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Muitas vezes você se pergunta: como começar em TI? Qual especialidade é a melhor? Qual paga mais? Desenvolvimento? Qual linguagem: JAVA? .NET? Infra-estrutura? De que? Redes? Servidores? As certificações realmente diferenciam os profissionais? Como está o mercado brasileiro? E o mercado mundial? E seguem-se mais e mais perguntas sobre qual é o melhor caminho a seguir. Isso quando você não se depara com as mesmas perguntas durante o curso de sua carreira.
Bom, nesta série de matérias, vou comentar um pouco sobre cada interrogação. Não pretendo ter a resposta para todas as perguntas, e nem pretendo descobrir a fórmula mágica do sucesso. Tenho a intenção sim, de contar o que a experiência já me ensinou e o que percebo do mercado, estando nele há mais de 10 anos.
Vamos então à primeira questão: Como se preparar?
Estando na faculdade, cumpra suas obrigações com suas notas e aproveite o tempo para aprender o máximo que puder. Faça mais do que a média; a maioria das entidades de ensino no Brasil não prepara totalmente o profissional para o mercado.
Aqui vão algumas dicas dos conhecimentos que vão diferenciar você no mercado:
Aqui nos Estados Unidos, ter experiência fora da sala de aula é muito importante e é uma diferenciação na hora da contratação. No Brasil, isso significa: procure um estágio; ou procure um emprego que você possa conciliar com a faculdade.
Perece muita coisa para aprender, certo? Errado. Isso ainda é pouco. E a carreira de TI vai exigir que você esteja em constante processo de renovação dos seus conhecimentos. Portanto, é melhor se acostumar desde cedo.
Um ponto muito importante: não pense em vencer tudo isso de uma única vez. Disciplina de estudo e planejamento são fundamentais para conquistar todas as etapas. Estabeleça metas de aprendizado no ano, semestre, ou mês, e conquiste-as com o tempo. Você pode se planejar para aprender bases de dados neste ano, e dividir o seu estudo em pequenas partes para conquistar o objetivo final.
Parece trivial, mas não é. Para dar uma idéia do quão isso é importante no futuro, uma das características mais importantes de um grande profissional, especialmente um gestor ou técnico de TI, é ter a capacidade de quebrar um problema ou objetivo em pequenas partes, e ir gradualmente solucionando-as até a conclusão final.
Bom, por esta semana e só. Na semana que vem eu volto falando de certificações: qual a importância delas, e quais as mais quentes do mercado.
A minha maior dúvida:
Análise de Sistemas x Ciência da Computação
Qual é o melhor para quem deseja seguir com o foco em segurança, banco de dados e soluções de software?
vai depender da instituição e da grade dela, apesar de que faculdade não faz de ninguem programador, mas melhora muito as habilidades de quem já programa.
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" Não se trata do quão forte você bate, mas sim do quão forte você possa suportar os golpes e seguir em frente..." (Rocky Balboa)
Ciência da computação é um curso que você aprende muita coisa importante comparado com análise de sistemas, na verdade um cara de ciência da computação pode aprender facilmente tudo que um cara do curso de análise de sistema aprende, mas o contrario não acontece. Se você só pensa em ser desenvolvedor e etc, pode fazer análise de sistemas, mas se você gosta mesmo da área faça ciência da computação que análise de sistemas é fichinha.
Detectada nova modalidade de fanboysmo: a dos cursos de graduação em TI.
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Direto do meu (já nem tão) novíssimo Ubuntu 7.10
Huauhaua boa!
Afinal, todo curso superior é uma porcaria e você vai sair de lá achando que não aprendeu nada novo... hehe
Foi mal amigo, mas não precisa de curso de graduação pra aprender java ou .net. Concorda? Se você se sentiu injustiçado pelo meu post porque faz análise de sistema não fique irritado.
Seus problemas acabaram ! hehe
Porque a resposta nas condições que colocou, é bem simples:
Ciência da Computação (CIC).
Análise de sistemas (AS) é uma especialidade de CIC. A grosso modo, serve para projetar sistemas e só. Análise de requisitos, gerenciar os pogramadores e tal.
