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Se vocês acham que vida de blogueiro é só acender charuto com notas de 100 dólares, sair com modelos e atrizes, viajar para lugares paradisíacos e conhecer expoentes do Software Livre que tomam banho e se comportam de forma civilizada e simpática (não é a regra, o Rodrigo que o diga), acreditem, nem tudo é diversão.
Estou com 1h de entrevista com Mr Brown aqui, e acreditem, o iMovie não faz milagres. (Steve Jobs faz, dizem, mas isso é outro papo). Traduzir, editar e legendar vídeo dá MUITO trabalho.
Para não perder o timing do evento, decidi publicar de forma picotada a entrevista, feita em conjunto com Pablo Hess, da Linux Magazine.
Peter Brown é um súdito da Rainha, contador de formação que se apaixonou pelo conceito de Software Livre, se apresentou como voluntário e foi galgando posições até se tornar Diretor-Executivo da Free Software Foundation. Consegue defender sua causa seu ser chato, e em suas próprias palavras não pega fogo se tocar em um Mac. Embora não seja mais um programador, nos velhos tempos ele escreveu vários jogos para computadores da linha Sinclair, na Inglaterra. Ele gosta de dizer que teve seu primeiro programa publicado em uma revista em 1985, no mesmo número em que a revista deixava de ser publicada e o editor dizia ser aquele o fim do software compartilhado, que a partir de então os programas seriam somente produzidos de forma profissional, e não havia mais sentido em publicar e compartilhar código-fonte. Ele literalmente viu a "morte" do Software Livre, mas pelo visto os boatos dessa morte foram um tanto exagerados.
Usei várias perguntas dos leitores, e posso adiantar alguns fatos: Sim, ele só escuta música em Ogg Vorbis, sim, ele toma banho, não, ele não é chato nem antipático, muito pelo contrário. Também não cobra para tirar fotos, divide a conta da cerveja, não exige que suas entrevistas sejam disponibilizadas em formatos livres e não, ele não defende a idéia de software livre ou morte. Tanto que sua máquina fotográfica é uma HP, com firmware proprietário. Peter é inteligente demais para fazer pirraça. Ele defende Software Livre sempre que possível. Se não for possível, use o que tiver que usar, e trabalhe em prol de uma solução Livre.
Vamos então às nossas duas perguntas iniciais:
1 - Qual sua opinião quanto às empresas de software proprietário que, quando ninguém mais usa seus programas, abrem o código e tentam posar de amigo do software livre?
2 - Durante muito tempo o Software Livre produziu cópias de softwares proprietários. Não era hora de criarem uma killer application que “forçasse” a migração para software livre, por parte dos usuários?
Não percam no decorrer dos próximos dias o resto da entrevista.
Alguem me diga porque sempre que se pensa em "defensor de Software Livre" normalmente se vê um Stallman e não pessoas como ele? Ele sim dá respostas boas e sem fanatismo.
E Cardoso, você ainda não tem do que reclamar fazendo as legendas, usar o iMovie pra fazer isso é facil perto da maneira que Subbers normalmente usam, aquilo é gostar de se torturar...
http://geekpobre.890m.com/
Acesse, Vale a pena.
Maravilhoso Cardoso!!! Meus parabéns!!!
Aguardo ansioso pelas outras perguntas.
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No caráter, na conduta, no estilo, em todas as coisas, a simplicidade é a suprema virtude.
Henry Wadsworth
Afinal, porque esse cara não é o presidente da Free Software Foundation??
O início da entrevista tá bom... tomara que não apareça o Stalman no meio, eheheh
Mas porque todo mundo sempre diz a mesma coisa, que software livre só faz clone?? a pergunta foi boa porque a resposta esclareceu muita gente...
Se bem que ter um clone livre de um bom software proprietário não é nada ruim pro usuário... ainda mais quando ele vai além e acaba forçando o software proprietário a correr atrás do tempo perdido. Vide exemplo do firefox e até mesmo distribuições linux que começaram a olhar mais pro usuário de desktop... isso beneficia tanto o usuário da ferramenta livre quanto da proprietária, ou acham que uma empresa investe muitos milhões em desenvolvimento se não tem concorrente?? sem concorrência investem só alguns milhões, e os avanços demoram mais.
Claro que linux no desktop não é relevante hoje, mas a Microsoft, por ex., está preocupada com o futuro (5 , 10 , 20 anos) e não com o hoje que ela domina tudo... e isso ocorre com todo tipo de empresa que está no mercado...
Oi !
Vão dizer que estou de implicancia... será que só eu noto certas coisas ? Imagino que seja difícil se sair de algumas perguntas difíceis sobre software livre... especialmente na 2a pergunta, ele pareceu um pouco incomodado... mas as respostas não pareceram tão boas não :
1a) Na primeira pergunta, ele simplesmente descarta as empresas, o meio corporativo. Descarta no sentido de dizer, literalmente, que uma vez o código aberto em uma licença livre descente a empresa que se exploda, o software pertence a comunidade. Para o mercado corporativo interessado em produzir software livre, não sei se essa é a forma como gostariam que a comunidade os visse...
2a) Na 2a pergunta ele coloca o software livre simplesmente no meio acadêmico... chama a atenção para o meio acadêmico dizendo que é lá que as coisas acontecem.. que os jovens enquanto no meio acadêmico fazem produções muito interessantes para o software livre, depois vão para o mercado corporativo.
