Assine
22950 assinantes- Feeds completos
- Feeds dos comentários
- Feeds do fórum
- Receba o Meio Bit via e-mail
Mantenha-se informado sobre as nossas novidades com nosso newsletter semanal, todas as segundas-feiras
Você conhece o JeguePanel? Eu também não conhecia, mas já tinha visto as propagandas no BR-Linux e VivaoLinux. Confesso que nunca usei, mas se trata de uma interface web para controle do Samba e de servidores de email (Postfix? Não sei quais MTAs ele suporta, ou se é um MUA, whatever, não sei). Está religiosamente licenciado na GNU/GPL e seu código-fonte disponível para quem quiser distribuir, contribuir, estudar, melhorar o código e toda essa baboseira que a FSF está acostumada a pregar – e eu não tenho paciência para ouvir. O autor é um apaixonado por Software Livre, usuário de FreeSoftware desde 1996 e largou um emprego de carteira assinada para tomar a religião do Stallman como profissão.
Porém, o conto de fadas não durou nem dois anos. Afinal, (sic) “infelizmente a grande maioria não colabora de nenhuma forma, ou seja, não nos enviam relatórios de erros, não realizam contribuições de código, não colaboram com a documentação, não contratam nossos serviços e sequer são capazes de colaborar fazendo doações em dinheiro para o sustento do projeto”. O autor, Anahuac de Paula Gil, desabafou em seu site que está sem ânimo, sem dinheiro e sem emprego para continuar. O feedback repercutiu, bateu de frente com a opinião de muita gente (que ainda diz que “software livre” dá dinheiro), gerou trolls e apresentou algumas inverdades, como a do autor não ter citado em nenhum momento que o Google contribui com vários projetos de código aberto, como o MySQL. Talvez ele não saiba disso...
O desabafo também mostra o autor sendo vítima da própria comunidade, onde ele também desenvolve um plugin livre e pago para integração entre o JeguePanel e o Microsoft Active Directory. A GPL permite que um software seja cobrado, todo mundo sabe disso, mas tem que vir acompanhado do código de fonte, bla bla bla, para manter sua “essência livre” e ele assim o fez. Mas, a maturidade dos usuários de Software Livre – que nem pagam pelo JeguePanel – se mostra ainda mais interessante e ele conta receber inúmeros e-mails com palavras calorosas e elogios à sua progenitora, por não disponibilizar o plugin gratuitamente para a “comunidade”.
No BR-Linux apareceram algumas tentativas de justificação de seus fracassos, como um plano de negócios ou o fato do nome ser “JeguePanel”, que não soa lá muito internacional, independente do sistema também estar disponível em inglês. Bem como se os nomes dos Free Software fossem ponto forte e extremamente relevante do movimento, TKGate (e acrônimos recursivos com péssimas pronúncias) que o digam.
Mas no meio de tudo isso, continuei comprovando minha teoria (possível livro?) com relação à diferença entre os softwares livres e o software de código aberto, claramente a visão contrária de Richard Stallman e Linus Torvalds. Enquanto o Stallman acredita no Software Livre como filosofia, religião, ideologia-eu-quero-uma-pra-viver e coisas assim, ele (e também, provavelmente, o autor do JeguePanel) se esquece de que o mundo é bem real, as contas são pagas com dinheiro, não com códigos e o sistema que move o planeta é o capitalismo cruel. A “comunidade” liderada por Stallman é barulhenta e não produz muita coisa, por que a maioria dos integrantes não sabe fazer um simples “Hello World” em HTML, o pouco que se produz geralmente não chega na versão final, ou algo perto disso, GNU/HURD que o diga. A contribuição do mundo real também não existe, se existe é pouca, meia dúzia de gatos-pingados reportando bugs, por exemplo.
Linus Torvalds, por sua vez, acredita no modelo de desenvolvimento em código aberto, justamente o contrário de Stallman, e nesse modelo de desenvolvimento, “Talk is cheap” e o que importa é simplesmente o código. Aqui existem hackers desenvolvendo software de qualidade, superior ao proprietário (não estou brincando), e empresas ganhando muito dinheiro vendendo software com código aberto em caixinhas, dando suporte, treinamentos e estudos de caso. Mais pessoas usam, mais pessoas contribuem e assim nasceram e cresceram o Linux, o Apache, o Samba, o MySQL, o Postgres, o BIND e outros softwares de que têm competitividade e eficiência (geralmente) superiores, num custo baixíssimo (nada nesse mundo é de graça).
