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Em 31 de Agosto de 1982 um anúncio em conjunto feito em Tóquio pela Sony, Sony/CBS, Philips e Polygram comunicava ao mundo o lançamento do Compact Disct. Foi uma revolução, pois o mundo não via nenhuma grande novidade desde a introdução dos primeiros LPs em estéreo, no ano de 1958. O CD era novo, caro e dividiu o mundo.
Antes disso, no dia 17 de Agosto, em uma fábrica perto de Hanover, Alemanha, a Philips prensava o primeiro CD, The Visitors, do Abba. Em Novembro, quando os aparelhos começaram a ser vendidos, havia 150 títulos disponíveis. Em 1983 já eram 1000. Em 85 o Dire Straits foi escolhido para promover o formato, lançando seu álbum Brothers in Arms como o primeiro inteiramente digital, DDD.
Era comum achar uma indicação nos CDs, AAD, ADD, DAD. É o chamado Código SPARS, As letras indicam se o CD foi gravado, mixado e masterizado digitalmente. O ideal seriam 3 Ds, indicaria, em teoria, que o ouvinte teria a melhor qualidade possível
Os audiófilos torciam o nariz, dizendo que o som do CD era um lixo, o consumidor comum queria mas não podia, o consumidor cheio da grana fazia fila para comprar.
O modelo da Sony, o CDP-101, mostrado na foto, custava US$900,00 - ou, em dólares de hoje, US$1924,96.
Em 1988 as vendas de CD superaram as de LPs.
Vários formatos derivados do CD tentaram se lançar mas não conseguiram, como o CDi e o HDCD. Hoje o máximo que temos são CDs híbridos, com trilhas de dados para você acessar no computador, mas dificilmente o valor agregado desse material compensa o trabalho de abrir o drive e colocar o CD dentro.
Dizem que o CD morreu, que o futuro é o MP3. Eu acredito na segunda parte. Na primeira, dificilmente. Pode ser para geeks incorrigíveis que andem por aí com seus iPods, mas a maioria da população continua muito bem, obrigado, tocando suas músicas em qualquer CD Player portátil de R$50,00. Isso se não achar mais barato no camelô. Acho que o CD vai ser muito mais duro de matar (tm Bruce Willis) do que o LP, que já foi um osso duro, quase num nível Chuck Norris.
Fontes: Sony History, eCoustics.com
Uma coisa me intriga... Por que o MD (mini-disc) nunca fez sucesso? Na minha opinião sempre foi uma mídia melhor que o CD:
1. É menor e tem a mesma capacidade.
2. É, por definição, regravável.
3. Não fica riscado.
É provável que a estratégia de comercialização da Sony tenha sido o principal fator de insucesso. Mas é uma excelente tecnologia! Tenho um MD Player no carro e um MD Recorder em casa, há mais de 10 anos... Não tenho do que reclamar...
Luthiano, acredito que o principal motivo era que o MD de certa forma não passou de uma mídia substituta, não agregando em nada na qualidade do som...
Diferentemente do que ocorre com Blu-Ray/HD-DVD em relação ao DVD, onde a qualidade visual e sonora é extraordinariamente melhor... Esses só não "pegaram" ainda, devido ao valor atual e também pelo desconhecimento de grande parte do público (* leia um adendo sobre isso logo abaixo)...
O povo não via a necessidade de trocar de mídia, sendo que não havia ganhos em qualidade. Afinal, a principal vantagem do MD era o de ser regravável, porém isso já existia também nos CD´s bastando apenas baratear (coisa que aconteceu algum tempo depois).
Eu mesmo, que particularmente adoro essas "quinquilharias", nunca pensei em comprar um MD, apesar de conhê-lo através de alguns amigos que possuiam ou players em suas casas ou em seus carros... :-)
*** OBS em relação ao formato HD que citei acima:
Ontem fui ao Shopping Morumbi em SP e lá existe um show-room da Samsung... Além de todos os equipamentos bacanas existentes ali, haviam 3 que se destacavam e deixavam as pessoas de boca aberta:
Uma lavadora com tecnologia Air-Wash (sim, sem água... só com ar...)...
Uma TV demonstrando uma transmissão experimental da TV Globo através de sinal digital que estará disponível apenas em SP no fim do ano (algo que me deixou estupefato, até mesmo minha noiva que não é tão ligada perguntou como os personagens pareciam fora da tela mesmo sem a gente usar óculos especiais (sic!!! Ela estava se referindo a imagens 3D) e vou ser sincero... a imagem de fato parece saltar da tela em uma cena de dois personagens em uma novela, sem falar nas imagens de alguns jogos da copa... tudo faz com que aquelas propagandas a respeito do Plasma na última copa parecesse coisa de criança... hehe)...