Achei muito interessante conhecer um ponto de vista não-stallman para o software livre... melhor não comentar muito as respostas, vamos aguardar o resto da entrevista e ver o que Cardoso conseguiu fazer com ele...
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CidadaoCarioca
BufaloInfo
Na próxima pergunta ele fala sobre corporações e política no Software Livre. Digamos assim, o pessoal que adora associar SL a discurso da esquerda neurótica vai ficar muito triste.
Obaaa, é o que eu esperava!
"1a) Na primeira pergunta, ele simplesmente descarta as empresas, o meio corporativo. Descarta no sentido de dizer, literalmente, que uma vez o código aberto em uma licença livre descente a empresa que se exploda, o software pertence a comunidade. Para o mercado corporativo interessado em produzir software livre, não sei se essa é a forma como gostariam que a comunidade os visse..."
Ele não é da Federação das Indústrias (ou comércio?) do seu ou qualquer outro estado. A FIERJ vive para defender as empresas, a FSF não. Simples.
Não é uma questão de demonizar as empresas. Ele foi muito sensato, e disse com MUITO mais propriedade algo que é minha opinião também: Empresas vivem para o lucro, a prioridade delas é sobreviver e prosperar. Se algo que era interessante no passado começar a atrapalhar ou enxergarem melhores rumos, irão mudar.
Também percebi isso Dennes, mais seria difícil argumentar de outra forma nessa situação. Acho que ele conseguiu resumir bem cada ponto, pois se não ele ficaria lá o dia todo só para responder essas duas perguntas.
1ª) Essa é a idéia. Mesmo que a empresa venha a falência, a comunidade terá a segurança de continuar a manter o projeto. Basicamente ele resumiu que dessa forma não depende exclusivamente da empresa a continuidade de qualquer software.
2ª) O meio acadêmico é o principal motor do SL. Os próprios conceitos de ensino têm muita relação com o SL, creio que ele disse que é no meio acadêmico onde é mais visível todas as idéias por traz do SL, mesmo que depois esses profissionais possam ir trabalhar com softwares proprietários.
Sinceramente, nessa segunda questão o que ele me falou me lembrou de uma frase de Einstein: "Everything that is really great and inspiring is created by the individual who can labor in freedom."
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No caráter, na conduta, no estilo, em todas as coisas, a simplicidade é a suprema virtude.
Henry Wadsworth
Lembrando é claro, que ele fala do meio acadêmico dos EUA e/ou Europa.
Óbvia e infelizmente não se refere ao nosso meio acadêmico, fábrica de Artigos e publicações. :/
Oi !
Apenas elocubrando o assunto, sem muitas pretenções...
1) Este ponto de vista é excelente para a comunidade, mas apenas para a comunidade. Os dois, comunidade e empresas deveriam ter suas vantagens.
2) Pode-se fazer várias análises não muito boas neste ponto, como por exemplo o fato de que a produção é feita por profissionais em inicio de carreira que depois vão para o mercado corporativo produzir software proprietário com a experiência que adquiriram produzindo software livre...
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CidadaoCarioca
BufaloInfo
Você, mais do que ninguém, deve saber das vantagens que as empresas tem com o FOSS, mas FSF está aqui para defender a liberdade do usuário e é com isso que eles mais se importam e esta é uma das principais diferenças entre Open Source e Software Livre apesar dos objetivos serem basicamente os mesmos.
Ademais, eu concordo plenamente com ele, não posso simplesmente depositar toda minha fé em uma empresa para depois, por que simplesmente as ações caíram, ela muda suas políticas e eu saio decepcionado. Seja como usuário ou comunidade.
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“A imaginação é mais importante que o conhecimento.”
-- Albert Einstein
1) Para a empresa também é bom. No a pergunta foi para a empresas que migraram para o software livre, e com certeza ela fez isso por ser mais viável. Usando essa mesma ideia, que é boa para a comunidade, a empresa pode cortar custos de manutenção/suporte e até de produção.
A Novell, por exemplo, após comprar a antiga SUSE criou o openSUSE, que é mantido pela comunidade. Só a diretoria geral do projeto openSUSE é da Novell, todo o resto é da comunidade, inclusive a área de produção de softwares. E porque a Novell fez isso? Simples: Toda a evolução do openSUSE ela coloca no SLED, que é a distro mantida pela equipe de desenvolvimento da Novell. Veja que nesse exemplo foi extremamente benéfico para a empresa sair do proprietário para o "livre".
Assim como tem esse exemplo, tem vários outros, que se beneficiaram. O Blender que era proprietário também, etc.
É interessante você dizer isso, vejo que esse ponto é onde existe maior divergência de opiniões: "O quanto ganha uma empresa quando migra seus projetos para o SL".
É uma estratégia complicada, e se bem feita a empresa pode ganhar e muito, e a comunidade também. Porém varias empresas tentaram o mesmo sem sucesso, seja por não conseguir se adequar ao modelo, seja por tentar impor praticas que não agradaram a comunidade.
2) Como o Pessoa disse, foi só um exemplo. Da para fazer varias análises muito boas nesse ponto também.
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No caráter, na conduta, no estilo, em todas as coisas, a simplicidade é a suprema virtude.
Henry Wadsworth
1. O software não passa a pertencer a comunidade, esta pode usar os fontes do software em questão para fazer um fork ou contribuir com a empresa para a evolução do código, mas o software em sí não passa a ser da comunidade. Vide o OpenSolaris e Fedora Core.
