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O Windows Azure ainda causa muita dúvida para quem não tem acompanhado de perto o desenvolvimento. Não é um Windows que se compra, faz-se download ou é pirateável via torrent ou no fornecedor “alternativo” predileto.
Em poucas palavras é um serviço de hospedagem remota de aplicativos em datacenters da própria Microsoft espalhados pelo mundo. A proposta para a computação na nuvem é um híbrido entre software local e software hospedado.
É importante lembrar que software não é apenas o que você interage. Muito do que acontece dentro de um computador, a maior parte, diga-se, é interação entre processos ou serviços. Por exemplo, digamos que existam 3 serviços que comunicam-se entre si para obter um resultado qualquer. Esse resultado é consultado por uma aplicação web que converte tudo em um documento pdf. O usuário final só vai enxergar mesmo o link para o arquivo atualizado.
Trabalho com aplicações e ainda tinha muitas dúvidas sobre como isso tudo funciona e foi quando o Otávio Pecego, gerente do grupo de arquitetos da Microsoft Brasil, resolveu explicar os passos para se criar um serviço na nuvem com o Windows Azure. Foi uma conversa de duas horas, então, o artigo será publicado em partes. A primeira, uma série de vídeos que ensina em poucos minutos como construir aplicações na nuvem. E depois, mais detalhes sobre o que foi apresentado na PDC 2009.
Demonstração Usando SQL Azure Parte 1
Demonstração Usando SQL Azure Parte 2
Demonstração de Criação de Aplicativo Azure Parte 1
As partes 2 e 3 podem ser vistas depois do break.
Uma das coisas mais legais do Twitter é o ecossistema de serviços baseados em sua API que criou-se graças à popularidade dele próprio. Do Twitpic ao TwitterCounter, passando por muitos outros, há aplicações e mashups dos mais variados tipos, para as mais variadas finalidades.
Hoje recebi uma mensagem privada do Rocky, nickname do Francis Rosário, aqui do Meio Bit, falando sobre mais um mashup: o Citweet. Cria dele, o serviço é um projeto do M.E. Linka e conta com o apoio estrutural da SLG Marketing + TI, e filtra tweets por cidades brasileiras.
Conversei com o Francis, e ele me explicou como funciona o Citweet. Resumidamente (se eu escrever besteira, corrija aí, Rocky!), o sistema usa geolocalização provida pelo Google Maps. Tendo ela, uma consulta à API do Twitter é feita, passando informações de localização da mensagem, e possibilitando determinar a origem dela através do IP. Com essa informação, o Twitter retorna um feed RSS com os usuários daquela localidade, e aí a mágica acontece. Muitos sistemas de ranking utilizam a mesma técnica, e foi analisando um deles, o Twitter Grader, que o Francis vislumbrou a viabilidade do projeto.
A ideia do Citweet surgiu, como tantas outras boas ideias, para suprir uma necessidade do próprio criador da ferramenta. Como consultor em redes sociais, o Francis precisava de algo que fizesse exatamente o que o Citweet faz. Como não encontrou nenhuma, foi lá e fez ele mesmo. Atualmente a quantidade de cidades abrangidas é relativamente restrita, mas aos poucos está aumentando, e colaborar é fácil. Se sua cidade não está na lista das do Citweet, basta mandar um reply para o @citweet informando o nome dela e esperar a inclusão. Ah, um detalhe: só cidades com mais de 50 mil habitantes são aceitas.
Muitos usuários já definem o Citweet como uma sala de bate-papo no Twitter, uma espécie de herdeiro espiritual do Bate-papo UOL. Estranhei um pouco essa comparação, mas após ver os resultados da minha cidade, incluída no serviço por um pedido meu (valeu!), a coisa toda explicou-se por si mesmo. É difícil dizer o porquê, mas realmente lembra os bons tempos do Bate-papo UOL, do IRC, e outros sistemas de interação regionais.