Então, você que já leu a carta do Anahuac e depois leu este artigo, acha que o referido senhor errou em sua opção de tentar ganhar dinheiro através da comunidade “Software Livre”? Pois é, eu também acho.
(E que venham as pedras, os ovos e os tomates).
PS: Se a idéia do Anahuac foi chamar a atenção, deu certo: 24/01/2008, as 23:39, há 1255 visitantes online no site do JeguePanel.
Ótimo artigo. Eu nunca entendi muito bem como se ganhava dinheiro com software livre, mas esse (e outros) artigos tão me ajudando a entender melhor essa questão.
PS: Mas eu não vou parar de usar Debian!
PSS: Se prepara...
Olha, só, primeirão!!!!!!
Eu nunca entendi muito bem como se ganhava dinheiro com software livre, mas esse (e outros) artigos tão me ajudando a entender melhor essa questão.
Por sinal, ajudando a entender errado.
O modelo de negócios montado pelo Ahuac está mais próximo de uma RedHat, que produz software livre e ganha com suporte, do que com a filosofia do Stallman, que ignora/desdenha da existencia de um ecosistema comercial ao redor do software livre e prefere se fixar no viés social e político do SL.
O artigo distorce as coisas com objetivo claro de polemizar sobre o assunto.
--
http://marcus.idevs.net
Ou seja: O modelo apresentado pelo Stallman NÃO tem viabilidade econômica, nunca teve e não tem interesse em ter.
Muito obrigado, as empresas adorarão saber disso.
Aliás, já sabem, por isso que os comunistas do SL são tão mal-vistos.
Desculpe, mas nem todo mundo vive de mesada ou é funcionário público.
Como diz a musiquinha do Stallman:
Hoarders may get piles of money,
That is true, hackers, that is true.
But they cannot help their neighbors;
That's not good, hackers, that's not good.
Concordo contigo,
A maneira que é interpretada e levada em ênfase pelo Stallman é totalmente fora de questão, devido a necessidade de se custear quem desenvolve e quem utiliza as ferramentas.
Aberto é uma coisa, grátis não dá !!
Parece software filântropico.
Acredito que o desenvolvedor deste software se alterasse o nome para algo mais de mercado como "Manager PRO", talvez a receptividade seria maior.
-----------------------------------
" Como uso as 3 conchaS? "
Pelo que eu sei o Stallman é funcionário do MIT.
Os brasileiros da FSFLA são funcionários de universidades (UNB e UNICAMP)...
Vc está parcialmente enganado.
O RMS (Richard M. Stallman, pra quem não sabe) mantém uma posição de "pesquisador filiado" no MIT, MAS é uma posição não remunerada.
Qto aos brasileiros q vc citou, a FSFLA é uma organização formada por voluntários, portanto é natural q mantenham seus "day jobs".
Só pra constar, um outro membro da FSFLA é (ou era) funcionário da Red Hat USA (morando no Brasil mesmo - inclusive, como ele fazia pós na Unicamp talvez seja dele q vc estava falando) e outro(a) é sysadmin no Google da Suíça.
[ ]s,
olival.junior
Pelo que sei, "In January 1984, Stallman quit his job at MIT to work full-time on the GNU project, which he had announced in September 1983.", como está escrito na linha superior a GNU Project. Quanto aos "brasileiros do FSFLA", nenhum nome foi citado como exemplo, por isto nem posso opinar.
Quero aproveitar aqui e pedir aos que falam de algo que ouviram falar (mesmo sem ter certeza), que incluam os links para ratificar o que acham que é certo. Na maioria das vezes, descobrem que não manifestar este tipo de opinião é mais saudável.
==>
Blog: Livre e Social
Ué parceiro. Ele divulgou o JeguePanel pra quem? E ele critica justamente quem em seu desabafo?
Se ele tivesse adotado o modelo RedHat de desenvolvimento, ele teria divulgado seu produto em empresas, mídia impressa, revistas "especializadas" e outros meios que programadores e empresas costumam fazer. Bem longe da comunidade, assim como a RedHat e a Novell fazem. A aquisição pela comunidade viria em consequência.
