Assine
22950 assinantes- Feeds completos
- Feeds dos comentários
- Feeds do fórum
- Receba o Meio Bit via e-mail
Mantenha-se informado sobre as nossas novidades com nosso newsletter semanal, todas as segundas-feiras
Dois livros, alguns episódios de séries, muitas músicas e oito horas de viagem depois, chego em Belo Horizonte para a palestra do Woz. Da rodoviária até o Palácio das Artes nem é longe, mas o trânsito estava complicado. Sou recebido pela simpática Paula, da Assessoria de Imprensa do Gestão do Futuro, que já está com meu crachá na mão. Me explica a agenda da noite, mostra onde está acontecendo o coquetel (isso é importante) e explica que infelizmente o Woz não terá como dar entrevistas, pois está preso a um contrato de exclusividade com a Época (não comprem, ficou uma droga).
Presidente da BI Corporation
A boa notícia é que ele geralmente recebe quem quer falar com ele, no final do evento.
Me esperando por lá o Rafa Barbosa, que combinou via SMS que iria passar para dar um alô. Gente fina, e me ajudou a matar o tempo enquanto a noiva não chegava, atrasada como sempre.
Na hora da palestra, auditório lotado, centenas e centenas de sujeitos engravatados e mulheres com seus pretinhos básicos desfilando. Definitivamente um público que não combina com o Woz.
olha a muvuca chique
Sentamos, como bons fanboys, em posição central, máquinas a postos, Nick Ellis tão afetado pelo Campo de Distorção da Realidade que achou que o iPhone tinha câmera fotográfica, e tentou registrar várias vezes o evento.
Tivemos uma execução do Hino Nacional, seguido de discursos do Presidente da BI Corporation, apresentações sobre os projetos, o Powerpoint básico sem o qual os executivos presentes teriam síndrome de abstinência, então, um pocket show dela:
YESS Direto de Ipanema, Kátia Flávia!
Isso mesmo, Fernandinha Abreu, apresentando altíssimo grau de pegabilidade, mandando ver em um show de carioquidade que pareceu bem deslocado na terra do Leitão à Pururuca, mas tudo bem.
Depois dela, WOZ!
Ele entrou e já foi falando. Contou sua trajetória na Apple, detalhando a infância e os tempos de faculdade, quando parava de estudar para trabalhar por um ano e poder pagar a faculdade no ano seguinte. Woz contou como começou a gostar de eletrônica, projetando brinquedos como o gerador de interferência na TV.
Diz ele que um dia conseguiu fazer um sujeito ficar com um pé no ar e a mão na tela da TV, para conseguir uma imagem boa. Lembrou que cientistas faziam experimentos de condicionamento com ratos... "ali eu entendi como era aquilo".
Ele contou como criou com os amigos nerds uma rede de comunicação no bairro, usando a rede elétrica para transmitir voz e funcionar de controle remoto, acendendo luzes nas casas uns dos outros. Também contou quando saiu o Pong, o primeiro videogame, e como ele achou genial, pois era algo que ele sabia exatamente como funcionava mas nunca tinha pensado.
Woz otimizou o Pong, reduziu pela metade a quantidade de chips. Jobs levou o protótipo pra Atari e conseguiu um emprego. Para Jobs.
Algo muito legal foi que Woz falou como um legítimo AntiStallman (não cobra pra tirar fotos, pra começar). Ele não tem rancor de ninguém, fala com carinho e admiração do Jobs, do Gates, do Mitch Kapor e de todos os pioneiros.
Ele conta que o sucesso da Apple foi terem divulgado todos os esquemas do Apple ][. A propriedade ainda era da Apple mas TODA a facilidade para criar periféricos e softwares estava ali. Isso rendeu milhares e milhares de empresas fazendo periféricos para o Apple ][. "Eles estavam fazendo propaganda de graça pra gente", disse Woz.
