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Decididamente, é uma pecinha que eu não pretendo adquirir para meu próprio uso, e se o fizer com certeza absoluta vou desabilitar o recurso que é o principal argumento de venda do produto: o envio automático dos arquivos da unidade removível para um "disco virtual" qualquer, à escolha do fabricante.

OK, não é um serviço qualquer: a SanDisk escolheu uma start-up chamada BeInSync para armazenar os arquivos dos usuários nos servidores da Amazon. A Amazon oferece serviços de banco de dados de grande volume, com cobrança baseada em uso real, o que vem permitindo que pequenos negócios se viabilizem sem a necessidade de altos investimentos em equipamentos.
De fato, é uma nova tendência, e em se tratando de pen-drives a SanDisk acredita ser a primeira a utilizar a Internet para agregar funções ou recursos a dispositivs anteriormente considerados offline. Como o novo leitor de livros eletrônicos da Amazon, que vem com rede sem fio, para permitir que o usuário baixe diretamente livros, jornais e blogs para o aparelho. O concorrente, da Sony, não tem internet sem fio, e exige que o usuário o conecte a um computador para armazenar os livros no aparelho.
O Cruzer, com preço sugerido de 59.99 Dólares, com o início das vendas previsto para março, virá com 4GB de espaço e oferecerá seis meses de backup online gratuito. Após este período o cliente pagará 29.99 Dólares ao ano para continuar com o serviço de armazenagem na Internet.
O modo de operação, segundo divulgado, é bem transparente e simples: após um registro inicial, assim que o drive se ligue a um computador conectado, as informações serão automaticamente sincronizads com a conta de armazenamento remoto.
Via Reuters
RSS ainda não é utilizado pela ampla maioria dos usuários de Internet, mas certamente está muito difundido entre as pessoas com perfil mais técnico. Com a facilidade dos atuais sistemas gerenciadores de conteúdo é praticamente inadmissível que um site atualizado com uma certa freqüência não disponha de feeds para acompanhamento do site sem a necessidade de entrar todo santo dia na página inicial para ver o que mudou.
Pois bem, um novo serviço (ao menos pra mim, pois só o descobri há poucos minutos) promete entre outras coisas prover feeds RSS para sites sem feeds, como os blogs hospedados no Blogger brasileiro: o Dapper.

A idéia não é nova: o RSSficado foi um projeto criado justamente com o objetivo de popularizar mais o formato, porém o criador do serviço desanimou e hoje só o que existe no wiki do projeto são toneladas de páginas de links para sites de spam.
Voltando ao Dapper: o nome do serviço é "Dapper: The Data Mapper", e seu objetivo é tomar informações de um determinado site e empacotá-las em qualquer outro formato à escolha, como o mais que óbvio RSS, Google Maps, iCalendar, Google Gadget, e outros.
O serviço permite a criação de "Dapps", ou Dapper Apps. Ao entrar no site haverá um link "create a new Dapp", que abrirá um assistente deveras interessante, que vai fazendo uma série de perguntas (a começar pelo formato de saída desejado, e pela URL da origem das informações). As perguntas seguintes variam de acordo com o formato final, e em alguns minutos consegui criar um feed tosco (muito tosco, tanto que tenho vergonha de publicar o endereço dele aqui) de um site hospedado no Blogger brasileiro.
Como bem disseram os caras do Download Squad, as possibilidades não são infinitas, mas há muitas delas. E já estou prevendo mais uma noite de insônia fazendo descobertas.
Via Download Squad
Nem bem a Microsoft começou a se defender de que seu novo ambiente de programação .NET, o Volta, fosse um clone do GWT (Google Web Toolkit), a Google resolveu revelar como ela planeja superar os rivais na próxima versão de seu ambiente de geração de código em AJAX.
O GWT, em resumo, é um "compilador" que recebe código Java na entrada, e gera um conjunto de arquivos HTML, JavaScript, CSS, e Java no servidor. O GMail, por exemplo, é todo escrito em GWT.
Segundo os engenheiros da Google, a GWT 1.5, com prazo de lançamento previsto para o primeiro trimestre de 2008, vai produzir um código JavaScript melhor do que qualquer ser humano conseguiria, em termos de velocidade, tamanho e gerenciabilidade do código. Esperam, também, melhorar a geração de código Java (que roda do lado servidor da brincadeira). Diz o co-criador da GWT, Bruce Johnson, que "o problema das redes continua sendo o elo frágil a conectar aplicações online e serviços". Será que para alguém isso ainda seria novidade?
E pelo que dá pra perceber, a Palm Inc está mesmo em maus lençóis: notícias dão conta que nesta semana a empresa demitiu 10% de sua força de trabalho com o objetivo de cortar despesas. Seriam mais de 100 postos de trabalho extintos de um universo de 1.150.
De acordo com declarações oficiais da empresa as demissões fazem parte de um esforço em curso para "focar e alinhar recursos por trás de iniciativas fundamentais" e "garantir que nossas despesas estejam alinhadas com as receitas de nossos projetos". Nos últimos tempos a Palm tem dado alguns passos errados, incluindo atrasos no lançamento de produtos, e o cancelamento de um computador portátil chamado Foleo, que entre outros absurdos exigiria um Treo conectado para poder fazer aquilo a que se propunha: acessar Internet.