2. Ele não simplesmente coloca o Software Livre no meio acadêmico, ele cita exemplos apenas e após isso continua falando sobre o assunto, você está simplificando demais a entrevista.
3. A maioria das pessoas sérias envolvidas com o FOSS são não-Stallman e são estas que efetivamente fazem Software Livre/Open Source.
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“A imaginação é mais importante que o conhecimento.”
-- Albert Einstein
CLAP CLAP CLAP
O objetivo do software livre é tornar possível o uso de um computador sem depender de empresas, ou seja, usar o computador da forma que desejar sem precisar se submeter a ninguém. Se a empresa depende do software livre ai já é problema dela.
Não sabe brincar, não desce pro play, ou melhor, não sabe como lucrar com software livre não disponibilize o seu produto sob uma licença livre.
Ainda lendo minha assinatura?
"Não sabe brincar, não desce pro play, ou melhor, não sabe como lucrar com software livre não disponibilize o seu produto sob uma licença livre."
Melhor resumo até agora, hahaha.
Um ponto curioso que eu destaco:
A maneira como o Brown encara a "cópia" (de features) de software proprietário como "Um modo de fazer que a pessoa não fique tentada a experimentar o mesmo".
Eu já ouví muito, e aqui com certeza todo mundo já ouviu, que "o windows copia o OSX, o windows copia o Linux, o IE copia o Firefox", e outras afirmações deste tipo, como se fosse algo ofensivo e perjorativo. Bom, se os próprios chairmans da FSF admitem que a cópia recíproca existe, e que isso é uma estratégia de mercado, porque que o lado jedi pode, e o lado negro não pode?
E, me pergunto se isso não vai sempre colocar o software livre em uma berlinda. Não falando de código, e sim de idéias, que não são "patenteáveis", o que impede da MS e a Apple implementarem todas as idéias boas que o povo do SL tiver, sem usar seu código (porque isso as forçaria a liberar o seu, pela GPL), e economizar bastante em contratações de engenheiros de software inovadores?
Pra que inovar pagando, se os pobres programadores do FSF fazem isso de graça?
Esse fator é um dos que, pra mim, impossibilita que o SL viva em conjunto com o software proprietário de forma harmoniosa. Não se enganem: Se a MS acordar e resolver criar um IE9 idêntico ao firefox, com as mesmas features e a mesma abertura a desenvolvimento de plugins, e jogar isso no windows update de graça, o firefox vem abaixo. Ele jamais irá conseguir competir com um browser que tem acesso direto as APIs do windows (velocidade) e nem com a grande base instalada (alcance do windows).
Deixando claro que isso se trata de software com destino ao desktop. Projetos empresariais possuem outro foco; porém, como ele falou em "não deixar o usuário tentado", achei interessante comentar.
Você levantou um ponto interresante Fabio, e parece até que a FSF se sente confortável com essa posição de criar idéias para os outros implementarem visto que nunca os vi reclamando que tal empresa usou tal idéia de um SL. Os únicos que reclamam disso são os Freetardados.
E todo mundo sabe que os profissionais mais caros e difíceis de se conseguir são os que costumam ser inovadores e criativos.
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Muita Pimenta para sua vida!
Primeiro Pro-Commenter da Blogosfera Brasileira.
Oi !
Quando avançamos em debates assim, sempre chegamos em contradições e pontos insolúveis nunca muito favoráveis ao SL... eis ai um...
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CidadaoCarioca
BufaloInfo
Contradições e pontos insolúveis não favoráveis ao FOSS? Quais são eles? Avancemos no debate então.
-- “A imaginação é mais importante que o conhecimento.” -- Albert Einstein
O pessoal da Mozilla nunca reclamou pela Microsoft estar incorporando funções ao IE7/IE8 que estão presentes no Firefox, seja por padrão ou via plugins. Do mesmo o Firefox pode incorporar coisas do IE7/IE8. As pessoas falam muito sobre software livre copiando software proprietário e vice-versa, mas esquecem que a diferenças entre eles é sua licença e modelo de distribuição. O modo como os programas são desenvolvidos, idéias e tudo mais não são muito diferentes. Cópias existem dos dois lados, alias, cópias não, o uso de conceitos.
"Pra que inovar pagando, se os pobres programadores do FSF fazem isso de graça?"
"Para que inovar se o pessoal do software proprietário paga por isso e eu posso pegar a idéia."
Posso pegar exemplos dos dois lados. Mas no caso do Firefox, por exemplo, ele não pode pegar IE7 e toma-lo como base para um novo browser para competir com o IE8, e se a Microsoft pegar o Firefox para toma-lo como base para seu IE9 ela vai ter que tornar os fontes disponíveis e assim o próprio Firefox vai se beneficiar das modificações.
-- “A imaginação é mais importante que o conhecimento.” -- Albert Einstein
Se ela pegar o código do Firefox como base, você diz, e copiá-lo.
Se ela implementar e maquiar tudo, quem é que vai provar que é o mesmo código? E nem precisa: Ela pode apenas refazer tudo, já que o problema não é programar, é ter a idéia.
Você aponta as semelhanças, eu aponto as diferenças, e estas sim são gritantes:
A Microsoft é a líder absoluta. Se ela pegar algo do SL, copiar e lançar, o mundo vai achar que foi ela que fez. Automaticamente. E, mesmo sendo o original, a contraparte livre vai passar a ser considerada a cópia.