Não sei no exterior, mas no Brasil, software sempre dá dinheiro. E o rapaz não tentou vender software pra quem compra, ele tentou vender pra comunidade. E não deu certo.
Piora. Ele reclama não só da falta de dinheiro, mas da falta de apoio, colaboração, participação.
Mas isso não é culpa do modelo ou da licença que ele escolheu... Está mais para ser culpa da finalidade do projeto dele que não é um projeto que chama muito a atenção do público alvo que ele escolheu. O problema não é querer divulgar para a comunidade do SL e sim acabar divulgando para quem não tem interesse em software para gerenciar servidor de e-mail...
Aposto que se ele fizesse algo como, por exemplo, uma espécie de composite manager estilo Compiz Fusion (mas claro, sem o gerenciamento de janelas) que se integrasse em algum WM leve e adicionasse vários recursos a ele, como por exemplo, o Fluxbox, ele conseguiria mais feedback (pelo menos acho que deve ter muito gente interessada em Fluxbox com efeitos 3D - e não falo de xcompmgr heheheheh)...
----------------------------------------------------------------------------
http://terramel.wordpress.com
Ao contrário do que muitos pensam, Stallman não é contra ganhar dinheiro com SL... Se fosse, ele não teria permitido a venda do Software Livre ao criar a GPL, não concorda?
Sobre ele se fixar no viés social e político, ele está certinho. Muitos se preocupam com código, muitos se preocupam com negócios... Alguém tem que se preocupar com as questões sociais e políticas...
----------------------------------------------------------------------------
http://terramel.wordpress.com
Bom, não tinha lido o tal desabafo do cara. Li, e percebi uma coisa: A filosofia do Stallman pode ser linda e tudo mais, mas parece que o mundo ainda não está pronto pra ela...
PS: Meu primeiro comentário tah todo torto aqui no Opera.
O melhor são os comentários. Vi um lá dizendo que o autor havia atingido seu objetivo, criando software livre de qualidade. O autor aparece abaixo dizendo que o objetivo dele é pagar as contas...
O resto parte de pau pra cima. A culpa é SEMPRE do autor, NUNCA do modelo, NUNCA da "comunidade" que se recusa a abrir a carteira para dar R$10,00 em um discador do Velox ou reconhecer que NINGUÉM estatisticamente falando programa SL no Brasil.
Sempre quando ouço falar dos softwares livres lembro do movimento "anarquista" enfim, falam muito e não fazem nada. E ainda por cima tentam tirarE o crédito dos que fazem... E como todo mundo sabe e você também diz no post, nada é de graça nessa vida.
Falar muito e não fazer nada.
Acho que as pessoas estão relacionando o Open Source/Free software com a obrigatoriedade de ganahar dinheiro. Hoje eu vivo inteiramente de Linux, paguei meu terreno no Rio de Janeiro, nem sou desenvolvedor, e acho que a idéia de Software Livre foi a melhor coisa que fiz na informática.
Entretanto, como em todo negócio, há de se observar as características que cercam o projeto como um todo. Acho que a falha foi mais por parte do projeto do que da participação da (dita) comunidade. Verdade seja dita, aqui no Brasil, a comunidade de software livre não colabora muito, e os técnicos de informática, sejam de software livre ou software proprietário ajudam menos ainda.
Fico até me indagando: quantos dos que atiram pedras no software livre NESTE POST podem dizer com todas as letras: "USO SOFTWARE PROPRIETÁRIO E NENHUM DELES É PIRATEADO" ?
Com certeza, alguém vai me perguntar: "o que tem uma coisa a ver com a outra ?". É por nem considerarem o cunho de inclusão SOCIAL (e não digital) que também é a característica do movimento OSFS. Claro, enquanto posso ROUBAR com uma cópia de R$10,00 (ou menos) por que vou me incomodar com qualquer outra coisa ?
Assim somos nós, assim fui eu também. Cada um de nós acaba brigando com o outro para atirar a primeira pedra.
===
Blog: Livre e Social
PS: Escrevi esse artigo no dia 24, só agora o Marcellus publicou.
Sorry, TimTim... estava viajando pelo Brasil, angariando fundos para que o nosso conteúdo continue com o ótimo nível, gratuitamente.