Já aviso, pra ganhar dinheiro, um profissional de AS tem muito mais chance. É ele que fala com os chefões que liberam a grana, que leva os créditos(que assume as broncas também).
Um curso de AS tem muitas cadeiras de Administração e de Análise e projeto.
Em CIC, há cadeiras pra ir nas profundezas do Banco de dados (Não só aquela matação de aprender SQL no manual).
Segurança então... pra saber isso de forma legal tem de saber muito de sistemas operacionais. Em cursos de AS se vê isto mais por cima, pois não é o foco principal.
Mas as resalvas de sempre. Seja que curso escolher, depende da instituição...
Esquece se pensa que terminado o curso você está pronto.
(Para bem de descontarem as evidentes parcialidades.... sou formado em CIC:)
Acho que é o "Saber falar em público" é levado muito a sério pelas empresas e departamentos de RH.
Ter um currículo relevante no mercado também é interessante. Em um mercado onde todos sabem fazer o básico (.NET, bancos de dados, etc.), ter um diferencial é muito importante.
--
Vote em Cardoso para Stallman.
E Fabiane para Diabinha do BSD.
Sólida formação em Engenharia ou carreira tecnologica em Universidades classicas (Federais e poucas outras particulares) com especializações pontuais fazem grande diferença.
O quê aprender na faculdade (o básico):
conhecimento a fundo dos SOs Windows e Unix (Linux based etc - afinal, vc vai trablahar sobre um desses 100% do tempo), analise de processos, modelagem de dados, programação OO (C++ da base para qualquer outra e é a mais cascuda), um pouco de hardware, redes de computadores (os cursos da Cisco são muito bons), noções de economia e finanças (para não se dar mal nos contratos), oratória e neurolinguística (para não se dar mal com as pessoas). O resto é lucro!
Muito importante se preparar para ser um futuro lider de equipe, de setor ou de departamento (não necessariamente esses nomes). Profissionais com perfis de liderança rapidamente são pescados e costumam ficar menos de 5 anos com área puramente técnica.
Quanto a se especializar em determinada tecnologia, muito cuidado com isso. Vai que a tecnologia "sai de moda"! O mais maneiro é convencer o empregador que vc é capaz de se tornar um especialista no que ele quizer em pouco tempo, para isso basta mostrar para ele o quanto sua formação foi cascuda.
Abs,
Rasga
Sinceramente, tenho que discordar de você. Me formei nuam faculdade boa, porém não tão conhecida, e nunca tive dificuldades pra nada. Hoje, tenho um ótimo emprego (na HP), e ganho bem acima da média para os padrões normais.
Do que aprendi na faculdade, talvez 5% do conhecimento técnico foi aproveitado. Os 95% restantes não dizem respeito a técnica, e sim à habilidade de trabalhar em grupo, desenvoltura para falar em público, negociar etc.
Eu tenho a seguinte filosofia: cada um faz suas oportunidades. Não importa ter feito uma UNICAMP se você é um péssimo profissional. Vai bailar e pronto.
Pensava muito nisso quando estava na faculdade, porém quando caímos no mercado de trabalho nos damos conta do quão idiota é esse conceito ("Fiz faculdade tal vou direto para um bom emprego").
Aliás, tenho tantas histórias de disputas com colegas que fizeram faculdades públicas (e eu venci) que daria pra escrever um bom artigo...
Faça sua faculdade, interesse-se pelas matérias, busque novas tecnologias por aí, e principalmente, SEJA HUMILDE.
Acho que só isso já te dá 90% de chance de ganhar qualquer parada e ser um bom profissional.
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Esta é minha assinatura :)
"linux é mac de pobre"
Acho que uma certificação (seja em Java ou .Net) é uma boa diferenciação .Hoje sou MCP e já senti uma boa diferença para quando não era em termos de ser chamado para vagas.
