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Voltando um pouco no tempo, mais exatamente para o ano de 1975, vamos encontrar Steve Sasson em seu laboratório na Eastman Kodak Company, unindo dispositivos analógicos e digitais juntamente com uma lente de câmera Super 8, para criar o que se considera a primeira câmera digital do mundo. O trambolho, que gravava as imagens em uma fita cassete, usava um revolucionário sensor chamado CCD (hoje muito comum) e levava 23 segundos para formar uma imagem com 100 linhas em preto e branco. Como a câmera não possuía LCD, era necessário colocar a fita cassete em um reprodutor portátil ligado a um computador que exibia a imagem em uma tela de TV.
A engenhoca foi mostrada para executivos da Kodak em 1976 com o nome de "Fotografia sem Filme". Como a idéia não vingou, muito provavelmente a possibilidade de se fazer fotografia sem filme não deve ter animado os executivos da maior fabricante de filmes e produtos químicos para fotografia. De uma maneira irônica, hoje a companhia luta para se reinventar por conta do mercado digital. A notícia mais recente vinda dos "iluminados" executivos da empresa é que eles vão voltar a produzir filmes fotográficos para os mercados pobres do mundo. Pena que a tecnologia digital já está acessível para quase todas as camadas sociais.
O projeto foi patenteado em 1976, mas somente em 2001 a Kodak assumiu publicamente que teve em suas mãos a primeira câmera fotográfica digital do mundo. Infelizmente eles perderam o bonde da história.
Fonte: Retro Thing
A farra da distribuição (oficial) de álbuns na Internet tem tomado direções bem variadas, dependendo da experiência de cada banda. O Radiohead lançou seu álbum no sistema "leve agora e deixe o dinheiro na caixinha", com resultados bastante positivos, mas depois disse que "é isso aí, foi legal, eu dei aquela vez mas não vou dar de novo".
Já o Nine Inch Nails distribuiu parte do Ghosts I-IV na amizade, mas incluiu pacotes com conteúdo adicional variando de U$ 5,00 até U$ 300,00 (o pacote Ultra-Deluxe Limited Edition Package, que acabou). Houve uma discussão bem extensa aqui mesmo no Meio Bit, pois a pirataria rolou solta com o pacote de U$ 5,00.
Pois bem, parece que apesar dos downloads ilegais a experiência foi extremamente positiva para o NIN (mais até que para o Radiohead), pois eles resolveram não apenas repetir a dose, mas chutaram o pau da barraca e estão dando de presente o novo álbum The Slip para download. Não adianta procurar por versão paga, o álbum inteiro foi simplesmente publicado para quem quiser baixar.
Na página oficial do álbum Trent Reznor diz: "como um obrigado a nossos fãs por seu contínuo apoio, estamos distribuindo o novo álbum do Nine Inch Nails cem por centro de graça, exclusivamente através do nin.com", enquanto na página da banda se lê "Obrigado pelo seu apoio leal e contínuo durante os anos - este é por minha conta".
Como fã da banda (Wallacy, você já baixou o seu? Como pode saber que não é seu estilo se não ouviu ainda? É legal, em ambos os sentidos...) sinto-me recompensado ao extremo. Eu até queria poder comprar o álbum no iTunes, mas o fato de ser brasileiro torna isso mais difícil.
Valeu, NIN, a próxima é por minha conta!
Lembram quando a Apple fez pirraça, os estúdios fizeram pirraça, todo mundo fez pirraça e no final um monte de seriados e filmes e músicas foram removidos da loja do iTunes? Adivinhe onde eles foram parar...
Isso mesmo. A NBC fechou acordo com a Microsoft, e agora 800 episódios estão disponíveis na lojinha do Bill, a Zune Marketplace, inclusive Battlestar Galactica.
Também estão disponíveis animes, como Ghost in the Shell (desculpem, Otakus, Yamato é top, depois dele, só decadência), Bob Esponja, Robot Chicken, 30 Rock, Eureka, South Park e outras séries.
O catálogo musical já chega a 3,5 milhões, com 2/3 em puro, limpo e DRM-Free MP3.
O forte do Zune entretanto é o social (tudo pelo social, onde eu li isso antes?) com possibilidade de compartilhar músicas, playlists, resenhas e muito mais. Essa área entretanto só vai crescer quando o Zune passar dos 4% do mercado de players de música digital nos EUA.