A MS é a entidade mais poderosa em matéria de softwares para desktop do mundo. Se ela quiser matar o Firefox, ela mata, não tenha dúvidas.
Concordo com o que você diz a respeito da cópia, não de códigos, mas das idéias. Afinal, ter abas, leitor de rss e outras coisinhas legais/inúteis que hoje existem no IE7 já existem a muito tempo no mundo dos browsers e só agora a Microsoft se tocou que precisa se modernizar ou vai para a lona (apesar de muitos usuários leigos saberem que isso não foi inventando pela Microsoft, mesmo pensando erradamente que isso nasceu no Firefox).
Só não concordo na parte em que você diz que se a Microsoft quiser ela acaba com o Firefox e ponto. Isso eu achei meio exagerado
. A Microsoft pode colocar barreiras, dificultar e colocar muita areia no caminho, e é o que ela tem feito, mas não acredito que ela tenha todo este poder a ponto de querer e conseguir acabar com um software concorrente de um modo tão fácil. Fosse assim o Firefox não estaria crescendo tanto. E espero que isso não aconteça, o Firefox ter aparecido foi a melhor coisa do mundo para os usuários do IE, mas não no sentido da migração, mas para aqueles usuários que não vão/querem migrar, pois a Microsoft melhorou muito seu navegador e está melhorando mais ainda e assim quem ganha somos nós: usuários e desenvolvedores.
-- “A imaginação é mais importante que o conhecimento.” -- Albert Einstein
Para isso existe o Copyleft parcial.
E mesmo assim. Inovação é o ponto chave da mercado. Proprietária ou não qualquer empresa tenta inovar.
A MS pode muito bem criar um IE "idêntico" ao Firefox. Até onde a licença do Firefox permite, e esse "até" é o ponto chave, nesse caso o IE vai ficar com cara de copia barata, ou mal feita, etc. O que pode trazer um efeito contrario.
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No caráter, na conduta, no estilo, em todas as coisas, a simplicidade é a suprema virtude.
Henry Wadsworth
Mal feita jamais.
Se a MS quiser, ela compra metade da equipe da mozilla, metade da equipe do Opera, leva de brinde os "vendáveis" do webkit, "aluga" os técnicos da w3c e busca mais outro tantos programadores talentosos para web, e pronto: Aguarde seis meses, um ano, que a MS lança um IE9 que iria destruir todo e qualquer browser existente por léguas de distância.
Porque não faz ? Porque pra ela é interessante que haja a concorrência.
Fica menos com cara de monopólio.
E nunca se perguntou porque isso não aconteceu até hoje, se ela tem dinheiro de sobra mesmo ?
(E tem)
E questão de polícita interna, de intenção do que quer. Já foi dito aqui, a MS tem gente muito boa contratada.
Esses tempos o Techcrunch, creio que na cobertura daquele evento de Las Vegas... que a MS as vezes parece ser mais de uma empresa e concorrente. Os técnicos dizem uma coisa, fala com o Monkey Boy, ele fala outra.
Complica. (Ainda bem
)
Não é tão simples assim, para fazer uma copia "perfeita" teria que comprar toda a Mozilla, pois tem muita tecnologia licenciada.
E quando digo mal feita digo, que por não ser "idêntico" ao Firefox pode aparentar ser um produto mal acabado.
Veja que o usuário não ta nem ai se o código foi bem escrito ou não, mais ele vai ver uma versão do "Firefox" completa, e outra "mais ou menos". Com certeza o mais logico é apresentar um produto mais bem elaborado que o Firefox "original" para causar a idéia de inovação tecnológica (mesmo que o código seja praticamente o mesmo)
E porque ela não faz isso? Simples: Ela tem muito mais a perder do que ganhar!
Seria admitir sua derrota. Comprar a concorrente é o mesmo de dizer que não tem capacidade supera-la do modo convencional! E claro, sabemos que isso não é verdade!
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Henry Wadsworth
Aí você chegou exatamente aonde eu queria.
Pra que comprar a Mozilla?
Bom... tudo que o pessoal do lado FOSS mais odeia, é patente. Patente é canceroso, patente é desprezível, patente é o que impede a evolução.
Correto?
Aí a MS resolve, amanhã, criar um "Firefox killer". E pensa com seus botões, o que o firefx tem de melhor? (isso é um exemplo).
Ah, abas. Vamos implementar abas?
Não se pode patentear idéias, então, vamos copiar as abas.
Ah, o sistema de favoritos é legal. Vamos "meio que copiar" ?
Vamos. Ninguém pode reclamar, o código é diferente, mas, o negócio tá lá.
Ah, tem certa feature de segurança. Vamos copiar. Programamos tudo outra vez, mas, com a idéia pronta, isso é simples.
E isso pode se repetir até a Microsoft roubar todas as features que o firefox tem de diferencial. O que vai impedí-la? Como que a Mozilla Foundation abrirá um processo contra a MS, acusando-a de plágio, e abrir um precedente MONSTRUOSO para que uma Adobe engula um pobre F4L ou um QFlash por cópia descarada de sua interface, ou a própria MS processe o OpenOffice por lembrar bastante seu produto?
Lhe digo: Um movimento em falso do SL em direção a esta idéia de protestar oficialmente contra a cópia, e o Ballmer vai ter um orgasmo múltiplo sem levantar da cadeira lá em Redmond. Dois minutos depois ele chama os advogados da MS e processa metade da humanidade.