Posso dizer que jamais estarão satisfeitos com o seu currículo, sempre querem mais. O que você conhece hoje amanhã já é obsoleto e nascem e morrem "tecnologias da moda" como fogo de palha, como exemplo para quê usar CORBA quando posso simplesmente fazer dois processos se comunicarem por TCP/IP ou pipe e cabou? Me irritam esses modismos, ficam renomeando conceitos conhecidos "só para dizer que é novo". Eu julgo que os conhecimentos que citaram acima são importantes sim, mas julgo muito mais importante a capacidade de se adaptar à mudanças (dado que o que você aprende hoje amanhã já é obsoleto).
Muito obrigado pela matéria Andre ! Era isso que tava faltando no meiobit.
Agora eu fico imaginando qual o melhor caminho pra mim que trabalha à 2 anos com suporte e gerenciamento de servidores windows server 2003.
O chato é que eu não tenho curso superior em informática, não posso fazer mais em universidade pública por questão de horário e sinceramente não tenho vontade de fazer porque acho que ele só ensina a programar (Se eu estiver errado me corrijam).
Eu tenho vontade de fazer faculdade de administração e uma especialização de gerencia de tecnologia. Agora, isso é uma boa alternativa ?
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"Do que adianta saber fotografia se não tem nada bonito pra fotografar ?"
Cara, ciência da computação não ensina só a programar não! E para falar a verdade, nem ensina a programar, ela força os alunos a aprenderem...
Um aluno formado em ciência da computação tem uma formação muito abrangente, incluindo áreas como Engenharia de Software, redes, inteligência artificial, banco de dados ou até análise numérica (mas isso geralmente não é opção para muita gente hehe).
Enfim, no seu caso não se se compensaria, pois é um curso muito desgastante, e que exige sacrifícios (ganhar mal por 4 anos), mas no final é muito gratificante, pois a faculdade é uma experiência única na vida, você acaba aprendendo muito mais do que simplesmente computação.
É na verdade um curso bem pesado, bem teórico, mas que prepara muito bem o aluno para se especializar no que ele quiser na área de computação.
Já viu a ficha de emprego do Google? Curso superior em computação é o mínimo para eles, sendo que eles preferem quem tem mestrado ou doutorado.
Justamente por isoso não sou muito interessado em fazer Ciências da Computação.
É muito abrangente, enquanto meu interesse é muito mais específico...
Apesar de não tirar o mérito do curso e de quem faz, afinal, mesmo não sendo de meu interesse, é parte da informática, e eu seria obrigado a aprender. Oque é muito bom pra um profissional na área.
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Excuse me, is you saying something?
Uh, uh, you can't tell me nothing
Just Another Blog
Acho válida essa sua idéia de fazer uma graduação em outra área, administração de empresas, por exemplo, e continuar seu aprendizado em paralelo, seja em cursos ou de forma autoditada.
Carreira em TI é muito abrangente. Existem vários cenários e perfis de profissionais.
No meu caso, tenho uma grande experiência prática e autodidata na área de suporte, redes e programação, no momento, como freela, mais focado em web. Após 10 anos trabalhando assim, fiz uma faculdade de Publicidade e Propaganda. Louco eu? Provável. Serviu para algo? Muito, principalmente com web, não na questão técnica claro, na questão de comunicação social.
Sem falar que me tornei exímio apresentador de bancas e afins.
Se eu pudesse voltar faria de novo? Não, faria uma de 2 anos.
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Direto do meu (já nem tão) novíssimo Ubuntu 7.10
Melhor post do ano na minha opinião...
e esses cursos tecnológicos de 2 anos?
vou fazer um ano que vem...
será que dá futuro?
vou ter que turbiná-la com certificações?
Na minha humilde opinião, TI exige aprendizado contínuo, portanto, um curso de 2 anos é melhor que um de 4 ou mais. Você pode entrar no Mercado antes que o conhecimento adquirido no curso se torne ultrapassado. E fará outro curso antes que isso ocorra novamente.
Claro que existem conceitos básicos que não se perdem. Mas TI e Mercado são muito dinâmicos. O cursos também deveriam ser. Nem sempre o são.
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Direto do meu (já nem tão) novíssimo Ubuntu 7.10
Pronto, outro motivo pra não querer fazer ciência da computação em universidade pública.
