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Segundo uma pesquisa da Jupiter Research por volta de 2012 1,8 bilhões de pessoas estarão online. Os maiores responsáveis? China, Russia, India e Brazil. Levando-se em conta que 1/4 do mundo sequer tem acesso a eletricidade, são números impressionantes.

Isso quer dizer que viveremos uma linda utopia, todos ligados ao Google, combatendo tiranos, defendendo a Verdade, Justiça e o American Way?

Não, o super-homem não virá nos salvar, nem a Internet.

Inclusão digital não faz milagres. OK, o Brasil cresce muito nessa área, é excelente, mas apenas estar online não quer dizer nada. Qual a influência no cenário sócio-político-cultural brasileiro que tem a comunidade "Lindomar: o Sub-Zero brasileiro (Número de Membros: 240.000)"  (fonte) E essa nem é das maiores.

Inclusão digital também não é acordar, correr pra favela, sair tirando foto de valão e mandar email pro Cesar Maia.

inclusaodigital

Toda vez que há a quebra de um paradigma tecnológico (céus, escrevi igual ao Negroponte) um bando de otimistas incuráveis (incuráveis mas não morrem. Bah) aponta AQUELA solução tecnológica como algo que iria nos levar à Utopia. Foi assim com a Televisão (que iria alfabetizar e ensinar o mundo), com o rádio, com a mídia de massa, com a impressão por tipos móveis, com os pergaminhos, com as tabuinhas de argila, com a invenção do número 1 (eu vi o especial do History Channel).

Principalmente esse 1/4 da população mundial estará online mas usará MAL esses recursos.

Há uma carência de cursos e treinamentos sobre PARA QUÊ usar o computador. TODO curso de "inclusão digital" ensina o pacotinho word/excel/explorer, ou OpenOffice/OpenExcel(whatever)/Firefox. Não é disso que as pessoas precisam.

Um curso muito mais eficiente seria um que mostrasse como identificar seus problemas do dia-a-dia, como pesquisar soluções, como interagir com gente com os mesmos problemas.

Ao invés de um sujeito ir a uma cidade perdida no interior do Acre (estou assumindo que o Acre existe. Há controvérsias) e doar um forno solar para uma comunidade carente, ao invés de outro sujeito aparecer e ensinar como criar sapatos de couro de piranha para exportação, não seria muito melhor ensinar a população a procurar por essas idéias?

Relação de dependência é a mesma, não importa se o sujeito depende do Governo ou depende do tio bonzinho da ONG. É ruim. Mais do que -citando a clássica frase- ensinar a pescar, temos que ensinar esse pessoal a QUERER APRENDER a pescar. Pode parecer simples, mas eu conheço MUITA gente que escova os dentes três vezes ao dia e não consegue fazer a ligação entre "tenho um problema" e "vou procurar na Internet". Imagine o pessoal que mal sabe que a Internet existe.

 

Fonte: ITNews

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Eduardotalamoni's picture

Verdade, um grande problema hoje em dia, o mal uso da internet, tem gente que compra o melhor computador ( mesmo sem entender bulhufas de hardware) para usar basicamente, messenger, orkut e WMP...se todos aproveitassem e usufruissem de todo o conhecimento e cultura que a internet pode proporcionar,o Brasil não seria um País tão medíocre em cultura! Smiling

O que será das nossas crianças!?

o mercado agradece a idiotice, e deseja que continue assim. Milhões compram PC's Core 2 Quad pra jogar paciência e olhar o Orkut.
E isso também é bom para quem realmente é heavy-user.

21horas
barbaridade

OMGWTFBBQ's picture

Cardoso disse:
Toda vez que há a quebra de um paradigma tecnológico (céus, escrevi igual ao Negroponte)

Eu pensei que quem escrevia assim era a nossa bot de estimação, a Ju... Sticking out tongue

Slaker's picture

Eu tbm pensei q fosse ela!!

lfiore01's picture

Cardoso, sem dúvida alguma, um de seus melhores posts já escritos.

Inclusão digital não faz milagre, mas uma coisa das quais infelizmente devemos nos acostumar, e infelizmente aceitar, é que a maioria das pessoas é gado. Pessoas do povão, extremamente comuns, não conseguem conversar com pessoas como você, ou eu. Muita gente não consegue sequer realizar problemas simples, quanto menos procurar num google da vida. E não adianta dar cursos para estas pessoas, pois passando um tempo, elas querem voltar a saber apenas de pão e circo. É triste, mas essa é a realidade. Trata-se de pessoas que simplesmente ignoram o véu do conhecimento e da sabedoria. E muitas delas não querem aprender a pescar, querem mesmo é que pesquem por elas....

