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Era uma vez, uma época em que os desenvolvedores conseguiam fazer seus trabalhos sozinhos. O malvado usuário fazia uma solicitação, o desenvolvedor ficava dias desenvolvendo o código para atender a solicitação do usuário até que entregava o produto (e o resultado vocês conhecem).
O malvado usuário, por sua vez, mantinha um grupo de escravos chamados de operadores de micro que solucionavam problemas rotineiros nos computadores do usuário, mantendo tudo funcionando.
As empresas dos usuários foram crescendo e suas necessidades se tornando cada vez mais complexas. O usuário começou a fazer pedidos a seus escravos que estes diziam "Só chamando o desenvolvedor".
Por sua vez o usuário também começou a fazer pedidos ao desenvolvedor que este dizia "Isso não dá para fazer!"
A tecnologia foi evoluindo, as empresas evoluindo, e o usuário... bem, é o usuário. Mas aos trancos e barrancos chegamos aonde estamos hoje e a questão é : Os desenvolvedores não são mais capazes de fazer seus softwares no estilo "eu sozinho", pois hoje dependem de conhecimentos que são característicos dos profissionais de TI.
Estes, por sua vez, precisam entender o ambiente de desenvolvimento para poderem gerenciar adequadamente as aplicações criadas pelos desenvolvedores.
Abaixo vou citar vários exemplos de como TI e desenvolvimento devem andar de forma casada e como este casamento tem tendência a aumentar cada vez mais, mostrando assim que já é hora de vocês (TI e Dev) sairem para tomar um choppinho e ver se rola um clima.
(Aos Trolls de plantão : Os exemplos são de tecnologia Microsoft pois trata-se da tecnologia com a qual trabalho, mas o objetivo do artigo é destacar a questão profissional da união e trabalho em conjunto entre TI e Dev. Caso queiram escrever exemplos citando outras tecnologias, sintam-se a vontade)
Distribuição de Aplicações
Instalar as aplicações produzidas nas máquinas dos usuários talvez seja um dos pontos que menos exige do casamento entre os dois, desenvolvedor e TI. O desenvolvedor cria a aplicação. O profissional de TI empacota a aplicação, interliga a aplicação com os grupos de usuários adequados (via GPO) e pronto, a distribuição é feita via Windows Installer, recurso que surgiu junto com o Windows 2000.
O Framework .NET trouxe a possibilidade de distribuição parcial sobre demanda (clickOnce), ou seja, determinado recurso da aplicação apenas seria instalado quando o usuário iniciasse sua utilização. Antes utilizava-se o UAB mas era muito complexo.
A segurança então se tornou o ponto de ligação entre o desenvolvedor e o administrador de TI. O .NET utiliza um recurso de segurança chamado Code Access Security que evita que uma aplicação .NET distribuida via rede se aproveite da máquina do usuário.
O Code Access Security, porém, exige que o administrador de TI comece a entender o funcionamento da segurança em desenvolvimento, para poder desenhar corretamente o CAS e fazer a configuração das máquinas a partir do servidor da rede (servidor de domínio).
Já o desenvolvedor começa a precisar entender conceitos básicos de segurança e os perfis de aplicação utilizados pelo Internet Explorer e que se tornaram também o padrão inicial do CAS.
Serviços de Servidor
Uma pergunta que ficou clássica em fóruns técnicos é "Como faço para minha aplicação rodar sem nenhum usuário logado ?"
Nesse ponto o desenvolvedor já estava sendo desafiado a criar aplicações para rodarem no servidor, onde normalmente ninguém fica logado. O desenvolvedor passa a precisar entender o conceito de um serviço rodando no servidor. O fato de que o serviço possui uma identidade sem permissão de administração do servidor e por isso precisa de permissões no Registry e no sistema de Arquivos (as famosas ACLs), entre muitas outras questões. É o desenvolvedor aprendendo TI.