Não precisa pedir desculpas...
uahauhahaahhahaha, agora meu coração foi tocado: vou anunciar no meiobit. Já contratei a w/Brazil para produzir a campanha =]
www.panoramainternacional.com
Se o seu modelo de negócios se baseia em cobrar pelo suporte, qual o incentivo que você tem em produzir um software que seja fácil de usar e de suportar?
O modelo em sí não se baseia só em suporte. Pode existir venda direta também.
Porém isso é uma coisa realmente relevante, quando se cria um projeto afim de ganhar somente com o suporte, criar um software "fácil" de usar e de suportar parece ser um pouco contraditório.
-----
Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças...
Gandhi.
criar um software "fácil" de usar e de suportar parece ser um pouco contraditório
Depende do tipo de usuário. Um software pode ser muito fácil de usar, mas o usuário quer criar scripts, programas que se interrelacionam com o software principal, e outras coisas mais específicas. Nesse caso o suporte é necessário.
E o que parece fácil para um usuário, pode ser terrível para outro. Eu já quebrei a cara muitas vezes quando falo: "A instalação é intuitiva, basta saber inglês". E o que pode ser intuitivo para mim, pode não ser para muitos.
Menos FUD, Cima... A sua pergunta é mais ou menos a mesma de quem questiona: "qual o interesse da Microsoft em contribuir para Padrões Abertos se ela fatura com o Lock-In (ou 'aprisionamento') aos seus produtos" ?
E, no entanto, vc sabe muito bem q o termo "suporte" (em jargão corporativo) não é somente helpdesk e não implica em dificuldade de uso. Bem como a Microsoft contribui ativamente para vários padrões abertos derivados de XML (e não estou falando do manjado debate OOXML), vide os padrões de B2B.
Preciso detalhar mais?
[ ]s,
olival.junior
Vou repetir a minha pergunta de novo, agora com um grifo especialmente para você:
Qual o incentivo que você tem em produzir um software que seja fácil de usar e de suportar?
Voce quer o contrato jogando "limpo", não por ser a unica opção e sim a melhor.
O grifo é especialmente pra ele, mas vou tentar responder...
Começando por uma matemática boba: se for mais fácil de usar, mais pessoas irão usar, e mais pessoas usando significa um público muito maior precisando de suporte para quando aparecer um problema inexplicável ou aparentemente insolúvel (facilidade de uso não tem muita relação com estabilidade...), ou até mesmo uma configuração avançada.
Também levo em consideração, que qualquer sistema operacional amplamente usado hoje, tem complexidade suficiente para 80% dos usuários não terem noção de nem 20% do que o sistema é capaz de fazer, então assim que as necessidades aparecerem, o suporte será acionado.
Por fim, tomando por base os fóruns que leio, vou usar o MacOS como o sistema que chegou mais perto da tal facilidade de uso. Uma busca rápida pelo Google, mostra que não falta usuários com dúvidas em como fazer muitas coisas, por mais intuitivo que o JesusOS seja. Então, ainda que se faça um sistema mais fácil de usar, que o que é tido por muitos como o mais fácil de usar hoje em dia, falta de espaço pra área de suporte não existe (acho que compliquei um pouco aqui).
Tornar o sistema mais fácil de usar, na verdade vai é facilitar a vida de quem presta suporte. Para um usuário final que liga reclamando que o teclado não está reconhecendo o cedilha, pedir pra ele abrir o terminal e dar um sudo vi /etc/xxx.conf e ficar catando linhas, não é solução.
Bom, vou entender por "suporte a software" ao "atendimento das necessidades do cliente com relação à operação, gerenciamento, manutenção e aperfeiçoamento do produto/aplicação de software. Atividades de suporte a software podem incluir a instalação, integração, configuração, upgrades, atualizações, análise de performance e interação com o cliente para atender a questões básicas de uso do produto."
Peguei essa daqui, sem nenhuma grande pesquisa sobre o conceito, mas acho q atende aos nossos objetivos e vai ao encontro do conceito tradicional.
Pois bem, se um software é "difícil de suportar", então será difícil tanto para novos usuários quanto para desenvolvedores. Afinal, será difícil de instalar, de atualizar, etc e tal.
O modelo de produção de Software Livre/Open Source depende fortemente do fator de rede para ter sucesso, ou seja, quanto mais gente usando e contribuindo, mais bem sucedido será meu software.