E isso infelizmente nem é culpa totalmente delas. Séculos da história humana mostram como alguns gostam de tornar os outros dependentes, e infelizmente parece que isso fica no DNA, ou no espirito, para aqueles que crêem. O ser humano vai demorar muito para evoluir, enquanto isso pessoas com um mínimo de pensamento crítico continuarão a ser minorias....

Visit my blog -> www.cibercultura.com.br

Consultoria em TI para pequenas empresas -> www.aninfo.com.br

Concordo com você cara, infelizmente existe muitas pessoas assim no Brasil...

Existem centenas de ONG's no Brasil que levam a internet a locais carentes, aplicam um "mini-cursinho introdutório" e em seguida liberam o acesso ao pessoal. Quando você olha o que eles estão utilizando 11 entre 10 estão no Orkut, ou em algum chat, procurando por imagens de acidentes/pornô...

Acho que antes de levar a "inclusão digital" tem que ser levada a "inclusão crítica", um pouco de "simancol", para que utilizem a internet como um atalho de acesso a cultura e conhecimento e não somente de sexo/desgraça/comunidades-do-orkut....

lfiore01's picture

E normalmente esses cursinhos ensinam aquele básico feijão com arroz Windows+Office+Internet Explorer (Orkut+MSN+E-mail). Elas não criam no pessoal nem sequer o pensamento crítico para se tornarem usuários conscientes de suas necessidades. Desta maneira, a pirataria continua solta, e plataformas operacionais como as distribuições GNU/Linux, ou programas similares e tão funcionais quanto.

Como eu tinha dito, falta pensamento crítico....

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garoa's picture

É a mais pura verdade. Fazemos parte de uma pequena elite tecnológica urbana capaz de efetivamente dialogar e trocar idéias ao invés de apenas simular um bot e soltar one-liners redundantes em LOLCAT antes de seguir para o próximo link do youtube.

OMGWTFBBQ's picture

Oi

Lolcat, como fas/~

Att

OMGWTFBBQ

thiagovrsant's picture

Na minha opinião, há alguns problemas no seu comentário.

"Não conseguem conversar com pessoas como você ou eu" dá a ententer que diferenças de pensamentos, de idéias ou de prioridades torna alguns superiores e outros inferiores.

E isso cara, com certeza não está correto, o fato de duas pessoas não "conseguirem" conversar não faz com que alguém seja melhor ou pior. O fato de "você ou eu" provavelmente não "conseguirmos" conversar com um sociólogo Indiano (não de maneira produtiva) ou com um índio yanomami, não nos torna inferiores ou superiores.

Nosso "relativismo cultural" deve mirar todas as direções, não só culturas amplamente distintas.

Seu texto todo passa a idéia de que se "eles são pessoas do povão, extremamente comuns", "eu ou você" não somos, o que é no mínimo questionável.

Qual é exatamente o problema dum sujeito, se satisfeito com suas idéias, e, na medida do possível, com sua vida, ser "alienado"?
Sinceramente, a pretensa descoberta do "véu do conhecimento e da sabedoria" é incrivelmente superestimada, cada um elege suas prioridades e convive com isso. As pessoas são diferentes, só isso.

O problema não está na inclusão digital, se o camarada tem as ferramentas e mesmo assim não as utiliza da maneira correta, vamos pensar em como ajudá-lo, isso é, se ele quiser ser ajudado.

O problema, na minha opinião, se encontra justamente no assistencialismo, nessa política paternalista que acomoda. Se adianta dar cursos ou não, eu não sei, o que tenho certeza que não adianta é fazer nada, lendo Heidegger e filosofando sobre a "massa de manobra" e sentido aquela falsa sensação de superioridade.

PS1: Como assim "extremamente comum"? Ou algo é comum, ou não. Smiling

PS: Coloque "http://" antes das urls da da sua assinatura.

Abraços.

O mesmo modelo de sempre, num site diferente.

lfiore01's picture

thiagovrsant disse:
Na minha opinião, há alguns problemas no seu comentário.

"Não conseguem conversar com pessoas como você ou eu" dá a ententer que diferenças de pensamentos, de idéias ou de prioridades torna alguns superiores e outros inferiores.

