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Imagine um sistema operacional tecnicamente excelente, com mais recursos do que você imagina, integração com redes corporativas, sólido, sem fragmentação de versões (dentro do razoável) e que te dá uma experiência de uso familiar ao que você está acostumado no PC normal. Agora coloque uma interface velha, datada e que consegue esconder toda essa capacidade técnica.
Lembra o Linux de uns anos atrás, não? Só que é o Windows Mobile.
Quando a Palm reinava absoluta no mundo dos PDAs a Microsoft tentou abrir espaço com o Pocket PC, mas até versão 2.x as tentativas eram horrendas. Usar um PDA PPC era quase como usar um PC, e em uma telinha minúscula, não funciona. Com o tempo a Microsoft reescreveu o Windows Mobile do zero, a Palm foi ficando para trás e surgiram vários aparelhos realmente bons, como o meu querido Dell Axim X51v. Mas a Interface continuava um problema.
Nos smartphones piorou. Tanto que para “disfarçar” a interface datada a HTC chegou a criar launchers, como o do HTC Touch, que é muito bonito mas só serve pra trazer à tona o feioso Windows Mobile.
Com o advento do iPhone o mundo mudou. Interfaces leves se mostraram possíveis e a metáfora do computador na sua mão foi abandonada. As pessoas querem telefones inteligentes, não computadores portáteis. Hoje todo mundo segue por essa mesma linha, seja Android, seja Maemo, seja Apple, seja o legendário Symbian 4.
E a Microsoft?
O Windows Mobile tinha tudo que os nerds mais inveterados dizem que gostam, mas nerds inveterados são minoria. A cornucópia de funcionalidades só serviu para afundar o sistema operacional em ciclos sem fim de complexidade desnecessária. A facilidade de instalação de programas é legal mas de que adianta se os programas estão espalhados por toda a interweb?
Eu acredito que o Zune e o Zune HD foram um laboratório de interface, onde a Microsoft experimentou para descobrir se teria expertise para criar um ambiente sem o modelo tradicional de menus, pastas, arquivos .ini. Se seria possível esconder a complexidade do usuário, como a Apple faz de maneira soberba com o iPhone.
Os boatos que estão surgindo sobre o Windows Phone 7, a nova encarnação do Windows Mobile apontam nessa direção. Vejam o que dizem as más línguas:
Você é usuário de longa data do Windows Mobile? OK, sei como você deve estar se sentindo:
Pois é. Infelizmente você é exceção. Esse modelo é o que o público quer, é o que estão comprando. O Mercado falou mais alto. Caso encerrado. É como o Aquecimento Global. Quer prova maior que ele existe do que o filme do Al Gore ter dado lucro?
A Microsoft aparentemente não vai mostrar aparelho próprio (convenhamos o Nexus foi uma facada nas costas dos parceiros do Google) mas sim hardwares de referência, e se seguirem o modelo Tegra do Zune HD, teremos facinho o hardware mais poderoso entre todos os modelos atuais. Só que isso (de novo) só interessa a nerds. 90% dos usuários de iPhone sequer saber a resolução de tela dele.
O preço já está se fazendo sentir. Mesmo as informações acima sendo apenas boatos, a comunidade Windows Mobile está pegando fogo, não dá nem para chamar de mimimi. A indignação é legítima. Só se compara à reação dos fãs da Palm quando esta anunciou seu primeiro aparelho rodando… Windows Mobile.
Abrir mão da base instalada é algo que a Microsoft nunca teve coragem de fazer no desktop, e não parece uma atitude racional, mas quantas aplicações o iPhone tinha em seu lançamento? Vejamos o que a Microsoft pode oferecer na estrutura de Serviços, em um Windows Phone Conectado:
Estão percebendo a estratégia? Eles tem a estrutura de serviços em volta, sob controle da empresa. Os dois concorrentes não possuem os serviços todos. O Google não tem nada na área de games e mídia, já a Apple é carente na área de Office, Mapas, Busca, etc. Na verdade ela só controla a parte do iTunes.
Mantido o cenário a política de licenciamento do WP7 (Os tards do Wordpress de certo irão chiar pelo roubo da sigla) provavelmente será mais permissiva. Prevejo custos mais baixos e menos (porém mais firmes) exigências aos fabricantes.
Vai dar certo?
O modelo iPhone/AppStore é o que funciona. Está demonstrado pelo mercado INTEIRO. Todo mundo está seguindo a mesma cartilha. O hardware é commodity. Especificação técnica só interessa para nerds. O usuário quer saber se o aparelho é rápido ou lento. Se faz o que ele quer que o aparelho faça.
O modelo Software + Serviços, bem… taí o Google para mostrar que funciona. O Android deu um passo adiante do iPhone, um aparelho Android sem conectividade é virtualmente aleijado. Foi uma aposta grande, que rendeu bons resultados. O público comprou a idéia (nos dois sentidos).