Assim, ainda q os modelos de negócio ao redor do SL se baseiem em suporte, fazer um produto "difícil de suportar" acabaria sendo um tiro no próprio pé, uma vez q vc passaria a contar apenas com seus próprios recursos para mante-lo, alienando todos os potenciais contribuidores do projeto.
A única situação em q eu vejo sua afirmação fazer sentido é no mundo do Software Proprietário, em especial naquelas situações onde a softhouse faz um produto sob encomenda e entrega o código para o cliente (sem q ele seja publicado sob uma licença livre). Neste caso, se a empresa fizer um produto difícil de manter, provavelmente será chamada a dar suporte ao mesmo posteriormente, ainda q o cliente tenha posse do código-fonte.
Inclusive, essa é uma importante diferença entre o Software ser Livre/Open Source e ser apenas algo com o código disponível. No primeiro caso, o fator de rede anula possíveis incentivos para criar complexidades artificiais. No segundo, qto mais obscuro melhor para seu criador.
[ ]s,
olival.junior
Antes de entrar para o mercado de trabalho, eu adorava software livre e a GPL 2. Porém olhando mais de perto, é complicado aplicar essas licenças a um modelo de negócios. Você gasta os tubos (em termos de HH) no projeto e alguém pode vir, trabalhar duas horas em cima do seu projeto e tomá-lo como seu.
A comunidade realmente não gosta de abrir a carteira. Há programas proprietários que só não foram ainda para o GNU/Linux porque os usuários do referido sistema os queriam de graça.
SL pode sim ser "lucroso", mas depende do tipo de visão e negócio que você propõe para sua solução.
O ponto "burro" do cara, é que ele largou tudo em prol de um projeto que nem sabia se ia dar certo e ficou comendo poeira, pensando que ia ter um retorno a curto/médio praso, patético.
Eu tenho alguns projetos que desenvolvi usando apenas SL, então acho justo liberá-los sob uma licença livre, mas não vou fazê-lo agora (por enquanto arrecado alguns bons trocados com isso), vou fazer quando achar que estiver na hora certa e sem ficar na experança de arrecadar dinheiro com isso e tirar meu sustento de SL.
Até daria pra se sustentar de SL, se você não morasse no Brasil, imagine: O cara usa o Windows XisPê piratão, não pagou nada, tu achas que esse tipo de usuário vai contribuir de alguma forma com teu software livre? Claro que não, o cara não paga nem pelo sistema operacional que ele tá usando. E aqui, 90% dos usuários são assim (ok, posso ter esticado).
TecnoEvidência
Pois é, o cara acreditou no papo de que "se construir, eles virão". Existe uma ENORME diferença entre o discurso pró-SL e a realidade onde o sujeito não doa um centavo, não paga NADA por software e acha natural.
O erro foi ele ter acreditado mais em discurso de tietes do stallman do que nos próprios olhos. Mas dentro de uma universidade, é bem compreensível, o coitado deve ter sofrido uma lavagem cerebral (voluntária) onde saiu acreditando piamente que se mostrasse um modelo mais "justo, democrático e participativo" todo mundo pularia dentro e seriam felizes.
Não é assim que a banda toca.
Até dois meses atrás eu trabalhava como Gerente de T.I. em uma universidade pública, e lá fazem muito uso de SL, até aí tudo bem.
Mas existem algumas pessoas e professores que evangelizam de tal forma que ficam parecendo o Bispo Edir Macedo, sim, aquele mesmo da Igreja Universal, fazendo lavagem cerebral nas pessoas.
Eu uso SL a mais de 7 anos, mas ta aí, nunca deixei que fizessem essa lavagem em mim. Algumas pessoas chegam e falam pra mim: SL é I D E O L O G I A.
É por isso que a carroça não anda. SL pra mim é mercado, como qualquer outro modelo, mas com uma diferença, porque é onde entra a colaboratividade e outra forma de ganhar dinheiro: no suporte (desde que você tenha uma boa base de usuários que não faça parte dos 90% acima).
TecnoEvidência
É o meu ponto de vista...
Todo fanatismo é burro, não importa sobre o que seja. Assim como os fanáticos religiosos desdenham de coisas que a ciência provou como correta, os fanáticos do SL não reconhecem os problemas do sistema atual de licenciamento.