Não é superioridade, mas 85% da humanidade está mergulhada na ignorância e no comodismo. Eu estou lutando para sair disso tirar outras pessoas dessa vida também.

thiagovrsant disse:

E isso cara, com certeza não está correto, o fato de duas pessoas não "conseguirem" conversar não faz com que alguém seja melhor ou pior. O fato de "você ou eu" provavelmente não "conseguirmos" conversar com um sociólogo Indiano (não de maneira produtiva) ou com um índio yanomami, não nos torna inferiores ou superiores.

Hei, eu já conversei com um sociólogo indiano, e com índios yanomamis também. Quando se têm a mente aberta, é muito mais fácil a convivência e a troca de idéias com pessoas de culturas diferentes.

thiagovrsant disse:

Nosso "relativismo cultural" deve mirar todas as direções, não só culturas amplamente distintas.

Seu texto todo passa a idéia de que se "eles são pessoas do povão, extremamente comuns", "eu ou você" não somos, o que é no mínimo questionável.

Existe uma grande diferença entre cultura e ignorância. Em qualquer cultura você irá encontrar uma baixa porcentagem de pessoas inteligentes e uma maioria "massa de manobra".

thiagovrsant disse:

Qual é exatamente o problema dum sujeito, se satisfeito com suas idéias, e, na medida do possível, com sua vida, ser "alienado"?
Sinceramente, a pretensa descoberta do "véu do conhecimento e da sabedoria" é incrivelmente superestimada, cada um elege suas prioridades e convive com isso. As pessoas são diferentes, só isso.

É por isso que este mundo está uma zona. Enquanto a ignorância e o comodismo reinarem entre o "povão", seja ele de qual país e cultura for, este mundo continuará deste jeito.

thiagovrsant disse:

O problema não está na inclusão digital, se o camarada tem as ferramentas e mesmo assim não as utiliza da maneira correta, vamos pensar em como ajudá-lo, isso é, se ele quiser ser ajudado.

Alguém aqui falou sobre inclusão social. É isto.

thiagovrsant disse:

O problema, na minha opinião, se encontra justamente no assistencialismo, nessa política paternalista que acomoda. Se adianta dar cursos ou não, eu não sei, o que tenho certeza que não adianta é fazer nada, lendo Heidegger e filosofando sobre a "massa de manobra" e sentido aquela falsa sensação de superioridade.

Concordo, e muito, quanto ao paternalismo. Isso é o que mais acomoda o brasileiro. Mas o problema da ignorância e do comodismo é global. Existem pessoas assim em todas as culturas, em todos os países. Quanto à falsa sensação de superioridade, não é correto se sentir assim, mas é o que existe.

Como exemplo, cito algumas personalidades. Quantos Beethovens, Einsteisn, Padres Marcelos (apenas para citar um padre que saiu do lugar-comum e ocupa um lugar de destaque), FHCs, Lulas (se ele fosse um ignorante real e comodista, não teria sido líder sindical e não teria tido nem a vontade ou idéia de se tornar presidente), Bells, etc. existem, ou existiram? Cada um deles foi extremamente único e teve um papel diferenciado na história, seja ele grande ou pequeno.

Não preciso nem citar estes. Procura na favela quantos são líderes, que buscam melhorias para o lugar onde vivem (por favor, não vamos entrar no mérito da criminalidade, estou falando daqueles que buscam melhorias para o povo que lá mora, não do tráfico de drogas ou de gangues ou de qualquer outra coisa a ver), enquanto a ampla maoria só segue e não busca nada. Se o líder morre, e outro não assume, o lugar fica ao Deus-dará com o povão reclamando 100% do tempo do governo, da vida, etc. e nada de buscar mais para si mesmo.

thiagovrsant disse:

PS1: Como assim "extremamente comum"? Ou algo é comum, ou não. Smiling

Éééé, mas mesmo assim, há coisas que são comuns, e algumas que são mais comuns ainda. Bom, isso é polêmico demais, vc tem razão, rsrsrs.

thiagovrsant disse:

PS: Coloque "http://" antes das urls da da sua assinatura.

Putz, cara, valeu a dica. Nem testei os links para ver se tava indo bem.

thiagovrsant disse:

Abraços.

O mesmo modelo de sempre, num site diferente.

A ti também, abraços.

Visit my blog -> http://www.ciberculturabr.com.br

Consultoria em TI para pequenas empresas -> http://www.aninfo.com.br

rafaellmartin's picture

Vê lá o que vais falar do Lindomar hein !?

