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A H2O Networks é uma Start-up que vendeu um peixe e tanto para a prefeitura de Bournemouth, Inglaterra: Uma rede de 100 Megabits, fornecendo Internet por toda a cidade, a um custo total de míseros 30 milhões de libras esterlinas. O segredo? Ao invés de cabear a cidade toda enchendo os postes de fios ou cavando buracos por todo canto, usaram o sistema de esgotos.
Assim chega-se o mais próximo possível das residências e comércios, e a conexão final é feita através de um buraco com 1 metro de comprimento e 2cm de diâmetro. A transmissão é toda via fibra óptica.
A economia ao utilizar o sistema de esgotos é imensa, mas como sempre não pensaram nos detalhes como manutenção.
Se você reclama de sujar a camisa ou se espetar ao enfiar a mão atrás do rack para encaixar um cabo de rede, imagine os pobres cornos que terão que literalmente caminha na... lama (isso foi um eufemismo) para emendar cabos roídos por ratos, consertar repetidores e inspecionar instalações.
Acho que eles serão os mais entusiasmados defensores do WiMax...
Fonte: The Register
Em uma coletiva de imprensa funcionários do Ministério da Tecnologia chinês se recusaram a garantir que não irão censurar o acesso online dos jornalistas que cobrirão aos Olimpíadas de Pequim.
Não adiantou nada o Comitê Olímpico Internacional ter lembrando, um mês atrás, que liberdade de imprensa, incluindo acesso total à Internet é um dos deveres do país-anfitrião dos Jogos. O Grande Firewall da China continuará de pé.
É isso aí, camarada. Vamos evitar que essas idéias subversivas de liberdade de expressão, direitos individuais e democracia cheguem aos ouvidos da influenciável juventude chinesa. Imaginem quanto estrago à Revolução Cultural e ao grande legado do Camarada Mao causaria uma juventude inconsequente, de posse de celulares, computadores e câmeras digitais, além de Internet para enviar seu material subversivo para o mundo todo?
Ops, é verdade. A China já teve problemas com Liberdade de Imprensa, mas felizmente (para eles) controlaram a situação. Do sujeito acima, nunca mais se soube. Hoje em dia? Não seria mais possível, e eles sabem disso. Portanto a ordem é censurar a Internet, o máximo possível, bloqueando sites como Google, Wikipedia e até um de meus blogs (sério, o Contraditorium está banido na China). Adianta? Não. Só atrasa. Os bons geeks chineses sabem como contornar esses bloqueios.
E essa atitude, logo na Olimpíada, vai sair pela culatra. O que vai acontecer? Uma exposição do mundo real à qual a sociedade chinesa nunca chegou perto de ter. Embora o pessoal do Tibet não goste, dar um gostinho de liberdade é uma das atitudes subversivas mais eficientes, acredito que o germe das mudanças contaminará a China, mais rápido que a SARS, e mais dia menos dia migrarão do marketismo-leninismo para uma economia menos próxima ao feudalismo.
O lado ruim é que nossas quinquilharias da 25 de Março ficarão bem mais caras.
Fonte: Ars Technica
Nada como o cheiro de falha de segurança pela manhã.
Foi revelado que o pacote de linguagem vietnamita (sim, existe eletricidade no Vietnã) continha um cavalo de tróia que infectava todas as máquinas em que era instalado. A Fundação Mozilla revela que pelo menos 16.667 usuários vietnamitas baixaram o arquivo. Do servidor OFICIAL de extensões do Firefox.
A contaminação existia desde fevereiro, mas só foi descoberta agora, pois à época em que foi enviado o arquivo contaminado, o vírus ainda não constava da lista de assinaturas suspeitas do software usado pela Fundação Mozilla para verificar seus programas.
Essa incrivelmente estúpida falha de segurança ocorreu devido a uma incrivelmente estúpida política de segurança no manejo de aplicações de terceiros.
A verificação de antivírus feita pelos incompetentes do Firefox era assim: O arquivo chegou; roda-se o antivírus. Se está ok, libera-se. A PRÓXIMA verificação só seria feita se o arquivo for atualizado pelo desenvolvedor.
SIM: Eles não faziam uma nova verificação quando o ANTIVÍRUS era atualizado. Sabem as atualizações diárias do Avast, e de tantos outros programas? IGNORADAS, se o arquivo contaminado passasse HOJE e o antivírus fosse atualizado amanhã, não adiantaria nada.
Agora que já era, mudaram a política. Todos os arquivos serão escaneados sempre que o antivírus for atualizado. O arquivo contaminado foi removido, o desenvolvedor inocentado (o pobre sujeito teve seu sistema em casa contaminado, não sabia que estava espalhando o malware) e um novo arquivo, limpo, disponibilizado.
Fonte: Wired
Pode parecer milagre, mas ao menos um site de vídeo no estilo YouTube está dando certo, ao menos no sentido de que tem gente investindo nele. É o GodTube, criado para ser uma alternativa cristã ao YouTube, Dailymotion e outros sites claramente dedicados ao demônio.
Agora o fundo de investimentos GLG Partners colocou US$30 milhões no projeto, que é um dos sites que mais cresce, atingindo a marca de 2 milhões de usuários por mês.