Quanto ao futuro, duas novidades estão programadas. A primeira é possibilitar um meio de seguir pessoas de determinadas cidades. O problema é o risco dessa ação ser classificada como adição em massa. A outra, mais próxima e com expectativa de lançamento para o próximo fim de semana, é um widget que mostra tweets de uma determinada cidade para blogs e sites. Esse último faria muito sucesso, especialmente em sites regionais, algo bastante comum no interior.
O potencial do Citweet é grande. Além de saber quem em sua cidade está no serviço, deve ser valioso para agências de publicidade que queiram regionalizar campanhas e acompanhar tendências num espaço demográfico limitado – hey, ele foi criado justamente para isso! Ainda é cedo para dizer se vai emplacar, mas a princípio, parece estar tudo certo, bem encaminhado. Vida longa ao Citweet!
Depois de todo o estardalhaço causado por um comentário (ou pela interpretação de um comentário) do Carlos Morimoto, mantenedor do Kurumin Linux até a versão 7, sobre o andamento do Kurumin NG (a tentativa de levar o projeto à frente, sem seu mantenedor original), troquei alguns emails com Leandro Soares, que reproduzo sob a forma da breve entrevista abaixo:
MB: Quando surgiu a idéia do KNG, o Carlos Morimoto se envolveu de alguma forma, dando a "benção" ao projeto?
LS: Sim, ele deu a tal "benção" ao projeto, que é o fato de ter aceitado o projeto como sendo uma continuação do projeto Kurumin original, fora isso não houve nenhuma intervenção dele, principalmente no que tange colocar a mão na massa.
MB: Quem eram os envolvidos na época e quantos deles estão ativos hoje? Quantos desenvolvedores (no total) estão ativos hoje?
LS: Quem iniciou o projeto em si fui somente eu, começando com uma nova proposta de Ícones Mágicos e postando um protótipo no fórum do GuiaDoHardware.net, em seguida recebi muitas colaborações de José Queiroz, José Nilton, Dorian Langbeck e Fabio Lima, e algumas pequenas colaborações de outras pessoas onde infelizmente não me recordo o nome, mas entre elas está o Jayme Ayres que criou o Wallpaper oficial da versão 8.06. O único membro ativo hoje sou eu, a maioria "sumiu" por falta de tempo, com excessão do José Queiroz que até onde entendi ele não concordou com minha forma de lidar com este declínio no desenvolvimento que o projeto sofreu e optou por sair.
Nosso leitor Sukavog percebeu algo de errado na página do BlogBlogs: "D3F4C3D - Th1z sit3 is h4ck3d.". Embora houvesse mais uma mensagem no rodapé da página, muita gente imaginou que um grupo terrorista vietnamita tivesse tomado o servidor e só devolveria com o compromisso escrito do Manoel Lemos de que o Meio Bit lideraria o "ranking"...
Mas em uma conversa na madrugada de ontem, que infelizmente só pude publicar agora, tudo foi explicado. Os Manoéis (Lemos e Netto) revelaram a verdade por trás do fatos (além de falarem sobre as novas promoções):
MB: "A pergunta que não quer calar: quem foi o estagiário que deixou o Apache desconfigurado?"
MN: "Ontem o BlogBlogs novo entrou no ar. Foram diversas alterações, a maioria delas não visíveis ao usuário, que necessitavam ficar com o site fora do ar para serem realizadas. Na hora de configurar uma página de manutenção, resolvemos criar uma brincadeira, para descontrair tanto os usuários quanto o pessoal que estava aqui trabalhando para colocar no ar o trabalho de meses e muitas noites viradas. Foi quando surgiu a idéia de simularmos que o site havia sido "hackeado", com um link no fim da página para um canal nosso no UStream.TV (íamos usar o Y!Live, mas infelizmente ele saiu do ar), transmitindo o escritório em tempo real e deixando o papo aberto entre os participantes (internos e externos).
Isso acabou gerando um buzz que não foi necessariamente previsto e muita gente acreditou que realmente havíamos sido invadidos. Tratei de comentar em vários blogs e enviar mensagens no Twitter para desfazer o mal entendido. No final, foi muito bacana e conseguimos colocar a nova versão em aproximadamente 9 horas de trabalho e muitas correções.