O cara materializou a voadora aberta em losango.

CoRVo's picture

Pois é! Eu estava lendo, quando vi a citação. Ei, eu também participo dessa! Um feito memorável. Lindomar é um ícone na história brasileira.

Falando do post, eu ia citar a TV. Mas já que você já falou dela... Também acho que as pessoas não tem essa noção de resolver problemas e tirar duvidas com a internet. Eu uso o Google até como dicionário ;x

Às vezes, eu preciso explicar pro meu pai que email não é site, então não dá pra entrar no email da pessoa.

gholias's picture

Eu tentei nao entrar nas criticas aos posts polemicos do Cardoso, mas falar mal do Subzero Brasileiro foi demais.

Cuidado ao andar pela rua, nunca se sabe quando uma voadora losango aberto invertido vai ser usada contra babas do mal e blogueiros sem respeito pelo maior mestre ninja brasileiro.

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Quando eu tiver um mano vou chama-lo de Herrar, pq Herrar eh o Mano!

igorhara's picture

Cardoso,

Você me fez lembrar da ralé, a classe social que não pertence ao partido no livro 1984.

Isso que você falou, tem uma palavra para isso.

Comodidade.

Quem não é cômodo, vai atrás! E outra, que eu saiba, não existe metodologia para ensinar as pessoas a ter vontade de aprender, de buscar. Eu acredito que faz parte do âmago da pessoa, algo que nasce com ela. Em alguns acho que é só uma questão de despertar esse sentimento. Mas existem pessoas que são desprovidas totalmente desse sentimento de "curiosidade".

Indo para um lado ficção científica:
Acredito que isso acabará quando pudermos passar nossos conhecimento para os outros apenas através da telepatia.

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Me abstenho...

Existe sim cara, o problema é que as mídias brasileiras e a própria educação, ao longo dos anos fez com que essa comodidade se tornasse uma herança cultural.
O famoso Paternalismo.
O povo espera que tudo caia do céu, não quer saber de pesquisar, ler, discutir, correr atrás...

Dá pra mudar isso e a educação decente é o caminho...

Tonny's picture

E outra, que eu saiba, não existe metodologia para ensinar as pessoas a ter vontade de aprender, de buscar.

Chama-se motivação. Alguem que não conhece nada sobre ciência, sobre informática, ou sobre qualquer outra coisa, nunca vai se interessar mesmo. Mas é preciso que alguem mostre o que há de bom num determinado assunto. O problema é que a ciência, principalmente as exatas, e o conhecimento de forma geral são tachados como "chatice", "coisa de nerd, de cdf".

void's picture

Bravo Cardoso!


Você me fez lembrar da ralé, a classe social que não pertence ao partido no livro 1984.
Isso que você falou, tem uma palavra para isso.
Comodidade.
Quem não é cômodo, vai atrás! E outra, que eu saiba, não existe metodologia para ensinar as pessoas a ter vontade de aprender, de buscar.

Você está enganado, um ambiente mentalmente medíocre gera pessoas apáticas.

"Porque pelo menos o homem sabe que não é dono do próprio destino"

As pessoas falam da internet como se ela fosse a coisa mais perfeita e os usuarios mais "fodões" os melhores e mais justos, mais ninguem lembra de qndo vcs começaram a usar a internet e só ficavam acessando conteúdo porno e puxando mids ? dissooooooo ninguem lembra né =x ou ainda da época do mirc. A grande maioria aqui comecou usando a internet para algum fim acefalo mais acabou aprendendo todo o potencial dela

Rocky's picture

Mas as "imagens educativas" na minha época foram as responsáveis pelo crescimento da internet, forma e são a "mola mestra" como diz o Cardoso.

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IndyCar Brasil tudo sobrea Fórmula Indy!

Primeiro Pro-Commenter da Blogosfera Brasileira.

Carlos Cardoso's picture

Eu baixo sacanagem até hoje. Mas faço outras coisas. Por outro lado conheço gente com 10 anos de internet que não sabe baixar um anexo de um email e não tem a MENOR idéia de que o Google serve para procurar endereços, por exemplo.

mais é ai que tá a internet ja separa os seres humanos inteligentes dos não inteligentes logo no começo. Ou vc parte para o aprendizado ou fica puxando porcaria e usando o "cade" pro resto da vida.