------------------------------
Campanha Play Ogg
Numa empreitada desta é sempre necessário ter um emprego garantido até o projeto se tornar viável e lucrativo por si só !!
-----------------------------------
" Como uso as 3 conchaS? "
Pois é! Esses 90% (e a comunidade SL) foi justamente pra quem o rapaz tentou vender o JeguePanel...
Eu pagaria por software livre como se fosse qualquer outro software, se o preço fosse justo e ele suprisse minha necessidade. Exemplo disso é a distribuição desktop da RedHat, que tá atrasando igual o Windows Vista, e será paga quando for lançada. Eu vou comprar.
Boa.
Mas esta aí também, um dos "poréns" do SL: se sua solução é boa, muitas pessoas adotam, 10% vao contribuir com algo (5% com código, 3% com grana, 2% bug reports). Caso contrário, perdeu mané hehe.
E tem o problema também da cultura brasileira: usa, usa e não contribui com nada.
Um dia um cara disse pra mim que fez um anúncio no google sobre uns produtos dele, mas não teve muito retorno e ele disse: "nunca vou clicar em anuncios de seu ninguém ta aqui (imagine seu dedo médio estirado) que eu vou dar grana pro Google".
Então daí, da pra ter noção da nossa cultura.
TecnoEvidência
Se não fosse o Stallman para discutir, brigar e ter criado a GPL, hoje estariamos reféns da M$ e Apple (se bem que da última o pessoal daqui não ia falar nada independente dos abusos dela).
Por mais que seguir cegamente o que ele fala não leve a muita produtividade, se não fosse por ele, não teríamos projetos livres grandes e de sucesso (muitas vezes melhores que seus 'inspiradores/precedentes' fechados)
E não somos reféns da Apple e da Microsoft?
Cara, a informática e o mundo real são comandados por empresas, não por comunidades...
Desculpe, mas não sou refém da Microsoft, cujo modelo de negócios eu abomino, nem da Apple, que apesar de ter um Nix* como Sistema Operacional, e apesar de ser tecnicamente superior da Microsoft (indiscutivelmente), e apesar de eu mesmo ter um Apple (no qual roda OBVIAMENTE um sistema operacional 100% free), também não me aprisiona.
Acho interessante como pessoas CRIAM verdades, como você mesmo está fazendo aqui, sem mostrar QUALQUER EMBASAMENTO para isso, ou seja, sem mostrar dados, números, estatísticas. Em outras palavras, querem ganhar no grito.
Isto é lamentável. E ainda fala do mundo real...
===
Blog: Livre e Social
Apenas para confirmar desconfianças:
O Windows (do qual você mesmo se diz refém) é OFICIAL ? ou seja, comprado em uma loja, com nota fiscal, e assim TODOS os outros softwares que existem no seu computador ? Pode escanear e provar isso ? se não, parafraseando o grande Rolando Lero: "não me venha com churumelas".
===
Blog: Livre e Social
"hoje estaríamos reféns da MS e Apple"
A gente tem que parar de tratar a economia como uma coisa ruim. Se eu tenho dinheiro, eu quero gastá-lo em coisas que tragam benefícios para mim, não importa de quem seja.
Se algo é de graça, eu já estou usufruindo de benefícios, mas se puder conseguir mais benefícios contribuindo com aquilo, seja com o meu tempo, seja com o meu dinheiro, eu o farei.
Temos que parar de pensar em "Apple" e "Microsoft" como serviços de utilidade pública corruptos e no Linux como "obra de caridade sem fins lucrativos".
Eu prefiro pagar 10 reais num programa que gastar duas horas desenvolvendo ele. Afinal, em duas horas de trabalho eu ganho mais do que 10 reais.
Seja livre, use Linux.
Seja satisfeito, use o que você acha melhor.
Megalopolis
Discordo, seja livre (liberdade mesmo), use o que você quiser. =)
Agora, se quer ser livre e só usar softwares livres, seja livre e use GNU/HURD. =D
A ironia é um negócio complicado.
Mesmo as "cabeças pensantes" do movimento de software livre pensam o que vc proclama com ar de ironia. Talvez você não conheça, ou sequer tenha ouvido falar do Linux Advocacy. Compreensível, se eu julgar que você seja um mero usuário, apertador de teclas, etc. O que, por outro lado, não demonstra ser, pois tm opinião própria e a expressa, como vemos aqui.