E, mesmo que exista tecnologia licenciada... a Microsoft refaz. Qual o problema nisso? Você é programador, você sabe: O que é mais complicado: Definir e conceber algo do zero, ou pegar algo pronto e "mimicar" de modo idêntico programando outra vez?
Veja bem: Quando eu me refiro a "fazer um firefox", não é reproduzir literalmente o firefox, recompilar o source com outro nome. É desenvolver um browser que possua todas as boas features dele, copiadas na cara dura; e se quiserem disfarçar um pouquinho, pode também.
Aí, teríamos dois produtos:
O Firefox, este que conhecemos hoje;
E um IE com todas as características do Firefox, uma comunidade cinco vezes maior de desenvolvedores criando plugins, rodando usando bibliotecas compartilhadas no windows (logo, mais rápido e gastando menos memória), e instalado de graça no Windows Seven e via Windows Update para o XP e Vista.
E aí? Quem é que vai usar Firefox? Os entusiastas. Hoje, ele tem mercado porque é o "melhor browser". E se um dia não for, que apelo ele terá? E se não for, e ainda tiver um concorrente com toda a máquina da MS trabalhando a seu favor?
A MS matou o Netscape assim. Não se engane, ela não mata o Firefox porque não quer. É interessante um browser a mais, porque antes perder 30% de share em browser do que mais uns bilhões de multa na UE.
Interessante é que aos poucos ela está fazendo tudo isso que você disse....
(Achei que você estava se referindo a outro tipo de copia antes...)
E não rodaria em Mac, Linux, BSD, etc...
Ainda lendo minha assinatura?
Achei bacana vc citar o Post do rodrigo, que eu já conhecia e é muito bom mesmo, e que diferença, hein. Coerencia em suas respostas, esse é o primeiro (apesar do Wallacy tb parecer) do Sl que vejo defender-la sem histrionismos, pelo menos até agora.
E acabei percebendo pelos coments que o time de editores do meio bit está bem equilibrado, bom mais ou menos, acho que a galera apple tem uma pequena vantagem, apesar de o cardoso nao ser iludido, apenas sarcastico.
parabens, espero a continuaç?o...
ººno mundo so existem 10 tipos de pessoas, as que entendem...e as que nao entendemºº
RafaelDFMelo'Blog.
Esta faltando a tradução em 1:45 do video onde ele diz: "I can't move to SL because there's not photoshop". Caso tenha sido sem querer, esta ai o aviso...

O sentido se manteve. Alguns detalhes eu não consegui pegar, fucking accent...
Liberdade, liberdade. Sou mais o Open Source, que se preocupa primeiro em produzir e depois em falar. Eu não uso "liberdade", eu uso um driver decente.
Você está separando conceitos muito parecidos, mas está falando do mesmo modelo: FOSS. Se você está usando um driver ou um kernel decente licenciado sob a GPL você está se beneficiando do Open Source ou do Software Livre? A GPL é uma licença mantida pela FSF e está licenciando softwares como o kernel Linux usado no RHEL (Red Hat Enterprise Linux).
http://www.opensource.org/docs/definition.php
http://www.gnu.org/philosophy/free-sw.html
Note que a FSF diferencia o "Free Software" do "Open Source" por conta principalmente da definição da palavra Open com relação a Free, pois Open não trás o conceito de aberto que a FSF gosta de enfatizar, mas se você ler as definições de cada uma não vai notar muitas diferenças, pois são compatíveis uma com a outra.
Veja as licenças recomendadas/aprovadas/compatíveis pela OSI e pelo projeto GNU:
http://www.opensource.org/licenses/alphabetical
http://www.gnu.org/licenses/license-list.html#Soft...
São conceitos difíceis de se dissociar.
-- “A imaginação é mais importante que o conhecimento.” -- Albert Einstein
Só para completar retirei da página [1] um trecho:
"Nearly all open source software is free software; the two terms describe almost the same category of software. But they stand for views based on fundamentally different values. Open source is a development methodology; free software is a social movement."
"Quase todo software Open Source é Software Livre; os dois termos descrevem quase a mesma categoria de software. Mas eles defendem a opinião baseada em valores fundamentalmente diferentes. Open Source é uma metodologia de desenvolvimento, o Software Livre é um movimento social."
[1] http://www.gnu.org/philosophy/open-source-misses-t...
-- “A imaginação é mais importante que o conhecimento.” -- Albert Einstein
Vamos definir assim, mais fácil:
Software Open Source é aquele que o programador socializa;
Software Livre é aquele que um socialista programa;
Pronto.
Que medo do socialismo!!
Mas acho que tá certo afinal comunista come criancinha, eles vão invadir sua casa, pegar seu carro e roubar sua comida
Neste caso você piorou ainda mais a confusão para quem não conhece. Defina o socialismo e um socialista?
Você já chegou a ler a história da GPL? Como ela surgiu primeiramente na mente brilhante que hoje se deteriorou e virou o Stallman? Ela (a licença) primeiramente não iria permitir o uso do código comercialmente, mas depois amadureceu e o próprio Stallman falando diz que se deve incentivar o lucro/ganha-pão com o Software Livre (repare que não é Open Source a que ele se refere) e ele mesmo fez isso com o Emacs. De acordo com a GPL e a filosofia do Software Livre não é condenável, mas sim louvável ganhar dinheiro com seu software licenciado pela GPL, mas o principal ponto do Free Software continua sendo a liberdade do usuário defendida a todo custo.