O GodTube está sendo usado como ponto de divulgação para todo tipo de material religioso, mas os melhores de todos são os vídeos do pessoal do Design Inteligente, como o impagável vídeo abaixo que "prova" a existência de um grande plano por trás das criaturas da Terra, ao achar semelhanças entre vegetais e órgãos humanos (não, eu não inventei isso, juro)
Fonte: Fark
O ano era 1991. O local, o laboratório de informática da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Cansados de descer até a sala do café e encontrar a cafeteira vazia, um grupo de hackers decidiu inovar: Utilizando uma placa de captura de vídeo, uma câmera e um computador Acorn Archimedes (eu também nunca ouvi falar) rodando UNIX, montaram um servidor que capturava uma imagem por segundo e a enviava para clientes rodando em outras máquinas pela rede da Universidade. Assim quem queria café podia olhar a janelinha no X-Windows, rodando o xcoffee, verificar se ainda havia algum na cafeteira, descer as escadas correndo e encher a caneca.
A imagem eram um grayscale, 128x128 pixels, e em 1991 era mais que suficiente para gerar um "UAU!".
Mais tarde, com a popularização da World Wide Web, o sistema foi migrado, e passou a ser acessível de qualquer máquina na Internet, em 1993, tendo inclusive uma página oficial. A câmera ficou no ar até 22/8/2001, quando foi desligada de vez. Rendeu matéria na Wired, Guardian e vários outros jornais.
Incrível é que a primeira webcam foi uma webcam ÚTIL, mas a primeira webcam de sacanagem foi a inesquecível JenniCam.
Jennifer Kaye Ringley tinha 19 aninhos quando resolveu experimentar (não com uma amiga, como é normal, mas com a Internet) e instalou uma câmera em seu computador. Era 1996. Até então "webcam" era sinônimo de paisagens chatas e estáticas. Jennifer transmitia sua vida. A normal, comum e mundana vida de uma estudante de 20 anos. Com direito a brigas, choros, sexo (com ou sem parceiros).
Sem banners, popups, programas maliciosos, ela sustentava o site com um acesso pago, cobrando US$15,00 por ano de seus membros. Ela chegou a uma audiência de 3 ou 4 milhões de visitantes/dia.
Com o dinheiro que ganhou, se mudou para um apartamento grande, colocou 4 câmeras espalhadas pela casa, apareceu em programas como o David Letterman (mas a MULA do Letterman deu o endereço do site errado) e foi capa ou matéria de mais de 100 revistas e jornais.
Jennifer não era nenhuma modelo. Cheinha, meio sem-graça, na rua não valeria uma segunda olhada, mas ao expor sua vida na Internet ela se tornou "cúmplice" de milhões de visitantes, e não faltaram propostas, das mais indecentes às mais inacreditáveis. Mas não, ela preferiu roubar o noivo de uma amiga quando ele a ajudou na mudança para a Califórnia. Ah, Jenni... inovadora até nisso, o primeiro barraco online.
Enquando a Endemol nem pensava em reality shows, os termos *cast ainda não existiam, Jennifer já fazia LifeCast, reality show, experimentos sociais, etc, etc.
O site há muito está fora do ar, ela o fechou em 31/12/2003, mas se você quiser (cuidado, há imagens dela pelada) é possível acessar através da Wayback Machine.
Fontes: Wikipedia
O Second Life é um negócio (não é jogo, parem de achar que tudo que é 3D com bonequinho é jogo) que vive de hype. Hype para quem vende "temos 2 milhões de usuários!" (cadastrados. Em uso, 30.000 se tanto) quanto para quem marketeia em cima. "Filme pornô da Leila Lopes será encenado no Second Life" geraria zilhões de hits, matéria em jornais, bla bla bla. Mas convenhamos, quem em sã consciência usaria Second Life para acessar home banking?
O Twitter, idem. OK, é divertidinho, mas convenhamos... "estou na cama estudando"? isso interessa a quem? 99,99% do Twitter é como 99,99% dos blogs: diarinho pessoal desinteressante. (os diários pessoais interessantes são legais, mas raros).
Agora imagine unir as duas inutilidades:
Isso mesmo: Uma máquina de escrever gigante. Você salta feito um coelhinho de tecla em tecla ui!) e escreve sua mensagem. Que vai para este Twitter aqui. Aí você pergunta: "E..." e eu respondo: "e mais nada. É isso. O jeito mais difícil do mundo de escrever -pow, tomando café. hoje tem broa-".
O experimento fica ainda mais patético quando sabemos que é possível fazer coisas LINDAS no Second Life, como esta reprodução em 3D do Noite Estrelada, de Van Gogh.
Fonte: Metalfilter
As bandas estão descobrindo as maravilhas das Relações Públicas, criam previews online, ou mesmo disponibilizam o álbum inteiro para audição online, como aMadonna fez com seu Hard Candy, no portal MSN. Agora o Coldplay disponibilizou uma música para download, e os blogs estão batendo palmas.
Tudo muito bom, tudo muito bem mas... artista disponibilizando música pra gente ouvir de graça não é NENHUMA novidade.
Antes de ter computador (e falo do CP-200) eu já ouvia músicas disponibilizadas "de graça", chama-se Rádio FM. Ao oferecer downloads de músicas de trabalho ou audição gratuita de álbuns os artistas não estão fazendo nada diferente do que sempre fizeram, só que faziam via rádio.
Isso não é nova economia, web2.0, pós-capitalismo. Isso é o bom e velho modelo onde você compra o CD, seja na loja física, seja no iTunes, e prova as "amostras grátis" via Internet, ao invés de via FM. Isso, definitivamente, não é algo digno de notícia ou do hype que estão fazendo, cada vez que alguém disponibiliza uma música de trabalho online.
Senão vamos nos maravilhar quando videoclipes começarem a aparecer no YouTube.
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