Quanto a Jobs, impressionante. Cada vez que Steve Wozniak inventava algo interessante, a reação era: "Legal, vamos vender". Jobs era um nerd com bons conhecimentos de eletrônica, mas seu destaque mesmo era na área de vendas. Woz disse que Steve podia convencer qualquer um a comprar qualquer coisa.
Uma parte legal foi quando a Apple precisava de um BASIC com suporte a ponto flutuante. A Microsoft se aproximou e ofereceu o dela. A Apple topou, foi um excelente negócio, mas aí entra a VISÃO que diferencia os empresários comuns dos gênios. Bill Gates convenceu Jobs a fazer um contrato de 5 anos, ao invés de vender o software. Foi bem mais barato, e Jobs não achou que o Apple ][ ainda existira depois de 5 anos.
"A licença venceu a a Microsoft estava nos segurando pelos cojones", disse Woz.
Woz falou de muitos casos que estão detalhados em sua biografia, iWoz, livro que não foi lançado no mercado brasileiro, que prefere editar obras fundamentais como "Jesus, o maior psicólogo que já existiu" e "as cinco pessoas que você encontra no céu".
Ele falou de como teve que lidar com falta de incentivo à curiosidade e inventividade, como as escolas NÃO prestigiavam alunos inteligentes e como mesmo nas empresas ao ser visto estudando e aprendendo era criticado por colegas que diziam que ele estava "roubando" da companhia ao usar computadores fora do horário de trabalho.
Tentou explicar para todos que esse tipo de gente vale Ouro, que não é só pagando bem que são mantidos, é dando um ambiente criativo e livre. É estimulando projetos pessoais, é não punindo quando o sujeito pensa "fora da caixa".
Acima de tudo Steve (eu posso) mostrou que o sujeito TEM que se divertir, tem que gostar do que está fazendo, tem que ter curiosidade. Ele fez questão de firmar bem a associação entre inventividade e humor. Se orgulhava de ter montado uma secretária eletrônica ilegal (era monopólio da AT&T) e disponibilizado um disque-piada. Serviu até para conhecer a primeira esposa. E se Roger Rabitt me ensinou algo, foi que mulheres gostam dos caras que as fazem rir.
O único objetivo dele na vida era se divertir criando máquinas legais que ajudassem as pessoas a se divertirem. Ele gosta de otimizar projetos, seu maior prazer era pegar um design e reduzir o número de chips sem perda de funcionalidade. Quando criou um protótipo do Breakout, ele otimizou o design original de Steve Jobs e reduziu em 50 chips. Infelizmente os engenheiros da Atari não conseguiram entender como ele havia feito aquilo e se declararam incapazes de reproduzir industrialmente o jogo. Acabaram com um modelo com 100 chips a mais.
Woz em momento algum fez o discurso de coitadinho que estamos acostumados no Brasil. Em vários momentos disse com todas as letras que ele era o melhor do mundo no que fazia. Na nossa mentalidade latina isso soa como arrogância, mas é apenas a constatação de um fato. Quando saiu o tal Altair, 5 anos antes ele já projetava aquele tipo de computador, mas achava desinteressante. Quando ele olhou em volta e viu que tinha ligado um terminal de vídeo com teclado, projetado por ele, a um microprocessador e criado um computador inteiro, ninguém tinha algo nem remotamente semelhante. Vai dizer o quê? Qualquer um faria? Não faria, tanto que não fizeram.
No caso da HP tendo primazia sobre os projetos, ele contou que o Apple I não foi rejeitado UMA vez, foi rejeitado CINCO vezes. Pior, ele queria que comprassem a idéia, queria ver todo mundo comprando Apples bons e baratos.
Foi uma palestra para engenheiros, para geeks, para os -como chamávamos antigamente- micreiros. Não para empresários. Ele não falou de técnicas de gestão, cauda longa, ROI, share-of-mind, Just-in-time, toyotismo (ainda existe isso?) e ISO. Ele falou da alegria de criar coisas legais e ver outras pessoas dizendo "nossa, que coisa legal". Ele falou da vontade de criar coisas que pessoas comuns possam usar, filosofia que a Apple mantém até hoje.
