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Semana passada o Ubuntu Hardy Heron foi lançado. Sem ganas de manter o sistema atualizado, e por ter uma conexão deveras frágil em casa - em outras palavras, uma verdadeira merd, enfim -, além da preguiça para este tipo de procedimento, deixei pra outro dia. Mas o outro dia veio mais rápido do que eu imaginava.
Via BR-Linux, cheguei ao Tecnoclasta e vi que atualizar o Ubuntu estava mais fácil do que eu pensei. Tudo bem que eu li o post, e fiquei lembrando de relatos de amigos que atualizaram a distro via "dist apt-upgrade" dois, três anos atrás, e depois aconteceu o Apocalipse, mas resolvi tentar mesmo assim.
Vamos começar pelo básico: este é um review do Netgear SPH101, vulgo "Skypephone WiFi", um brinquedinho que fez brilha os olhos (e tremer os bolsos) de muita gente quando foi lançado. Também pudera, custando mais de 1500 trocados não esta dentro da realidade do "público". A história começa quando me mudo de estado, alugo um apartamento e inicio a montagem do "lar, doce lar".
No início apenas com o básico (refrigerador, máquina de lavar roupa e TV LCD de 21' para o PS2), eventualmente eu precisava ter alguns itens supérfluos, como telefone fixo. O que mais me incomodava era a necessidade de vender minha alma para alguma operadora e pagar a infeliz franquia, coisa que me deixa doente só de pensar. O tempo se passou e como eu estava na agulha para levar uma C.R. (termo técnico) do boss por usar o celular da empresa para comprar pizza delivery, resolvi de uma hora para outra (literalmente) enfiar o pé na jaca: fui na FNAC (eu amo essa loja) e comprei o Skypephone acima mencionado por 800 paus. Caro, sim, mas bem mais em conta que na época do lançamento. Dois meses depois já tenho subsídios suficientes para falar do aparelho.
O Morimoto (é, aquele Morimoto) não pára. Agora lançou o livro "Redes - Guia Prático" (Editora Meridional, ISBN 978-85-99593-09-7, R$ 60,00). São mais de quinhentas e cinquenta páginas abrangendo da Arpanet às redes WiFi atuais, passando por cabeamento estruturado, configuração Linux e Windows, Bluetooth, ferramentas de segurança e acesso remoto.
O grande diferencial do livro é justamente sua abrangência: nem só de cabeamento vivem as redes e o autor esbanja conhecimento dos vários aspectos dessa área.
Como o próprio título já diz, a abordagem é prática: há fotos e esquemas em abundância e a teoria é o suficiente, sem ser enfadonha. É ideal para o técnico ou hobbysta e um ótimo complemento para o engenheiro.
O capítulo 3, sobre redes wireless, é especialmente interessante: recheado de informações úteis, configurações passo-a-passo e explicações sobre termos "duvidosos", mesmo para os iniciados. E isso sem ser chato ou repetitivo. O estilo é o mesmo do consagrado "Hardware - Guia Definitivo": sem enrolação acadêmica, numa linguagem fácil, clara e, por vezes, divertida.
Por todo o livro há pequenas pérolas, dificilmente encontradas mesmo na literatura especializada, como por exemplo o uso do "arping" no Linux, do "Netstumbler" para Windows ou a diferença entre "WPA-Personal", "WPA-PSK", "WPA-Enterprise", "WPA" e "WPA2".
Mais um título que não pode faltar na biblioteca e que eu certamente recomendo.
Aliás, eu ganhei dois! Bem... na verdade, um é para ser sorteado entre os queridos leitores. Vale a mesma brincadeira de antes: quem escrever nos comentários o melhor motivo para ganhá-lo, leva. Claro que um link do blog de vocês para o artigo aumenta as chances...
As coisas que eu não faço por vocês. Eu sou um herói, inclusive das malas que acham um absurdo um BLOG ser escrito na primeira pessoa. Mesmo assim eu me sacrifico, eu me dedico, e me entrego para conseguir boas matérias para o MeioBit!
Um exemplo é o teste que fiz com o bafômetro pessoal portátil, vendido pela DealExtreme. Ao invés de ficar em casa, rezando, como faço durante a semana, juntei iPod, filmes, músicas e um exemplar do bafômetro em questão, modelo NC-3048, e fui para o Crepe & Cevada, bar aqui atrás de casa. Tudo pela causa.
Já viu um Chester vivo? Não? Já viu um enterro de um anão, ou um filho de mulher de vida fácil chamado "Júnior"? A maioria não viu. Pois, creio eu, ser mais fácil ver tudo isso em um só dia que encontrar um usuário freqüente do Second Life.