Slaker's picture

qdo sbem usar o cade ou o google ainda vai!!
agora...tem sempre os q nao sabem porra nenhuma e ficam enchendo o saco pra ensina-los!!
e qm disse q eles aprendem!

magno's picture

Bom, quando eu comecei a usar a internet já tinha lido várias revistas sobre o assunto, já tinha uma lista de sites em HTML para acessar quando estivesse lá pela primeira vez (o topo da lista era o site da Playboy, como eu era inocente...), entre outros.

Depois do primeiro mês onde fiquei direto em sites "educativos", já estava usando newsgroups, participando de listas de e-mails e, mais tarde, treinando meu inglês conversando com sul-coreanos e romenos pelo recém criado ICQ (meu UIN era um número primo de 8 dígitos).

A inclusão começa no livro e não na internet. Não adianta ter computador na escola se a freqüência média é menor que 40%, se a garota de 13 diz "vou encontrar o meu homem agora, mas quinta-feira eu apareço sem falta" (ouvi essa no ônibus) e o aluno médio de escola pública duvida que um livro possa ser interessante.

Há bibliotecas que fecham por falta de freqüência. Aqui o vizinho de porta não sabe que a biblioteca existe.

SaMaeL's picture

Oi,

Gostaria apenas de informar que a inexistência do Acre é apenas um boato, pois eu estou postando a partir do referido estado.

Confira no IP.

Att,

Samael Fitzgerald

meirellez's picture

Mentira!!! Isso é mentira!!! NÃO!!!

PS: Brincadeira cara! Desculpe aí.

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Só a mudança é permanente.

davidkwast's picture

Acre é um Expansion Pack do Brasil, se eu achar uma fugira q eu vi em um fórum onde fazem esse tipo de piada com um cara do Acre eu posto aqui.

[]s

Renato_finn's picture

Agora eu tô confuso. Isso é uma piada? Ou então é um cara que posta igual a Juliana Prado? Ou então é outro bot, assegurando-nos que o Acre não é nada, senão um ninho de bots-postadores-de-blogs? Puzzled

Acre é igual jesus , todo mundo sabe que existe mais ninguem nunca viu...

Brincadeirinha Smiling

mestrealien's picture

É só mais um bot mesmo, até usa um nome/nick que aparece como autor em um dos blogs do Cardoso.

TechAlien.Net

hufasuhuhsfsad

gmazk's picture

Excelente artigo. Concordo totalmente com a forma de pensar do Cardoso.

É verdade é que já criamos milhares de ferramentas fantásticas... Agora só falta descobrir como usar, e o mais importante... PRA QUE USAR!

É como se estivessemos todos presos dentro de um buraco enorme com acesso a diversas ferramentas, e "90%" das pessoas escolhesse a pá como ferramenta pra nos tirar do buraco. Obviamente pensamos no problema cada vez mais longe da superfície já que a grande maioria continua cavando (e o que é pior, clamando por pás maiores e melhores quando vêem que o problema aumenta em vez de diminuir), e já estamos perdendo a eficácia de algumas outras ferramentas que poderíamos utilizar SE as pás do mundo todo já não tivessem nos levado tão pra baixo.

E quanto a possíveis soluções? Talvez uma reforma no nosso atual sistema educacional possa contribuir. Atualmente temos a criançada da geração Google. Na minha época estudar era decorar um montão de livros, fazer prova e ponto final. Atualmente a informação está na ponta dos dedos... na frente de um monitor. Será que não seria positivo dar uma prioridade maior ao ensino de metodos de pesquisa? ensinar toda essa garotada a filtrar a quantidade inimaginável de conteúdo acessível pra poder separar o que presta do que não presta, e assimilar o que interessa de forma eficaz? resumindo... usar as ferramentas da forma certa? Talvez os pedagogos de plantão possam fazer essas perguntas de forma muito mais inteligente e pertinente, mas acho que ficou clara minha forma de pensar.

Parabéns pelo artigo Cardoso.

Grande abraço a todos!

________________________________
MultiVerso Linux - Linux for EAP

http://multiversolinux.com

vhscampos's picture

É como os estudantes que usam a Wikipedia como fonte para trabalhos. Nem digo "fonte de pesquisa", porque é um copiar-colar desenfreado.

Por isso sou a favor de trabalhos manuscritos. Fazer num editor de texto e imprimir bonitinho é coisa de preguiçoso.

davidkwast's picture

Lindomar, hehehe. Devo estar nessa comunidade.