Steve Wozniak é um dos sujeitos mais de bem com a vida que já conheci. Não por ser rico, mas por ter feito todos esses anos apenas o que gosta, e se divertido cada minuto. ESSA é a verdadeira lição, Jovem Skywalker. Woz é a personificação da frase de Paulo Leminski, e ideal para terminar este texto: "Distraídos venceremos".
Devido ao enorme sucesso do BlogCampSP (provavelmente) os hotéis em SP estavam lotados, então acabei tendo que incomodar o Fugita, do Techbits e aceitar seu convite de hospedagem. Ele é um anfitrião excelente, disponibiliza até WIFI para os convidados. Eis que na noite de domingo fomos subir as fotos que tirei do evento (disponíveis aqui). Não levei meu Mac, então usamos o computador do Fugita, este aqui:
Diz ele que que comprou um Positivo e instalou Ubuntu, eu prefiro achar que algum chinês no Stand Center saiu oferecendo "ei, você, Mac you long time" e na inocência ele comprou gato por lebre.
Fomos para o site do Flickr, ver o que recomendavam para Linux, como ferramenta de upload. (o uploader nativo do Ubuntu é uma droga) Achamos o jUploadr. Filho único. É um programinha em java que deveria resolver nossos problemas.
Pois bem, descobrimos que ao adicionar a segunda conta de usuário no programa ele executava metade das operações com um usuário, a outra metade com outro. Fugita apagou seu usuário. Ele continuou aparecendo em alguns dos menus. Não há opção para acrescentar tags ou editar arquivos em grupo.
Há uma opção para rotacionar imagens, excelente. Mas quando começamos a subi-las, descobrimos que ele sobe a imagem original, não a rotacionada.
Uma das imagens, logo no começo da lista por algum misterioso motivo gerou um erro no programa, então ele se recusava a exibir ou manipular qualquer imagem depois daquela. Tivemos que remover todas e começar de baixo pra cima. Jogamos a que deu defeito, e funfou normalmente. Então do nada o programa morreu.
Chamamos de volta, ele recuperou parte dos dados. Perdeu as informações de rotação das imagens. Tudo bem, não funcionavam mesmo. Mas aí era tarde, soltei uns Linux Sux só pra irritar o Fugita mas ele acabou concordando "tem hora que é complicado mesmo". Mas a culpa é mesmo do Linux?
Claro que não. Digamos assim: A parte de reconhecimento do pendrive foi excelente. Ele se comportou como um Mac, sem aquele escândalo de avisos inúteis que o Windows dá. O problema foi o programa. Um lixo, TOTAL. Mesmo assim o recomendado pelo Flickr. Isso quer dizer que não acharam nada mais decente para sugerir.
Esse comportamento amador do desenvolvedor descompromissado é mais comum do que deveria, no mundo Linux / FOSS. É a Postura KDE: "É de graça, voluntário, então cale a boca e goste". Pombas, não é assim que a banda toca. Só porque é de graça não precisa fazer de qualquer jeito. Vide o Growl no Mac, ou o Firefox em qualquer lugar. São programas dentro do modelo gratuito e nem por isso feitos nas coxas.
Mesmo a estrela do mundo open source, o OpenOffice tem essa característica. Nem falo de ele ser a CARA do Office de 6 anos atrás e copiar até atalhos de teclado, isso eu entendo e gosto. Falo de pequenos bugs irritantes que NÃO deveriam existir em um produto teoricamente maduro.
O Linux está passando por um Efeito Palm, onde existem 10.000 aplicações, sendo que 9.000 são blocos de notas. Não adianta ter uma enorme base de programas no SourceForge, se 90% estão em alfa, pré-alfa, mal rodam ou passam por uma versão Linux do DLL Hell.