Desde que o cliente brasileiro foi lançado, a quantidade de usuários onine vem caindo: De 120 mil na estréia, hoje temos uma média de 30 mil, com picos de 50 mil. As previsões de 2 milhões de usuários registrados em fevereiro deste ano micaram: hoje são apenas 700 mil. Só estes números já seriam base suficiente para enquadrar a iniciativa de trazer o SL para o país como um fracasso retumbante (observem o post do Cardoso detalhando o número de acessos do seu blog pessoal e compare os números). Entretanto, a situação atual do metaverso que ninguém usa está se deteriorando por dentro: o Second Life está virando um mundo-cão, digno de programa do Datena.
Prostituição

É um mundo virtual, certo? Neste mundo, você necessita trabalhar. A economia precisa se desenvolver. Só que emprego não é fácil.
Dado o nível de desemprego dentro do SL, muitos avatares partiram para a prostituição, e muitos dos developers se especializaram em criar movimentos e roupas eróticas para os avatares. Há até uma recriação da famosa rua de Amsterdam aonde as mulheres ficam expostas em vitrines.
Criminalidade

Há bandidos no second life. Neste caso em especial, foi necessária a intervenção do "BOPE virtual" para coibir o tráfico e os "assassinatos" que ocorrem na favela virtual "Cidade de Deus". O avatar Rmo Kurka explica: "Eu entrei nessa vida de bandido porque não consegui arrumar emprego no SL. Dentre os policiais, os traficantes do morro só falam com os "corruptos", que dão para eles Lindens (moeda virtual) e armas". Há usuários sugerindo a criação de delegacia virtual. E há estupros no metaverso também.
O Tomaz Canabrava mandou dois links bem interessantes: Em um deles era
afirmado categoricamente que a Microsoft havia fechado um acordo com a
Sony para incluir drives Blu-Ray no Xbox360.
O outro artigo afirmava exatamente o contrário.
Como a Microsoft e a Sony nem se odeiam tanto (já foram grandes
parceiras, no tempo do MSX, e os Vaios rodam Windows muito bem,
obrigado) a negação do acordo deve ter mais motivos do que o Monkey Boy
se recusando a esquecer Pearl Harbour.
Minha primeira opinião foi de que a Microsoft iria sim incluir o Blu-Ray
no Xbox, afinal ela não vai ficar fora do mercado de entretenimento,
mas depois de alguma reflexão, mudei de idéia. Acho que eles não vão
adotar qualquer solução de DVD de alta definição no XBOX.
O grande trunfo do Xbox360 é o Xbox Live. Com ele você compra filmes, jogos, programas de TV, tudo online. Já existem filmes em alta-definição no Live, e o custo da transmissão digital é muito, muito inferior a uma locação física. E o mercado de locação é O mercado.
Alienar oficialmente o mercado do Blu-Ray pode parecer uma estratégia errada, mas pense bem; quanto tempo até o BluRay se popularizar? Qual o efeito disso no mercado de downloads?
A Apple quando decidiu parar de incluir drives de disquete em seus computadores não matou sozinha o disquete, nem contribuiu para seu fim, dada a ínfima participação dos Macs no mercado de computadores pessoais. O que a Apple fez, entretanto, foi matar o disquete para seus usuários, foi dizer “para NÓS isso é passado”. Se você quer MESMO usar disquetes, compre um PC. No máximo, um leitor externo, mas lembre-se, isso é passado.
Ao vender o Live e não incluir Blu-Ray em seu console a Microsoft está fazendo a mesma aposta. Banda larga é algo comum a praticamente TODOS os usuários de Xbox nos EUA, isso é fato. Esses usuários são familiarizados com o Live, com o conceito de distribuição digital. Não é problema convencê-los.
Já os estúdios, bem, se eu fosse a Microsoft diria:
“Se você quer seu filme exibido em milhões de consoles, distribua-o digitalmente. Ah, é melhor que disco físico, não dá pra emprestar um download, sabiam?”
Será esse o princípio do fim da mídia física? Será que a posição da Microsoft de dizer não ao BluR-ay é o equivalente da Apple anos atrás de dizer não ao disquete, e a atual de dizer não à Ethernet?
O tempo dirá.
Imagem achada no Glacial. É, ele nunca me enganou ;)
No princípio era o verbo, e o verbo era Unix.
E do verbo se criam dois pilares, que se tornam sustentáculos de uma batalha fervilhante em ideologias e teorias, que desgastam a integridade moral de seus articulistas, tudo para colocar em evidência a falta de paciência de quem já não consegue pensar por si.
Windows e Linux muitas vezes parecem ser personagens míticos de uma guerra indefinida e sem propósito em prol de sua “justificável” (injustificável!) supremacia indefinida sobre os olhos seu Deus (Unix). Do braço direito de Deus ao Anjo da Luz da eterna discórdia, assim como o Arcanjo Gabriel e Lúcifer, Linux e Windows parecem travar uma batalha épica entre o bem o e mal, muitas vezes invertendo seus papéis, de acordo com os olhos (e a mente) do narrador.
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