Felizmente para a Microsoft Steve Jobs não é muito fã do termo "compartilhar" e não acredita que seus usuários devam fazer nada além de admirar suas criações, então as iniciativas da Apple na área de "mídia social" são zero.
Fonte: Microsoft
O post de hoje é baseado em uma pergunta feita no Fórum de Fotografia Digital aqui do Meio Bit. A usuária virginiarcruz colocou a seguinte pergunta:
"Pessoal, queria saber se tem como fazer um foco seletivo (deixar uma imagem nítida e o fundo desfocado) numa câmera digital comum, sem ser essas câmeras profissionais. Será que tem como fazer? Já me disseram que sim, mas nunca consegui."
Bem, o que a Virginia chamou de desfoque do fundo da fotografia nada mais é do que a profundidade de campo. Muito utilizada como expressão artística e para dar um charme a mais nos retratos, ele nada mais é do que uma característica das lentes e do diafragma. A profundidade de campo é a região da área a fotografar que ficará nítida, desde que corretamente focalizada. Todos os elementos fora da área de nitidez, entre a lente da câmera e o fundo, ficarão, em maior ou menor grau, desfocalizados. Dessa maneira, independente da forma de foco que sua câmera está usando (isso fica para outro artigo), o que está sendo focado é uma faixa contínua. Por isso, se você focar um determinado assunto no centro de sua lente, você pode movimentar a câmera para colocar o objeto no canto ou nos lados do enquadramento e o foco vai continuar no objeto.
Quanto maior a profundidade de campo, maior vai ser o plano onde os objetos estarão focados (menor desfoque no fundo). Quanto menor a profundidade de campo menor será essa faixa de foco (mais os objetos no fundo estarão desfocados). Uma observação interessante é que com pouca profundidade de campo não apenas o que está ao fundo, mas o que está a frente do objeto focalizado também ficará fora de foco, embora em menor intensidade.
Três coisas vão influenciar a profundidade de campo.
- Abertura do diafragma;
- Distância focal da lente;
- Distância do objeto fotografado;
O melhor controle da profundidade de campo vem através da abertura do diafragma (para entender a questão da fotometria e da abertura do diafragma leia esse texto antes). Quanto mais aberto o diafragma, menor será a profundidade de campo. Lentes com abertura de f/1,4 tornam impossível a realização de retratos, pois ao deixar uma parte do rosto focado o resto se perde.
A distância focal da lente também tem grande influência na profundidade de campo. Quanto mais zoom você aplicar em sua objetiva, menor vai ser a zona de foco na imagem.
O terceiro fator que influencia na profundidade de campo é a distância da lente ao objeto fotografado. Quanto mais longe do objeto maior será a profundidade de campo, tornando quase todos os planos da foto nítidos.
Dessa maneira, para obter o maior ou menor efeito de desfoque em suas fotos, o ideal é levar ao extremo os três fatores citados acima. Você vai necessitar de uma lente com grandes aberturas (nem tanto, pois f/4,5 já dá para brincar), uma maior distância focal (100mm já é suficiente) e estar o mais perto possível do objeto fotografado (por isso que retratos ficam bons com o fundo desfocado). Porém, nas câmeras digitais compactas existem algumas limitações. A principal delas é o tamanho do sensor fotográfico. Como os sensores são pequenos, o fator de corte leva a necessidade de lentes com um comprimento focal muito pequeno. Por isso que, mesmo com grandes aberturas de diafragma e com o comprimento focal acima de 100mm, é muito complicado dar o efeito de desfoque nas fotos.
Porém, o fato das compactas possuírem uma grande profundidade de campo tem suas vantagens. O sensor pequeno e a baixa distância focal das lentes, aumenta em muito a distância mínima de foco, o que favorece a realização de fotos macro.
Já foi difícil engolir que o iPhone é o dispositivo portátil mais usado para acessar Internet, superando todos os tablets e celulares concorrentes, mas a turma do "mimimimi Apple sucks, malvada e Jobs é feio e bobo" com essa vai entrar em emo-mode e cortar os pulsos:
Segundo as estatísticas do Flickr, a maior parte das fotos enviadas para o site veio de iPhones, tornando-o o telefone mais popular do site, superando inclusive o Nokia N95.