Ignorando isto, cito algumas passagens importantes do documento mencionado acima:
- Respect the use of other operating systems. While Linux is a wonderful platform, it does not meet everyone's needs.
- Refer to another product by its proper name. There's nothing to be gained by attempting to ridicule a company or its products by using ``creative spelling''. If we expect respect for Linux, we must respect other products.
- Don't insist that Linux is the only answer for a particular application. Just as the Linux community cherishes the freedom that Linux provides them, Linux only solutions would deprive others of their freedom.
- There will be cases where Linux is not the answer. Be the first to recognize this and offer another solution.
Aqui, preciso acrescentar que infelizmente a maioria de nós, membros/participantes/"o que quer que seja" da comunidade de software livre não seguimos estas simples orientações. Talvez por não as conhecermos.
Todo o documento mostra sugestões interessantes nos argumentos de defesa dos SO baseados no kernel Linux. Mas para os que realmente estão comprometidos a entender (e não apenas falar sem nenhum fundamento), ele se aplica a qualquer que deseje ou goste de defender um dado SO.
===
Blog: Livre e Social
No site ele diz:
"Se lhe parece razoável que o seus conhecimentos não passam de acúmulo do conhecimento humano em uma determinada área, então a conclusão fica ainda mais clara: se você pôde aprender e deter o conhecimento de outros humanos para ter uma “brilhante” e “inovadora” idéia, porque essa idéia pertence a você? porque ela não pertence à humanidade como um todo?"
Isto acontece em diversas profissões. Por exemplo, um publicitário então não deveria cobrar pelas idéias que tem? Washington Olivetto não deveria fazer campanhas publicitárias de graça? Afinal ele usa estes mesmos conhecimentos acumulados.
Pensando desta forma, todos então deveriam trabalhar de graça (publicitários, escritores, engenheiros, arquitetos, medicos, etc)
Alguem pode argumentar: mas ai entra a criatividade, o talento. Isto não se ensina. Não temos na grade curricular de nenhuma escola ou universidade aulas de criatividade, que garantam a todos terem boas idéias no final do semestre.
Será que apenas na área da computação não existe criatividade? Não é necessário inteligência e criatividade para se criar um novo algoritimo? Uma boa dose de trabalho e dedicação para criar um novo programa ou sistema?
Somente na computação as idéias "... pertencem à humanidade como um todo?"
Sobre esse parágrafo eu preferí nem escrever nada. A FSF gosta de lançar coisas de programadores como se fossem dela, o próprio "GNU/Linux" vem disso.
Se vocês olharem bem, softwares com o "GNU/" antes são softwares que tem grande utilização (ou tiveram), como o GNU/Emacs, GNU/Cash e até o GNU/Chess... Agora, o Linux começou a ser usado por muita gente, e em 96, o Stallman lançou uma nova versão do GNU/Emacs que funcionava em HP-UX, Solaris e "LiGNUx".
Passou um pouco o tempo e o pessoal da FSF começou a atribuir GNU/Linux como se o Linux tivesse sido feito do Linus Torvalds para eles, quando na verdade, o Linux é só um kernel, e o Linus o faz inteiramente por diversão...
Existe muito código feito por colaboradores da GNU no kernel Linux, mas a licença do Linus (antes da GPL, aquela da carta de 91) sempre permitiu isso! Claro, o Mr. Linus acha o "GNU/" idiotice sem tamanho.
Ou seja, é só o projeto ganhar sucesso e eles quererem colocar o dedo no meio. Acredito que daqui há um tempo o FireFox também seja tachado de GNU/FireFox, e outras coisas no mesmo estilo.
E Fanboys, não adianta me dizer que é "GNU/Linux" por que o Linux é compilado com GCC, por que tem o GLibc e vários outros componentes que usam as ferramentas da GNU. Se fosse assim, todo e qualquer software de uma distribuiçao Linux GPL deveria ser chamado GNU/KDE, GNU/Kopete, GNU/Pidgin, GNU/FireFox, GNU/Bash, GNU/Gnome, é claro, rodando no GNU/Linux.
E com vocês, as pedras, ovos e tomates.