Instrumentação é outro fato a parte, de tão importante. Trata-se da adição na aplicação da capacidade de ser facilmente gerenciada, notificando o administrador de TI sobre o que está acontecendo com ela. Event Viewer, Performance Counters e WMI são apenas o começo para isso.
É justamente na instrumentação que entra o trabalho do profissional de TI. Não basta para ele deixar a aplicação rodando lá e pronto. A aplicação é mais uma peça do cenário de TI e o profissional precisa aprender suas respostas para poder acompanhar o dia-a-dia da aplicação.
Analisar o Event viewer, system monitor e fazer a integração via WMI com aplicações de análise mais complexas quando necessário são algumas das tarefas que o profissional de TI terá.
Aplicações Web
As coisas começam a complicar neste ponto.
O desenvolvedor passa a precisar entender o impacto que os protocolos da web tem sobre sua aplicação. O desenvolvimento de uma aplicação web é drásticamente diferente do desenvolvimento de uma aplicação Windows e para entender estas diferenças o desenvolvedor começa a ter que estudar características da rede e do servidor.
O desenvolvedor precisará entender itens como :
- Precisa entender o impacto de trabalhar sem uma conexão constante com o servidor
- Precisa entender o impacto do scriptTimeout
- Precisa entender o impacto do Buffer
- Precisa entender o impacto dos headers de protocolo
- Precisa entender o impacto da sessão
- Precisa entender o impacto da comunicação sobre o tratamento de erro
(isso está bem resumido)
Veja mais detalhes no artigo sobre HTTP
Já o profissional de TI precisará entender o impacto que cada configuração do servidor terá sobre as aplicações em seu servidor, para poder orientar o desenvolvedor, administrar corretamente o servidor, controlar a segurança, entre outras coisas.
Veja alguns dos conhecimentos que o profissional de TI precisará ter :
- Precisa entender o impacto de tudo acima sobre os sistemas desenvolvidos para poder configurar corretamente o servidor
- Precisa entender como a aplicação acessa o banco para poder configurar a identidade integrada de acesso a banco
- Precisa entender como o servidor e os handlers lidam com extensões de arquivo para não fazer besteira
- Precisa entender os direitos de escrita e seus impactos de segurança devido ao trabalho realizado pela aplicação
(mais uma vez, um resumo)
Sem dúvida as aplicações web foram o ponto onde o desenvolvedor e o profissional de TI começaram a se mesclar e surgiu a figura do arquiteto, que conhece ambas as áreas.
Aplicações Web em Load Balance
Quando uma aplicação web cresce muito, começa a ser necessário expandir o hardware para dar suporte a aplicação. Essa expansão as vezes acontece na forma de aquisição de novos servidores. Então passamos a ter vários servidores atuando como se fossem um servidor só, sendo que existem várias técnicas de gerenciamento de rede que permitem que isso ocorra.
Quer seja load balance ou DNS round robin ou outra técnica qualquer, o impacto disso sobre o funcionamento de uma aplicação é considerável.
Para o desenvolvedor :
Precisa entender que este impacto existe, estar ciente do ambiente em que a aplicação irá rodar e programar de acordo
Para o profissional de TI :
Não pode esperar que ao fazer um round robin ou load balance sem afinidade a aplicação vá funcionar da mesma forma que antes.
No ASP.NET, tal ambiente tem os seguintes impactos :
- A validationKey precisa ser definida explicitamente para a manutenção do ViewState
- A decryptionKey precisa ser definida explicitamente para a manutenção da autenticação
- A sessão precisa ser guardada em banco de dados a parte
Se por um lado isso pode aparentar estar gerando um excesso de trabalho de TI, na verdade se tudo isso fosse controlado em desenvolvimento o tempo de produção das aplicações seria muito maior
Internet Information Server 7.0
O novo IIS 7 é como a consagração do sucesso do IIS 6. Para quem não sabe, em toda sua vida, desde o ano de 2003, o IIS 6 teve apenas 2 falhas classificadas como importantes e nenhuma classificada como crítica e por isso provou ser um servidor web altamente estável, escalável e confiável.