É por coisas assim que o mundo dos negócios é mesmo fascinante. Afinal, não faz muito tempo que a marca Palm virou sinônimo de computador de mão (ainda hoje é comum as pessoas dizerem que compraram um "palm" da HP, ou um telefone com "palm" integrado). Seus produtoseram de simplicidade e eficiência fora do comum. Quem poderia imaginar que a dona de uma marca com tais características viria a quebrar?
Mas a moeda sempre tem dois lados e eu vejo pelo menos dois aspectos positivos nessa atual crise da empresa de Sunnyvale. Primeiro, para os investidores: todo mundo sabe que a hora de comprar ações é quando elas estão em baixa, e as da Palm estão caindo a olhos vistos!
Ironias à parte, o segundo grupo de beneficiados é aquele formado por usuários chinelões que se penduram em sites de leilão para comprar bugigangas usadas, que poderão tirar vantagem de preços cada vez mais convidativos. Eu, por exemplo, acabo de comprar um Tungsten E para substituir meu Zire 21, e com dois ou três programas indispensáveis, de terceiros, a maquininha é mais importante no meu cotidiano que o próprio notebook.
Outro dia estava lendo um artigo do Cardoso em que ele dizia que programa tem que rodar na máquina, e que é estúpido ter uma máquina com altíssimo poder de computação sendo utilizada como terminal burro, fazendo tudo na Web. É claro que o problema, como sempre, é o exagero.
Eu mesmo sou um ávido usuário do Google Docs & Spreadsheets. A facilidade de ter acesso a meus documentos e planilhas em praticamente qualquer lugar, sem depender de um pesado notebook ou de um limitado handheld, vale o preço pela demora no carregamento, e a sensível lentidão no processamento, o que me obriga a manter arquivos menores na web, e planilhas gigantescas sempre locais.
Manter esses documentos sincronizados é uma tarefa bem chata, pra usar um eufemismo. Se você tiver uma versão online, e uma versão offline, fatalmente ali adiante vai ficar na dúvida sobre qual das duas é a mais recente ou completa. Os usuários do OpenOffice.org, contudo, agora contam com uma extensão que poderá ajudar a diminuir a bagunça (embora não vá resolvê-la), chamada de OpenOffice.org2GoogleDocs. Ela não permite sincronizar os documentos, apenas importar e exportar de e para o espaço da sua conta Google. Em outras palavras, se você tiver uma planilha na Internet, fizer uma alteração, e a partir do seu
computador (que terá uma versão desatualizada) fizer uma exportação, babaus.
Para quem prefere manter seus documentos em seu próprio computador, mas que eventualmente precisa contar com eles na Web, é uma boa pedida.
A despeito de a palavra "robot" ser de origem russa e significar "escravo", este texto não tem nada a ver com sadomasoquismo ou qualquer outro tipo de variação. OK, eu forcei a barra: "robot" é de origem checa, e eu só quis evitar um trocadilho infame.
De fato, uma empresa russa chamada CyberLover.ru está anunciando um programa que, segundo eles, pode simular flertes em salas de bate papo online. Pregam que o programa pode conversar com até dez mulheres ao mesmo tempo, e persuadi-las a informar seus números telefônicos. Ou até dez homens, o programa joga bem dos dois lados do campo. Empresas de segurança já estão alertando para o fato de que um programa como esse pode ser uma ameaça à privacidade, pois impostores poderiam utilizar a ferramenta para obter dados pessoais que poderiam ser utilizados para forjar identidades.
Isso porque o argumento de vendas dos donos do programa baseia-se no fato de que homens bocós incapazes de seduzir uma mulher "às deveras" poderão pagar para que o robô converse e seduza as mulheres online, entregando como resultado do serviço e-mails, fotografias, e quem sabe números de telefones de mulheres disponíveis e desejosas de um encontro real.
Segundo a CyberLover, pequenos ajustes precisam ser feitos para que os poderes de persuasão do software sejam modificados, desde azarar barbados até encorajar as pessoas a visitarem páginas online ou a comprar créditos para telefones celulares, e todos os dados coletados serão armazenados.
De acordo com especialistas em segurança, o programa tem uma interatividade terrivelmente bem organizada, e que seria muito simples fazê-lo funcionar em outros idiomas (atualmente só está disponível em Russo). Felizmente, ou infelizmente, já nem sei, o programa foi escrito com o objetivo de dialogar com usuários de redes sociais. Em outras palavras, com os orkuteiros médios, para simplificar o conceito. E de acordo com a CyberLover, eles não estão fazendo nada de errado em salvar em arquivo informações que as pessoas liberam de livre e espontânea vontade.
Ah, sim, quase ia esquecendo: se estiver interessado numa cópia do programa, ele começará a ser vendido por volta de 15 de fevereiro, logo depois do dia dos namorados nos Estados Unidos. Até lá dá para praticar o idioma, que depois vai ser útil quando a noiva aparecer.
[via Reuters]