A comunidade tem que unir suas qualidades e compensar suas fraquezas. Um programador NÃO precisa fazer design de interface, os usuários NÃO precisam servir de cobaias, os programas precisam ser desenvolvidos e testados com regras claras de usabilidade, e por aí vai. Fazer de qualquer jeito para dizer que fez é o mesmo (e tem tanto efeito final) quanto traduzir 3 parágrafos de um manual que ninguém vai ler e dizer que "milita e colabora com o movimento opensource".
A saída para isso é COBRAR dos desenvolvedores mais qualidade, explicar que GPL não é licença pra produzir lixo. Ao mesmo tempo, divulgar as (se existirem) boas alternativas. Programa ruim deve ser enterrado, seja o Microsoft Bob, seja o jUploadr. Não interessa a licença, interessa a qualidade. É isso que o consumidor final quer. Duas horas da manhã depois de um final de semana super-cansativo, acho que nós dois enfiaríamos a mão na cara de alguém que nos visse batendo cabeça com aquele software-lixo e respondesse "mas vocês são livres".
Durante o BlogCamp São Paulo tive o prazer de conversar com com o Pedro e o Fábio, ambos tocando o Gizmodo.com.br, versão nacional do inimigo mortal do Engadget, e um dos maiores blogs de tecnologia do mundo.
Percebi uma grande vontade de fazer parte da blogosfera brasileira. Uma preocupação com linkar e ser linkado, e pouco ou nenhum interesse em puxar o tapete de quem quer que seja. O Fábio fazia o blog da Época, sabe como a banda, a blogosfera e o Google tocam. Principalmente ambos sabem o que é um blog, e não se enganam com os discursos de "nós somos profissionais, eles amadores" comum a esse tipo de projeto.
Nós do MeioBit damos boas-vindas a nossos co-irmãos, e nos colocamos à disposição para aconselhá-los sobre o completo e idiossincrático mercado brasileiro, que tanto tempo levamos para entender e nos fazer relevantes.
Para o leitor são mais opções. Muitos posts, muitas opiniões e um estilo diferente do que seguimos aqui no MeioBit. Para os anunciantes, um investimento respeitável voltado para a profissionalização dos blogs.
Para todos os envolvidos com o projeto, parabéns pelo lançamento, bem-vindos ao mercado brasileiro e qualquer dúvida, não pensem duas vezes, façam o que mais de 30.000 pessoas fazem todos os dias: Consultem o MeioBit.
Na noite de ontem três Geeks: eu, Nick Ellis do Digital Drops e Filipe Alvarenga do Macmagazine tivemos o raro privilégio de conhecer mais um Geek igual a qualquer um de nós.
Woz É Deus, mas não daqueles chatos como Zeus ou Jeová. Ele não fica do alto de um monte jogando raios ou julgando e punindo. Não é um sujeito que mande alguém matar o próprio filho ou tenha uma preocupação patológica com prepúcios. Woz É um deus bacana como os deuses gregos menores, que adoravam conviver com mortais. Ele sabe que é um gênio e criador de toda uma revolução que mudou o mundo muito mais do que qualquer revolucionário armado jamais conseguiu. Não precisa de gente relembrando-o disso.
Após a palestra do evento, o Gestão do Futuro, fomos cercar a saída do camarim. Não podíamos entrevistá-lo, por conta de uma exclusiva para a Época, mas ninguém falou nada em conhecer o Homem.
Havia um pequeno grupo no final do corredor. A Paula e a Juliana, assessoras de imprensa do evento disseram que Woz costumava conversar e tirar fotos, e que podíamos descer para a porta.
Chegando lá o primeiro grupo já havia negociado a entrada. Seguimos, eu já pensando em usar a estratégia de Ford Prefect para entrar em qualquer lugar exclusivo: fazer passo firme, como se fizesse parte do lugar, apontar pro Nick Ellis atrás de mim e dizer: tudo bem, ele está comigo.