Ainda estamos fazendo pequenas alterações necessárias ao sistema, mas a tendência é que isso se estabilize em algumas horas e tenhamos apenas as atualizações previstas, semanais ou bi-semanais."
Para muita gente Oracle só faz banco de dados, Microsoft só faz Windows e Linux só faz barulho. Não é verdade. Você só acessa quase todos os sites que acessa por causa do Linux, 3/4 de suas contas passam por servidores Microsoft e há boa possibilidade da conta do seu celular cobrar cada segundo de conversa e cada SMS enviado por culpa da Oracle.
Na entrevista abaixo conversamos com Arturo Pereyra, Diretor de Marketing e Business Development da Oracle Communications para a América Latina, que nos recebeu durante a FutureCom.
Arturo morou no Rio de Janeiro por alguns anos, é Colombiano, fala 4 ou 5 idiomas (perdi a conta) e arriscou um portunhol. Eu consegui entender então vocês também conseguirão.
Aviso aos navegantes que a entrevista é business, não técnica, embora ele também repita o mantra de padrões abertos e interoperabilidade.
Falamos sobre a estratégia da Oracle de se manter em um mercado tão ágil, e de como eles estão em 1o ou 2o lugar (dependendo de quem faz o ranking) na área de telecomunicações, vendendo não só bancos de dados mas soluções de CRM e ERP.
Durante o almoço batemos um papo com o Silvio Genesini, ex-Accenture e Andersen Consulting, com muito know-how na Área de Tele. Hoje ele é Managing Director da Oracle Brasil e Presidente da Oracle Brasil.
Na entrevista ele fala da estratégia da Oracle para o mercado de Telecom, disponibilizando soluções para todos os passos do processo, o que garante uma integração completa e custos menores.
Só que essa integração não é às custas de nada fechado. A Oracle se compromete com padrões abertos, disponibilizando APIs e documentação.
Aliás, todas as soluções Oracle rodam em Linux e a maioria utiliza Java, como você vai descobrir assistindo ao vídeo. Agora eu pergunto: O que vale mais: um freetard falando da "filosofia" do Linux ou um Diretor da Oracle dizendo:
"Suportamos Linux como sistema operacional, e acreditamos que você ter uma infraestrutura única de Linux é muito mais barato, e economizar na infraestrutura é muito difícil"
Este artigo deveria ser a parte 2 do Google Search Masters, mas a agenda lotada - tanto minha quanto a do Pedro Dias - responsável por Search Quality para mercados de Língua Portuguesa do Google - acabou fazendo com que precisássemos adiar um pouco a publicação desta entrevista.
No Google Search Masters, fiz uma pré-entrevista informal com o Pedro, que é um dos profissionais de maior relevância do Google para o nosso mercado. Depois refinamos as perguntas e respostas por email com base nesta conversa - afinal, as respostas literais dele são muito melhores do que a minha interpretação do nosso bate-papo.
Então, com exclusividade para os leitores do Meio Bit, com vocês, Pedro Dias:
1. Fale um pouco sobre você e sobre seu trabalho no Google.
Em primeiro lugar, quero agradecer o interesse em entrevistar-me. O meu trabalho no Google é primariamente focado em prevenir a presença de spam nos resultados de pesquisa, de modo a que os nossos utilizadores não sejam afectados; ainda este ano, Udi Manber escreveu dois posts que explicam um pouco mais acerca da Equipa de Qualidade os quais podem ser lidos aqui e aqui. No entanto, comunicar com webmasters é também uma parte importante no meu trabalho. Desde há cerca de um ano e meio que iniciámos as comunicações com webmasters, lançámos um Grupo de Ajuda e fizemos alguns posts no Blog da Central do Webmaster, mas também através de conferências, como o Google Search Masters 2008 onde tive a oportunidade de conhecer tantos de vocês, e outras iniciativas, como esta entrevista :).
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