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Em entrevista à Folha de Sâo Paulo a cantora Daniela Mercury respondeu a seguinte pergunta sobre MP3:
Folha Online - O que você acha do MP3 e da possibilidade de baixarem suas músicas gratuitamente na internet?
Daniela - Gosto da liberdade da internet, e acho que temos que pensá-la como instrumento de divulgação, gosto dessa possibilidade da democratização da música, da arte. Mas como essas pessoas que fazem download e compram disco pirata se sentiriam se tivessem um grupo de cem pessoas envolvidas no trabalho, dependendo daquilo, e não fossem contemplados? Mais uma questão ética para o mundo.
Aí falam: "pela liberdade, pela democracia, temos direito de tudo". Por que então a gente não está roubando os carros, assaltando supermercados? Se é para todo mundo ter direito a tudo, então vamos quebrar tudo. É preciso encontrar alguma maneira de as pessoas receberem pelo que fazem. Se elas fizessem um carro e botassem no meio da rua para cada um pegar e levar, como ia pagar o ferro, os empregados? Alguma coisa tem que ser recolhida para se viabilizar uma indústria cultural que é importantíssima para o mundo. A desonestidade, o download, a pirataria feitos deste jeito sucatearam todo o mercado de disco do Brasil.
O resto da entrevista você vê no Site da Folha.
Li tudo e encontrei nada de errado. Concordo com o que ela disse. Apenas ela se expressou mal em alguns momentos.
Não é errado baixar mp3. O que é errado é todos baixarem sem recompensar o artista pelo seu trabalho. O correto é você pagar pelas suas músicas, como no iTunes etc.
o correto é que a musica tenha o preço justo e não o preço das gravadoras
Não tenho como ser a favor da pirataria, é errado e acabou, assim como é errado tentar manipular o mercado e até a cultura de um país, empurrando todo tipo de lixo musical, Daniela Mercury inclusive, por meio de jabá pago às TVs e rádios.
Em qualquer outro setor o CADE, a Secretaria de Defesa Econômica e qualquer outra coisa do tipo interviria, por distorcer o mercado e prejudicar a concorrência.
Não ficarei nem um pouco triste no dia em que a indústria fonográfica for varrida do mapa.
Ela pode ficar tranquila quanto a mim. Nunca baixei uma musica dela, e nem pretendo.
Como faz falta uma itunes music store aqui. Mas pela quantidade de impostos no Brasil, não duvido que vendessem a R$4.99 cada musica.
Não, R$4,99 são 15 segundos de um toque polifônico de qualidade duvidosa para baixar no celular, imagina uma música inteira...
Você está enganado. R$ 4,99 é a assinatura SEMANAL de 15 segundos de toque polifônico de qualidade duvidosa para baixar por semana no celular.
"Promoções" como essa só denigrem a imagem dos programas e acessórios para celular. Mesmo os próprios sites das operadoras oferecem conteúdo a taxas leoninas. A minha dica para qualquer pessoa é: nunca compre nada para colocar no celular, peça para um amigo criar no computador.
Nossa! Reviveu um tópico jurássico, hein?
E o pior é que os preços dos ringtones ainda continuam a mesma facada. Pelo menos agora pelo preço de vinte deles você pode reservar um iPhone na claro, sem saber quanto vai pagar no final, haha.
Eu jurava que esse tópico era recente. Como foi que eu cheguei aqui?
P.S.: Imagino que seja bug no Google Reader, ele anda meio maluco ultimamente.
Quantas são as pessoas no Brasil que podem comprar cd original ou pagar por uma música na internet?
Comigo ela pode ficar tranqüila também. Nunca baixei nenhuma música dela e nem de graça eu quero.
Concordo que se houvesse uma cobrança, justa ao nosso bolso, pelo valor de cada obra e facilidades para este tipo de negócio, o prejuízo poderia ser bem menor.
Só acho assim:
Quando eu comprar um carro, eu vou poder tunar, desmontar, andar com ele em qualquer lugar que quiser, simplesmente se eu quiser fazer ele virar um bagaço eu vou poder fazer, por que o carro é MEU.
Já com as músicas eu não posso nem copiar para o meu Ipod que pode ser considerado que eu "roubei" a música.
Eu desejo um infeliz natal e um 2007 nebuloso para todas as gravadoras de música que ainda investem num sistema de distribuição fálido.