O IIS 7 consolida o funcionamento interno do servidor web, unindo funcionalidades implementadas no servidor web com funcionalidades do framework .NET, melhorando ainda mais a forma de funcionamento do servidor.
A primeira coisa que será observada é que configurações que antes eram "controladas pelo desenvolvedor" (entre aspas mesmo, porque muitas não deveriam), passaram a constar explicitamente na interface de configuração do IIS, ficando claro que precisam ser, no mínimo, de conhecimento do profissional de TI que gerencia o servidor web (suporte : aprendei a desenvolver).
Por outro lado, para manter o ambiente versátil, o IIS criou o mecanismo de delegação (que na verdade é baseado internamente no mecanismo de delegação de configurações já existente no Framework .NET).
O mecanismo de delegação permite que o profissional de TI delegue ao desenvolvedor algumas configurações do servidor, quaisquer configurações a sua escolha. O desenvolvedor pode utilizar uma ferramenta para se conectar ao IIS e irá visualizar apenas o nível do servidor que lhe foi delegado, tendo permissão de alterar apenas as configurações que lhe foram delegadas naquele nível.
Assim sendo, na hora do chopps entre o pessoal de dev e TI, não deixem de conversar sobre o que será delegado, antes que acabem delegando coisas demais ou de menos.
Aplicações Distribuidas
No final de 2006 (isso mesmo, crianças, há um ano), a Microsoft fez algo que há muito estava devendo : Uniu suas tecnologias de distribuição de dados em uma única (Gostam de sopa de letrinhas ? ASMX, WS*, WSE, COM+, MSMQ, Remoting = WCF).
O resultado ficou realmente muito bom, muitos acham até que é magia o fato de tarefas que antes eram feitas em mais de 50.000 linhas de código hoje serem feitas com 3 ou 4 linhas.
Com isso, tarefas que já deveriam ser do profissional de TI há muito tempo, tal como escolha de protocolos de comunicação, criptografia, compactação, autenticação, entre outros, finalmente podem passar para as mãos deste, pois não ficam mais agregadas ao código da aplicação.
É fato que ainda estamos no meio termo : O IIS 7 não possui ferramentas de configuração para serviços WCF (mas uma extensão poderia ser criada, porém ai já é trabalho do desenvolvedor), por isso muitos profissionais de TI ignoram a existência do WCF e acabarão por tentar afirmar ser de responsabilidade do desenvolvedor. É a briga na hora de pagar a conta do chopp, conta cara, alias, porque a enorme simplicidade trazida pelo WCF tem consequencias : uma simples mudança de configuração de true para false ou vice-versa consegue mudar todo o protocolo de comunicação utilizado por uma aplicação, então fica muito fácil
fazer m...f... a p... todacausar sérios prejuizos para a empresa.
Active Directory & CIA
O sistema operacional foi produzido de forma muito extensível e pode-se tirar muitas vantagens disso. Por exemplo, quantas pessoas será que sabem que o Active Directory permite a personalização seu conjunto de dados para poder guardar informações personalizadas sobre cada usuário da rede, tal como informações do departamento de RH ? Provavelmente apenas um pouco mais de pessoas do que as que sabem que o sistema de busca do Windows Vista é extensível a ponto de você poder programa-lo para reconhecer a digitação do nome de um cliente no menu iniciar, procura-lo em sua base de dados e abrir sua aplicação com seu cliente na tela.
A integração necessária entre desenvolvimento e infraestrutura para soluções deste tipo é sem dúvida muito grande.
PowerShell
O Windows Server 2008 traz este novo recurso, chamado PowerShell. O PowerShell é um recurso de gerenciamento programável do sistema operacional. Algo como um ambiente de scripts, porém o PowerShell foi interligado ao .NET Framework, portanto a programação utilizada para o gerenciamento do sistema operacional envolve a manipulação de objetos.
Acrescente a isso o fato de termos agora uma edição Server Core, sem interface gráfica, totalmente controlada via prompt, e temos profissionais de TI aprendendo desenvolvimento para gerenciar seus servidores.