Caro Timm, permita-me discordar em alguns pontos:
Passou um pouco o tempo e o pessoal da FSF começou a atribuir GNU/Linux como se o Linux tivesse sido feito do Linus Torvalds para eles, quando na verdade, o Linux é só um kernel, e o Linus o faz inteiramente por diversão...
Faz tempo que o desenvolvimento do Kernel deixou de ser propriamente uma diversão, já que ele é pago (e muito bem pago) pela Linux Foundation para desenvolver isso.
E outra coisa, GNOME = GNU Network Object Model Environment
Não que eu concorde em por GNU/TUDO, mas foi apenas para esclarecimentos.
TecnoEvidência
Na última entrevista com o Mr. Linus Torvalds, traduzida pelo meu amigo Renan, ele deixa bem claro que faz o Linux por diversão.
Se a FSF paga ele eu não sei.
Não é a FSF quem paga, aliás a FSF não paga nem a ela mesma rs.
É a Linux Foundation quem faz esse pagamento.
E o conceito de 'diversão', é algo a ser pensado, porque eu posso ser pago pra trabalhar e me divertir com o que faço. Mas ao mesmo tempo soa um pouco estranho, porque soa um tanto quanto descopromissado.
Enfim, só minha opinião.
TecnoEvidência
A verdade é que o Linus é um cara legal, ele programa o Linux por que gosta, não se importa muito com dinheiro pois tem o que precisa, e detesta papéis e burocracia - por isso ele não tem nenhuma empresa.
Eu confio num desenvolvimento assim, por que nisso eu sou exatamente igual a ele. O Linus tem familiares que usam Windows, mas qual o problema nisso? Ele não se importa, não tá nem aí pra isso. Ele faz o Linux por que ele gosta, por que o Linux completa ele, e ele tem sucesso assim, pessoal e profissional. Enquanto isso, o Ballmer faz lavagem cerebral em seus filhos com "You don't use Google, and you don't use an iPod". Pra mim é patético.
A tecnologia, originalmente, era feita meio na diversão e informalidade. O Unics (em Assembly) mesmo, seu nome surgiu até como paródia ao Multics (Multiplexed/Uniplexed). O Linux é assim, "divertido". A Apple só cria coisas bonitas. E a Microsoft só cria softwares na teoria da produtividade, mais americano impossível, com o "do more".
Ah, e a Linux Foundation não tem muito a ver com a FSF, pelo contrário, ela é super capitalista.
hahahaha, boa =P
TecnoEvidência
Sem "fanboyismo", mas corrigindo uma pequena inacurácia q pode mudar todo o entendimento do q vc postou acima: qdo a FSF fala de GNU/Linux, eles estão falando de *distribuições* q usam software GNU ao redor do kernel Linux. E *não* sobre o código q gente do GNU fez para o kernel.
A idéia é q vc só consegue efetivamente usar o kernel de um sistema operacional pq tem libs, shell, etc ao redor do kernel. Assim, GNU/Linux seria o *sistema operacional* q usa kernel Linux e software do projeto GNU ao seu redor.
A crítica q mesmo parte da comunidade de SL faz a esse termo é q, se for pra ser rigoroso com isso, seria necessário dar crédito tbém a todo código BSD, Mozilla, etc q roda nessas distribuições. E aí ninguém quer chamar de GNU/BSD/Mozilla/etc/Linux.
[ ]s,
olival.junior
QUOTE=Bom, não tinha lido o tal desabafo do cara. Li, e percebi uma coisa: A filosofia do Stallman pode ser linda e tudo mais, mas parece que o mundo ainda não está pronto pra ela...
O mundo não está pronto para ela (a filosofia) , ou ela não foi feita para este mundo.. KKKKKKKKKKKK
Interessante , empresas como a RedHat, OpenSuse, se tornam lucrativas porque aderem ao capitalismo selvagem, mantendo uma base de código e vendendo a preço de ouro o suporte. Hora bolas, mas isso é o que Microsoft, SUN, etc, já faziam a anos, então o que mudou?
Será que alguém ainda pensa , que fazer um sistema Operacional ou qualquer outro programa em casa , nos fins de semana, e vender aqui e ali, um ou outro plug-in, vai fazer vc mais feliz e mais rico? Eu pelo menos, acho que não.
- www.framebuffer.com.br -