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"Do que adianta saber fotografia se não tem nada bonito pra fotografar ?"
Somos 2.
Vou pensar com carinho em um curso tecnologico, pena que publico so se for Webdesigner no CEFET-MT.
Prefiro um de redes, ou coisa parecida, mas só pagando.
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Excuse me, is you saying something?
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Just Another Blog
Amigo, se tiver alguma grana, INVESTE, em redes.
Essa área está muito carente, muito mesmo.
Os profissionais de Redes/Telecom tem emprego garantido total. Estão sendo disputados a tapa.
E pra quem não gosta de fazer sempre o feijãozinho-com-arroz de web e sistemas de informação, é ótima pedida. Tem de pesquisar pra otimizar, estudar novos produtos, implementar muita coisa nova que surge a toda hora pra dar suporte as novas demandas de Banda larga.
Você entra em uma empresa com curso técnico, depois tem algumas que praticamente te pagam a formação superior.
Ao menos em uma área nesse país o mercado está favorável em vagas :D
Existem alguns problemas no aprendizado...
Eu não gosto destes cursos de dois anos porque o currículo deles é tudo que você pode aprender sozinho, comprando livros, lendo na internet.
Ciência da Computação (CIC) em cursos sérios é bem mais coisa que isso. Levam a sério o "Ciência" do nome. E aí está um "problema".
A verdade, triste, é que essas universidades com curso mais sérios, que não são só cadeirinhas técnicas formam pessoas que não servem para a imensa maioria do mercado brasileiro.
Infelizmente, a maioria das empresas quer um carinha pra ficar programando e só.
Já viu essas fábricas de software ? Ridículo, o cara é um mero "Recurso" como bem gostam de chamar os Administradores.
Esses cursos mais sérios formam gente para os centros de pesquisa, melhorar a área e para empresas que investem em Pesquisa, além de desenvolvimento. E essas são pouquíssimas aqui no Brasil.
A grande maioria das empresas, em qualquer área, só quer produzir e vender em massa, não investe em pesquisa. Isso é uma m... rebaixa o profissional. Ele é facilmente substituível.
Ouvi uma vez, não sei se é verdade, que só a HP (ou IBM) teria mais PHDs contratados, que todo o Brasil !
Ok, qualquer uma dessas duas empresas, são potências, mas de qualquer forma, ridículo isso.
Cara, estou para te dizer que estes cursos servem só para dar um diploma rápido.
Aqui em minha cidade pelo menos, Londrina-PR, o nível das aulas em faculdades particulares é ridiculamente mais baixo que na Universidade Estadual de Londrina. Não sei se é por causa da filtragem que o vestibular representa ou se pelo fato de alunos "pagarem para passar" que sabe-se que acontece em algumas faculdades particulares.
O pessoal fala que tecnologia fica defasada em 2 anos, mas em um curso de Ciência da Computação, você não aprende tecnologias específicas, como Java ou RUP, você aprende o conceito por trás das coisas, você tem aulas de análise de algoritmos, sistemas operacionais, estrutura de dados, que, apesar de serem um pé no saco vão te dar uma visão bem mais elaborada da computação, e a partir disto é muito fácil aprender uma tecnologia específica qualquer.
Concordo que o conhecimento de base é imprescindível para um bom profissional. Mas eu me questiono se precisa de 4 anos para construir um alicerce em uma área tão dinâmica como TI.
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Direto do meu (já nem tão) novíssimo Ubuntu 7.10
Se precisa de 4? Precisaria de uns 8 anos! Parafraseando Shakespeare: "Existem muito mais cousas na ciência da computação do que sonha tua vã filosofia".
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http://www.clubecetico.org
Se precisaria de 8 anos para ter uma base em TI, melhor se formar em História Medieval, pelo menos esse não fica defasado kkkk ou fica?
Vai que inventem uma maquina do tempo e mudem a história... viajei kkk
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Direto do meu (já nem tão) novíssimo Ubuntu 7.10
Agora deu vontade de voltar pra minha faculdade de física que eu tranquei no 3º semestre só pra fazer essa máquina do tempo ! :D
Agora falando sério, isso ai me lembrou que o pessoal da faculdade falava em mestrado em física computacional e tals.