Agora sobre a inclusão, será que ela é uma prioridade? A fome, desperdício de comida e água, fora a poluição de rios, lagos e da terra deveriam ser uma prioridade.

Não adianta dar pc, internet se falta muita comida, educação e oportunidades em quase todo lugar do brasil.

[]s

Ainda espero conexões mundias WiFi de graça.

cafuin's picture

"Principalmente esse 1/4 da população mundial estará online mas usará MAL esses recursos."

Exemplo real... garotinhos que dizem "Para que vou ralar para entrar e ralar depois em uma faculdade de informática se posso aprender tudo na internet?!"

Verdade(parcialmente), mas quantos desses, depois de arrotar isso, abrem uma página para estudar programação e principalmente os tópicos menos hype: compiladores, semântica, estrutura de dados, etc... ?!

A esmagadora maioria fica na dobradinha Orkut + MSN.

"Há uma carência de cursos e treinamentos sobre PARA QUÊ usar o computador. TODO curso de "inclusão digital" ensina o pacotinho word/excel/explorer, ou OpenOffice/OpenExcel(whatever)/Firefox. Não é disso que as pessoas precisam."

E pior, esses cursos estimulam a decoreba de caminho nos menus. Ainda com o aval dos organizadores de concursos que perguntam qual o atalho do Word versão 97, build de fevereiro, que imprime com qualidade de 2400dpi.

"Um curso muito mais eficiente seria um que mostrasse como identificar seus problemas do dia-a-dia, como pesquisar soluções, como interagir com gente com os mesmos problemas."

Esse é o curso para usuários comuns. Eu tenho idéia de fazer um que ensine para engenheiros e programadores as maravilhas de compactar arquivos, interpretação da sintaxe de comandos, por aí vai. Esses tópicos mega avançados.

Absurdo ? Começo a achar que renderia um dinheirão pelo que tenho visto por aí!

Luiz_Claudio_Eudes's picture

Não lembro aonde vi a algum tempo atras que de todos que acessam a internet, menos de 1% geram conteúdo!

dos 99% restantes, a maioria mau consegue usar os recursos básicos!
Navegação Web e e-mail!

O que eu uso como justificativa para o sucesso do orkut no brasil!
(Eu pessoalmente só tenho orkut porque "algumas" pessoas que conheço não sabem usar o e-mail)

_____________________________________

Assinatura?

Nem pensar! Nunca entenderiam minha letra, minha sorte e que meu Blog não é manuscrito! Sticking out tongue

garoa's picture

"Não lembro aonde vi a algum tempo atras que de todos que acessam a internet, menos de 1% geram conteúdo!"

Céus! Isso é terrível! Se desses 1% 60% são spam, 30% trolls em fóruns, 8% blogueiros sem-noção e apenas uns 2% que realmente fazem a gente refletir sobre suas opiniões, imaginem o inferno que a web seria com 99% a mais disso!

Eu agradeço profundamente aos criadores do youtube e orkut por terem detido essa turba de trolls com seus apaziguadores entretenimentos passivos...

aliengrey's picture

Oi!

De fato, os valores estão cada vez mais deturpados e invertidos na nossa sociedade.

Att. AlienGrey

(depois dessa, fui dormir, hehehe!)

-------------------------------
Antes de tentar contato com vida inteligente fora da Terra, podemos começar procurando aqui mesmo...

JulianaPrado's picture

Oi

É realmente lamentável a sociedade considerar que estamos vivendo uma dita inclusão digital.

Pois em um país como Brasil em que 40% da população Brasileira é analfabeta e também mais 10 milhões vivem abaixo da linha da pobreza.

Eu estou aqui me pergutando que inclusão é essa que não visa educar para a verdadeira construção do conhecimento e sim a alusão ao mundo do mero consumismo fútil e êfemero.

Enfim vivemos em meio a um circo dos horrores e muitos nem disso se dão conta

As campanhas eleitorais aí estão para provar que tudo nesse país se compra em troca de migalhas.

Por isso Brasil será sempre um circo onde tudo mundo faz e fala o que quer

Att

Juliana Prado Uchôa

Interessante...