Creio que você esteja levando o termo "movimento social" no sentido errado, um movimento social não é exatamente socialista ou comunista e nem tão pouco uma coisa ruim, apenas significa que ele está focado no contexto social e quer a melhoria das condições em os indivíduos vivem desta sociedade vivem (resumidamente).
-- “A imaginação é mais importante que o conhecimento.” -- Albert Einstein
Socialismo: Sistema social e econômico aonde os bens e propriedades são públicos e controlados democraticamente sobre um ponto de vista de oportunidades iguais e benefícios iguais para todos.
Logo, vamos lá:
Pense no programa em sí como propriedade. Em um sistema capitalista, a propriedade é sua, e há seus direitos sobre ela. Em um sistema socialista, a propriedade é de todos. Quando você solta um programa sobre a GPL, o mesmo programa é seu, ou passa a ser da comunidade?
Sob o ponto de vista de propriedade pública e privada, levando-se em conta as óbvias distinções, a FSF é uma espécie de "entidade socialista" sim.
Em Cuba as pessoas também ganham salários por trabalhar, por exemplo.
Vejemos trechos retirados do próprio "Manifesto GNU"
"Os programadores não merecem uma recompensa pela sua criatividade?"
Se alguma coisa realmente merece uma recompensa, é a sua contribuição social. Criatividade pode ser uma contribuição social, mas somente na medida em que a sociedade é livre para usufruir dos resultados. Se os programadores merecem ser recompensados por criarem programas inovadores, da mesma forma eles merecem ser punidos se eles restringem o uso destes programas.
Mas na verdade esta questão, apesar de ser feita frequentemente, não é adequada para a situação. Não se deixará de pagar para os programadores, apenas se pagará menos. Então a questão é, alguém irá programar com um incentivo monetário reduzido? Minha experiência mostra que sim.
Por mais de 10 anos, muitos dos melhores programadores do mundo trabalharam no Laboratório de Inteligência Artificial do MIT por menos dinheiro que eles poderiam receber em qualquer outro lugar. Eles receberam vários tipos de recompensas não-financeiras: fama e reconhecimento, por exemplo. E criatividade também é um entretenimento, uma recompensa em si mesma.
Note que, a questão é resumida de forma simples: O Stallman e o projeto GNU levam a questão financeira como um fator quase irrelevante, a ponto dele dizer que "ah, as pessoas irão programar recebendo "Um pouco mais do que um caixa de loja".
Ele deixa claro que o sistema dele iria reduzir o lucro de todos os programadores, e que isso seria algo "irrelevante" pelo bem maior do código ser compartilhado com todos. Então, é "louvável" ganhar dinheiro com o SL, simplesmente porque é um ato heróico ganhar alguma coisa se apoiando nas sandices dum cara doido que esquece-se que o capitalismo é o sistema econômico vigente.
Não, não estou. É socialista sim, e isso é claro quando se diz respeito ao produto em sí, o software. Ele é de todos, é compartilhado como bem comum, e o lucro (mais valia) é posto de lado (e de certo modo é até combatido) em prol de fatores sociais intrínsecos a filosofia GNU.
E, não obstante isso, ele deixa claro lá que não liga muito pro que alguém irá faturar depois com o programa: Se faturar ótimo, se não, ele acha que o dinheiro irá cair do céu doado, ou ganhado prestando-se suporte.
Além de comunista, ele é ingênuo: Não parou pra pensar que, basear a monetarização de um software a um suporte, em uma sociedade cretina como a nossa, irá apenas mudar o monopólio de mãos. Empresas grandes terão mais clientes, poderão cobrar mais barato, e irão crescer. Alguns anos e teremos Microsofts do suporte.
Eu sei que você se identifica com a ideologia, mas, isso realmente não muda muito o fato que a FSF tem inclinações socialistas.
E, justamente a distinção da filosofia da FSF, que torna seus programas algo que "socialistas programam", diferente dos programas OpenSource, que são "programadores socializando".
1. Você tem seus direitos sobre o programa, direitos sobre a marca, direitos autorais e tudo o mais. O que é público é o código fonte do programa que você é obrigado (obrigação que você mesmo escolheu ao licenciar o programa sob a GPL) a disponibilizar. Mas se alguém por acaso for fazer um trabalho derivado de seu código este não pode usar as marcas/nomes ou qualquer coisa que relacione seu programa ao dele a não ser que isso seja permitido expressamente. Ou seja, pense no programa em sí como propriedade: você é dono dele e faz dele o que bem entender e até pode fechar o código no momento que quiser (mas o que já foi licenciado sob GPL deve continuar disponível).
2. Você não está falando sério ao tomar Cuba como exemplo de sistema socialista? Nunca se conseguiu implantar um sistema socialista, em todas as tentativas os objetivos foram desvirtuados para atender interesses pessoais ou de minorias. Mas mesmo assim eu não acho bom a comparar o movimento do Software Livre com o socialismo, pois neste contexto estamos colocando-o de encontro com o capitalismo e isso não é verdade como você bem sabe. O Software Livre não condena o lucro e nem a riqueza que advenham de seu programa/código fonte. Acaba mais confundindo do que explicando e gerando inverdades, pois acaba passando idéias erradas para pessoas que ainda não conhecem.