Edit : Dia 13/12 haverá uma apresentação do Windows Server 2008 no Rio, vejam em https://msevents.microsoft.com/CUI/EventDetail.aspx?culture=PT-BR&EventID=1032361417 ou mais detalhes aqui
Conclusão
Tecnologicamente Infraestrutura e Desenvolvimento de software encontram-se cada vez mais integrados, exigindo cada vez mais um do outro para atingirem seus objetivos. Resta saber como os profissionais e o mercado de trabalho irá reagir a isso.
ehehhe quero só ler os comentarios =D
Sinto a catinga de trolls se aproximando! preparem suas armas...
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Se você não é um fanboy click AQUI.
Servindo como vanguarda dos Trolls...
Que empresa teria todo esse arsenal, claro que com todas as licenças, pessoas capacidadas e maquinas capazes?
Nesse caso recorreria a algo de verdade, tal como Unix e afins...
Meus pensamentos apenas...
"informação é tudo"
hehehe começou.. Mas confesso que uma parte do texto acho legal, realmente, o IIS6 foi um produto bom da microsoft..
Boa noite pessoal!
A questão é braba e, da forma que está descrita, apresenta alguns equívocos... (só opinião minha hein!)
Pra começar; esse papo de desenvolvedor que não gosta de usuário é mais cafona que qualquer coisa, assim como é totalmente fora do compasso falar em desenvolvedor fora da área de TI e mais ainda: QUEM DISSE QUE O DESENVOLVEDOR NÃO TEM QUE SABER DE INFRA?
Grande engano! o mínimo que deve se exigir de um desenvolvedor é que ele conheça (pelo menos) o ambiente(infra) do local pro qual ele desenvolve. Não existe isso do cara codificar desligado do que se passa no banco ou no servidor. Sei que deve até existir desenvolvedor assim... mas considero um profissional desses um pouco limitado.
Continuando e abordando as divisões na área de TI:
Essa de TI dividida em desenvolvedor e infra já é carnaval que passou... hoje em dia se fala na seguinte estrutura pra uma área de TI (falo com conhecimento de causa pois é assim que funciona onde trabalho e esse é, por exemplo, o modelo recomendado pela IBM quando falamos em estruturar TI):
- Infra (Responsável por tudo que está em produção, gere os processos. Na maioria das vezes guiada pelo ITIL)
- Automação (quando necessário)
- Soluções (Área responsável por gerenciar, em qualquer disciplina, os projetos de TI e logo pode abrigar alguns desenvolvedores e analistas se não forem terceiros como na maioria dos casos. Geralmente utiliza PMI como guia de boas práticas)
Seguindo o modelo acima as coisas fluem normalmente, os projetos acabam por envolver o pessoal de infra e as coisas não se atravancam nem um pouco por isso, só acrescenta conhecimento a todos.
Espero ter esclarecido algumas coisas...
E pra fechar, POR FAVOR ESQUEÇAM ESSA DE QUE A ÁREA DE TI É FEITA DE DESENVOLVEDORES ENCLAUSURADOS. TI significa tecnologia da informação (bãaaaaa) e quem lida com informação não pode ser limitado e pragmático.
UM ABRAÇO GALERA !
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Não adianta sabedoria sem amor
"Quem lida com informação não pode ser limitado e pragmático."
Ótimo! Só não coloco isso na assinatura porque gosto mais de Gandhi.
Mais essa frase resume muita coisa, e separa bem o joio do trigo.
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Para aquele que controla o próprio pensamento, todo o resto se torna simples jogo de crianças...
Gandhi.
Oi, Pedro !
"Pra começar; esse papo de desenvolvedor que não gosta de usuário é mais cafona que qualquer coisa, assim como é totalmente fora do compasso falar em desenvolvedor fora da área de TI e mais ainda: QUEM DISSE QUE O DESENVOLVEDOR NÃO TEM QUE SABER DE INFRA?"
Pois é, o que o artigo afirma é justamente essa necessidade, bem como a necessidade do profissional de TI de conhecer de dev.