Não foi necessário. Ele estava lá, rindo, conversando, caindo pelas tabelas de cansado mas fazendo questão de conversar com todo mundo.
Nessa hora um lazarento com crachá do Google começou a falar sobre MYSQL, desenvolvimento, etc. Então soltou algo sobre Ingres. Então do nada acrescentou: "INGRES é um banco de dados". Woz respondeu "eu sei".
Minha vontade era pular no pescoço do sujeito. Como ele OUSA querer ensinar algo de informática pro criador da microinformatica moderna?
Na minha vez disse que era uma honra e um privilégio estar ali, e em nome de todos os Geek de minha geração, "muito obrigado". Woz respondeu: "A honra é minha".
Ele disse estar bem impressionado com os Geek brasileiros, e se espantou quando eu disse que nós três éramos de blogs. Pelo visto o evento não foi divulgado entre a nerdalhada. Tudo bem, não éramos o público-alvo.
Depois da foto ele pediu o endereço do MeioBit. Entreguei um "bom e velho" cartão de visitas, e Woz retribuiu. YES, nós ganhamos o famoso cartão de visitas se Steve Wozniak. E sim, ele usa pra cortar comida no avião.
Ficamos tão desnorteados com a abertura dele que esquecemos até de pedir autógrafos. Tudo bem. Woz estava bem cansado então decidimos ir embora. Na saída um coquetel, onde comemos e bebemos um pouco. Dali foi procurar hotel, pois eu havia chegado tarde e perdido o horário do check in. Já o Nick, nem Reserva chegou a fazer.
Conseguimos o Ibis BH. Só havia um quarto.Com cama de casal. Nenhum de nós dois estava a fim de brincar de Brokeback Blog, choramos mais um pouco e o Nick conseguiu um apartamento para deficientes. Fica a dica. Aí foi sentar no bar do hotel, bebemorar ter dado tudo certo e aproveitar 4,5 horas de sono antes da viagem de volta.
Neste momento estou na estrada voltando pro Rio, escrevendo no Nokia E71, com uma fantástica sensação de dever cumprido.
[atualização] Cheguei, subi as fotos, estou preparando o post sobre a palestra em si. Enquanto isso, divirtam-se com o slideshow:
No dia 1o de Setembro o MeioBit, representado por minha pessoa participará do evento Gestão do Futuro, em Belo Horizonte.
O palestrante-mor, a estrela, o top do evento será ninguém menos que Steve Wozniak.
(pausa para o "uau")
Se você nasceu depois do Desastre da Challenger não tem noção, mas Woz representa tudo que os geeks de verdade, antes de serem contaminados pelo pseudocomunisto do Stallman representam. Woz é um sujeito que entende quando você vira duas noites para descobrir como o display do seu servidor de acesso funciona. Ele é um dos últimos True Hackers. Ele fez para o Hardware o que a Microsoft fez para o Software. Woz começou TUDO. Meu lindo Macbook hoje? Não existiria se não fosse ele. Woz está naquela minúscula lista de pessoas que pode pegar o telefone e ligar para TODOS os CEOs de TODAS as empresas de tecnologia do planeta e ser atentido na hora.
Não por medo, não por respeito, mas por pura admiração.
Se Steve Jobs é a Alma da Apple, Woz foi o Coração. E como todo fã do Capitão Planeta sabe, o Coração é o que conta.
Por isso estou desnorteado com essa oportunidade de ver Steve Wozniak falando. Não sei se vou ter chance de entrevistá-lo, ou mesno conseguir um autógrafo no meu Macbook, mas se for possível, gostaria de ouvir sugestões. O que devo perguntar a um Gigante entre os homens, ao criador de toda uma revolução, a alguém que mudou mais o Mundo do que todos os revolucionários do passado?
Ajudem-me, queridos leitores. O que devo perguntar ao Woz, se tiver oportunidade?