Controlar os serviços é essencial. Vide a briga da Apple com o Google, que rendeu até boatos substanciados de que o iPhone passaria a usar o Bing como buscador padrão. O que aconteceria se amanhã a Apple fosse proibida de usar as APIs do Google em seus serviços? Serviços são estratégicos.
Se a Microsoft conseguir entregar o que (nem) está prometendo, teremos a volta de um mega-player e a briga se tornará mais interessante ainda. Se não conseguir, o destino do Windows Phone já está selado: Vai para a gaveta, como meu HTC Touch.
Fonte: PPCGeeks
O Superbowl é a final do campeonato daquilo que só os americanos chamam de futebol. É um evento que sozinho movimenta centenas de milhares de dólares, e a grande vitrine da publicidade capitalista burguesa ianque (sim, é inveja). Veicular um filme de 30s no Superbowl custa entre US$2,5 e US$2,8 milhões de Dólares. Sim, uma inserção. A Apple pagou feliz, quando veiculou seu clássico comercial 1984, lançando o Macintosh. Este ano tivemos vários filmes, mas o campeão foi o da Motorola, anunciando o Devour, seu novo celular com Android. Não, lamento, não há nenhum discurso explicando que você ao comprar o Devour está usando Linux, então é livre (mais precisamente 1/3 de livre). Preferiram apenas mostrar o MotoBlur, o agregador de redes sociais deles. "Mostrar", claro, se você conseguir tirar da mente "Megan Fox na banheira".
Fonte: Engadget
Desde que foi lançado o primeiro iPhone, uma briga acontece entre Adobe e Apple. O motivo, já exautivamente debatido, é o fato de a empresa da maçã não liberar o Flash Player em seus iPhones e iPods. Cansada de levar desculpas esfarrapadas na cara, a Adobe já anunciou que a próxima versão de sua Creative Suite terá um empacotador para iPhone, está com o Flash Player pronto há anos esperando apenas a aprovação de Steve Jobs, e sempre que pode toca no assunto.
Há alguns dias, Adrian Ludwig postou em um dos blogs da Adobe um texto a respeito dessa briga. Tentando por um fim à boataria que ronda este caso, o artigo de Ludwig esclarece alguns pontos a respeito dos quais muita gente já especulou sobre quais seriam os motivos de a Apple desprezar tanto o Flash Player. Entre eles, pagamento de royalties, performance e o tão hypado HTML5 são destrinchados em poucas palavras, levando a crer que, tecnologicamente, o pessoal do Loop Infinito não tem desculpa nenhuma para impedir que o Flash rode em suas traquitanas. Ele também dá exemplos de outras tecnologias que a Apple não permite, como Java, .net, Python, Ruby e Perl, além da instalação de aplicativos de terceiros.
Nos seis parágrafos que encerram o texto de Ludwig, ele discorre sobre a importância das tecnologias abertas a desenvolvedores, e do quanto a inovação tecnológica é estimulada quando se permite explorar o potencial dessas plataformas.
Um jogo na caixa por R$ 50,00, ou a versão “baixável” do mesmo por R$ 45,00? Qual você escolheria?
Estamos vivendo um período de transição, onde algumas áreas, principalmente do entretenimento, estão prestes a deixar de lado a embalagem física em prol da distribuição digital. Isso choca muita gente ainda não preparada para a mudança.
Veja alguns exemplos que ilustram essa constantação:
Há uma série de vantagens no modelo digital, algumas aplicáveis a todos os exemplos acima, outras específicas para cada tipo de conteúdo. Os jogos, por exemplo. Quem nunca perdeu um CD/DVD ou a CD-key de um jogo? Com o modelo de distribuição digital, esse problema desaparece. Tudo fica atrelado a uma conta protegida, e o usuário simplesmente baixa e roda o jogo.
Devemos levar em conta, ainda, o fato de que as versões digitais, em geral, têm preços mais atraentes que seus equivalentes físicos. É um dos principais atrativos para quem ainda não se conscientizou dos demais que o modelo de distribuição digital possui.
Particularmente, uma coisa que gosto muito em “baixar” o que consumo é, justamente, uma das que mais postergam a adoção do modelo pela maioria: a não existência de elementos físicos. Minha prateleira está abarrotada de caixas de DVDs e livros. Se me fosse dada a opção, trocaria todos eles por equivalentes digitais. Na hora. Quanto menos bagunça para acumular, mais espaço para “respirar”, aproveitar o ambiente. E falando em ambiente, não preciso dizer qual dos dois modelos é o mais verde, certo?