Seria muito bom se eu conciliar meu emprego de 8 horas diárias com a minha faculdade de física à noite, hehehehehe.
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"Do que adianta saber fotografia se não tem nada bonito pra fotografar ?"
Análise de sistemas é como medicina, forma para viver o hoje, forma o que poderíamos chamar de "operários de TI".
Já Ciência da Computação forma cientistas. Mas se o mercado brasileiro quer cientistas ou não é outra estória...
Hehe, falei bem disso, não tinha visto seu comentário ainda.
Infelizmente, os melhores cuross de Ciência da Computação forma gente que as vezes fica trabalhando muito abaixo do que o mercado quer. Justamente por isso, aqui querem mais é operário mesmo.
Aqui na minha região, Ribeirão Preto, fica bem evidente isso, os salários dão vergonha...
Estão criando um Pólo Industrial de Software de Ribeirão Preto (PISO), e dizem que as coisas vão melhorar, mas acho difícil...
Os seus posts nesse tópico foram os mais realistas. As pessoas não entendem que não se pode criar uma tecnologia autóctone apenas com operários (em geral para programação web) e montes de administradores (clones de Roberto Justus); ficaremos sempre comprando tecnologia do exterior e montando vitrines (programação web) para vender o material importado. Uma imensa pobreza. Como já li na web: seremos (sic...na verdade já somos) uma "potência exportadora de commodities"...
Vou usar um chavão: para fechar com chave de ouro...
"Na cara não, prá não estragar o velório..."
Sem dúvida um dos melhores posts que já li aqui no MeioBit.
Veio em ótimo momento, exatamente nessa época em que tenho pensado muito a respeito.
Sou aluno do penúltimo ano de Tecnologia em Informática e pude fazer muitas observações semelhantes (até demais!) as do Andre Guerreiro.
Tenho corrido atrás quinem um doido de estágio, certificações e aprendendo novas linguagens (alem de aprimorar aquelas que já sei).
O melhor desse post foi poder me identificar, notei que aparentemente estou no caminho certo, tenho particionado meus objetivos pra poder conquista-los.
Voltando ao assunto de cursos: uma boa faculdade de TI depende, logicamente, da instituição de ensino. Vejo muitos e muitos cursos de tecnologia, bacharelado e mesmo engenharia que os diplomas não prestam pra limpar o chão... lógico que o curso quem faz é o aluno, sei que a UNICAMP, onde estudo, é uma excelente referência mas ao mesmo tempo que saem ótimos futuros profissionais posso citar muita gente que conheço que não presta, no próprio sentido da palavra, pra trabalhar em quase qualquer área de TI.
Mas isso fica evidente numa entrevista ou mesmo numa conversa descontraída.
Já viajei demais, fico por aqui.
Abraços.
Posso fazer uma orientação diferente do artigo a respeiro de desenvolvimento de software?
NÃO aprenda Java ou .net. Aprenda Orientação a Objetos! Não se prenda a tecnologias e/ou plataformas, aprenda o conceito, pois depois é fácil se adaptar à plataforma que seu chefe quiser (ou a que você convencer ele de que é a melhor).
E não fiquem no beabá, não se limitem a aprender a construir um modelo relacional de banco de dados e sql, tentem aprender conceitos novos como bancos de dados orientados a objetos, data mining, etc...
Assino embaixo.
Acho que o mais importante é aprender conceitos; e mais conceitos; e mais conceitos.
Já vi gente em projeto Java, sem saber Orientação a Objeto; e programando como se fosse VB6.
Aprenda a gostar de estudar conceitos (já que vai ter que estudar a vida inteira, é melhor aprender a gostar...)
E estude a aplicação que usa o conceito para conseguir emprego.