Infelizmente a visão dos adolescentes freetards sem-causa que abraçaram a Free Software Foundation como seu novo Che Guevara atrapalha o trabalho sério feito pelo grupo, como a firme oposição a patentes de software. Essa é uma das poucas coisas que concordo com o Stallman, patentes de software no modelo atual são ruins.
Patentes foram criadas para proteger os direitos de gente inteligente, fazer com que eles tenham uma base legal para ganhar dinheiro com suas idéias. Patentes assim são legais. Não é justo você inventar algo genial, outro chegar, copiar e te deixar chupando dedo. Só que a moda de patentear software saiu de algoritmos legítimos (o engine do Doom por exemplo) para puros conceitos. Pior, conceitos abstratos e/ou óbvios.
Na patente 11/073,189, concedida essa semana e solicitada em 2005, a Microsoft pede registro de:
Um método e sistema em um visualizador de documento para rolar uma parte substancialmente exata do documento, como uma página, independentemente do zoom que uma poarte, toda ou uma página esteja sendo visualizada. Em uma implementação, apertar Page Down ou Page Up permite ao usuário começar em qualquer posição vertical dentro da página, e navegar para a mesma posição na página anterior ou posterior(...)
O pior é que isso, apesar dos freetards histéricos negarem, não é exclusivo da Microsoft. Isso é uma praga que afeta toda a indústria. NADA pode ser feito hoje em dia sem violar uma patente qualquer, e as genéricas são as piores, pois há empresas especializadas em comprar essas patentes, procurar gente que criou produtos legítimos (MS, Apple, IBM, Oracle, Matel, etc) e chantagear, exigindo royalties. Em alguns casos é melhor pagar do que brigar na Justiça, dado os custos legais na Terra do Tio Sam.
Ao criar patentes idiotas as empresas estão perpetuando o modelo, mas é o tipo de coisa que só dá pra parar se todo mundo parar ao mesmo tempo. Mesmo sabendo que com isso estão chutando a própria bunda.
O que não é absolutamente problema, pois em 2000 um sujeito deu entrada em um pedido de patente para um aparato operado pelo usuário para chutar a própria bunda. Sim, é sério. Verifique você mesmo.
Fonte: Feld Thoughts
Steve Warshak é escória. Um verme que vivia do sentimento de inferioridade de seus clientes, um ser desprezível como tantos outros, que enche nossas caixas-postais com lixo anunciando seu lixo. A empresa dele, Berkeley Premium Nutraceuticals, vendia e espameava aquelas porcarias de V1@gra Natural, alongamento peniano, melhoria de memória, perda de peso e outras promessas.
As acusações contra ele somam mais de US$400 milhões, envolvendo produtos fraudulentos, transações ilegais com cartão de crédito e recusa em aceitar devolução de produtos e cancelar pedidos. São 93 acusações no total.
A empresa, o ser abjeto, a mãe (sim, todo animal tem mãe, ela também estava envolvida) terão que devolver US$500 milhões, incluindo indenizações. O Juiz já mandou confiscar casas, carros, contas bancárias e o que mais possa ser transformado em dinheiro, incluindo um piano de cauda e título de sócio de um SPA na Califórnia.
A mãe foi condenada a dois anos por fraude bancária, conspiração e lavagem de dinheiro. O Juiz concordou que ela apelasse em liberdade, por ter 75 anos e câncer. Eu acho que ele deveria ter determinado que ela só fosse tratada com os remédios vendidos pela empresa do filho.
Já o filho da senhora acima vai pagar uma etapa por 25 anos, além de todas os confiscos acima, há uma multa de US$93.000. Como ele vai conseguir esse dinheiro da cadeia eu não sei. No mínimo vai ganhar mais alguns anos de cana.
Infelizmente como ele há milhares, basta dar jeito em uma barata humana dessas, surgem 5 para ocupar o lugar.
Fonte: USA Today