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Que o mercado brasileiro de venda de computadores está indo muito bem, todo mundo sabe. Em 2007 foram vendidos 9,983 milhões de unidades, um aumento de 21,4% - sendo 1,912 milhão de laptops ou 19% do total - comparando-se a 2006.

A expectativa para 2008 é atingir um volume de PCs e notebooks da ordem de 11,7 milhões de unidades, sendo 33% somente de  notebooks, mas para tais previsões certos fatores são fundamentais:

  • Medidas governamentais de isenção fiscal para notebooks, tal como já acontece para PCs de até R$ 4.000,00;
  • Combate à pirataria, no ano passado representaram 35% do total, ou 3,497 milhões de aparelhos (em 2006, o percentual era de 47%);

Com essas medidas mais o financiamento facilitado (assunto do qual falarei a respeito amanhã), espera-se que a taxa de ilegalidade caia para 29% neste ano.

Diante de tudo isso, fica a pergunta: Será que expectativa demais é bobagem?

[via Exame]


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A Microsoft em números: orgulho demais?

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Os números do último trimestre (2Q 2007) foram publicados esta semana de modo bastante orgulhoso. O aumento das vendas em comparação ao mesmo período do ano passado e a saúde financeira em geral devem ter deixado muitos investidores e funcionários contentes.

Apesar de dizer que as vendas fecharam 30% acima, de fato, elas subiram somente 15%. A diferença se refere a receita diferida  do trimestre anterior. O volume de vendas registrado deve-se principalmente ao Ruim-das-Vista Windows Vista: 100 milhões de licenças da nova versão das Janelas se espalharam pelo mundo - lembrando que a Apple anunciou que 2 milhões de cópias do Leopard foram vendidas na primeira semana de lançamento. Também há de se considerar o Xbox 360: 17,7 milhões de unidades, mais de 70% em relação ao ano anterior, também garantiram tal crescimento. A única incógnita ficou com o Zune, devido ao lançamento baseado em flash de seus competidores diretos: o iPod shuffle/nano.

Para comparação, como fizemos Marcellus e eu em posts anterior de empresas de tecnologia, segue uma tabela:

(em dólares) Q2 2007 vs. Q2 2006
Receita $ 16,367 bi $ 12,542 bi
Resultado Operacional $ 6,820 bi $ 3,805 bi
Resultado Líquido $ 4,707 bi $ 2,626 bi
EPS $ 0,50 $ 0,27

Infelizmente o relatório anual não está disponível para download até o momento, somente a divulgação dos balanços. Vamos ver quando a Microsoft vai livrar-se da nova tela azul.


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Advanced Micro Devices: avançando no prejuizo

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A AMD, tal como a Intel, divulgou também esta semana os números do último trimestre de 2007 (o chamado 4Q07), mas ainda não auditados.

A fabricante de chips de Sunnyvale amargou um prejuízo de US$ 1,8 bilhões nos últimos 3 meses de 2007, acumulando para o ano o saldo negativo de US$ 3.379 bi. Diante dos resultados consolidados, a ATI, adquirida em 2006, agora vale 30% menos.

O diretor financeiro Robert Rivet afirmou ontem que a empresa chegou próximo ao chamado break-even point operacional, ou seja, o ponto em que as perdas se igualam aos ganhos. Rivet ainda declarou que as margens operacionais da empresa subiram devido a aumento nas vendas médias (incluindo o recorde de 400 mil processadores quad-core) e ações de contenção de custos.

Para comparação:

(em dólares) Q4 2007       vs. Q4 2006
Receita   $ 1.770 bi $ 1.773 bi
Resultado Operacional - $ 1.678 bi - $ 529 mi
Resultado Líquido - $ 1.772 bi - $ 576 mi
EPS - $ 3,06 - $ 1,08

Então, em resposta ao artigo de ontem sobre os resultados da Intel, que pergunta o que os acionistas da AMD estão achando dos números reportados... a resposta é evidente: prejuízo avançado sem bom resultado só demanda venda das ações. Por isso, ontem, assim como nos últimos 2 anos, as ações da AMD fecharam em queda e as perspectivas para o primeiro trimestre de 2008 não são boas, pois tradicionamente o período é mais tênue em vendas para manufaturadoras de tecnologia.


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Ano começa mal para a Positivo

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Anteontem, primeiro dia útil do ano, o mercado agitou-se com o anúncio da Fazenda de São Paulo de mudar a alíquota de ICMS para venda de computadores no Estado.

Aparentemente a decisão visa colocar os fabricantes em igualdade (com exceção aos da Zona Franca de Manaus), mas, de fato, somente retira o incentivo fiscal que a Positivo Informática - maior empresa nacional de computadores - tinha por estar sediada no Estado do Paraná.

Ainda não existem estudos do quanto essa diferença (que era de 7% e passa a ser de 18%) vai afetar a performance da companhia, mas a reação foi contundente: apesar de vários analistas recomendarem a compra das ações, elas fecharam em queda de mais de 7%, o que reflete um mal começo de 2008 para a Positivo.

Hoje as ações também apresentam queda, embora ainda não esteja em sua menor cotação (21/08/2007). Falta somente o comentário e a reação por parte da alta gerência.

Fonte: Valor Econômico


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