Porém infelizmente essa não é a realidade do mercado. O que normalmente encontro :
- Desenvolvedores não conhecem as formas de autenticação a banco
- Desenvolvedores não conhecem servidores web
Isso para citar apenas 2 dos problemas comuns...
"Sei que deve até existir desenvolvedor assim... mas considero um profissional desses um pouco limitado."
Concordo totalmente com sua conclusão, mas do jeito que você fala, tenho que te dar os parabéns : é muita sorte você não ter esbarrado com profissionais assim, porque pelo menos por aqui são maioria.
"Seguindo o modelo acima as coisas fluem normalmente, os projetos acabam por envolver o pessoal de infra e as coisas não se atravancam nem um pouco por isso, só acrescenta conhecimento a todos."
Sim, desde que o modelo seja apenas uma separação de responsabilidades e não uma separação de conhecimento. Mas acho que é possível dividir um pouco mais ainda...
"E pra fechar, POR FAVOR ESQUEÇAM ESSA DE QUE A ÁREA DE TI É FEITA DE DESENVOLVEDORES ENCLAUSURADOS. TI significa tecnologia da informação (bãaaaaa) e quem lida com informação não pode ser limitado e pragmático."
Só para esclarecer : O artigo usa o termo TI se referindo a infraestrutura, pois esse tem sido o uso comum (apesar de ilógico) do termo nos meios que frequento, que não são poucos.
[]'s
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CidadaoCarioca
BufaloInfo
""Sei que deve até existir desenvolvedor assim... mas considero um profissional desses um pouco limitado."
Concordo totalmente com sua conclusão, mas do jeito que você fala, tenho que te dar os parabéns : é muita sorte você não ter esbarrado com profissionais assim, porque pelo menos por aqui são maioria."
Desculpe, mas que empresa é essa que contrata pessoas assim?
A empresa onde eu trabalho, por exemplo, só contratam desenvolvedores com formação em Ciência ou Engenharia da Computação.
Uma graduação em um curso integral e pesado pode parecer inútil para muitas pessoas, mas traz uma base muito boa de conhecimento em computação, que para mim é essencial em um bom desenvolvedor.
Afinal, onde já se viu um programador que nunca estudou o que ensinam na disciplina Estrutura de Dados?
Oi, Puelo !
"Desculpe, mas que empresa é essa que contrata pessoas assim?"
90%
"A empresa onde eu trabalho, por exemplo, só contratam desenvolvedores com formação em Ciência ou Engenharia da Computação."
Infelizmente isso não é garantia de nada... afinal muitos cursos não entram neste nível de profundidade que o próprio artigo comenta...
"Afinal, onde já se viu um programador que nunca estudou o que ensinam na disciplina Estrutura de Dados?"
Estrutura de dados é uma coisa, é a área do sujeito, se bem que uma empresa muito seletiva na qual trabalhei tinha que fazer testes para descobrir se o desenvolvedor realmente conhecia algorítimo e estrutura de dados e a grande maioria nnão passava.
Agora, conhecer os detalhes de rede e funcionamento de servidores, é algo diferente...
[]'s
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CidadaoCarioca
BufaloInfo
Eu pego no pé nesse negócio de formação porque apesar de não provar nada, na maioria dos casos, é excelente para separar o "joio do trigo"
Já contratamos caras de faculdades particulares, vamos dizer assim, menos conceituadas, com cursos mais leves, que deixam de lado as partes mais difíceis e só ensinam ferramentas.
Bom, enfim, em alguns meses eles tiveram que sair da empresa, pois não tinham conhecimento nenhum de engenharia, banco de dados, estrutura de dados, e o código que eles geravam acabava tendo que ser refeito ou simplesmente jogado fora..