Abraços

SaMaeL's picture

Oi

Os aspectos inerentes ao novo paradigma tecnológico permitem que os indivíduos inerentes ao sistema comuniquem-se em uma velocidade superior aos anteriores, todavia isto não acarretar dizer que isto seria o "Santo Graal" solucionador, concordo plenamente com você./

  • Att

    Samael Fitzgerald

  • puppy's picture

    Orra, as frases fizeram bastante sentido dessa vez.
    ________
    http://nodoadouniverso.wordpress.com
    http://cybergalo.wordpress.com

    garoa's picture

    Verdade. Parece-me que finalmente resolveram reescrever de forma adequada em Prolog ao invés de Visual Basic.

    carituS's picture

    Oi

    As experiências acumuladas demonstram que a contínua expansão de nossa atividade prepara-nos para enfrentar situações atípicas decorrentes do investimento em reciclagem técnica.

    No entanto, não podemos esquecer que a revolução dos costumes agrega valor ao estabelecimento do sistema de participação geral.

    Neste sentido, a determinação clara de objetivos pode nos levar a considerar a reestruturação de alternativas às soluções ortodoxas. Pensando mais a longo prazo, a consolidação das estruturas afeta positivamente a correta previsão das condições inegavelmente apropriadas.

    Maiores informações aqui.

    Att

    Eu aqui deste lado que vos escreve.

    Agora falando sério. Apesar de concordar que a grande maioria das pessoas não usa a internet pra nada de útil, não devemos esquecer de que existem pessoas, de baixa renda e sem estímulos culturais por parte das pessoas que as rodeiam, que usam a internet para o crescimento pessoal, muitas pessoas com acesso limitado à informação conseguiram através da internet adquirir conhecimentos sobre assuntos relevantes. Portanto não devemos esquecer que a internet dá oportunidades que modificam a vida das pessoas.

    Cadoso, tenho que admitir que neste post você foi de uma sensatez fora do seu comum.

    Estou acostumado a vê-lo por aqui, no Contraditorium e no blog do Cardoso. E (IMHO, of course) muitas vezes suas inferências, explícitas ou não, me lembram um discurso-reacionário-de-botequim-preto-no-branco-análise-holística-pra-quê.

    Não que isso me impeça de ler seus blogs (assino o feed dos três), e achá-los divertidos, além de considerar seus textos uma boa referência em cultura pop, algo que me atrai.

    Gosto de seus blogs, e concordando ou não com suas opiniões, as acho interessantes. Contudo, por vezes, um tanto limitadas. Limitadas no sentido de que mereciam ser melhor digeridas, com argumentação mais consistente - e isso não significa um maior número de linhas - e não apenas "uma frase de efeito e 3 piadas". Logicamente, eu entendo que pra desenvolver um assunto com pitadas de sarcasmo e humor, que são seus fortes, às vezes é preciso sacrificar algumas ressalvas pertinentes. E que nada impede que você tenha como modelo, conscientemente e com intenções determinadas, o que eu critiquei acima. Apenas gostei do que me pareceu uma postura um pouco diferente nesse post e acharia bacana se viesse com mais freqüência.

    Não quero com este comentário te dar conselhos, insinuar superioridade ou algo parecido. Não tenho dessas pretensões e seria um idiota se tivesse. É apenas a OPINIÃO de um leitor assíduo, que achou um hora oportuna para colocá-la. Espero que você aprecie esse tipo de comentário.

    Estrutura e autor a parte, vamos ao post.

    Concordo em parte com o post. Realmente é uma ilusão acreditar que a internet possa por si só trazer uma mudança estrutural em qualquer sociedade, quando na verdade ela não passa de uma ferramenta facilitadora.

    Concordo também que os curso de informática focados em inclusão digital são em sua maioria pedagogicamente mal preparados e não ensinam as pessoas realmente a usar a internet, mas sim a usar navegadores. Não mostram como pensar a internet como um universo quase ilimitado que é.

    Mas discordo veementemente de que salsinhas não usem a internet pra resolver problemas e a maior prova disso é o orkut. Além das comunidades de humor como a citada, há por exemplo várias comunidades de produtos - celulares, carros, câmeras fotográficas, softwares... - povoadas de salsinhas curiosas.

    O que dizer de pessoas perguntando: "como eu fassu pra ttroca a bteria do meu celula...". Perguntas idiotas são a cara e a alma do orkut, e são também a maior prova de que há gente sem acesso a informação - em várias instâncias, como o ensino da língua portuguesa - tentando a internet pra resolver problemas.

    E pra que não se argumente que tais usuários estão presos ao orkut, é bom lembrar dos fóruns de informática, com inciantes respondendo errado a iniciantes, mas que ao invés de entregar seu computador ao vizinho micreiro e pagar o que ele pedir sem pestanejar, tentam solucionar seu problema, olhem só, usando a internet.