Lembro de ter visto um programa (RedeTV) onde falavam sobre o ganho do artista por CD, e não acreditei quando falaram que o Roberto Carlos é o artista com maior participação nas vendas ganhando R$1,25 por CD vendido (você não leu errado não, UM REAL E VINTE E CINCO CENTAVOS!!), o resto? BOLSO DA GRAVADORA!
Daniela Mercury e outros artitas (Madonna, Metallica), são apenas marionetes das gravadoras, falam isso mas não ligam nada pra pirataria, ganham dinheiro mesmo é com shows, sendo assim, quanto mais a música for divulgada, melhor pra eles.
Na verdade, acredito que as mídias (como um todo) estão com os dias (diria anos) contados, o próximo Playstation não terá mídia (segundo rumores dentro da Sony), e se, um jogo com 10 Gb (até lá vai ser mais ou menos isso mesmo), então, baixar um CD ou DVD inteiro será moleza, e a evolução da banda de internet engolindo mídia após mídia.
A própria Block Buster sabe disso e vem se distanciando dessa forma de negócio dela, pois, em alguns anos, teremos um aparelho em casa, onde se navega entre os filmes a serem "alugados", então é só pagar, baixar e ver, fim.
É esse tipo de comparação que faz ficar difícil lutar contra a pirataria. Lembra-se das fitas K7??? Alguém era chamado de ladrão por fazer cópia delas? Não, era natural, não é diferetente o IPod do Walkman...
Agora aquele que lucra com pirataria, seja um site ou um camelo, este sim tem de ser combatido.
O mercado fonográfico tem de entender que sua forma de lucrar mudou, e que tem de procurar outras formas. E não venham me dizer que com o download de MP3 fica difícil investir em banda nova, pelo conrário, agora não dá mais para eles nos obrigar a escutar a mesma besteira de sempre, seja Axé music ou boyband...
concordo plenamente com o lance de nao estarmos mais presos a radios que tocam sempre a mesma musica dezenas de vezes no mesmo dia, enchendo o saco e nao dando espaço para bandas menos populares mas com qualidade muita svezes superiores.
as gravadoras estao tentando segurar um rio com uma barragem de papel, nao adianta.
fui gravar um cd da EMI com uma proteção esses dias, dizia ter direito a 3 gravações. Que excelente, instalou um aplicativo no meu computador, deu erro no fim da gravação mas saiu a midia tocável, no entanto, se pegar outro cd assim para copiar, vou baixar ilegalmente a musica e gravar em cd.
a distribuição da musica nao faz mal pro artista, pelo contrario, no dia que ele fizer um show, vai ter gente cantando bem mais musicas deles do que hoje em dia que o povo soh sabe cantar a musica que toca na radio.
as gravadoras querem ganhar dinheiro da mesma forma que faziam a 10 anos, quando a internet nascia, o mundo esta mudando, e eles querem manter o mesmo mecanismo comercial.
ALO, TA NA HORA DE MUDAR...
cobrar 2 reais por musica nao eh um absurdo, e acho bem interessante comprar elas desta forma, mas limitar usar no ipod? instalar aplicativos na minha maquina? entao fico com o pirata, pq eu so quero ouvir a musica.
Não devemos confundir gosto musical com qualidade. É realmente incrível como as pessoas do meio tecnológico repudiam samba, axé e afins.
Acho que ela foi um pouco infeliz na manifestação dela, quando não mencionou os downloads legais de músicas. Eu particulamente já comprei algumas no UOL Megastore e não me arrependi em nada. A música bem com muito boa qualidade, e para me livrar do DRM, foi só gravar um cd e ripá-la pra máquina.
Quanto ao preço delas, tem música no UOL por míseros R$ 0,30. Não estou falando da qualidade do artista e se gosto das músicas oferecidas a esse valor. Estou dizendo que o mercado existe, só isso.
Espero realmente que as gravadoras mudem de postura, como serão obrigadas a fazer. E encarem a venda de músicas pela internet de uma maneira séria e como uma fonte de renda eficaz.
Por isso que eu nem baixo nenhum cd dela. Acho que comparar com um ladrão de carro é totalmente bizarro.
Sou Baiano, de Salvador, terra de Daniela Mercury e outros, e nem dou ponto a ela (algumas coisas obscuras dela, que a mídia não mostra
).