Meu amigo que era gerente do projeto de um cara desses acabou tirando o cara de todas as atividades de desenvolvimento e colocou ele para escrever comentário no código dos outros
É claro que isso é apenas um exemplo, isso não quer dizer que pessoas sem formação não podem ser competentes, muito menos de que pessoas com formação são competentes (já tivemos dois exemplos de caras com ótima formação que causaram problemas com códigos confusos), mas no geral, acaba funcionando como um parâmetro de qualificação.
"90%"
Bom, considerando que no Brasil tem muita gente que ainda "programa" em Delphi, tenho que aceitar seu argumento..
O nível das empresas brasileiras de desenvolvimento é muito baixo. Só faça uma comparação do número de empresas brasileiras que tem certificado de qualidade com o número de empresas indianas que tem o mesmo.
É terrivelmente desanimador ver como o país é atrasado na área que eu escolhi para trabalhar.
Ah Dennes, e desculpe pela última discussão que agente teve.
Um curso de Ciência da Computação dá uma base de conhecimento e blablabla, MAS, e um grande MAS, é extremamente stressante
Eu tive um ano horrível graças a ele. Fazer um simulador de um SO, um compilador, implementar aplicações java usando CORBA, RMI, um jogo multiplayer para aprender socket, Hibernate (maldito hibernate, vida longa ao ActiveRecord!), entre muitos e muitos outros, e ainda ter que se preocupar com cliente ligando na empresa todo dia para fazer alteração no sistema foi um pouquinho demais para minha cabeça.
Chegou a um nível que eu tava mandando todo mundo praquele lugar. Quase estraguei meu casamento porcausa disso :(
Bom, desculpe pela grosseria, agora que eu terminei o ano tudo está um céu para mim hehe
Oi, Puelo !
Liga não :-)
Realmente você está fazendo um curso superior muito bom, diferente da grande maioria, pode-se até usar esses trabalhos como referência de qualidade ;-) Qual o nome da faculdade ?
[]'s
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CidadaoCarioca
BufaloInfo
Universidade Estadual de Londrina
Universidade pública geralmente tem alguns professores que não são muito bons, mas mesmo estes acabam sendo bons no sentido de que obrigam o aluno a aprender várias tecnologias e conceitos que vão ser muito importantes na carreira de um desenvolvedor.
Também não entendi essa separação entre desenvolvedores e TI...
Quanto ao Power Shell e o Server Core, quero muito ver isso funcionando. Pena que não será possível participar desse evento da Technet hoje.
Oi, Donnie !
Se você é do Rio, não se preocupe, haverão outros. Acompanhe as datas pelo site http://www.bufaloinfo.com.br
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CidadaoCarioca
BufaloInfo
Devemos pensar no contexto de pequenas empresas e de grandes empresas.
A pequena só quer aquilo que a faça chagar a ser uma grande empresa, uma solução como essa acaba sendo um ponto de chegada e nessas empresas a TI e o Dev andam juntas.
Já na grande empresa quando o bolo cresce demais e para evitar o distanciamento adotam soluções monstruosas que prometem resolver tudo e por fim só acabam aumentando a distância entre os dois lados.
E a richa só tende a aumentar, porque geralmente um único lado escolhe a solução que todos vão utilizar.
Muitos dos dinossauros existentes na informática já passaram por momentos assim e acabaram como intermediários entre as parte e passaram pela turbulência de forma tranqüila.
Mas o problema maior é o ego entre os lados e quando se chega nesse ponto não existe ninguém a não ser o chefe máximo (aquele que não entende nada sobre as regras de negócio) mandar alguém colaborar com outra empresa.
Em resposta ao pedrodev, acredito que isso funcione em empresas que posssuem os papéis bem definidos, pois em casos que vejo as brigas são constantes.
Acredito em muitas de suas palavras e também que o colaborador que irá se destacar nas organizações é aquele que conseguir casar muito bem não so a área de Ti com Dev e sim a TI (geral) com o resto da empresa.
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kernel panic: /dev/brain
Oi, Shaman !
Pois é, tudo isso acontece mesmo... mas um ponto chave é se a união ou divisão envolve conhecimento ou apenas responsabilidades.
