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vxworks.jpg Depois de duas partes ( vejam a primeira e a segunda ), estou de volta para mostrar um pouco mais da pesquisa que realizei em alguns Sistemas Operacionais para dispositivos embarcados.

VxWorks

No início da pesquisa, ainda à procura de opções, lembrei-me do VxWorks, que era utilizado pela Linksys em seus roteadores WRT54G, versões 5 e 6, em oposição ao Linux, das anteriores. A posição oficial era de que a mudança havia ocorrido em busca de uma maior competitividade, já que o sistema da WindRiver podia rodar com um hardware mais modesto ( leia-se: menor quantidade de RAM e Flash ).O VxWorks é um Sistema Operacional de Tempo Real ( RTOS ), ou seja: ele fornece ao programador um prazo máximo e conhecido para que um determinado evento seja 'atendido'. Essa não era uma necessidade básico do projeto mas, se fosse possível implementar a um custo razoável, estava disposto a partir para essa área.

Alguns contatos aqui no Brasil falaram muito bem do sistema. No entanto, verifiquei que os usuários eram sempre grandes empresas ou o governo ( parece que a Marinha o utiliza no controle dos submarinos ). Isse me preocupou um pouco, já que tenho uma empresa pequena, sem o poder aquisitivo do governo, por exemplo...

O contato com a WindRiver não foi muito profícuo. Não há suporte no Brasil e ( nem ) todas as dúvidas foram tiradas por email. Eles me enviaram um CD com a plataforma de desenvolvimento ( baseada no Eclipse, como vocês podem ver ao final ) e sequer discutiram os custos da licença.

vxworksIDE.jpg

Parece ser um bom S.O., a ferramente é bastante amigável e simples de ser utilizada. Infelizmente, a fabricante parece direcionada a empresas de maior porte e / ou governamentais.

QNX-s-02.gif QNX

O Sistema da Quantum Software Systems ( hoje pertencente à Harman International ) sempre me interessou. Tive um breve contato há alguns anos, quando do lançamento da versão 4 ( hoje, parece estar na quinta versão, denominada Neutrino ). Na época, fiquei impressionado com um demo, onde o sistema rodava a partir de um disquete, com ambiente gráfico e acesso à internet.

O QNX é um RTOS e tem a estrutura de microkernel, suportando uma ampla gama de processadores ( ARM, MIPS, PowerPC, SH-4, StrongARM, XScale e x86 ). Sua ferramenta de desenvolvimento é baseada no Eclipse e a comunidade em torno do S.O. parece grande.

Ele parece rodar num hardware mais modesto que o Linux e estava tentado a utilizá-lo. Infelizmente, o valor da licença é proibitivo para o meu caso ( algo em torno de R$ 300,00 ). Talvez na próxima.

esystech.gif Esystech X RTOS

Uma boa surpresa foi a empresa brasileira Esystech. Indicada pela Philps, ela produz um S.O. voltado especialmente para circuitos embarcados e, ao que parece, processadores ARM ( não cheguei a pesquisar se há suporte para outras famílias ).

O sistema parece ser bem interssante e tem a enorme vantagem de possuir suporte local. Alías, mais que suporte, já que foi feito aqui. É muito mais fácil tirar dúvidas com o pessoal que desenvolveu o S.O. e não com quem foi apenas treinado nele.

esystechAplicX.jpg

O custo da licença é muito atrante, podendo ser menor que US$ 2,00 por equipamento. Este foi, sem dúvidas, um dos primeiros na minha lista de escolha.

freertos.gif FreeRTOS

Que tal um S.O. de tempo real ( RTOS ), que seja portável o suficiente para rodar de microcontroladores de 8 bits até PCs de alto desempenho? Impossível? Pois o FreeRTOS promete ( e cumpre ) essa façanha.

Basicamente, o S.O. consiste de um pequeno núcleo que coordena as chamadas e processos. É extremamente simples e tem o código-fonte disponível no site.

Compilei o "port" para os PICs, da Microchip e fiz alguns testes. O sistema é realmente eficiente e ocupa pouquíssima memória. Infelizmente, todos os drivers para o meu projeto teriam que ser desenvolvidos do zero, o que demandaria um tempo muito superior ao que temos estipulado. Mas ele ficou marcado para uso futuro.

Notícias relacionadas

Cold Fusion (não verificado(a))

Não vi motivos nos 3 artigos pra não usar o linux, então, conheça o busybox, distro (se é q se pode chamar assim) muito usada em sistemas embarcados.
http://www.busybox.net/

PS: Me interesso bastante sobre sistemas embarcados, mas meu conhecimentos sobre isso é realmente pequeno, caso tenha dado uma dica estúpida, foi mal.
Smiling

Abraço

Vinny Cordeiro (não verificado(a))

Cold Fusion, o lance é que, quando se trata de sistemas embarcados (ou embutidos), você precisa avaliar muito bem as necessidades do projeto para poder escolher, no caso, o sistema operacional mais adequado.

E não se acanhe por achar que falou besteira, pois são com os nossos erros que aprendemos. Eu que o diga: estou com um projeto de sistema embarcado atrasado quase seis meses, sem previsão de término, tudo por conta de decisões erradas de planejamento... Sad

Marcellus Pereira (não verificado(a))

Ei, Vinny, se quiser terceirizá-lo, conheço gente muito competente por aqui... Eye-wink

Vinny (não verificado(a))

E se eu te disser que é um projeto para a minha faculdade? :/

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