Tem duas coisas que, certas ou erradas, são verdadeiras:
1- Mesmo se não se vendesse CD nenhum, música jamais deixaria de existir por isso, PRINCIPALMENTE a de qualidade, aquela diferente do modismo que é empurrado pensando-se apenas no lucro.
2- Daniela não deixaria de ser rica, mesmo que não vendesse 1 CD sequer. Ela tem agenda lotada de shows a ingressos salgados e vive fazendo propagandas para a TV, aonde certamente ganha uma baba em cada uma delas.
Colocados esses dois pontos, questiono: será que esse repúdio ao MP3 não é só questão de estar "perdendo algo que se tinha e não se tem mais"? Daniela deve ter vários "discos de ouro" e tal, e por isso não consegue mais viver sem o saborzinho de vender suas gravações a rodo. Mas será que os novos artistas, que nunca venderam CDs, vão sentir falta disso? Será que o MP3 não vai ser um grande aliado deles para divulgar seu trabalho, o que posteriormente poderá resultar em shows ao vivo e merchandising do mesmo jeito?
E depois que temos que pensar também pelo lado de que talvez seja até mais correto o artista ganhar mais quando fizer shows ao vivo, ou seja, para mostrar trabalho de verdade, e não simplesmente fazendo uma gravação que depois é re-vendida pelo o resto da vida.
Porque não fazer como a indústria de software? Porque não apertar o cerco em relação a quem ganha dinheiro com a música dos outros, como por exemplo as boates? Que eu saiba pela lei as boates já tem obrigação de pagar royalties pelas músicas que tocam, embora nem sempre o façam. Nada mais justo, já que essas empresas estão lucrando com as músicas que tocam para seus clientes.
O que estes artistas não percebem é que no dia que a pirataria acabar, eles deixam de vender CD no dia seguinte. O Brasil não tem estrutura econômica para vender CDs que custem de 10 a 15% do SM, se não existir o pirata o brasileiro vai parar de comprar CD e o artista vai deixar de divulgar sua música. Este é o papel do CD, divulgar a música do artista e torná-lo conhecido, é como se fosse seu cartão de visita.
Não estou querendo justificar a pirataria, eu também baixo mp3, mas compro o CD se gostar da música, conheço muita gente assim. Assim como o CD, o mp3 divulga o cantor, deveria ser regulamentado de maneira coerente, e não combatido.
A questão é que ela está fazendo seu papel, ela não é nem maluca de apoiar o download de mp3, isso pode prejudicar sua imagem perante as gravadoras e, de quebra, ainda ser acusada de apologia ao crime, sem falar que se não defender o dela, ninguém o fará.
É como alguns falaram, artista não ganha dinheiro com CD, mas sim com show e propaganda, quem ganha dinheiro, e muito dinheiro, com CD é a gravadora. A mesma gravadora que implementou proteções contra cópia e o escambau para livrar o dela. O que as pessoas têm que parar de fazer são estas comparações malucas, isso não leva a nada e não ajuda ninguém a entender o que é a pirataria.
Gostem ou não da música dele, o Lobão fez algo muito interessante:
Vendia uma revista a +/- 5 Reais nas bancas de jornal com seu CD dentro! Tinha que vender uma revista para poder vender na banca de jornal, senão é proibido. Ele contratou uma equipe para fazer a revista, gravou o próprio CD e distribuiu nas bancas de jornal. E adivinhem o resultado? Mesmo com baixa divulgação ele vendeu bem e ganhou muito mais dinheiro do que ganhava na época em que tinha contrato com uma gravadora.
Ou seja... é plenamente viável fazer CDs a preços populares!!! No entanto quando um projeto de lei pedia para os CDs fabricados no Brasil serem numerados, as gravadoras bateram o pé e disseram que isto iria encarecer o custo final do CD. Quem é o maior pirata aqui no Brasil mesmo???
O ponto não é se pirataria é algo certo ou errado, mas sim que comparar "assalto" é algo inapropriado e exagerado. Se eu roubo determinado bem eu estou *subtraindo* um bem de fulano, com violência(Ela fala em assalto, não em furto).
Ora bolas, no caso da pirataria, o autor perderia dinheiro supostamente se *deixa* de vender determinado produto(E se sabe que muita gente simplesmente deixaria de comprar determinados produtos se não houvesse pirataria). Mas ele não perde nenhum *patrimônio* com isso.
comparar quem baixa MP3 com os amigos do Marcola é ridiculo.