No exemplo dado no começo do post, acredito que, hoje, a maioria optaria pela caixa, mesmo que isso lhe custasse R$ 5,00 a mais. É uma herança da mentalidade de que precisamos do tato para tomarmos consciência do que compramos. Gastar dinheiro com algo que não se pode segurar com as mãos soa estranho para muita gente. Porém, acredito que as próximas gerações, criadas com a mentalidade do digital, reverterão esse quadro. Espero, no futuro, que versões físicas de filmes, livros e músicas, sejam apenas objeto de colecionadores e saudosistas…
Num recente evento ocorrido dentro da Apple para funcionários da empresa, Steve Jobs soltou seu veneno contra Adobe e Google. Não há vídeos, nem áudio, muito menos confirmação oficial, mas muitos que estavam na plateia confirmaram as palavras de Jobs à Wired. Quem assistiu a Piratas do Vale do Silício, não duvida.
Sobre a Adobe, Jobs disse mais ou menos isso:
“A Adobe é preguiçosa. A Apple não dá suporte aoFlash porque ele é bugado. Sempre que um Mac trava mais que o normal, é por causa do Flash. Ninguém usará Flash. O mundo está mudando para o HTML5.”
Mas o rancor maior do CEO da Apple e pai do iPad é em relação ao Google. Sintam o teor, e tentem não se lembrar do lendário meme do vídeo de Hitler em “A Queda” legendado por fãs nos mais variados contextos:
“Nós não entramos nos negócios de busca. Eles entraram no negócio da telefonia. Estejam certos: eles querem matar o iPhone. Não deixaremos que façam isso”.
E tem mais. Sobre o mantra do Google, “don’t be evil”, algo como “não seja mau”, Jobs simplesmente disse:
“É um monte de bobagem.”
Se alguém tinha esperança de ver Flash no iPhone e iPad, rumor que cresceu bastante graças a alguns mal entendidos extraídos do blog oficial de Flash da Adobe, esqueça. E quanto ao Google, parece que a empresa, se não conseguiu, está prestes a tomar mais um posto da Microsoft: a de maior rival da Apple.
Fonte: Mashable.
Por Mari-Jô Zilveti
E la nave va. Depois de amargar cinco trimestres consecutivos de retração, as vendas de outubro a dezembro de 2009 aliviaram os fabricantes de celulares. Em todo o mundo, registrou-se uma alta de 11,3% em vendas, segundo o Worldwide Mobile Phone Tracker do instituto IDC. Em unidades que chegaram às mãos do consumidor, essa cifra equivale a 325,3 milhões. No último trimestre de 2008, as vendas chegaram a 292,4 milhões de telefones.
Em 2009, foram comercializados 1,13 bilhão de aparelhos. No ano anterior, o mercado despejou 1,19 bilhão de celulares, ou seja, em relação a 2008, houve um decréscimo de 5,2%.
Os mercados responsáveis por esse crescimento foram os Estados Unidos e o sudeste asiático. Na opinião dos analistas de mercado do IDC, a grande oferta de modelos com acesso à internet, os smartphones, incrementou a demanda. Isso significa que aparelhos com mais recursos levaram as operadoras a apostar em novas estratégias de marketing para atrair uma clientela que não quer apenas falar ao telefone. Para o IDC, esse mercado de telefones com acesso à internet, ampliando o uso de redes sociais, cresceu 30%. A expectativa é que esse segmento de dispositivos crescerá ainda mais, e os preços devem cair em 2010 e nos próximos anos.
Vale lembrar que 2009 foi um período de retração devido à crise econômica, e o segmento de telefonia móvel sentiu na pele com sensíveis quedas nas vendas. Os analistas do IDC acreditam que a mescla de recuperação da economia e de maior demanda por novos aparelho criará boas condições para aumentar as vendas em mercados consolidados e emergentes ao longo de 2010. Os fabricantes devem contribuir com a ampliação de portfólios, elevando o interesse em modelos com telas sensíveis ao toque, mensagens e recursos para a internet.
Saiu o balanço do último trimestre de 2009, e a Microsoft impressionou. Foram US$ 19 BILHÕES de receita, com lucro líquido de US$6,66 Bilhões. Isso, repetindo, em um trimestre. A maior parte veio das vendas do Windows 7, foram 60 milhões de licenças. Lembrando que o Windows 7 foi lançado dia 22 de Outubro, foi o lucro de um trimestre de 2 meses.
Apesar do que os especialistas previram, as vendas foram 234% maiores que as do Vista, quando de seu lançamento. Os números são assustadores, a Receita Bruta da Microsoft no ano fiscal de 2009 foi de 58 Bilhões de dólares. Isso a lista como a 66a nação em ordem de PIB.
Claro, entre a Microsoft e um país por volta do 66o, eu preferiria morar na Microsoft.
Claro, como os números não mentem, na falta de argumento melhor, há freetards que justificam o excelente desempenho da Microsoft a um pacto que Bill Gates teria feito com o demônio, e apontam o cabalístico valor $6.66 como prova. Nossa investigação entretanto descobriu que o pacto nunca se concretizou. Bill Gates é esperto demais para vender a própria alma, então no meio das negociações ofereceu a de Ballmer. Nesse momento o diabo começou a gargalhar, o clima ficou esquisito, e acabaram não concretizando o pacto.
Fonte: AFP, Download Squad