Quando a união envolver conhecimento e a divisão não envolver a divisão do conhecimento, então tudo estará razoavelmente bem.
Mas se a união unir apenas a responsabilidade sem o conhecimento e a divisão gerar a divisão do conhecimento (o que impede a geração da solução completa), tudo fica dificil...
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CidadaoCarioca
BufaloInfo
"Devemos pensar no contexto de pequenas empresas e de grandes empresas."
Verdade! acontece que as pequenas empresas valorizam o profissional "bombril": aquele que gerencia o servidor, faz o cabeamento, desenvolve aplicações, dá suporte no Word/Excel e ainda deixa o chão limpinho.
Estas não vêem divisão em desenvolvimento/estrutura: tudo é uma coisa só, é a área de informática, e em vez de contrtar dois ou tres profissionais, um só faz todo o serviço.
Não sei se isso é bom ou ruim, mas creio que esse tipo de profissional ainda é o mais valorizado pela sua, digamos, "versatilidade", não sópara as micros, como para as grandes empresas.
Oi, Paulim !
O problema é que essa versatilidade normalmente acaba significando um profissional que não faz nenhuma das coisas realmente bem feita...
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CidadaoCarioca
BufaloInfo
E pra complementar, isso acaba por desvalorizar o profissional da área no mercado de trabalho. O cara acaba ganhando pouco pra nada e vira exemplo na hora de uma contratação (por isso os anúncios de emprego fora da realidade)... resultado: profissionais de merda ganhando na média e profissionais de gabarito desempregados.
Outra colocação: se essa empresa é pequena a ponto de não ter divisão das áreas em TI e o negócio dela não é TI... pq diabos ela precisa de desenvolvimento interno?
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Não existe sabedoria sem amor
Pra mim desenvolvedor que não foca o usuário, ainda mais hoje em dia pode abandonar o oficio, caso contrario o farão por ele.
E sim, seus posts parecem sempre propaganda da Microsoft, embora entenda que seja onde seus conhecimentos se limitam.
Não veja como algo ruim, pois eu também sempre uso Microsoft e não sou do tipo que acha ela uma merda, afinal, não sou do tipo que cospe no prato onde come, embora conheça bem os furos desse prato.
:D
Fazedor de Site
http://www.fazedordesite.com
off total...
eu acho que o autor do post é um herege por falar em casamento e em programação ao mesmo tempo. Todo mundo sabe que uma coisa leva ao fim da outra - necessariamente. =]
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www.panoramainternacional.com
Oi, Panorama !
Mas então, é por isso que o desenvolvedor tem que casar com o suporte, sacou ? :-)
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CidadaoCarioca
BufaloInfo
(Troll de plantão)
Muito bom o artigo. Apesar de achar q DEV faz parte de TI, sei q algumas empresas não trabalham assim...
Lendo esse artigo eu me lembro daquela velha piada:
"Soluções Microsoft, para problemas Microsoft"
Oi, Fedola !
Este artigo ficou algumas semanas arquivado por aqui devido ao TechEd e acabei "comendo" um pequeno trecho, onde cito que, por mais que pareça em alguns tópicos que questões específicas da tecnologia Microsoft geraram essa necessidade de relacionamento entre infra e dev (e de fato é verdade), a questão é que sem esses recursos o desenvolvimento do software seria consideravelmente mais demorado.
[]'s
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CidadaoCarioca
BufaloInfo
Dennes e seuspequenos posts.......
Muito bom, instrutivo.
Parabéns, um dos melhores artigos que ja li no meiobit...
Oi Dennes
Fui ao teched 2007 que é um evento que reune profissionais das áreas de desenvolvimento,infraestrutura e gerenciamento de TI para apresentação de produtos Microsoft que irão lançados no mercado para as três áreas de atuação e neste evento você pode conversar com os profissionais que atuaram no desenvolvimento desses produtos, que utilizaram o produto antecipadamente e também ampliar o seu networking.
Quem puder ir na próxima edição vá sem pestanejar.Pois através das palestras que lá assisti eu estou totalmente de acordo com o artigo.