Embora eu concorde com você que a base teórica vale mais que o conhecimento da ferramenta em si, infelizmente a maioria dos nossos futuros chefes discordam... Por isso é importante aprender as ferramentas também, se eles quiserem terem um emprego. Mesmo porque, .Net ou Java não é só OO, com o tempo você pega as pecularidades da linguagem, bibliotecas, aprende a mexer na IDE mesmo, etc. Por mais que OO seja importante, não faz muito sentido deixar de aprender ferramentas em contrapartida de aprender teoria... Aprenda os dois! :)
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http://www.clubecetico.org
Sim claro hehe "aprenda OO" é só maneira de dizer, você não aprende SÓ OO sem programar alguma linguagem OO.
O que eu digo é que o foco deve ser a orientação a objetos, não a linguagem, pois a linguagem você pode aprender facilmente depois, se já conhece os conceitos.
Um exemplo, eu sempre programei C++, agora tem sido muito fácil aprender Java e Ruby, uma vez que fui obrigado a aprender Java (embora não goste) na faculdade e atualmente trabalho com Ruby no meu emprego.
Só pra comentar o post feito pelo puelocesar:
No meu curso tenho todas essas disciplinas que você citou, exceto análise de algoritmos (o que acho uma pena, realmente me interesso pelo assunto).
Fiz uma comparação entre a grade de disciplinas do meu curso com as grades de outras universidades, onde tenho amigos matriculados (unesp, usp e ufscar) e são muito semelhantes... lógico que cada uma tem sua característica, pois o que está na usp, por exemplo, faz engenharia e não tenho 1/3 das disciplinas de física que ele tem, mas cálculo não fica pra trás.
Como disse: ta cheio de faculdade boqueta por ai formando profissionalzinho de m* que se acha, na explicação mais sincera possível ^^
Análise de algoritmos.. lembro das noites de pesadelos após estudar isto...
Orientação a Objetos é imprescindível pra quem quer ser desenvolvedor.
Como aprendi C++ , bem, pra aprender Java foi um pulo...
Ok, perdoem-me pelo flood, chat, ou sejá la o que estou fazendo.
Oi !
O assunto merece uma abordagem muito mais profunda... vou esperar seus próximos artigos e se necessário aprofunda-lo posteriormente...
Só alguns comentários iniciais :
.NET não é linguagem. JAVA é linguagem mas a JVM não, está sim comparada ao .NET
As faculdades são generalistas e o mercado precisa de especialistas. Por isso o estudante não sobrevive no mercado se não estudar em paralelo ao conhecimento da faculdade. Se depender só desse conhecimento, já era.
A técnica de células acadêmicas, que apesar de ser "criada" por uma empresa é algo que vale para qualquer tecnologia, é um excelente complemento ao estudo na faculdade : vejam do que se trata em http://www.bufaloinfo.com.br/celulasacademicas.asp
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CidadaoCarioca
BufaloInfo
Está comparando a JVM com o .Net? O .Net não é só uma máquina virtual, assim como o java não é só uma linguagem.
Ambos, .Net e Java são plataformas de desenvolvimento, que possuem máquina virtual, framework de desenvolvimento, etc, a diferença é que o .Net suporta várias linguagens, o que o Java oficialmente não suporta, apesar de começarem a surgir projetos da comunidade em portar linguagens como Ruby para a plataforma Java.
Provavelmente você já sabe disso, só que sua frase pode confundir o pessoal..
Oi !
Java é a linguagem utilizada para programar fazendo uso da biblioteca de classes e da máquina virtual JVM.
Quanto a surgir projetos, a JVM já suporta a versatilidade de linguagens há muito mais tempo que .NET, só que ninguém se interessou em utilizar nenhuma linguagem diferente do Java com ela.
Observe que ai falo de linguagem, pois a biblioteca de classes seria a mesma.
[]'s
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CidadaoCarioca
BufaloInfo
Jython, Jruby e Groovy.
São as que recordo no momento.
Ótimo post, além de dar direções para quem quer seguir, ajuda quem já está à algum tempo no mercado como eu (7 anos).
Pessoal entre análise e sistemas da computação, se você quer seguir com desenvolvimento, vá para análise na minha opinião.
você terá várias matérias de matématica (Cálculos, estatísticas, etc), algoritmos, programação e análise.