E finalmente, uma tv e um home theater rodando um filme em Blu-Ray... Eu já conhecia a tecnologia, mas era de se espantar ver a cara das pessoas assistindo aquilo... dá desanimo saber que vc voltará pra casa e terá algo bem distante daquilo que acabara de ver... :-)
Voltando a sua pergunta... acho que oq faltou ao MD era justamente isso... o fator WOW! :-)
[ ]´s
mSales
Luthiano. Além do MD, a philips na mesma época tinha lançado o DCC - Digital Compact Cassete e a sony o DAT - Digital Audio Tape. Ambos possuiam uma qualidade tão boa quanto o próprio CD além de permitir inúmeras regravações. Lembro de ter lido uma matéria sobre o DCC. Todos os parâmetros de conversão DA e equalização foi ajustado manualmente com a ajuda de audiófilos, garantindo uma qualidade superior ao CD. Além de ser compatível com as velhas fitas K7. No entanto, apenas o DAT que foi amplamente utilizado em estudios de gravação.
É dificil dizer com certeza pq o DAT, DCC e o MD não vingaram como poderia ter acontecido com o K7. Talvez alguns fatores como valor muito alto do equipamento, numero pequeno de oferta de modelos, desinteresse do grande público ou mesmo desinformação. Outra coisa que acabou matando de vez a chance desses 3 equipamentos sobreviverem no mercado foi que já em meados do anos 90 surgiu os primeiros gravadores de CD, caros é claro, mas era uma alternativa mais interessante ao MD/DAT/DCC.
Em fim, o fabricante as vezes dá um tiro no próprio pé quando lança determinados sistemas.
Depois que surgiu o DVD, muita gente, como eu, praticamente abandonaram o CD.
Hoje em dia ainda me utilizo do CD como legado, pois as maquinas dos clientes sempre tem leitores de CD, mesmo as que não lêem DVD. Outro motivo pra gravar CDs é pra fazer backup de CDs originais, seja de música, seja de OS.
Eu não acho que o MP3 substitui o CD. Sustamente porquê eu tenho possibilidade de utilizar o MP3 com varios formators de mídia, e não somente o CD.
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Excuse me, is you saying something?
Uh, uh, you can't tell me nothing
Just Another Blog
Eu creio que o CD irá demorar muito tempo para sumir, pois ainda são muito utilizados, mas acho que é mais na área da música que ele irá demorar mesmo, pois na área da tecnologia, é muito mais fácil levar um pen-drive para transporte de dados do que um CD, sem contar com os aparelhos tocadores de MP3/MP4 que se comportam como pen-drives também.
A medida que softwares vão evoluindo, os fabricantes vão subtituindo a mídia para distribuí-lo. Um exemplo: o jogo Need for Speed Most Wanted é distribuído em 4 CDs, já o Carbon é em apenas 1 DVD.
Com novos formatos aparecendo no mercado (BlueRay, HD DVD...) é normal saber que os mais antigos vão perdendo espaço para os mais novos. É uma questão de tempo, mas tenho certeza que não verei o fim do CD antes de morrer.
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"Tea with me that I book your face!"
Pra mim a unica vantagem dos CDs de musica e a qualidade, pois as musicas baixadas na internet tem na maioria das vezes baixa qualidade (128 kbps).
Uso CD mesmo so pra gravar programas, Live CD de Linux, Jogos RIP.
Eu tenho esse cd do Dire Straits carimbado pela HI-FI no ano de 85 ou 86.
Se quiserem tiro foto. lol
Você é colecionador mesmo ou está simplesmente aguardando o fim da mídia pra incluir o produto no Mercado Livre? :-D
[ ]´s
mSales
"Os audiófilos torciam o nariz, dizendo que o som do CD era um lixo, o consumidor comum queria mas não podia, o consumidor cheio da grana fazia fila para comprar."
Qualquer semelhança com as tecnologias atuais, não passa de mera coincidência... ;-)
[ ]´s
mSales
eu já acho que o CD em breve será substituído pelos cartões de memória.
o CD é meio que um dinossauro, aquelas engrenagens barulhentas do drive lembram uma epoca eletro-mecânica da computação. Como os HD's de pratos rotativos, que também a indústria não dá mais uns 10 anos de vida.
just my 2 cents!
Lembro-me ainda da senhora da locadora me dizendo que os DVDs eram porcaria, que o VHS não iria desaparecer. Ela tinha meia prateleira com títulos em DVD. Hoje os VHS são vendidos em sebos...
