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Com o aumento do poder de processamento e a queda vertiginosa no preço dos processadores, muita coisa que exigia um enorme custo de desenvolvimento e produção, tem se tornado acessível. Por exemplo: um sistema de monitoramento de oximetria cabe, hoje, numa placa menor que o seu dedão. Na verdade, cabe num die do tamanho deste ponto.
Seguindo essa onda, alguns estudantes de engenharia do Calvin College estão projetando um estetoscópio eletrônico com o uClinux, rodando sobre um Freescale Coldfire. O projeto pode ser lido aqui. Uma das partes mais interessantes é a matriz de decisão, onde eles pesaram todos os fatores para escolher entre as tecnologias disponíveis (FPGA, FPGA com microprocessador sintetizado, microprocessador "físico", ASIC ou um sistema completamente analógico).
Essa foi a parte boa.
A parte ruim é que a tecnologia vai ficando tão banal, que nos torna dependentes. Imaginem a cena (claro, é só para ilustrar): uma geração inteira de "Dr. Houses" que baseiam seus diagnósticos em estetoscópios digitais. Um belo dia, o avião cai numa ilha deserta, a bateria de íon lítio se descarrega e o sujeito fica sem saber medir a pressão do enfermo.
Outro ponto: será que o "footprint" de memória compensa o uso do uClinux? O sistema poderia ser implementado sem a necessidade de um Sistema Operacional...
Apesar de ser muito bom que possamos ter buzinas de carro que tocam mp3 (e estetoscópios eletrônicos), é preciso muito discernimento para usar a tecnologia onde ela é realmente necessária e não supérflua.
[via Slashdot]
//galvão mode on
Haaaaaja coração!!!
//galvão mode off
www.contraditorium.com
Eu guardo um tamagochi e um mini-game de 100 jogos de tetris na esperança que um dia, quem sabe, alguém indique como compilar o kernel do linux pra algum destes meus gadgets e eu possa instalar e mostrar pra minha mãe.
Minha mãe gosta de tudo que eu faço, sabe como é.
Falando sério: Não penso que a tecnologia em equipamentos médicos seja supérflua. A menos que tal invento não acrescente nada ao estetoscópio, e seja, de fato, inútil (o que eu creio que não seja) qual o problema ?
E, apesar das calculadoras, continuamos aprendendo nas escolas a fazer contas no papel. E assim, será, sempre. Os médicos vão continuar sabendo usar o estetoscópio normal, assim como sabem fazer exames de próstata com o dedo, mesmo que haja tecnologia (escondida a sete chaves por um conchavo de médicos só pra sacanear conosco) para fazer sem ele.
Bom Fábio, eu imagino que a conseqüência de não se fazer o exame de toque é bem pior do que o exame em si (ou seja, colonoscopias e intervenções cirúrgicas diretas).
Pelo menos os médicos brasileiros estarão salvos desses equipamentos eletrônicos. Já vi medirem a pressão (com boa taxa de acerto) usando o relógio e diagnósticos precisos olhando apenas para a cara de doente do paciente.
eu costumo dizer que se algo catastrófico ocorrer e nos levar ao mundo de Mad Max(ou parecido), 98% da populaçao morre de fome.
convenhamos, tem gente que dirige, mas nao sabe o que acontece quando se pisa em cada pedal... sabe que é embreagem, freio e acelerador, mas nao sabe o que tem entre o pedal e a açao, por exemplo, ehehhehe
é capaz que a banalização da tecnologia nos torne dependentes, e cada vez mais ignorantes, pois tudo o que precisamos esta pronto, nao precisamos saber como se faz...
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Ahh não!!!
Buzina com MP3 não!
Ainda bem que passou aquela moda de buzinas "animadas", com risadas, gritos de guerra e afins...
=)
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