A melhor maneira de se combater a pirataria, neste caso, é simples e rápida: baixar os preços dos CD`s. Caso os disquinhos fossem vendidos a R$ 10,00 ou 15,00 (como eram antigamente...), o download ilegal diminuiria sensivelmente. Infelizmente, a ganância das gravadoras jamais permitiria que isso acontecesse...
Ontem assistindo ao "Altas Horas" na Globo, foi levantada essa questão, vários artistas, ficaram divididos... Artistas "Consagrados" normalmente ficam do lado das gravadoras, os artistas mais novos, acham ótimo que baixem e ouçam suas canções... Essa discussão mostra que algo está errado, e bem errado, o modelo está errado... Acho até que o o proposto fim das gravadoras, seria uma boa saída... Utópica, claro, como todas as melhores soluções...
A verdade: a pirataria é boa somente para o artista pois ele ganha dinheiro com show e não com venda de CD. Pois uma música vendida para uma gravadora vale míseros 500,00 e olhe lá.
A pirataria está fazendo o papel das gravadoras: divulgando as musicas do artistas. Conforme as pessoas ouvem as musicas, gostam delas e vão no show do artista. Quem sai perdendo na historia é a gravadora. Ela perdeu totalmente seu motivo pra existir. Porque vou gravar um cd numa gravadora se posso vende-la num Itunes da vida e deixar que a internet divulgue por mim ?
Pessoas como essa tal ai da entrevista falam coisas como essa a pau mandado. Obvio que está defendendo a gravadora.
Em resumo: a pirataria é OTIMA para o artista pois divulga sua musica e ele ganha dinheiro nos shows.
Gravadora ? Seu fim está chegando! LIVE WITH THAT!
Call me Insane, Call me Mr vain
Ela não deve ter feito os cálculos, como a Courtney love fez: http://www.dicas-l.com.br/dicas-l/20041202.php
Nem adianta o Cardoso nem vai se dar o trabalho de ler, sabemos disso.
Engraçado que receber dinheiro nosso via governo o setor "cultural" (sic) não acha roubo né?
Se eu baixasse essa tosqueira que é a música dela eu estaria apenas recebendo de volta meu dinheiro que foi investido sem minha permissão e de forma errada.
As tvs pegaram dinheiro do BNDES (nosso) recentemente para transmitir programas dominicais que exibem as músicas dela, quem está roubando quem?
Ela é contra por que é uma lacaia das gravadoras. Um produto da sociedade do espetáculo podre. Da "sociedade do efêmero" na "era do vazio" (Lipovetski). Foi muito bem dito quando alertaram para o fato que é incomparável o roubo de uma música com um carro -- o carro é "subtraído", enquanto a música, no formato MP3, é multiplicável "ad infinitum" e "ad nauseum". Isso prova que o que a indústria vendia, na verdade, era o CD -- o suporte -- e isso eles continuam vendendo. O "consumidor" não tem culpa se o produto deles se tornou inútil. Música é comunicação -- principalmente no formato digital, na qual é composta de "0s" e "1s" -- e impedir que pessoas se comuniquem fere o art. 5º, inciso IX da Constituição Federal que diz -- "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independente de censura ou licença".
A questão da MP3 mostra questões que vão muito mais além do que a pirataria. Mostra que certas coisas não podem ser vendidas. Mostra que a produção cultural deve ser livre e que certos setores da sociedade deveriam estar trabalhando "de facto" ao invés de posarem aristocraticamente, quando, no fundo, não passam de bobos da corte. E esse é o grande medo de Daniela. Não é de perder dinheiro, mas de ser colocada em seu devido lugar.
Cara, eu ñ gosto de ver a pirataria aí pelo mundo a fora...mas enquanto um os produtos tiverem custo mto alto ñ vejo outra forma de obter o produto.
ñ acontece com carro pq existe onibus!
Um pensamente disso é os Beatles...tdo mundo, praticamente, gosta dos Beatles. Ae os cara fazem um disco ou lançam um DVD deles por R$200,00....qm compraria isso sendo q ganha R$300,00 por mês...foi o que aconteceu.
É ridículo...se os CDs custassem menos de R$20,00 reais nunca baixaria músicas pela internet. Só as músicas xinelas pra vê como são!
Bernardo M.C. - HIT