Saindo do campo musical: um dos sócios, da empresa onde
trabalho, faz apresentações em Powerpoint para diversos tipos de empresas. A algum tempo atrás, gravávamos em CD, para a apresentação efetiva, e em pendrive, como backup. Hoje a coisa inverteu, pois a maioria dos clientes não possui drive de CD.
O problema é que as pessoas estão se acostumando com o som do mp3, o que é um pecado pois, não tem qualidade. Geralmente quem abandona o CD e fica só com o mp3 é aquele mesmo tipo de pessoa que compra aqueles aparelhos de som com várias luzes e adesivos enormes escritos: 25000 Watts P.M.P.O (Potência Medida Para Otários). Acho um péssimo o que está acontecendo com o mercado musical.
Esse papo de MP3 não tem qualidade é coisa de:
1) Donos de gravadoras.
2) Músicos "ESTRELADOS" que agora estão frustrados com seus números de venda.
3) Ignorantes, que desconhecem as possibilidades da tecnologia.
É aquela velha história da "galerisss da música" falando em programas dominicais que o CD PIRATA acaba com a vida útil do tocador/leitor. O que estragam são MÍDIAS de baixa qualidade, podendo ela ser adquirida dentro das leis de copyright ou fora.
Enfim.
Trabalho com áudio a um bom tempo como hobby e posso afirmar que a qualidade é péssima! Não tenho nada contra mp3....acho uma coisa muito boa, uso sempre. Mas é frustrante depois de meses fazendo uma música, equalizando, mixando, etc, você converte em mp3 para disponibilizar na web....é terrível! Você percebe na primeira audição que uma parte do seu trabalho se perdeu. Não me considero ignorante como você disse na sua terceira observação. O site da minha banda foi um dos primeiros no Brasil (1998) a disponibilizar músicas para download em mp3. é um formato fantástico. O que estou falando é q não dá para comparar a qualidade com o Cd (por enquanto). Tenha um ótimo aparelho de som e compare a mesma música nos 2 formatos, é impossível não perceber a diferença.
90% das pessoas não percebe, desculpe.
Se foi um MP3 encodado com high bitrate e um programa decente, melhor ainda.
A necessidade de qualidade de áudio percebida (e exigida) por um músico profissional ou um audiófilo é completamente fora da esfera de percepção das pessoas "normais".
É como trabalhar em JPEG ou em TIFF. Um profissional de editoração entra em crise existencial quando aparece algum arquivo JPEG, mas pro resto do uso too mundo acha perfeitamente aceitável.
Ambos os formatos, JPEG e MP3 são por definição impraticáveis para uso profissional, mas bons o bastante para agradarem ao consumidor eventual.
www.contraditorium.com
Obrigado por "traduzir" o que eu estava tentando explicar!
:)
Errante,
Desculpe se me precipitei.
No final das contas, não faz a minima diferença. Porque uma coisa é você gravar, mixar e masterizar com ALTO FALANTES profissionais e daí o "usuário" vai utilizar no minimo uma dessas caixas acústicas de PC onde nem existe grave. Bom, disso tu mesmo sabe, que todo bom "operador" deve sempre repassar utilizando ALTO FALANTES "normais". Enfim.
Além disso, os ouvidos por aí não estão preparados.
Mas veja bem, faça o teste com alto falantes normais, com bitrate alto. Não faz taaaaanta diferença, para quem vai somente, bom, escutar.
Ahh sim, esqueci, que no meu primeiro comentário não estava comparando para uso profissional.
Vamos lá, de novo:
Não importa o alto-falante, fones, etc.
O consumidor normal NÃO vai perceber a diferença entre um MP3 e um CD. DESCULPE, NÓS NÃO PERCEBEMOS. Eu acredito piamente que audófilos e músicos experimentados percebam.
Não estou duvidando disso, mas dá pra admitir, por um segundo ao menos, que pessoas comuns NÃO têm essa percepção musical e não identificam essas diferenças de qualidade?
www.contraditorium.com
Muito bem:
Cardoso, em momento algum discordei do FATO que músicos e audiófilos em geral possuem percepção musical aguçada. Assim como qualquer um que resolva treinar para ampliar esta percepção.
Não sei se podemos sinonimizar percepção musical e percepção auditiva. Talvez, cada um traga um pouco do outro, mas definitivamente não são a mesma coisa. Percepção musical é tu ouvir uma música e perceber todas as nuances dos instrumentos. O que, quando tratamos de mp3, não faz diferença para a percepção musical.
O que eu quis dizer, é que, para efeitos de "mercado" não importa se as pessoas tem essa percepção ou não, já que na maioria das casas não existe um bom equipamento de audio.
E aliás, como eu disse, na maioria dos casos de mixagem acontece um "downgrade" para que a gravação soe legal nestes dispositivos de baixa qualidade.