Nào se preocupe quanto a tecnologias na faculdade, aprenda os conceitos, e leia muitos livros da biblioteca para ter uma visão e base boa, assim você conseguirá resolver muitos problemas inimagináveis, que acontecem na vida real, desde usuários que não estão acostumados a usar um mouse de notebook (touchpad), até base de dados corrompidas, dados apagados da tabela de produção sem um dba por perto para buscar o backup, essas coisas.
Sds.
Charles Mafra
Consultor Oracle
Realmente a faculdade é importante. Dá uma outra visao das coisas. A google ultimamente tem realizado testes onde entra geometria forte. Se vc nunca passou por uma universidade aonde teve de estudar isso fica dificil conseguir um emprego lá como programador. Aliás se estou bem lembrado, essa mesma empresa tem procurado por bons fisicos e matematicos. Um bom fisico ou matematico, com um bom conhecimento de OOP ou de redes tem lugar em qualquer empresa de destaque.
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Nao se preocupem com seus problemas de matematica, os meus sao ainda maiores. Dr Albert Einstein.
http://nataniel.cjb.net
Eu vejo a carreira de TI com dois focos:
1 - Gosto da parte técnica e só
2 - Gosto da parte técnica, mas não quero ser técnico o resto da vida.
Muitas vezes as empresas exigem habilidades que nem todas as pessoas têm: falar em público, escrever projetos, controlar números, planejar futuro.
Estava lendo uma reportagem sobre o porque o Brasil está longe (US$ 800 mi) do planejado (US$ 2bi) em exportações de serviços de TI. E onde reside o problema? Sim, tem a carga tributária, leis trabalhistas (não que sejam ruins, apenas antiquadas) mas o maior problema é a formação. Enquanto na Índia formam-se 120 mil engenheiros de soft por ano e na China 500 mil, no Brasil são apenas 18 mil e pior, mal formados. Temos os problemas que já conhecemos, como dificuldades ao acesso a boas instituições de ensino e as particulares só pensam em $$$$, deixando-nos a mercê de cursos extra-curriculares (sobre coisas que deveríamos aprender na faculdade), estágios onde não aprendemos nada. E ainda vemos (o que me deixa irado) vagas de estágio exigindo experiência, ou seja, o mercado quer profissionais pagando preço de estagiário, melhor, estagnários.
Outra coisa que me deixa irritado é como o mercado brasileiro quer profissionais sempre atualizados, sendo que as empresas não nos ajudam nessa atualização. Quantos anúncios vemos querendo gerentes que sejam PMP, as vezes até mesmo analistas. Ai pergunto, quantas empresas ajudam seus gerentes, líderes de projetos a tirarem um certificado PMP?
Acho que o profissional de TI no Brasil precisar ter foco, ter visão de futuro. E acho que deve se especializar em alguma área fora de TI, como Economia, Administração, Contabilidade, etc. Sabe porque? Porque quando você for contratado pra "mexer" no ERP, você sabe pra que serve o ERP, assim como o BI, o CRM, a SOX (Sarbanes-Oxley), etc, etc, etc.
Voltando ao Post. Foi bem escrito, tem uma coisa interessante: planta a semente da dúvida, o que nos faz pensar, refletir. O Inglês é fundamental, daqui a pouco será o Chinês, técnicas gerais do PMBOK, também.
Uma coisa eu aprendi: conhecimento custa, por isso valorizem-se. Não aceitem baixos salários, não se rendam a prazos impossíveis, não há dinheiro que pague seu fim de semana perdido, suas horas de sono e sua saúde física e mental.
Viver pouco como um rei ou viver muito como um Zé?
www.jragomes.com
Viver muito como um rei. :)
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Direto do meu (já nem tão) novíssimo Ubuntu 7.10
"2 - Gosto da parte técnica, mas não quero ser técnico o resto da vida."
Fico com essa opção !
"Viver pouco como um rei ou viver muito como um Zé?"
EI PÔ, MEU PRIMEIRO NOME É JOSÉ ! :(
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"Do que adianta saber fotografia se não tem nada bonito pra fotografar ?"