    Podemos citar algo mais próximo. Que tal nossa divertida coluna "salsas e caretas". Lembrem da quantidade de pessoas que mal sabem articular uma pergunta - e eu não estou me referindo ao português, mas sim à coerência -, tentando entrar em contato com empresas via internet.

    Eu acredito que a solução deste empasse possa estar do outro lado. Eu penso que é papel das empresas/grupos que produzem tais soluções online, deixar claro pra um público maior, que elas existem (se isso lhes interessar, evidentemente).

    Eu, por exemplo, dificilmente consulto uma lista telefônica, vou direto ao site da listel. Mas há várias pessoas que conheço, familiarizados com a internet, mas que não sabiam que o banco de dados da lista telefônica está disponível online - com a vantagem de não ter o trabalho de folhear nada, ao alcance de uma caixa de busca.

    Pergunto: Por que diabos a listel não põe na capa da lista telefônica essa informação junto com o nome do site, bem grandes?
    (para os desavisados que possam surgir: quem pagar mais fica no topo da busca, igual ao modelo em papel. Já é assim)

    Isso mostra também que mesmo inciados em internet podem nem ter ciência de que um determinado serviço exista. E que a cultura de usar a internet como fonte mais prática de soluções e informações ainda está se enraizando mesmo em meio a elite econômica e intelectual. Por isso eu levanto a tese de que possibilidades da internet devidamente propagadas podem trazer pessoas que nunca haviam pensado nessa alternativa, e que esse processo é o mais eficiente para o fomento de uma cultura de uso da internet em sua plenitude e de uma verdadeira inclusão digital.

    House Nerd's picture

    Inclusao digital sem inclusao social e´papo de vendedor...moro na irlanda, divisa com inglaterra, e te digo que aqui o mais importante e inclusao social, ou seja, ver gente de verdade, sentir o cheiro da vaca e do boi, beijar uma boca real, e depois transar gostoso evidentemente...quero dizer que uma geracao de garotos e garotas de 13 14 anos estao simplesmente esquecendo o cheiro das coisas...beijos virtuais nao da herpes mas tambem nao da tesao...da loucura se for apenas isso...comprar computador pra jogar sims e´a maior loucura um desperdicio sem tamanho...o que seria algo maravilhoso, esta se tornando um monstro, que faz as pessoas se distanciarem...tenho poucos amigos na net, mas tenho muitos na vida e isso e´inclusao social.

    Nao pense que acabou...ainda tenho muito a dizer!

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    quero dizer que uma geracao de garotos e garotas de 13 14 anos estao simplesmente esquecendo o cheiro das coisas...beijos virtuais nao da herpes mas tambem nao da tesao...

    Estou aqui lembrando da Sandra Bullock, no filme "O Demolidor". Que só sabia falar da quantidade de doenças que se poderia pegar num beijo ou numa "relação de troca de fluidos".

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    Quote:
    Um curso muito mais eficiente seria um que mostrasse como identificar seus problemas do dia-a-dia, como pesquisar soluções, como interagir com gente com os mesmos problemas.

    Eu normalmente me pego tentando ensinar meus pais/tios a usar cartão de débito e caixa eletrônico. Eles continuam naquela rotina de ir ao banco pegar o dinheiro do pagamento, levar pra casa e, quando chegarem as contas, levar o dinheiro de casa ao banco e pagar elas na boca do caixa.

    Tem uma vizinha minha que foi numa dessas Financeiras (com juros de dois dígitos) pegar um empréstimo de 5 mil reais. Pegou em dinheiro mesmo e voltou para a casa de ônibus, onde foi assaltada no ponto perto de casa por gente que estava seguindo ela desde a financeira.

    Desde que eu aprendi a usar cartão de débito, só levo dinheiro para comprar cachorro quente no podrão da esquina, pois até ônibus eu estou levando no Rio Card.

    Toda vez que os meus pais tem algum problema a resolver, eu forço eles a sentar comigo no computador para ensiná-los a usar a informação a seu favor. Mas o "isso é muito complicado" normalmente ganha.

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    Boa...Magno...era isso que eu queria dizer...sem contato fisico estamos fadados a morrer de inaniçao social...e o que e´pior, pra alguns seria o maximo, mas neste caso este individuo seria morto nao por excesso de informaçao, mas por ignorancia.

    Nao pense que acabou...ainda tenho muito a dizer!