3. Ele pode colocar o lucro como uma coisa secundária, pois se trata de um movimento social e seu foco não é este, mas em nenhum momento o "ganhar dinheiro" é combatido. Você não vê ninguém do Software Livre (nem o próprio doido do Stallman) falando mal de empresas por ganharem muito com suas soluções e sim por questões de liberdade no código.
4. Sim, está sim. O socialismo vai de encontro ao que prega o capitalismo e o Free Software não sobreviveria se os moldes fossem iguais. Este é um movimento social, que preza por valores (subjetivo) que possam melhorar a vida de indivíduos dentro desta sociedade. Pense em uma ONG, o objetivo dela não lucro, mas elas podem ajudar pessoas a serem inseridas dentro de um mercado de trabalho e tentar melhorar condições de vidas. Ela está fazendo um trabalho social, o dinheiro para ela é secundário, mas para as pessoas para as quais ela realiza o trabalho é primordial. O software não é de todos e compartilhado, o código deve estar disponível para os usuários do software, é diferente.
5. Chamar o cara de comunista de modo tão pejorativo não é um tanto radical? O que temos aqui é o que? A batalha do bem e do mal? Software Livre contra software proprietário ou socialismo/comunismo (apesar de serem diferentes) contra o capitalismo?
6. Não é o fato de me identificar com a ideologia ou não (tenho as minhas próprias convicções e nem o projeto GNU ou a FSF chegam sequer perto delas). A questão é utilizar de termos descontextualizados (neologismo feioso este) para tentar classificar, rotular e embalar pessoas e movimentos. Se luto por algo que EU acho que vai melhorar a vida das pessoas e da sociedade e este meu movimento não tem o dinheiro e o lucro como foco principal ou até mesmo nem o menciona sou taxado pejorativamente de comunista? Em que diabos de sociedade é esta em que vivemos onde temos que fazer qualquer coisa para visar lucro para que não sejamos xingados de comunistas (como se isso fosse algo ruim)?
7. Os socialistas que programam e os programadores socializando que você está citando são, em 90% dos casos, as mesmas pessoas. O cara que está contribuindo com o GCC do projeto GNU trabalha em uma mega-corporação em um cargo muito acima dos tradutoreszinhos que gostam de gritar nos fóruns.
-- “A imaginação é mais importante que o conhecimento.” -- Albert Einstein
(Não vou citar suas respostas pra não estender muito, mas, numero:
1 - Que sentido prático de propriedade tem isso? Legal, o nome é meu. Mas, o meu vizinho pode pegar e compilar e mudar de nome. Continua sendo o meu programa, mas, com outro nome. Qual a vantagem comercial capitalista nisso?
De boa: Licenciei pela GPL, é do mundo. Pronto.
2 - Você está simplificando demais o Socialismo. O socialismo se baseia em propriedade coletiva, aversão ao lucro não é o fundamento principal. O software livre não condena a riqueza explícitamente, porém, a própria idéia invalida qualquer chance de ficar rico.
3 - Como eu já disse, leve menos a questão "socialismo=condenação ao lucro" e mais "socialismo=propriedade coletiva socializada". Simples, eles estão socializando o código.
4 - Se essa de valores. A FSF é uma tentativa do Stallman de socializar o código, usando-se os preceitos científicos de que uma descoberta deve ser compartilhada com o mundo. Ele trata software como se fosse algo divertido de fazer, possível de ser feito em casa e com preceitos amadores, não profissionais. De modo que quer igualar todos os programadores ao mundo dele. Nada contra o programador RMS, que é um gênio, um dos maiores do mundo. Tudo contra o GNU do do Stallman.
"código deve estar disponível para os usuários do software" é coisa do Open Source, que é o movimento que deve ser levado a sério. No Stallman way sim, que o negócio vira de todo mundo.
5 - Não, não acho. Eu, pessoalmente, detesto a militância do Stallman "Não escuto porque não é Ogg Vorbis".
6 - Porque você conceitua "socialista" do modo que eu enfatizei como pejorativo, a priore ? Eu não havia enfatizado minha opinião antes de escrever as frases.
E mais: Eu pergunto, e o meu direito de taxar de comunista algo que eu considero comunista? Eu acho sua forma simplista de querer defender o "não socialismo" do projeto GNU única e exclusivamente sob o fato de que "ele permite o lucro", mesmo que tal lucro seja quase impossível caso a filosofia seja levada a risca.
O Stallman é um homem rico? Ou ele pede doações até para tirar fotos?
Entenda: Esqueça o lucro, esqueça a mais valia. Esta não é a priore do comunismo. Se todo mundo não tivesse lucro, uma sociedade poderia ser chamada de comunista? Não. Se uma sociedade tivesse a propriedade coletiva, poderia? Sim. Logo, isso deixa claro qual é o aspecto chave de um sistema socialista. Baseado neste pilar, são claras as vocações socialistas militantes da FSF com relação ao software, diferente do OpenSource que não se preocupa com isso, apenas disponibilizando seu código. Além deles tomarem banho, claro.
7 - As vezes são as mesmas pessoas, qual o problema? Isso não torna a idéia inválida. Aliás, claro: Eles precisam do lucro, do dinheiro, para poder militar pela FSF nas folgas, já que eles não cobram para tirar fotos.
1. Não estou falando de vantagens capitalistas (que existem, senão não existiriam Red Hat, SUSE, Samba, que são Softwares Livres), mas sim da separação entre o termo socialista do Free Software. De acordo com você, se tomarmos o bem como o software em sí esta sua afirmação ao final da resposta 1 não é válida, pois o software em sí não é de qualquer um, pois apenas o código é público. Vamos tomar como exemplo a Red Hat e o CentOS, quem pode dizer que a Red Hat não é dona do RHEL?