Pois as novas tecnologias como o windows server 2008 irão atuar em conjunto com o VStudio 2008 nas questões de gerenciamento de usuários de uma aplicação, os recursos existentes em uma aplicação temos de ter o apoio do infra para realizarmos estas tarefas e assim possuirmos maior produtividade nas atividades .
Enfim eu sou totalmente a favor do casamento de infra com dev
Juliana Prado Uchôa
(Super Troll de Plantão)
Ótimo post, organizado e menos tendencioso que já vi, mas deixando os elogios de lado
Uma solução em relação a contratação de profissionais de TI/Dev de qualidade seria a adoção de um sindicato, já que este iria exigir qualidades de cada profissional e além de que poderia trazer beneficios a esta área, se bem que atualmente existe uma divisão muito grande entre a adoção de um sindicato quanto que com a rejeição do mesmo, é por essa razão que existem tantos profissionais "bombril" ou profissionais meia-boca como desejarem.
Já que se fosse adotado um sindicato o profissional teria um valor salarial de acordo com o que o sindicato teria datado, poderia ter o emprego caçado se ocorresse um determinado delito, deveria haver respeito profissional, entre outras coisas. Que dão diversos motivos para adoção ou contra adoção de um sindicato.
Ah sim os motivos que dava por tais discurssões era justamente por ações totalmente tendenciosas e por termos que em minha sincera opnião prejudica a mim e outros profissionais do ramo, já que uma coisa que aprendir é que deve se ter respeito profissional em relação profissionalismo independente se seja um profissional de soluções OpenSources/FredomSoftwares quanto soluções de produtos Privados/LockSoftware, pois ler ditos do tipo "digratis" era o que me forçava a atuar daquela maneira, já que OpenSource é diferente de freeware.
Mas pela qualidade e colocação em relação ao seu atual artigo vejo isso de forma benéfica, já que foi bem exclarecido e organizado seus tópicos explicando sobre sua área de forma mais atuante e menos tendenciosa o que é relevante a um profissional e além que o assunto abordado está também bastante interessante, meus parabens.
Outra coisa é que cwars é diferente de cWars que nesse caso visa ser um flamewar.
Oi, Cwars !
Quanto ao sindicato, hoje que ele não existe fala-se de muitos possíveis benefícios.
Mas sindicato envolve política.
O que acontece com profissionais bons, mas não formados ? Certificações serão reconhecidas ? E o custo para o profissional ?
Você sabia que o CREA tem pego o mal hábito de querer cobrar taxas de profissionais de cabeamento de rede por achar que isso é responsabilidade deles ?
A coisa complica e muito...
pois ler ditos do tipo "digratis" era o que me forçava a atuar daquela maneira, já que OpenSource é diferente de freeware.
As vezes é necessário ir além de um simples termo e olhar o que está em volta. Você tem dúvidas que quem escreveu "digratis" desconhece a diferença ?
Além disso, o termo encontra-se entre aspas. Quantas pessoas conhecem a diferneça entre o fato do software ser gratuito e ser livre ?
Sei de um desenvolvedor que criou um software na forma de software livre. Fornecia manual, CD, enfim, tudo. Porém para cobrir os custos, resolveu cobrar pelo fornecimento de tudo, com código fonte, claro. Recebeu inúmeras mensagens absurdas acusando-o de estar denegrindo a comunidade de software livre e inúmeros absurdos mais.
Portanto, por mais que você conheça a diferença, mesmo (quem sabe até especialmente) entre os defensores do software livre você é minoria. Não há uma só palestra na qual eu fale que software livre pode ser cobrado diretamente em que todo o público não fique absolutamente surpreso com a informação.
"Outra coisa é que cwars é diferente de cWars que nesse caso visa ser um flamewar."
Mais uma questão de uma pequena diferença de palavras que para mim é ininteligível, não faço idéia do que uma diferença entre maiúscula e minuscula pode significar para você.
[]'s
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CidadaoCarioca
BufaloInfo