Em um país mais tecnologico (EUA, China, India, etc) ficaria com a opção 1.
Mas como vivemos nesse país do "papel" onde o bom é ser Político, Juiz e Desembargador... fico com a opção 2.
Abs,
Rasga
Amigo, você está ligeiramente enganado hehe
Justamente por não ser muito tecnológico existem MUITAS oportunidades para pessoas bem qualificadas.
O que falta no Brasil não é emprego, é gente competente e bem formada.
Acho que o principal pra carreira de TI é gostar e ser bom em matemática. O resto é resto.
gostar é fundamental.
agora, a matemática...
Escolha uma faculdade de grife. Pode ate parecer injusto mas uma faculdade desconhecida ou com má fama (a maioria) você nem ao menos sera chamado para entrevista.
As faculdades de analise de sistemas eu nunca consegui entender direito pq se tem pouca enfase em programacao. Um analista de sistemas que nao sabe programar é um desempregado em potencial.
Pode parecer incraditavel mas a maioria das pessoas que se formam em analise não sabem escrever nem um hello world.
A area de Banco de Dados é a melhor em relacao esforco x ganho
A area de TI é exatamente o oposto, alem de ser geralmente a mais terceirizada.
Post matatdor, veio em boa hora pra mim. NEm tão boa assim,agora já me inscrevi pro vestiba, hehe. Mas com certeza é util, vou ficar na espera dos próximos posts.
Quanto aos cursos, eu fico com ciencia da computação, justamente por ser mais geral. Como não não tenho muita certeza de que rumo dar na minha carreira (muitos sonhos poucas certezas) é bom sentir o gosto de um pouco de tudo. Mas, pra quem já tem um objetivo definido, vale mais a pena mesmo um curso menos geral e mais curto, turbinado com muito autodidatismo. Agora que vc falou em Banco de dados, é algo que eu nunca tinha pensado muito, mas vou começar a estudar.
Olha só a grade onde eu quero fazer:
http://www.cesf.br/faculdade/graduacao/ans/analise.php
Bem, essa faculdade é boa, ela tem parceria com as indústrias da Zona Franca, o que vocês acham?
Eu não recomendo faculdade privada não.. Tem várias questões a respeito disso, mas para mim a principal é que os professores de faculdade privada pegam muito 'leve' com os alunos, por isso forma muita gente incompetente.
Bom, eu falo por mim, se eu pegasse professores que pegam leve, eu não teria aprendido muita coisa que hoje eu considero importante, mas quando eu tinha que estudar eu odiava, e isso acontece muito.
/* faça como o léxico, ignore esta linha */
Primeiramente gostaria de parabenizar ao autor do artigo que ficou muito bem escrito e interessante.
O texto só fala verdades, hoje em dia a linguagem de programação mais utilizada no mundo é Java, seguida de C, daí já da pra perceber a sua importância para ingressar no mercado de trabalho em TI. Fui em algumas palestras da Sun na minha universidade (unb) e é coisa de louco as inovações que vêm surgindo como o novo Netbeans 6.0 (que serve de IDE para Ruby/C/C++ também) e Java FX.
Acaba sendo um mito difundido que ciência da computação ensina você linguagens de programação quando na verdade isso fica em segundo lugar, sendo apenas um meio para implementar os algorítmos feitos e para testar de alguma forma, porém o mais importante mesmo é o que está por trás disso, as estruturas de dados, as otimizações possíveis, etc, quanto mais você avança no curso, mais ferramentas você vai adquirindo e conseguindo resolver de maneira mais eficientes problemas mais complexos. Linguagem de programação qualquer pessoa aprende fora da faculdade se tiver interesse facilmente.
E outro ponto irrefutável é a necessidade de atualização constante e buscar ir além do em sala de aula, participar de projetos, conseguir estágios relacionados ao seu curso, que acho que são os modos de aprender e fixar os conceitos.
Pergunta, e não vale usar o Google:
Quem aqui já ouviu falar de Knuth na faculdade? Quem efetivamente leu?
www.contradi