2. O socialismo se baseia em uma sociedade onde não exista uma divisão social entre os homens, onde todos sejam iguais. Existem várias vertentes do socialismo, mas elas basicamente lutam por direitos iguais para todos os indivíduos dentro de uma sociedade. O comunismo é o "socialismo sistematizado", ou socialismo científico, onde Karl Marx, através de sues estudos econômicos e sociológicos, elabora um método para se chegar a uma sociedade socialista através de etapas (resumindo). Mas comumente, e nesta discussão também, não se usa os conceitos de forma fiel e se mistura muito. Se você acha que todos os homens devem ser iguais e tem os mesmos direitos, ou seja, não existem posições sociais... então você é um socialista?! Então quem não um socialista aqui? Quem não quer um mundo melhor?! O ponto principal de muitas discussões é que o propriedade como a conhecemos hoje é a causa principal destas diferenças (se não me engano isso vem de Proudhon, socialista útopico), mas nem todas as vertentes pensavam isso. Mas (de novo) não estamos discutindo opções políticas, e normalmente pode-se chamar de socialista aquele que assim se declara ou que tem o socialismo como farol que norteia suas ações e assim o diz explicitamente. Um governo social-democrata, um presidente comunista (ops!), ou um ativista se declara como tal. A FSF apenas tem ideais sociais para seu movimento que podem ser comparados até certo ponto (e devemos ter muito cuidado com isso) com algumas idéias socialistas, mas nem por isso devemos taxar o movimento do Software Livre como um movimento socialista/comunista, pois se assim o for vamos começar a classificar pessoas que simpatizam com este tipo de idéia como socialistas também, mesmo que estas não se declarem como seguidoras do socialismo. E neste ponto eu volto a minha pergunta: você acha que todos os homens devem ser iguais e ter os mesmos direitos? Você fica indignado com injustiças sociais? Então você é socialista?! (note que estou falando de ideais socialistas, comunismo seria outra discussão)
3. Citação de palavras suas:
"(...) Software Open Source é aquele que o programador socializa; (...)"
"Como eu já disse, leve menos a questão "socialismo=condenação ao lucro" e mais "socialismo=propriedade coletiva socializada". Simples, eles estão socializando o código."
De acordo com este raciocínio no Open Source os programadores também são socialistas.
4. Você sabe que Software Livre não é apenas feitos por amadores, alias, estes são minoria e geralmente são softwares... amadores. A comunidade do Software Livre hoje tem um problema, o nome dele? Stallman. O RMS é um cara radical, extremista e egocêntrico. Imagine um Peter Brown como presidente da FSF. As vezes (ou muitas vezes) RMS mistura suas opiniões pessoais com o Free Software e a FSF, temos que saber diferenciar isso, mas ele não sabe. Na minha opinião pessoal ele está gagá e precisa se aposentar, do Emacs ele já fez, só falta da FSF (que ele continue dizendo suas besteiras só em nome dele).
5. Não estou me referindo ao Sr. Stallman em sí (leia resposta 4), mas sim ao ato de querer denegrir alguém utilizando-se do termo comunista de modo pejorativo. O comunismo não merece ter como representante uma pessoal como RMS. Já chega de marcatismo nos E.U.A., vamos trazer até isso aqui para o Brasil também?
6. Quanto ao fato de não querer classificar o Free Software como socialista veja a resposta 2, pois não é apenas pela questão do lucro, cito este ponto por ele ter entrando na discussão anteriormente na sua afirmação de que não se ganha dinheiro com o Software Livre ou que isso é irreal em um mundo capitalista. E a resposta para sua pergunta, se uma comunidade com propriedade coletiva pode ser chamada de comunista: depende, se apenas por isso, não. Mas se formos discutir socialismo e comunismo aqui o meiobit não vai suportar a quantidade de posts. É por isso que defendo a não classificação, pois misturamos conceitos já polêmicos com outros ainda mais polêmicos e não se chega a consenso. Vamos discutir FOSS como FOSS e sem misturar conceitos terceiros, será muito mais produtivo.
7. Chegamos ao ponto:se são as mesmas pessoas como posso diferenciar estas entre dois conceitos diferentes?
"Software Open Source é aquele que o programador socializa;
Software Livre é aquele que um socialista programa;"
Se este programador, que o mesmo nos dois casos, está escrevendo um código licenciado pela GPL, em que momento ele é um socislita programando e em qual ele é o programador socializando? Está entendo a dificuldade de se misturar conceitos e depois separa-los?
-- “A imaginação é mais importante que o conhecimento.” -- Albert Einstein
Sim, é. E caso ele esteja licenciado sobre a GPL, eu posso pegar o código todo, compilar eu mesmo e mudar o nome. Aí eu serei dono do FabioLinux. Firefox - Iceweasel.
É ai que eu já tentei definir: Você falando deste modo parece aquele cara que diz "letra não tem pé".
Por motivos óbvios, a FSF não é uma entidade socialista.
Mas, admita que se eu escrevesse uma frase usando "Software livre é aquele que o programador que possui certos ideais socialistas mas que não é socialista per se, porque o socialismo é muito mais abrangente do que a FSF se propõe a tratar programa", ia perder completamente a graça.