Os fanboys da Nokia estão inconsoláveis, pois o N95 tem uma câmera de 5MP de boa qualidade, e mesmo assim foi atropleado pelo iPhone e sua mixuruca câmera de 2MP.
A conclusão é que as pessoas gostam de tirar fotos casuais, e facilidade de uso é mais importante que megapixels. As fotos do iPhone são bem decentes, dentro do campo de fotos descompromissadas.
A lição aqui vale para todo mundo, inclusive a Microsoft e o Vista: Menos preocupação com as capacidades e entranhas do produto, e mais dedicação à interface e ao conjunto da experiência. Isso é mais importante para o usuário do que características técnicas, que inclusive o consumidor raramente entende.
Experimente, da próxima ver que um NokiaTard vier vomitando que o aparelho dele tem lentes Carl Zeiss pergunte se ele sabe quem foi Carl Zeiss, quando viveu, em que país morava. Como golpe de misericórdia peça para explicar a diferença entre a as lentes da Carl Zeiss, da Zenith e da Konica.
Quando não souber, aproveite que ele estará balbuciando alguma besteira e acerte-o na cabeça com algum objeto pesado.
Fonte: Computerworld
Você já ouviu falar sobre hot pixel? E sobre Dead Pixel?? Embora o assunto seja mencionado várias vezes na internet, poucos sabem realmente o significado dessas terminologias. Válido tanto para monitores de LCD quanto para sensores fotográficos, esses problemas não dependem de nosso uso do equipamento, embora uma carga alta de trabalho possa acelerar o seu aparecimento, pois invariavelmente acabam acontecendo com todas as câmeras fotográficas. O Dead Pixel, como o nome já diz, é um pixel morto. Ele para de funcionar e em seu lugar aparece uma pequena mancha preta. O Hot Pixel (pixel quente) é um pixel que está permanentemente ligado, mostrando a cor branca. Outra variedade que pode acontecer, mais comum em monitores de LCD, é o Stuck pixel, que é um pixel preso em uma cor fixa como, por exemplo, o vermelho, o verde ou o azul.
Existem maneiras caseiras de se identificar o Dead e o Hot pixel. No caso do pixel morto é só fazer uma foto de um fundo branco, como uma parede, depois levar ao Photoshop e fazer a equalização automática dos níveis. Se aparecer algum ponto preto você identificou os seu Dead Pixel. O Hot Pixel e o Stuck Pixel utilizam a mesma metodologia, mas como o pixel é branco ou colorido deve-se usar uma superfície escura ou simplesmente fazer uma foto no escuro sem flash. O Hot Pixel é mais difícil de identificar, pois os programas de filtragem de ruído das câmeras tendem a eliminar a maioria deles. Outra coisa é que eles só ficam bem evidentes quanto utilizamos ISOs altos e longas exposições. Os Hot Pixels acontecem normalmente com o uso. Geralmente câmeras que acabaram de sair da loja já possuem esse problema, porém em quantidade muito baixa. No caso das DSLR é possível fazer o remapeamento do sensor na assistência técnica autorizada.
Veja abaixo um exemplo de Stuck Pixel que o Keaton enviou no fórum de fotografia digital. A câmera utilizada para fazer a foto foi a General Eletric A730.
As bandas estão descobrindo as maravilhas das Relações Públicas, criam previews online, ou mesmo disponibilizam o álbum inteiro para audição online, como aMadonna fez com seu Hard Candy, no portal MSN. Agora o Coldplay disponibilizou uma música para download, e os blogs estão batendo palmas.
Tudo muito bom, tudo muito bem mas... artista disponibilizando música pra gente ouvir de graça não é NENHUMA novidade.
Antes de ter computador (e falo do CP-200) eu já ouvia músicas disponibilizadas "de graça", chama-se Rádio FM. Ao oferecer downloads de músicas de trabalho ou audição gratuita de álbuns os artistas não estão fazendo nada diferente do que sempre fizeram, só que faziam via rádio.
Isso não é nova economia, web2.0, pós-capitalismo. Isso é o bom e velho modelo onde você compra o CD, seja na loja física, seja no iTunes, e prova as "amostras grátis" via Internet, ao invés de via FM. Isso, definitivamente, não é algo digno de notícia ou do hype que estão fazendo, cada vez que alguém disponibiliza uma música de trabalho online.
Senão vamos nos maravilhar quando videoclipes começarem a aparecer no YouTube.
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