliar um amigo meu DJ a fazer as transicoes... (nada muito dificil).
Windows tambem, ja que minha experiencia no Linux nao soh eh curta como tambem meio frustrada =/
Caro Fabião,
tu utiliza GNU/Linux?
Se sim, porquê?
Se não, porquê?
Obrigado!
Diego Fabian
cara, legal a sua iniciativa em mostrar esses progs livres. é de suma importancia!embora concorde com alguns aspectos"negativos"de alguns programas livres...mas vle lembrar q pior q isso é vc pagar esses "fantasticos"progs pagos deixarem vc nao mão, como ja ocorreu comigo...qdo fazia um trabalho de um video, e o cliente veio pega-lo e eu num pude entregar no prazo devido a tantos paus!q o windows/hora o prog dava...q ironicamente foi responsavel por eu conhecer o universo linux.Entao nao me venham com essa conversa fiada de pago é melhor, na teoria pode ser,mas na pratica nem sempre e isso é fato.ah! e duas coisas q nao sou:NINGM, EU USO LINUX...E ESTATÍSTICA!posso ser minoria, e daí...nasci nu e hoje to vestido! o q importa nao é windows/linux, pago/gratuito, mas o q funciona no seu dia a dia,independente do q falam "os especialistas"e as "estatisticas!" qndo se diz :isso nao presta!eu pergunto pra quem?isso funciona como doença e cura, as vzs o remedio barato, e até o chazinho da vovó é o q cura a mazela!e um grnde abraço pra qm me entendeu.